[Saúde] Viciados em trabalho

Outro disparate. O meu pai trabalhava menos que o meu avô simplesmente porque era filho de um homem rico e o meu avô não. [:D]

Edit: Atente-se que essa era explicação que o meu avô gostava de dar.

Essa é fácil. Os que conheço é porque são doidos. [:cool:]

[:D]Também eu! Começam sempre por aí e passam facilmente para o 1.º ponto, acabando geralmente no 3.º ponto.

JBranco, não podemos comparar o que era trabalhar aqui há 60 anos com o que é agora. O ritmo de trabalho actual é muito maior (mais emails, mais telefonemas, mais transito, mais tudo).
Creio que hoje em dia trabalhar 40 horas rendem o mesmo que antigamente trabalhar 60 horas (senso comum style).
 
se isto é ser super-homem então eu conheço dezenas deles. Na minha família por exemplo há montes de gente que trabalha no comércio (eu não) e que faz tranquilamente mais de 70 horas por semana, o ano todo. Por exemplo o meu pai quando era novo fazia das 6 da manhã às 9 da noite com meio dia de folga ao domingo e pausas para almoço e lanche. Isto dá o que? Quase 100 horas semanais [:D] Não sou nenhum Super-homem, apenas acho que trabalhar 50 horas por semana é perfeitamente aceitável , não é nada de extraordinário. 40 horas é, na minha opinião, um horário "leve". Só isto..

Depende do tipo de trabalho.

Há quem trabalhe 80 horas por semana, mas vamos contar o tempo de trabalho efectivo e dá 1/4 desse tempo.
Há trabalhos de 40 horas muito mais exigentes do que outros.
 
Depende do tipo de trabalho.

Há quem trabalhe 80 horas por semana, mas vamos contar o tempo de trabalho efectivo e dá 1/4 desse tempo.
Há trabalhos de 40 horas muito mais exigentes do que outros.

Ou até de menos.

Mas com tanta gente a trabalhar tanto, não sei como não somos um país rico.
(Por acaso até sei)[:D]
 
Claro que há trabalho e trabalho. Uma coisa é estar 12 horas por dia atrás de um balcão à espera de Clientes, outra é por exemplo ser-se comercial e andar metade das horas de trabalho em deslocação, outra ainda muito diferente é estar 12 horas por dia em frente a uma máquina de injecção numa fábrica a controlar a produção, etc, etc, etc...

As horas de trabalho não medem a produtividade de ninguém. Por isso é que os alemães, suíços e outros que tais trabalham menos horas que nós e produzem muito mais.

Obviamente!
Se contabilizarmos como trabalho as horas que passamos no transito, assim como o trabalho doméstico (como o ClioII referiu) facilmente todas as pessoas trabalham 60 horas por semana.
Eu considero tempo de trabalho o tempo de trabalho efectivamente produtivo.
Por exemplo, um comercial passar horas a conduzir para chegar ao cliente não é propriamente trabalho. É tempo gasto, mas não é trabalho, é ocupação. Para estes, nesta lógica, será normal dizerem que trabalham 60 horas por semana, por exemplo.
 
Peste (e também para todos os que trabalham +12 horas dia):

Costumam haver 3 simples justificações para as horas excessivas de trabalho:
1. Trabalham mal. Por falta de organização, ou por incapacidade na delegação de responsabilidades ou por incapacidade na gestão de prioridades;
2. Falta dinheiro;
3. São doidos;

[:cool:]
Em qual delas se enquadram?


Isto é apenas uma teoria, e eu não concordo em nada com ela. Ora, imagina uma pessoa que tem um negócio, por exemplo da restauração, e aquilo é a única fonte de sustento. Quem já trabalhou no comércio sabe que há patrões que são obrigados a ficar 12, 13, 14 horas por dia no estabelecimento, a não ser que queiram ver a casa fechada. Em qual das categorias se enquadra este tipo de gente? Trabalham mal? Falta dinheiro? Ou são doidos? Eu não os vejo enquadrados em nenhuma destas. Talvez pelas circustâncias da vida, acabaram por trabalhar num ramo muito exigente. Mas as pessoas não podem ser todas iguais, não podem ter todas empregos de escritório, alguém tem de fazer o trabalho mais duro, que por vezes até é o melhor recompensado. Experimenta dizer a um dono de um restaurante bem sucedido que ele tem de ir para casa e deixar o gerente a tomar conta do negócio....
 
