Esquece o IST. Provavelmente nunca foi o que se diz.
Pois... se calhar tens razão...
Conheces o professor Tribolet? De certeza que não. Se conhecesses,
não estarias a dizer essas coisas.
Por acaso, até conheço, dos meus tempos do INESC. É por isso que estou estupefacto pela forma como o distinto Professor Tribolet associou a sua imagem a este produto, ainda por cima não sendo da área científica dele. A única explicação que encontro é que os promotores deste produto são (ex) alunos ou (ex) professores do IST, e que por esse motivo, o Professor Tribolet baixou um bocado a guarda e deixou-se enganar...
Sobre o boletim do ISQ, há ali muitas questões pendentes, mas basta observar um pormenor para perceber que alguma coisa está muito errada: como é possível que o automóvel gaste muito mais a 90 Km/h do que a 120 Km/h? Isto contraria, não só o vulgar senso comum, como o conhecimento científico sobre a energia dissipada pelos veículos em movimento (o atrito aerodinâmico aumenta com o quadrado da velocidade). Isto não fez tocar as campainhas de alarme no ISQ ?
Por fim, a questão científica: qualquer pessoa com conhecimentos de termodinâmica sabe que num processo de eletrólise, em que é usada eletricidade para separar o hidrogénio e o oxigénio da água, perde-se energia. Ou seja, a energia potencial presente nos gases é menor que a energia que é gasta para produzir esses gases. Depois, a queima destes gases também não é perfeita, perdendo-se mais energia. Finalmente, o rendimento termodinâmico do motor (a capacidade de transformar calor em energia mecânica) é ridiculamente baixo, originado mais uma perda brutal de energia.
Assim, do ponto de vista científico, não há a menor dúvida que a hidrólise e posterior queima dos gases resultantes
NÃO É um processo que permite ganhos energéticos. Se o fosse, seria possível construir motores que funcionassem apenas com água.
A única questão que deixo em aberto é a possibilidade de o hidrogénio atuar como um catalisador na queima dos hidrocarbonetos, permitindo melhorar ligeiramente a eficiência da queima. Neste caso, até poderiam ocorrer melhorias ligeiras na eficiência da combustão, mas que seriam totalmente descompensadas pela baixa eficiência do processo de produção de hidrogénio.
Em suma, considerando tudo aquilo que sei sobre termodinâmica, não tenho dúvidas nenhumas que se trata de um grande embuste...
Mas, se acreditam que podem andar a 120 Km/h num Audi A3, a gastar 3 litros aos 100... força... estão há espera do quê para comprar o produto?