Ultimate Cell - O que acham?

Não vejo lá nenhum teste ao que sai da maquineta. Só testes mecânicos e ambientais.

O objectivo do ensaio é submeter a maquineta a "perturbações ambientais" e depois medir o fluxo de hidrogénio verificando se varia ou não após a perturbação.

O único aspecto "estranho" a realçar: não identificam o equipamento usado para medir o fluxo de hidrogénio e reportam para outro documento: "test proposal ISQ n.º 121/2013" onde essa informação deve estar (espero).

Eu fiz muitos ensaios e análises em início de carreira e poderia aqui dar motivos para a omisão identificação do equipamento usado na medição no report que sai para o cliente, mas isto seria especulação. Até se podem ter esquecido ou então como é "laborátório acreditado" poderá até estar dispensado de o fazer ( não estou dentro do ramo para poder confirmar).

Em qualquer dos casos, medem fluxo de hidrogénio e existem equipamentos para fazer esse serviço no mercado.

Estás de acordo comigo ou não?
 
O objectivo do ensaio é submeter a maquineta a "perturbações ambientais" e depois medir o fluxo de hidrogénio verificando se varia ou não após a perturbação.

O único aspecto "estranho" a realçar: não identificam o equipamento usado para medir o fluxo de hidrogénio e reportam para outro documento: "test proposal ISQ n.º 121/2013" onde essa informação deve estar (espero).

Eu fiz muitos ensaios e análises em início de carreira e poderia aqui dar motivos para a omisão identificação do equipamento usado na medição no report que sai para o cliente, mas isto seria especulação. Até se podem ter esquecido ou então como é "laborátório acreditado" poderá até estar dispensado de o fazer ( não estou dentro do ramo para poder confirmar).

Em qualquer dos casos, medem fluxo de hidrogénio e existem equipamentos para fazer esse serviço no mercado.

Estás de acordo comigo ou não?

Si, eles lá no relatório referem que estão a medir o fluxo de hidrogénio à saída, mas não dizem mais nada que possa esclarecer se o que está a sair é só hidrogénio ou se é uma mistura de hidrogénio com outras coisas. No pior dos cenários acreditaram na palavra do cliente, e assumiram que estava a sair hidrogénio, e simplesmente medem o volume do que sai de lá. Nada nos garante no relatório que não foi isto que aconteceu.
 
Si, eles lá no relatório referem que estão a medir o fluxo de hidrogénio à saída, mas não dizem mais nada que possa esclarecer se o que está a sair é só hidrogénio ou se é uma mistura de hidrogénio com outras coisas. No pior dos cenários acreditaram na palavra do cliente, e assumiram que estava a sair hidrogénio, e simplesmente medem o volume do que sai de lá. Nada nos garante no relatório que não foi isto que aconteceu.


Está bem visto mas não deixa de ser um erro inadmissível pois uma firma que mede, deve, no mínimo saber o que é que está medir.
Se não sabe, diz que mede o fluxo de à saida do dispositivo sem especificar de quê...

Mas este argumento tb poderia estar errado pois ( tanto qt percebi de algumas pesquisas google) os fluxometros tem factores de correção conforme o gas que estão a medir.

Cheira muito a argolada de facto mas sem sem se saber o procedimento detalhado, continua-se na especulação...


Aqui um link:

https://www.mathesongas.com/pdfs/products/flowmeter-product-line-overview.pdf
 
Esquece o IST. Provavelmente nunca foi o que se diz.
Pois... se calhar tens razão...

Conheces o professor Tribolet? De certeza que não. Se conhecesses,
não estarias a dizer essas coisas.
Por acaso, até conheço, dos meus tempos do INESC. É por isso que estou estupefacto pela forma como o distinto Professor Tribolet associou a sua imagem a este produto, ainda por cima não sendo da área científica dele. A única explicação que encontro é que os promotores deste produto são (ex) alunos ou (ex) professores do IST, e que por esse motivo, o Professor Tribolet baixou um bocado a guarda e deixou-se enganar...

Sobre o boletim do ISQ, há ali muitas questões pendentes, mas basta observar um pormenor para perceber que alguma coisa está muito errada: como é possível que o automóvel gaste muito mais a 90 Km/h do que a 120 Km/h? Isto contraria, não só o vulgar senso comum, como o conhecimento científico sobre a energia dissipada pelos veículos em movimento (o atrito aerodinâmico aumenta com o quadrado da velocidade). Isto não fez tocar as campainhas de alarme no ISQ ?

Por fim, a questão científica: qualquer pessoa com conhecimentos de termodinâmica sabe que num processo de eletrólise, em que é usada eletricidade para separar o hidrogénio e o oxigénio da água, perde-se energia. Ou seja, a energia potencial presente nos gases é menor que a energia que é gasta para produzir esses gases. Depois, a queima destes gases também não é perfeita, perdendo-se mais energia. Finalmente, o rendimento termodinâmico do motor (a capacidade de transformar calor em energia mecânica) é ridiculamente baixo, originado mais uma perda brutal de energia.