Acredito também que algumas pessoas adoram o que fazem, pelo que o seu trabalho e simultaneamente um hobby e uma fonte de prazer (o que é óptimo) e, portanto, trabalhar 10 ou 12 horas por dia ou fins de semana é pacífico.

Já se o trabalho for lavar WCs públicos não verão pessoas esfuziantes de alegria a afirmar "eu trabalho 75 horas por semana!". [:D]
 
Isto é apenas uma teoria, e eu não concordo em nada com ela. Ora, imagina uma pessoa que tem um negócio, por exemplo da restauração, e aquilo é a única fonte de sustento. Quem já trabalhou no comércio sabe que há patrões que são obrigados a ficar 12, 13, 14 horas por dia no estabelecimento, a não ser que queiram ver a casa fechada. Em qual das categorias se enquadra este tipo de gente (1).? Trabalham mal? Falta dinheiro? Ou são doidos? Eu não os vejo enquadrados em nenhuma destas. Talvez pelas circustâncias da vida, acabaram por trabalhar num ramo muito exigente. Mas as pessoas não podem ser todas iguais, não podem ter todas empregos de escritório, alguém tem de fazer o trabalho mais duro, que por vezes até é o melhor recompensado. Experimenta dizer a um dono de um restaurante bem sucedido que ele tem de ir para casa e deixar o gerente a tomar conta do negócio (2).....

1. Enquadram-se geralmente ou num ou noutro: trabalham mal porque não delegam (havendo dinheiro para empregados) ou falta dinheiro (não querem ver a casa fechada).

O negócio da restauração, como os do comércio em geral, ocupam muitas horas, mas muitas dessas horas não são passadas a trabalhar, não são efectivamente produtivas mas sim ocupadas (à espera de clientes, à espera das horas de refeição p.e.).
Pelo prisma de tempo de ocupação, então, trabalho cerca de 55 horas por semana como quase toda a gente.

Estas "horas do patrão" são facilmente anuladas pela delegação de responsabilidade, havendo dinheiro.


2. Para quê existe o gerente, se não é confiável? Se não confia na delegação de reponsabilidade no gerente é porque está mal organizado. Mas é um negócio tramado, muito sujeito a desvios
 
1. Enquadram-se geralmente ou num ou noutro: trabalham mal porque não delegam (havendo dinheiro para empregados) ou falta dinheiro (não querem ver a casa fechada).

O negócio da restauração, como os do comércio em geral, ocupam muitas horas, mas muitas dessas horas não são passadas a trabalhar, não são efectivamente produtivas mas sim ocupadas (à espera de clientes, à espera das horas de refeição p.e.).
Pelo prisma de tempo de ocupação, então, trabalho cerca de 55 horas por semana como quase toda a gente.

Estas "horas do patrão" são facilmente anuladas pela delegação de responsabilidade, havendo dinheiro.


2. Para quê existe o gerente, se não é confiável? Se não confia na delegação de reponsabilidade no gerente é porque está mal organizado. Mas é um negócio tramado, muito sujeito a desvios


Nem vale a pena entrar em detalhes, vê-se que não conheces minimamente a realidade do comércio, em especial a da restauração. Em teoria, seria como tu dizes. Na prática, uma casa entregue a um gerente e cujo patrão não é uma figura presente é falência certa, salvo raras excepções. Um gerente por muito bom que seja nunca substitui o patrão, pelo menos no tipo de negócio que estamos a falar, de dimensões reduzidas [;)]
 
No médio prazo, eu só compreendo que uma pessoa se "mate" a trabalhar em 3 situações muito concretas:
- Quando é essencial à subsistência. Típico de trabalhos pouco qualificados e mal remunerados. Infelizmente há gente que tem que ter 2 empregos ou fazer muitas horas extra na fábrica para levar para casa um mínimo razoável. Ou nos casos dos pequenos negócios próprios que exigem um acompanhamento enorme, muitas vezes não para ganhar dinheiro, mas tão só para evitar o encerramento.
- Quando se adora o que se faz. Um privilégio de muito poucos.
- Quando as horas adicionais de trabalho estão positivamente correlacionadas com acréscimos de rendimento. Por exemplo, um médico com consultório particular. Mais 15 ou 20 minutos com um paciente são mais 50 ou 60 euros. Assim vale a pena trabalhar muitas horas!

