Topos de Gama incompreendidos

Acho que se tem que separar um pouco as "águas" neste tópico. Há que ver este tema, interessante sem dúvida, num aspecto de mercado internacional ou europeu e o mercado nacional.
No contexto do mercado nacional, é muito simples, com o preço que as viaturas do segmento E e acima assumem no nosso país, é natural que os consumidores optem pelos mais "tradicionais" lideres do segmento. É q a desvalorização é grande, e se compararem o valor de retoma de um classe E e um 607, claramente vão ver q a diferença de preço não se esbateu com os anos. O 607 creio que foi até na Europa, Portugal incluido, o segmento E "não germânico" [:D][:D] a vender mais quando saíu.

Se pensarmos num contexto mundial ou pelo menos europeu, temos que pensar que o preço de um 607 e um C6 em Espanha, não têm o mesmo preço que em Portugal, e até por nesses mercados terem versões mais pobres em equipamento, torna-os muitas vezes adversários de carros de segmentos inferiores, conseguindo assim melhores vendas. Um topo de gama das marcas francesas vende bem na França e mercados limitrofes, lembram-se do Safrane e do 25? Do Máxima?
Curioso é que as marcas mais generalistas, seguiram lógicas diferentes. A renault e o C6( já havia histórico na marca), embarcaram por lógicas diferentes, assumiram que quem quer um topo de gama tradicional vai para os alemães, e assim sendo optaram por fazer coisas diferentes. Curiosamente o 607 vendeu bem, e não optou por esta via! [:D][:D] O Thesis não me parece que tenha ido pela via da diferenciação, e desde o inicio foi considerado o carro "de estado" do grupo, o que aliás ficou comprovado pela sua utilização como carro do Berlusconi e presidente do grupo há altura. O seu reinado foi apenas interrompido pela última geração do "Quatro portas" da Maserati. O 166 assim como os topos de gama AR passados, sempre apostaram numa clientela diferente, específica, e sempre sendo uma interpretação italiana de um topo de gama alemão, sempre com dinâmica apurada e grandes prestações. O 164 foi para mim o expoente máximo desta filosofia.
Não ser esqueçam que neste segmento de mercado entram também alguns palyers com vendas muito importantes na Europa e EUA, como a Volvo, a SAAB e a Jaguar. Que sem serem líderes, assumem-se como uma boa alternativa para quem não quer ser mais um com um S5 ou um E cinzento. Uma última palavra para o Phaeton, que fica passa este segmento, e tenta ir ao segmento acima. É para mim um exemplo da teimosia do presidente da VAG na altura. Um carro de qualidade, com pormenores de Engenharia fabulosos, motores de topo e um equipamento fabuloso. Teve a má ideia de o fazer sair com um "badge" Volkswagen.
 
A meu ver existem situações no mercado que já nem podemos explicar que não tenham tanto sucesso apenas porque são marcas generalistas.

Basta ver o fosso de vendas entre as 3 alemãs e as outras marcas mesmo Premium.

O problema é o estigma que se associou à Mercedes, BMW, Audi e toda a gente quer essas marcas, e é como a bola de neve, esta moda começou e isso originou o que se vê actualmente.

No segmento E existem muitos concorrentes e muitos de marcas Premium que vendem menos ou venderam menos que modelos de marcas generalistas Generalistas.

O que se passa é que o preconceito de mercado e a sua viciação criam uma bolha em torno das 3 alemãs, devido ao estatuto que apresentam facilmente atraem emoção nas pessoas e depois vem a parte racional que mesmo quem não percebe nada sabe que é dizem que é bom e desvaloriza pouco.

Por exemplo uma Jaguar, Volvo? São bons mas desvalorizam mais em percentagem.

Para finalizar já viram a quantidade de ocorrências de fotos e publicidade gratuita que existe nas revistas às 3 alemãs? dizem que é o que o publico quer mas não é bem assim pois parece que só existem as alemãs e aquilo acaba por criar um padrão nas pessoas e no fim torna o mercado tendencioso.

Por exemplo se mostrassem com tanta frequência o Jaguar e dessem a conhecer mais do carro alem de associarem títulos de chamar atenção como fazem com os alemães até apostava que o carro teria mais vendas.

É preciso ver que muita gente apenas vê a capa e o que comem na capa fica-lhe na cabeça, se estão sempre a ver as mesmas marcas e modelos ainda por cima com títulos gabarolas é normal criarem uma base tendenciosa geral pois as pessoas gostam disso, de carros gabados ou marcas gabadas.
 
Estamos aqui a confundir muita coisa...

O 607 é o único representante ainda à venda que chegou a viver nos últimos anos em que havia algum mercado para o segmento E não germânico/sueco/inglês.

As vendas no seu primeiro triénio (1999-2001) podem parecer um relativo sucesso mas exclusivamente quando se compara com...o que actualmente acontece para qualquer representante francês (incluindo o próprio!) ou italiano na categoria.

Repare-se que o Renault Safrane que deixou o mercado em 2000, tinha vendas equivalentes (pouco inferiores) na mesma altura, sendo um projecto de 92!

Aliás, já no período 2002-2004 o 607 sofreu imenso com a chegada do VelSatis, particularmente no mercado francês. Nem foi preciso perder para os alemães (isso todos eles já tinham perdido ao longo de toda a década de 90, numa hemorragia contínua)...perdeu para os próprios outsiders recém-chegados.

Depois, o VelSatis deixou simplesmente de vender e o 607 ficou sozinho nesse nicho dado o também flop do Thesis e a antiguidade do 166.

Ou seja, o que aconteceu à carreira comercial do 607 acabou por ser o reflexo do que aconteceu a todos os outsiders com a vantagem que o preço inferior ter permitido uma estabilidade de vendas dentro da quase não-existência comercial.

