Acho que existe muita confusão de ideias no inicio do tópico.
Falando dos franceses, o Peugeot não pode ser metido no mesmo saco do Citroen e do Renaut.
O 607 pode não ter vendido mais de 1 milhão como um classe E mas para os mercados em que esta representado nos primeiros anos não vendeu nada mal, a meu ver existem outras marcas habituais (com imagem mais alta como a jaguar, volvo) nesse segmento que andaram a vender menos. Este carro chegou a estar em 4º nacional com opções de motores na altura muito limitados.
Tivessem eles na altura um 2.0 hdi 136, o 2.2 hdi 170 e o 3.0 ou mesmo o 2.7 e o carro teria mais sucesso.
O 607 é um automóvel de gama alta com um conceito convencional e bastante generalista ao género dos 3 alemães , os outros 2 são conceitos muito específicos e que procuram oferecer algo que os generalistas desses segmentos não oferecem, seja conforto ou outra coisa qualquer.
Se hoje em dia está com 9 anos e facilmente ultrapassado tecnologicamente quando saiu não era bem assim e até superava em muitas áreas um classe E da mesma altura incluindo a dinâmica, um teste feito por uma entidade alemã e que penso ainda dar para ver na net.
''Muitas vezes os carros que estas marcar concebem são particularmente confortáveis, bem acabados, normalmente com uma dinâmica sofrível mas sempre bons estradistas e companheiros de viagens.''
hein? nesse caso todos os concorrentes têm dinâmica sofrível, porque não é isso que os testes mostram ou mesmo as opiniões jornalísticas.
Existe ai testes dinâmicos da ADAC penso em que o C6 consegue os melhores valores, isto não tem nada a ver com dinâmica sofrível até porque tem das suspensões mais sofisticadas e caras do segmento.
Este é mais um mito que se criou! Porque passam a vida a confundir tacto de condução mais dinâmico com dinâmica. Ai sim um serie 5 têm um tacto mais dinâmico mas pode não ser mais dinâmico quando levado aos limites de aderência.
Não sei porque razão são incompreendidos!!
Um Megane é incompreendido porque existe um serie 1? ou o Vw phaeton é incompreendido porque existe um classe S?
Acho que muita gente deve pensar que por serem marcas que iniciam os seus modelos em carros citadinos deixam de poder oferecer na mesma marca um estradista!!
O que vejo é muito simples, estes carros não vendem muito porque não criam ciclos de modelos e perdem os clientes, são automóveis bastante específicos e tem menos mercado ou ainda pertencem a marcas que vendem carros até 7x mais baratos e por isso muita gente já não pega neles.
Quanto à parte de mostrar o que sabem fazer isso compete as equipas desportivas das marcas, nunca uma marca generalista mostra o que sabe fazer com um segmento E, não estamos nos anos 20/30 e até 40 onde isso podia ser verdade hoje não.
A partir do momento que praticamente todas as actuais tecnologias são produzidas e desenvolvidas por terceiros onde está a lógica do saber fazer em que segmento seja? já para alem que os profissionais que la trabalhem rodam entre marcas.
Hoje em dia e já desde à muitos anos atrás o que se passa é que existem custos e tudo anda a volta disso e do lucro, mesmo havendo profissionais com capacidades diferentes as marcas têm equipas muito vastas e o que salta mais à vista são as diferenças de prioridades dadas aos projectos e por conseguinte o dinheiro gasto mais numas áreas que em outras.
No máximo podemos dizer que é o que a marca pode oferecer por aquele dinheiro e para ter lucro.
A partir do momento que tudo tem um custo as suas limitações provêm acima de tudo do custo máximo estipulado, se uma Mercedes vende um E 20 mil euros mais caro que um C6 em igual equipamento é óbvio que pode mostrar mais coisas e mais opções. Se a Citroen quisesse também venderia um carro de 100 ou 150 mil euros e com todas as coisas que um carro desse preço pode ter mas se já existe muito cepticismo em torno de carros da marca de 75/80 mil euros imagina em 150 mil!
Por exemplo as elaboradas forras das portas de um classe S são feitas em França pela Faurecia que pertence à PSA em grande parte.
Alias temos 6 Citroen GT que custam a modica quantia de 2 milhões de euros cada, faz sentido dizer que o C6 é o que a marca sabe fazer melhor?
E os concept cars muito mais avançados tecnologicamente que um classe S e etc praticamente todas as marcas o fazem e aqui sim já se pode dizer que é o estado da arte do design e da tecnologia e é o que está ao alcance das marcas que mesmo nisso dependem de fabricantes externos e das suas tecnologias.