Assim, do ponto de vista científico, não há a menor dúvida que a hidrólise e posterior queima dos gases resultantes NÃO É um processo que permite ganhos energéticos. Se o fosse, seria possível construir motores que funcionassem apenas com água.

A única questão que deixo em aberto é a possibilidade de o hidrogénio atuar como um catalisador na queima dos hidrocarbonetos, permitindo melhorar ligeiramente a eficiência da queima. Neste caso, até poderiam ocorrer melhorias ligeiras na eficiência da combustão, mas que seriam totalmente descompensadas pela baixa eficiência do processo de produção de hidrogénio.

Em suma, considerando tudo aquilo que sei sobre termodinâmica, não tenho dúvidas nenhumas que se trata de um grande embuste...

Mas, se acreditam que podem andar a 120 Km/h num Audi A3, a gastar 3 litros aos 100... força... estão há espera do quê para comprar o produto?
 
Last edited:
Mas, se acreditam que podem andar a 120 Km/h num Audi A3, a gastar 3 litros aos 100... força... estão há espera do quê para comprar o produto?

Falta-me só Audi 3...[:)]

Mas dizes tudo. Na realidade aúnica saída possivel é o hidrogénio actuar como catalizador ou potencializador ou diabo a4 ...
 
Em qualquer dos casos, medem fluxo de hidrogénio e existem equipamentos para fazer esse serviço no mercado.

Estás de acordo comigo ou não?

Não sei qual foi o equipamento utilizado, mas eles têm no Labmetro um espectrómetro de massa que lhes permite fazer essa medição.

Caso necessário, certamente saberão que poderão utilizar equipamentos melhores tanto no Dep. Química do IST como no Inesc, só para referir instituições já aqui referidas. Caso queiram utilizar outras 3rd party, há sempre opções no Dep. Física ou no Dep. Química da FC Lx ou na Nova.

Mas, ao que conheço do ISQ, eles não precisarão de equipamentos fora de portas...
 
Falta-me só Audi 3...[:)]

Mas dizes tudo. Na realidade aúnica saída possivel é o hidrogénio actuar como catalizador ou potencializador ou diabo a4 ...

Mas ainda tens esperanças que haja uma saída possível? [:D]
É que se houver, estes gajos tinham que ganhar o prémio Nobel da quimica e da física no mesmo ano.
 
Vamos fazer uma vaquinha?

Preciso de um carro barato para estragar, uns milhares de euros para o pôr a andar e 350€ para instalar a célula de electrólise ou como se chama aquela coisa.

Prometo fazer relatos quase diários, ao contrário da AH!

Posso mandar o NIB? Ou abrimos uma conta conjunta com meia dúzia de carolas, a bem da ciência?

No meu não ponho porque tenho medo do H2... nos meus metais! Agora nos metais dos outros não me custa nada! [;)]
 
Pois... se calhar tens razão...


Por acaso, até conheço, dos meus tempos do INESC. É por isso que estou estupefacto pela forma como o distinto Professor Tribolet associou a sua imagem a este produto, ainda por cima não sendo da área científica dele. A única explicação que encontro é que os promotores deste produto são (ex) alunos ou (ex) professores do IST, e que por esse motivo, o Professor Tribolet baixou um bocado a guarda e deixou-se enganar...

Sobre o boletim do ISQ, há ali muitas questões pendentes, mas basta observar um pormenor para perceber que alguma coisa está muito errada: como é possível que o automóvel gaste muito mais a 90 Km/h do que a 120 Km/h? Isto contraria, não só o vulgar senso comum, como o conhecimento científico sobre a energia dissipada pelos veículos em movimento (o atrito aerodinâmico aumenta com o quadrado da velocidade). Isto não fez tocar as campainhas de alarme no ISQ ?

Por fim, a questão científica: qualquer pessoa com conhecimentos de termodinâmica sabe que num processo de eletrólise, em que é usada eletricidade para separar o hidrogénio e o oxigénio da água, perde-se energia. Ou seja, a energia potencial presente nos gases é menor que a energia que é gasta para produzir esses gases. Depois, a queima destes gases também não é perfeita, perdendo-se mais energia. Finalmente, o rendimento termodinâmico do motor (a capacidade de transformar calor em energia mecânica) é ridiculamente baixo, originado mais uma perda brutal de energia.

Assim, do ponto de vista científico, não há a menor dúvida que a hidrólise e posterior queima dos gases resultantes NÃO É um processo que permite ganhos energéticos. Se o fosse, seria possível construir motores que funcionassem apenas com água.

A única questão que deixo em aberto é a possibilidade de o hidrogénio atuar como um catalisador na queima dos hidrocarbonetos, permitindo melhorar ligeiramente a eficiência da queima. Neste caso, até poderiam ocorrer melhorias ligeiras na eficiência da combustão, mas que seriam totalmente descompensadas pela baixa eficiência do processo de produção de hidrogénio.

Em suma, considerando tudo aquilo que sei sobre termodinâmica, não tenho dúvidas nenhumas que se trata de um grande embuste...

Mas, se acreditam que podem andar a 120 Km/h num Audi A3, a gastar 3 litros aos 100... força... estão há espera do quê para comprar o produto?