Veja-se que o C6 o suplantou ligeiramente nos primeiros tempos de comercialização (tal como o VelSatis o havia feito), mas tal como o VelSatis, sucumbiu após efeito novidade e neste momento até vende ligeiramente menos que o 607.

O que se pode objectivar na carreira comercial do 607 não é um semi-sucesso, mas exclusivamente uma estabilidade dentro de vendas residuais.
 
Pelo menos em Portugal, este não teve grande volume de vendas:

NISSAN-Maxima-QX-3-0-V6-Ambiente--1997-2000-.jpg
 
A meu ver, o problema não é dos carros em si nem sequer do preço pedido, que nas marcas "não premium" é muito convidativo para o equipamento e qualidades oferecidas.

O problema põe-se na segmentação do mercado, imagem/status e na tradição/vícios do consumidor. Além disso, o mercado alvo é muito "tradicional" e conservador não embarcando em aventuras "esquisitas".
A excepção parece-me ser a pátria onde são fabricados tais carros que por "patriotismo" das entidades estatais e de alguns clientes, ainda conseguem ter alguma expressão nas vendas, mas ainda assim, abaixo de MB, BMW e outras

A Toyota viu e compreendeu o problema tendo criado uma marca premium, a Lexus, que não é mais que um toyota apurado e mais alguns pózinhos!
Mas lá está é oficialmente um Lexus, agora perguntem a um proprietário de um Lexus se compraria o topo de gama da toyota, acho que já sabem a resposta...

Cumps!
 
A meu ver, o problema não é dos carros em si nem sequer do preço pedido, que nas marcas "não premium" é muito convidativo para o equipamento e qualidades oferecidas.

O problema põe-se na segmentação do mercado, imagem/status e na tradição/vícios do consumidor. Além disso, o mercado alvo é muito "tradicional" e conservador não embarcando em aventuras "esquisitas".
A excepção parece-me ser a pátria onde são fabricados tais carros que por "patriotismo" das entidades estatais e de alguns clientes, ainda conseguem ter alguma expressão nas vendas, mas ainda assim, abaixo de MB, BMW e outras

A Toyota viu e compreendeu o problema tendo criado uma marca premium, a Lexus, que não é mais que um toyota apurado e mais alguns pózinhos!
Mas lá está é oficialmente um Lexus, agora perguntem a um proprietário de um Lexus se compraria o topo de gama da toyota, acho que já sabem a resposta...

Cumps!

E quem diz a Toyota, diz a Honda com a Acura ou a Nissan com a Infinity. Cada macaco no seu galho.
 
Exemplo flagrante: Phaeton

De um modo geral, estes modelos são as montras tecnológicas da marca e ajudam a vender o resto da gama. Podem não aspirar a, nem vir a dar lucro


Agora, com os preços dos automóveis em Portugal, para mim, topo de gama incompreendido é qualquer automóvel generalista que custe + de 30000€..
pela desvalorização, pela carga fiscal, por tudo











Ps: Outros exemplos:

Saab 95; Chevrolet Epica; Hyundai Sonata;
Ou jipes, graças à carga fiscal: Mitsubishi Pajero; Nissan Pathfinder
 
Por ter o símbolo errado no capot?

Eu sei muito bem quem podia contribuir e muito para este tópico.

Ainda no outro dia falei com ele no msn sobre os topos de gama nomeadamente o Phateon e com a motorização W12.

Acreditem o Phateon é mesmo muito bom..

Mas ele que se acuse e que venha cá deixar uma posta [:p][:p][:D]
 
Última edição:
A Toyota viu e compreendeu o problema tendo criado uma marca premium, a Lexus, que não é mais que um toyota apurado e mais alguns pózinhos!
Mas lá está é oficialmente um Lexus, agora perguntem a um proprietário de um Lexus se compraria o topo de gama da toyota, acho que já sabem a resposta...

Cumps!


Na europa, ser Lexus não chega.
 
Por este tópico e pelas respectivas respostas dá perfeitamente para ver que o mercado quer é marcas, o carro ser bom é secundário.

Parece-me muito pouco razoável certo tipo de apreciações, até ao ponto de carros de marcas generalistas acima de 30 mil euros nem terem que existir...[8b]

Já agora porque não dizem 25 mil euros? por esse preço já se têm modelos de marca como Mercedes! Pela mesma lógica porque não acabam com as generalistas? [8b][8b][8b][8b]

Uma marca generalista pode e deve oferecer todos os segmentos, mas como a sua posição indica a relação preço/produto sai beneficiada por não se pagar tanto a marca e por prescindir de certos luxos.

Quanto menos modelos existirem em determinadas gamas menos tipos de produtos diferentes temos e menos pressão existe em preços.
 
Parece-me muito pouco razoável certo tipo de apreciações, até ao ponto de carros de marcas generalistas acima de 30 mil euros nem terem que existir...[8b]

Pessoalmente não me incomoda nada que uma marca generalista como a VW produza um carro tipo phaeton, para a marca é que pode ser chato não os conseguir vender. É que as marcas não vivem de ideais, elas têm é de conseguir vender. [;)]
 
Pessoalmente não me incomoda nada que uma marca generalista como a VW produza um carro tipo phaeton, para a marca é que pode ser chato não os conseguir vender. É que as marcas não vivem de ideais, elas têm é de conseguir vender. [;)]


Mas vende, só que neste fórum repete-se até à exaustão que não vende (só se explica com o desconforto de ser VW), vai ter sucessor!,
ficar em vendas só atrás do trio A8, Classe S e Série7 (este último em alguns mercados chegou a ser ultrapassado pelo Phaeton), então que qualificativo usar para por ex. para um XJ que vende menos?
 
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