Uma pergunta: O País está a encerrar?

citação:Originalmente colocada por Pé Leve

Uma fábrica de cortiça é sempre rentável, daí a minha questão!

No caso pode ter havido um conjunto de circunstâncias de inaptidão, neste caso do empresário, mas a fábrica poderia ser recuperada por outros, por exemplo pelos empregados! Continuaria, certamente, produtiva e rentável, com uma boa gestão, evidentemente, e não teria de fechar!;)
Uma fábrica de cortiça não é necessáriamente rentável. O mercado tradicional de rolhas está em crise.

O de aglomerados precisa de muito engenho.

Não é pelo facto das coisas existirem que têm que ser rentáveis.

E não é apenas a boa gestão o garante da sustentabilidade de qualquer projecto. Claro que Portugal precisa de recuperar o seu atraso em gestão, é indecutível. Mas há muito mais para além da gestão. Há o empreendorismo, a inovação, o saber lutar contra a adversidade.

E fico espantado como no Norte de África, há muitas empresas muito melhor organizadas que em Portugal.

Aí sim, com custos de produção extremamente baratos e com uma produtividade muito acima das suas congéneres Portuguesas, poderiam ter um futuro auspicioso.

Não o terão, mas por razões que não interessa para a conversa. [8D]
 
Comentários para quê !!

:( [8)]

Ovar - Multinacional em crise
Yasaki Saltano põe 533 na rua


A multinacional japonesa Yasaki Saltano, sediada em Ovar, anunciou ontem a intenção de avançar com o despedimento colectivo de 533 trabalhadores, ou seja, todos os que estão envolvidos na produção de cablagens para o modelo Corolla da Toyota. Em suspenso ficam os restantes 450 funcionários que operam com o modelo Avensis.




Ao que o CM apurou, o fim da laboração está já marcado para o próximo dia 24, no entanto, a empresa tem que cumprir com a nova lei dos despedimentos e negociar a saída dos trabalhadores com o Ministério do Trabalho e com os representantes dos trabalhadores.

Esta é a segunda leva de despedimentos na Yasaki, depois de, em 2005, ter anunciado a deslocalização de duas linhas de produção para a Eslováquia e a Turquia. Só durante esse ano saíram 800 trabalhadores de um universo de 1500.

A notícia do despedimento colectivo foi dada pela administração da empresa, ontem, à tarde, aos representantes do Sindicato das Indústrias Eléctricas do Centro, que haviam feito um ultimato à empresa para que revelasse os seus planos para o futuro da produção na fábrica de Ovar.

Os trabalhadores, apanhados de surpresa, apenas vão discutir a situação na próxima segunda-feira, em plenários marcados pelo sindicato.

De acordo com o dirigente sindical Américo Rodrigues “as reuniões com os trabalhadores vão ser principalmente de muita informação, uma vez que já ninguém tinha muitas esperanças de que a empresa mantivesse todos os postos de trabalho”. Para terça-feira está já agendada a primeira ronda negocial entre as partes para preparar o despedimento.

TENTAR SALVAR EMPREGOS

Américo Rodrigues já não acredita no futuro da empresa. O dirigente sindical, que simultaneamente é operário da Yasaki, acredita que “a única coisa que há a fazer é tentar, através da negociação, salvar o maior número de postos de trabalho possíveis”.

“Se de 533 previstos conseguirmos segurar uma centena já não é mau”, confessa. Esta resignação subsiste da experiência adquirida em 2005, quando surgiu a primeira crise séria na multinacional.

Nessa altura, Américo Rodrigues era um dos impulsionadores da luta laboral, no entanto, após várias greves à porta da empresa, a mobilização dos trabalhadores esmoreceu e muitos aceitaram pacificamente o despedimento. Nessa altura, dos 500 que a empresa queria dispensar acabaram por rescindir 800 funcionários.
Carla Pacheco

Diário de Referência
 
citação:Originalmente colocada por Pé Leve

Depois dizem que a culpa de não haver produtividade é da função pública...

Pois ...