Falta-me só Audi 3...[:)]

Mas dizes tudo. Na realidade aúnica saída possivel é o hidrogénio actuar como catalizador ou potencializador ou diabo a4 ...


Já li/ouvi algures, que é precisamente isso que a Ultimate Cell faz!!
E, como eu não tenho conhecimentos científicos para analisar/avaliar esse processo, fiquei na dúvida se isso terá mesmo algum impacto no aumento do rendimento do motor!

Tenho que estudar melhor o funcionamento do hidrogénio como catalisador...
 
Vamos fazer uma vaquinha?

Preciso de um carro barato para estragar, uns milhares de euros para o pôr a andar e 350€ para instalar a célula de electrólise ou como se chama aquela coisa.

Prometo fazer relatos quase diários, ao contrário da AH!

Posso mandar o NIB? Ou abrimos uma conta conjunta com meia dúzia de carolas, a bem da ciência?

No meu não ponho porque tenho medo do H2... nos meus metais! Agora nos metais dos outros não me custa nada! [;)]

Mau...
Então eu não falei nisso primeiro?!:confused:
Eu até não sou ganancioso, mas tenho receio que não chegue para todos...[:D][:D]
 
Mau...
Então eu não falei nisso primeiro?!:confused:
Eu até não sou ganancioso, mas tenho receio que não chegue para todos...[:D][:D]

Tu queres é ir de vacances prá Coute d'Azur ou como se escreve essa coisa!

Eu tou aqui pelo bem da humanidade! Preciso do dobro do dinheiro porque nunca fui às Bahamas! [:D]
 
Vamos fazer uma vaquinha?

Preciso de um carro barato para estragar, uns milhares de euros para o pôr a andar e 350€ para instalar a célula de electrólise ou como se chama aquela coisa.

Prometo fazer relatos quase diários, ao contrário da AH!

Posso mandar o NIB? Ou abrimos uma conta conjunta com meia dúzia de carolas, a bem da ciência?

No meu não ponho porque tenho medo do H2... nos meus metais! Agora nos metais dos outros não me custa nada! [;)]


Tu não precisas desta celula de treta já tens o teu proprio gerador de hidrogénio... lol
Muita sorte tiveste tu não teres ido pelos ares... lol
 
A questão aqui é que o professor sabe que ninguém se vai chegar à frente e denunciar publicamente a situação.
 
Eu estou ESTUPEFACTO como é que alguém se deu ao trabalho de abrir um tópico sobre esta parvoíce!

Custa-me muito a acreditar que um Professor do IST se tenha associado a esta porcaria, e ainda menos sentido faz ter sido um professor que nada tem a ver com a área automóvel...
Eu estou a tomar conta de uma frota de cerca de 350 camiões e recebemos proposta desta "empresa" e eu fiquei sem acreditar, pensei que só tentavam enganar totós particulares, nunca pensei que fossem a grandes empresas...

Como Engenheiro automóvel, este tipo de "sistemas" mete-me nojo! Para além de tudo o que já disseram, testes sem credibilidade, eficiência da electrólise, etc, há ainda a acrescentar que criaram um ciclo infinito!
 
Eu estou ESTUPEFACTO como é que alguém se deu ao trabalho de abrir um tópico sobre esta parvoíce!

Custa-me muito a acreditar que um Professor do IST se tenha associado a esta porcaria, e ainda menos sentido faz ter sido um professor que nada tem a ver com a área automóvel...
Eu estou a tomar conta de uma frota de cerca de 350 camiões e recebemos proposta desta "empresa" e eu fiquei sem acreditar, pensei que só tentavam enganar totós particulares, nunca pensei que fossem a grandes empresas...

Como Engenheiro automóvel, este tipo de "sistemas" mete-me nojo! Para além de tudo o que já disseram, testes sem credibilidade, eficiência da electrólise, etc, há ainda a acrescentar que criaram um ciclo infinito!

Então tiveram que pagar ao professor, ao jornalista, e sabe-se lá mais a quem. Têm que ir buscar o investimento a qualquer lado. [:D]
 
Então tiveram que pagar ao professor, ao jornalista, e sabe-se lá mais a quem. [:D]
Se conhecessem o Prof. Tribolet não diziam estas coisas...

Existiu foi muita ingenuidade por parte dele e também do ISQ...
 
Eu estou ESTUPEFACTO como é que alguém se deu ao trabalho de abrir um tópico sobre esta parvoíce!

Custa-me muito a acreditar que um Professor do IST se tenha associado a esta porcaria, e ainda menos sentido faz ter sido um professor que nada tem a ver com a área automóvel...
Eu estou a tomar conta de uma frota de cerca de 350 camiões e recebemos proposta desta "empresa" e eu fiquei sem acreditar, pensei que só tentavam enganar totós particulares, nunca pensei que fossem a grandes empresas...

Como Engenheiro automóvel, este tipo de "sistemas" mete-me nojo! Para além de tudo o que já disseram, testes sem credibilidade, eficiência da electrólise, etc, há ainda a acrescentar que criaram um ciclo infinito!

Achas que não há totós nas grandes empresas?
 
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