Tróia

Só hoje é que recebeste esse e-mail?

Isso já anda ai há uns 2 anos.. :sh)

Aliás até já está quase tudo construído!

Fiquei com a ideia que iriam construir um empreendimento parecido a Sol troia mesmo a seguir a Tróia.


Mas é verdade que aquilo está melhor que antigamente, muito mais limpo[:D]

Mas também é verdade que à excepção das casas na zona do antigo porto de ferris, as outras são feias para caraças e são quase só vidro, estilo xo qual não gosto nada. Mas parece que já estão quase todas vendidas.

No entanto pensava que a zona iria ficar melhor, mas não está má.
 
Perguntaram ao neto se ele achava bem que o avô pagasse o que paga aos empregados que estão, por exemplo, numa caixa de supermercado.

O "menino" respondeu o seguinte: "Claro que sim, se um empregado não quiser lá estar há uma carrada deles prontos a ocuparem o seu lugar.."

Ora se isto é de pessoas dignas e honestas eu vou ali e já venho! Pra mim é exploração nua e crua e além disso uma enorme falta de responsabilidade social!


Por acaso tinha em arquivo um excerto dessa entrevista[:vm)]


''É um menino-prodígio, mas anda de transportes públicos. Não tem a tentação de ir de carro e motorista para a faculdade?

A minha família não sustenta esse tipo de nível de vida. Nunca foi o nosso estilo ter uma vida ostensiva ou muito acima da média. Não vou dizer que a minha vida seja a de um português normal, porque não é. Os portugueses em média são pobres e os menos qualificados da Europa. Não tenho grande contacto com esse Portugal real ou com esse Portugal pobre. Mas sei que ele existe porque os números não mentem. E quando vejo as estatísticas da UE e da Eurostat é inegável que Portugal é um país pobre. Um católico diria que a única coisa que temos a certeza é que vamos morrer. Um cínico diria que vamos morrer e pagar impostos. Eu diria que vamos morrer, pagar impostos e que o dinheiro dos nossos impostos vai ser mal gasto.


Fala muito de ricos e pobres, da exclusão social. Há muitos licenciados que são caixas de supermercado…

Porque a economia portuguesa não conseguiu adaptar-se às exigências do mundo actual e não consegue absorver as pessoas qualificadas. A grande culpa é de quem não soube aproveitar o dinheiro que a EU deu para reconstruirmos a economia com base no conhecimento e não na mão-de-obra barata.


E sabe quanto ganha um caixa de supermercado? Aceitava trabalhar como operador de caixa?

Se me desafiassem para ir conhecer o negócio do retalho como um anónimo que dá o seu contributo e a cara perante o cliente, aceitava o desafio. Mas sinto – e muitos têm o direito de sentir – que posso contribuir mais para a criação de valor do grupo e para o país, se puder usar mais o cérebro e menos o físico. Mas um caixa deve ganhar 600 euros líquidos.

Acha bem?

Nem bem nem mal, é o país que temos, que é mau. No século XXI, numa sociedade civilizada e inserida na UE, 600 euros só se justifica porque a economia tem tanta incapacidade de absorver as pessoas, que há quem aceite trabalhar por 600 euros.

Quando um licenciado aceita ser caixa de supermercado está a fazer pela vida. Ou não?

Com certeza. Tenho imenso respeito pelas pessoas que trabalham. O problema é a quantidade de portugueses que não querem trabalhar. Ainda recentemente uma notícia dava conta de uma empresa em Guimarães [a Amtrol-Alfa, multinacional americana] que não conseguia arranjar trabalhadores. E um licenciado que trabalha por 600 euros/mês, claro que é alguém que faz pela vida. É também verdade que 600 euros pode não ser a remuneração adequada para alguém com qualificação superior. Mas também é verdade que se essa pessoa não estivesse inserida num grande retalhista, como a Sonae ou a Jerónimo Martins, por exemplo, e tivesse, em alternativa, de trabalhar numa mercearia, as probabilidades de progredir na carreira eram muito inferiores. Na Sonae, se for bom e merecer, sobe na hierarquia. Tendo em conta que a geração de valor de um trabalhador da sonae é muito superior ao pib per capita em Portugal, embora a Sonae pague mal aos seus colaboradores, não paga pior do que os seus concorrentes. E paga melhor do que a média das empresas portuguesas. ''
 
Afastando-me dessa conversa da relação Sonae com os seus empregados que é um pouco off-topic, sou só eu que fiquei com a sensação que roubaram um bom pedaço de terra aos portugueses para fazer negócio com os turistas estrangeiros? Acho que se se aceitam turistas portugueses lá no resort, tem que se fazer promoção cá também! Ou os portugueses só podem ir se receberem um convite?
Já sabia destas ideias mas isto está a parecer descaramento a mais...
 