O caricato é que fecha e fecha, e depois os que defendem que se a industria não dá que se abra de serviços, venda chuchas, turismoa, etc, etc.

Mas o que é certo fechar fecham, investir e desenvolver é que nem um dos pseudos "Empresários de Visão Salvadores" vejo a querer criar algo.
 
citação:Originalmente colocada por Pé Leve

citação:Originalmente colocada por Manuel Jasmim

citação:Originalmente colocada por Pé Leve


Então e aquela conversada de há uns anos que falava no combate à desertificação, no combate às assimetrias, no combate ao isolamento das populações?...

Para isso temos as SCTUS, o verdadeiro paradigma da politica de combate à desertificação.
Ora aí tens um excelente exemplo!

Que se saiba o Maior Problema do Interior é a Crónica Falta de Acessos a Todos os Níveis;), a nossa actual rede de AE é (existe?) os Fornecedores/Investidores dizem que não se chega lá ou então demora-se muito!
 
citação:Originalmente colocada por Pé Leve

Recordo-me da Quimigal, a antiga CUF (Companhia União Fabril), onde ainda trabalhei como operário, ser uma das maiores empresas da Europa. Fazia quase tudo, desde calçado, têsteis, lanifícios, vestuário, óleos, farinhas, extraía cobre, ouro, produzia amendoim e seus derivados, químicos inorgânicos de toda a natureza, produzia na área metalomecânica e na indústria naval...

Toda a região do Barreiro e área circundante, pode dizer-se mesmo todo o distrito de Setúbal, cresceu e desenvolveu-se à volta dessas fábricas pensadas, criadas e desenvolvidas por um grande empresário de um tipo raro hoje em dia, Alfredo da Silva!

Um dia alguém pretendeu vender... Como era enorme a fábrica, valiosa e produtiva, decidiu-se esfrangalhá-la... E se bem o pensaram melhor o fizeram! Dividiram-na em sectores (muito boa e de futuro a solução era, diziam na altura), desvalorizaram os sectores que apesar de produzirem deixaram misteriosamente de vender e, surpresa, venderam a preços de saldo uma, repito, das maiores empresas de toda a Europa...

O acima escrito até tem a sua verdade Pé Leve;), mas será que na altura da sua fundação a CUF seria tão deversificada e influente na sua acção económica/social/política caso o Regime em Portugal fosse Democrático e a Economia fosse Aberta e não Corporativista como o era na altura?
 
citação:Originalmente colocada por Pé Leve

Epá, eles fecham escolas, maternidades, hospitais, serviços de urgência, tribunais...

Será que o país está a encerrar?

Então e aquela conversada de há uns anos que falava no combate à desertificação, no combate às assimetrias, no combate ao isolamento das populações?...

Isto já está a soar a incompetência política a mais, até porque daqui a dez anos iremos assistir ao movimento inverso, com mais um conjunto de desculpas esfarrapadas qualquer...[8][8][8]

Pé Leve;) se puder veja se é possível encontrar algo de positivo/emprendedor/construtivo no País que nos faça crescer como um Todo;), assim de repente em Setúbal vejo logo uma empresa Líder Mundial na sua actividade.
 
Há alguma esperança, caro TURBO, mas os exemplos de falência são ainda demasiados, daí a minha "insistência" e referência aos infelizmente múltiplos exemplos que fazem supor que, de facto, o país esteja a fechar, mas espero, sinceramente, estar enganado, e sobretudo só ficarei convencido quando vir as empresas a abrir e manterem-se em funcionamento, aumentando o PIB criando riqueza e vir que o nível de vida está, finalmente, no bom caminho!;)
 
citação:Originalmente colocada por Pé Leve

Há alguma esperança, caro TURBO, mas os exemplos de falência são ainda demasiados, daí a minha "insistência" e referência aos infelizmente múltiplos exemplos que fazem supor que, de facto, o país esteja a fechar,</u> mas espero, sinceramente, estar enganado, e sobretudo só ficarei convencido quando vir as empresas a abrir e manterem-se em funcionamento, aumentando o PIB criando riqueza e vir que o nível de vida está, finalmente, no bom caminho!;)


É e sempre será para um País como o nosso com uma crónica falta de recuros naturais ( á expeção do clima ameno e de uma linha costeira de grande potencial económico) e com forte atrasos estruturais/sociais e afins uma luta constante e diária Pé Leve ninguem o nega;) mas temos que avançar[^].