Estive por lá este fds e gostei do que vi.
Andava aqui a ver preços na net e dei com esta pérola:


7. Isenção de IMT e de pagamento de IMI nos primeiros 7 anos, por se tratar de um produto inserido num sector estratégico da economia portuguesa.

TROIA DESIGN HOTEL :: Real Estate : Invista

Mas que palhaçada.
Tanta gente sem possibilidades a pagar IMI e IMT.
E esta treta de apartamentos, claramente virados para a classe alta, fica isenta.

É tudo a roubar :sh)
 
Venda de casas parou em Tróia

Cerca de 60% de apartamentos por vender. Moradores já temem que se esteja perante uma nova Torralta



Cerca de 60% dos apartamentos e vivendas do novo Tróia Resort continuam por vender. Mas, pior do que isso, a procura que se fez sentir até meados do ano passado sofreu uma redução drástica, levando a Associação de Moradores Viver Tróia a recear ter a Sonae acabado de construir uma "nova Torralta". O presidente da associação, Ricardo Martinez, aceita que a crise económica possa explicar parte do problema, mas garante que há questões que estão a transformar a península em mais um "elefante branco".

"Quem é que compra um apartamento a preços altíssimos num local onde praticamente não há vida?", questiona Ricardo Martinez, lamentando que nesta altura apenas exista um pequeno café, uma papelaria, uma óptica e um supermercado. Isto num local onde já existem mais de 15 mil camas, sendo que a actual conjuntura lançou num compasso de espera o último investimento avaliado em 115 milhões de euros destinado a financiar os apartamentos turísticos da Lagoa e o Eco Resort.

"Que turismo de excelência é este de que temos ouvido falar? É claro que estamos muito preocupados por ver como a venda de casas parou completamente, porque Tróia está desertificada", sublinha Ricardo Martinez, numa altura em que o próprio grupo Sonae admite as dificuldades do sector imobiliário, revelando que 60% dos imóveis continuam à venda. Quer isto dizer que há ainda um total de 90 moradias em banda e 70 apartamentos sem compradores.

Para o representante dos moradores, há pequenos detalhes que estão a condenar os primeiros tempos da nova Tróia ao insucesso, caso do serviço de catamarãs, entre a Marina de Tróia e Setúbal, que é interrompido às 21.00 horas, obrigando as pessoas a utilizarem os ferries, cujo cais se situa na zona dos Fuzileiros, a cerca de quilómetros do aglomerado urbano. "Há pessoas que não sabe e ficam a pé. Ou apanham boleia e vêm andando, porque o autocarro de 70 lugares que costuma estar no cais só transporta os trabalhadores. Isto é inconcebível, porque o motorista nem aceita dinheiro aos turistas", lamenta o dirigente, enquanto a Sonae admite que está a tentar fazer uma gestão rigorosa das suas duas travessias fluviais do Sado, alertando que a Atlantic Ferries já soma um grande prejuízo.

Mas Martinez aponta ainda para os preços dos parques de estacionamento subterrâneos. Os primeiros quinze minutos de utilização custam 25 cêntimos, enquan- to as restantes fracções de 15 minutos rondam 15 cêntimos. Ou seja, qualquer turista que queira estacionar em Tróia não o faz por menos de 15 euros diários. "Então não podia haver uma atenção para quem aqui vem passar férias? Isto é uma enormidade", alerta o representante dos moradores.

Já para o presidente da Câmara de Grândola, Carlos Beato, Tróia merece elogios, mantendo o autarca "todas as expectativas iniciais", acrescentando que o próximo Verão vai mostrar uma península diferente após o fim do estaleiro dos últimos quatro anos. "Em lugar de toda aquela maquinaria que ali esteve, as pessoas vão encontrar o triplo do espaço verdes que havia antes das obras."

Carlos Beato deposita elevada confiança na abertura do casino, agendada para 1 de Janeiro de 2011, mas alerta que a próxima época balnear "Tróia vai ter já condições de relançar todos os argumentos de que vão fazer desta península um destino turístico de excelência." A afirmação do autarca tem por base "o leque de ofertas já ao dispor do público": "A marina, hotéis e o campo de golfe, dos melhores do mundo."

http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1536671&seccao=Sul
 
Sai uma bancada de melões para o Tio Belmiro....

Se ele não fosso o guloso que é, talvez aquilo tivesse bem mais sucesso! É que até a porra do Ferry ele teve de aumentar uns 50%... [8b]
 
Venda de casas parou em Tróia

Cerca de 60% de apartamentos por vender. Moradores já temem que se esteja perante uma nova Torralta



Cerca de 60% dos apartamentos e vivendas do novo Tróia Resort continuam por vender. Mas, pior do que isso, a procura que se fez sentir até meados do ano passado sofreu uma redução drástica, levando a Associação de Moradores Viver Tróia a recear ter a Sonae acabado de construir uma "nova Torralta". O presidente da associação, Ricardo Martinez, aceita que a crise económica possa explicar parte do problema, mas garante que há questões que estão a transformar a península em mais um "elefante branco".