Na cidade/distrito (Setúbal) que já viu e ainda infelizmente passa por momentos de dificulades socias como o Pé Leve deve constatar;) eis + Exemplo Positivo de Emprendimento Português </u>e na Vanguarda Mundial:).

http://www.euronavy.net/pt/index.html
 
O fecho de empresas multinacionais não é novidade, a Europa toda já levou com isso por causa da deslocalização para Leste ou Asia. Muitas empresas nacionais fecharam porque simplesmente não tinham gestão eficiente, os pseudo-empresários de Mercedes não podem continuar.
É necessária uma grande limpeza a nível do estado para diminuir os custos da máquina pública.
Mas acima de tudo é necessário uma mudança na mentalidade portuguesa, não se pode continuar com políticas de salários baixos, produção sem qualidade e sem ser produtos de nicho/topo, os portugueses (TODOS!) também têm de aprender a arregaçar as mangas e usar as suas forças pra tornarem a sua vida melhor, em vez de se estarem sempre a lamentar e a dizer mal do governo/estado...as pessoas estão mal habituadas com rendimentos mínimos e subsídios de desemprego (e sim, eu vou ficar sem emprego daqui a pouco tempo...).
 
citação:Originalmente colocada por cuica
em vez de se estarem sempre a lamentar e a dizer mal do governo/estado...

Esse mal é crónico Cuica;), mas tb tem a sua razão de ser visto cada vez + a abstenção é elevada, critíca-se depois das eleições mas aí já é tarde.
 
O País não está á venda!</u>[:p]

+ um excelente exemplo de Inv. Português com Capital Estrangeiro que originou Um Produto Novo + Postos de Trabalho no Interior e um Enorme Volume de Encomedas a Nível Mundial.</u>

"A Pluma surge na sequência do projecto da garrafa CoMet, galardoado, em 2005, com o prémio “Spirit of Conquest” do JEC Innovations Composite Awards Programme. Este projecto tinha como finalidade criar reservatórios em materiais compósitos para médias/altas pressões, reservatórios que viriam a ser aplicados no interior da Pluma. O projecto CoMet foi promovido por um consórcio no qual participaram a Amtrol Alfa Metalomecãnica, S.A. (Portugal), Saint Gobain Vetrotex International (França), INEGI (Portugal) e o Pólo de Inovação em Engenharia de Polímeros da Universidade do Minho - PIEP (Portugal). A Pluma é, assim, mais um bom exemplo dos resultados que se obtêm fruto da transferência de tecnologia dos institutos de investigação para a indústria."

In http://inegi.inegi.up.pt/noticias_detalhe.asp?id=138
 
citação:Originalmente colocada por TURBO

abstenção é elevada, critíca-se depois das eleições mas aí já é tarde.
A abstenção só pode ser elevada, a maioria de nós já percebeu que não há uma alternativa credível e votar num sistema viciado e corruptível é justificar e sustentar esse mesmo sistema.

Ainda mais num país onde só se consegue governar com maiorias.
 
Camilo Lourenço
Belmiro, Sócrates e o ovo de Colombo
camilolourenco@gmail.com

Belmiro de Azevedo, nos Stock Awards organizados por este jornal, disse a José Sócrates que devia abolir o IRC. O "momentum" económico daí resultante, disse Belmiro, permitiria ao Estado recuperar mais tarde, noutros impostos, o que perderia no IRC. Sócrates retorquiu dizendo que se Belmiro conseguisse convencer o homem a seu lado (Teixeira dos Santos), compraria a ideia.

Belmiro de Azevedo, nos Stock Awards organizados por este jornal, disse a José Sócrates que devia abolir o IRC. O "momentum" económico daí resultante, disse Belmiro, permitiria ao Estado recuperar mais tarde, noutros impostos, o que perderia no IRC. Sócrates retorquiu dizendo que se Belmiro conseguisse convencer o homem a seu lado (Teixeira dos Santos), compraria a ideia.

Belmiro tem razão. A elevada fiscalidade é o maior entrave ao desenvolvimento da economia portuguesa. E nem era preciso que o Estado acabasse com o IRC. Bastava que o limitasse a 10 ou 15%. Primeiro a fuga aos impostos baixaria violentamente.

Segundo, um sem número de empresas abririam os cordões à bolsa para investir. Terceiro, o fim do IRC (ou a sua manutenção, mas com uma "simbólica") seria um poderoso afrodisíaco para os investidores estrangeiros que já não fazem de Portugal paragem obrigatória.

E há uma razão extra para Sócrates, e o homem ao seu lado, pensarem no assunto a sério: o aumento do investimento seria um fantástico íman para o Estado convencer dezenas de milhar de funcionários a trocarem a Administração pelas empresas privadas.

Fica, no entanto, um recado para Belmiro: porque não financia um estudo, sério e completo (envolvendo especialistas de re****ção inquestionável), sobre o assunto?

http://www.jornaldenegocios.pt/default.asp?Session=&CpContentId=288506
 
citação:Originalmente colocada por pmct

Camilo Lourenço
Belmiro, Sócrates e o ovo de Colombo
camilolourenco@gmail.com

Belmiro de Azevedo, nos Stock Awards organizados por este jornal, disse a José Sócrates que devia abolir o IRC. O "momentum" económico daí resultante, disse Belmiro, permitiria ao Estado recuperar mais tarde, noutros impostos, o que perderia no IRC. Sócrates retorquiu dizendo que se Belmiro conseguisse convencer o homem a seu lado (Teixeira dos Santos), compraria a ideia.

Belmiro de Azevedo, nos Stock Awards organizados por este jornal, disse a José Sócrates que devia abolir o IRC. O "momentum" económico daí resultante, disse Belmiro, permitiria ao Estado recuperar mais tarde, noutros impostos, o que perderia no IRC. Sócrates retorquiu dizendo que se Belmiro conseguisse convencer o homem a seu lado (Teixeira dos Santos), compraria a ideia.

Belmiro tem razão. A elevada fiscalidade é o maior entrave ao desenvolvimento da economia portuguesa. E nem era preciso que o Estado acabasse com o IRC. Bastava que o limitasse a 10 ou 15%. Primeiro a fuga aos impostos baixaria violentamente.

Segundo, um sem número de empresas abririam os cordões à bolsa para investir. Terceiro, o fim do IRC (ou a sua manutenção, mas com uma "simbólica") seria um poderoso afrodisíaco para os investidores estrangeiros que já não fazem de Portugal paragem obrigatória.

E há uma razão extra para Sócrates, e o homem ao seu lado, pensarem no assunto a sério: o aumento do investimento seria um fantástico íman para o Estado convencer dezenas de milhar de funcionários a trocarem a Administração pelas empresas privadas.

Fica, no entanto, um recado para Belmiro: porque não financia um estudo, sério e completo (envolvendo especialistas de re****ção inquestionável), sobre o assunto?

http://www.jornaldenegocios.pt/default.asp?Session=&CpContentId=288506


Estás a ver pmct, alguém que diz que Belmiro deve investir e deixar de ser lamechas.

[:p]

Sim porque FINANCIAR é SINÓNIMO de investimento.
 
citação:Originalmente colocada por Nthor
A abstenção só pode ser elevada, a maioria de nós já percebeu que não há uma alternativa credível e votar num sistema viciado e corruptível é justificar e sustentar esse mesmo sistema.

Ainda mais num país onde só se consegue governar com maiorias.

Bem nesse caso só vejo duas soluções ou a Anarquia Total ou um Regime Ditatorial.
 
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