"Quem é que compra um apartamento a preços altíssimos num local onde praticamente não há vida?", questiona Ricardo Martinez, lamentando que nesta altura apenas exista um pequeno café, uma papelaria, uma óptica e um supermercado. Isto num local onde já existem mais de 15 mil camas, sendo que a actual conjuntura lançou num compasso de espera o último investimento avaliado em 115 milhões de euros destinado a financiar os apartamentos turísticos da Lagoa e o Eco Resort.

"Que turismo de excelência é este de que temos ouvido falar? É claro que estamos muito preocupados por ver como a venda de casas parou completamente, porque Tróia está desertificada", sublinha Ricardo Martinez, numa altura em que o próprio grupo Sonae admite as dificuldades do sector imobiliário, revelando que 60% dos imóveis continuam à venda. Quer isto dizer que há ainda um total de 90 moradias em banda e 70 apartamentos sem compradores.

Para o representante dos moradores, há pequenos detalhes que estão a condenar os primeiros tempos da nova Tróia ao insucesso, caso do serviço de catamarãs, entre a Marina de Tróia e Setúbal, que é interrompido às 21.00 horas, obrigando as pessoas a utilizarem os ferries, cujo cais se situa na zona dos Fuzileiros, a cerca de quilómetros do aglomerado urbano. "Há pessoas que não sabe e ficam a pé. Ou apanham boleia e vêm andando, porque o autocarro de 70 lugares que costuma estar no cais só transporta os trabalhadores. Isto é inconcebível, porque o motorista nem aceita dinheiro aos turistas", lamenta o dirigente, enquanto a Sonae admite que está a tentar fazer uma gestão rigorosa das suas duas travessias fluviais do Sado, alertando que a Atlantic Ferries já soma um grande prejuízo.

Mas Martinez aponta ainda para os preços dos parques de estacionamento subterrâneos. Os primeiros quinze minutos de utilização custam 25 cêntimos, enquan- to as restantes fracções de 15 minutos rondam 15 cêntimos. Ou seja, qualquer turista que queira estacionar em Tróia não o faz por menos de 15 euros diários. "Então não podia haver uma atenção para quem aqui vem passar férias? Isto é uma enormidade", alerta o representante dos moradores.

Já para o presidente da Câmara de Grândola, Carlos Beato, Tróia merece elogios, mantendo o autarca "todas as expectativas iniciais", acrescentando que o próximo Verão vai mostrar uma península diferente após o fim do estaleiro dos últimos quatro anos. "Em lugar de toda aquela maquinaria que ali esteve, as pessoas vão encontrar o triplo do espaço verdes que havia antes das obras."

Carlos Beato deposita elevada confiança na abertura do casino, agendada para 1 de Janeiro de 2011, mas alerta que a próxima época balnear "Tróia vai ter já condições de relançar todos os argumentos de que vão fazer desta península um destino turístico de excelência." A afirmação do autarca tem por base "o leque de ofertas já ao dispor do público": "A marina, hotéis e o campo de golfe, dos melhores do mundo."

Venda de casas parou em Tróia - Portugal - DN
Falta, já o disse, claramente uma ponte...
 
A questão a meu ver não são os preços, é a falta de infra-estruturas que têm e as soluções para ser autonoma. O que não quer dizer que não seja um sitio caro, mas a Comporta tambem é.

Precisa de restaurantes, supermercados, divertimentos, etc etc etc...
 
Última edição:
"Tróia morre à fome à espera dos ricos"

==> "Tróia morre à fome à espera dos ricos" - Portugal - DN

Há 3 anos que não passava por Tróia, em 2007 aquilo era um estaleiro de obras horrível, fiquei sem qualquer vontade de regressar, mas em Junho vou fazer uma viagem, de vários dias, pelo litoral alentejano, nada mais natural do que começar por Tróia(pensava eu), comecei então a pesquisar, desde os preços do ferrie(absurdos, 15€ por viagem), preços dos hotéis(a cima da média), etc.

Ainda não decidi se começo na Comporta, se em Melides, Tróia? não obrigado!!

http://www.atlanticferries.pt/
 
Última edição:
estive em Tróia um dia no Verão passado...
apesar daquilo estar relativamente parado foi dificil arranjar lugar para parar o carro (havia uns quantos parques pagos que tavam fechados... acabei por deixar o carro assim parado à má fila lá perto de um estaleiro de obras...)

lojas não vi..
marina tava vazia...
centro de congressos tava em obras (ou pelo menos parecia)
gostei do aspecto geral da coisa, mas tava tudo muito vazio (mesmo os apartamentos quase nao tinha carros lá estacionados)
quando fui a voltar, havia uma fila imensa para o ferry... com o tempo que ia demorar e com o preço (caro) fui dar a volta por comporta e alcácer... fica mais barato e mais rápido apesar de serem uns 100 km :P
 
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