Nas restantes situações não vejo porque é que uma pessoa há-de sacrificar o seu bem-estar pessoal em prol do trabalho. Não me refiro, é claro, a situações pontuais ou de emergência. Todos nós temos fases em que é preciso dar o litro ou mais ainda. Por exemplo, quando temos uma potencial promoção à porta! Refiro-me a situações de hábito prolongadas no tempo.
 
Nem vale a pena entrar em detalhes, vê-se que não conheces minimamente a realidade do comércio, em especial a da restauração. Em teoria, seria como tu dizes. Na prática, uma casa entregue a um gerente e cujo patrão não é uma figura presente é falência certa, salvo raras excepções. Um gerente por muito bom que seja nunca substitui o patrão, pelo menos no tipo de negócio que estamos a falar, de dimensões reduzidas [;)]


Se é um negócio de dimensões reduzidas, é claro que não, pois as margens são reduzidas também e qualquer pequeno desvio é um desvio grande à carteira do patrão. Mas esse é um dos casos que se enquadram na falta de dinheiro.

Quando eu referi que, as razões de trabalhar muito, são essencialmente trabalhar mal, ter pouco dinheiro ou ser louco, estava a brincar um bocado pois existem particularidades que podem tornar este raciocínio falível (o caso do trabalho ser simultaneamente um hobby e fonte de prazer como foi referido é um deles).

Mas a brincar a brincar, dizem-se as verdades.
Isto porque muitas pessoas acham que trabalham muito quando na verdade estão é muito ocupadas, o que não é bem o mesmo. Pois se assim fosse, este país não era pobre.
Confundem ocupação com produção, sem saber que muito do tempo ocupado não é passado em actos produtivos mas sim em actos gastadores de energia, e iludem-se.

Ps: Até já trabalhei na área da hotelaria e restauração, vê lá tu. Mas compreendi e aceito a tua ideia.
 
Última edição:
Eu trabalho em média 11 a 12 horas por dia, durante 41 dias seguidos (não há cá sábados, domingos ou feriados), e em seguida folgo durante 3 semanas.

ao fim de 4 semanas de trabalho, nota-se uma quebra brutal do rendimento, por isso as historias de trabalhar 15+ horas por dia, 6 a 7 dias por semana nao são muito, na minha opinião muito credíveis.

Trabalhem melhor, não trabalhem mais[;)]
 
Quando trabalhava em PT, em início de carreira, trabalhava das 7h às 20h, às vezes sábados e domingos, algumas noites ao barulho, até ao ponto de ruptura. Cheguei a adormecer em plena auto-estrada e felizmente não tive mais do que um carro rebentado... O que é que eu ganhei com isso? ABSOLUTAMENTE ZERO!!!!


Depois fui trabalhar para fora de PT e conheci um mundo organizado, admito que me custou a habituar no início, até que tive um Manager que me obrigava (sob pena de me dar notas mais baixas) a não passar mais de 8h dentro da empresa. E aprendi a gerir o meu tempo, as minhas prioridades, a ser organizado, a delegar, a confiar na equipa, a fazer uso das ferramentas disponíveis, a optimizar processos, cada clique poupado, é um segundo que ganho.

Hoje, trabalho ~40h por semana, tenho tempo para ir ao ginásio todos os dias, de jantar fora, de passar tempo com a namorada e os amigos, ir ao pub/café/bar ou fazer o que me apetecer. Se for preciso, trabalho as hora que houver necessidade, um deadline mais apertado, um projecto urgente, uma viagem, mas isso são excepções, e não a regra!

E sabem que mais? Sou hoje 100 vezes mais produtivo do que quando passava 80h dentro da empresa! Muito menos stress, muito mais confiante, com muito melhor humor, tenho tempo para tudo, e tudo aparece feito!!
 
Eu trabalho em média 11 a 12 horas por dia, durante 41 dias seguidos (não há cá sábados, domingos ou feriados), e em seguida folgo durante 3 semanas.

ao fim de 4 semanas de trabalho, nota-se uma quebra brutal do rendimento, por isso as historias de trabalhar 15+ horas por dia, 6 a 7 dias por semana nao são muito, na minha opinião muito credíveis.

Trabalhem melhor, não trabalhem mais[;)]

dass ...

O que fazes pode-se saber ?
 
Nem vale a pena entrar em detalhes, vê-se que não conheces minimamente a realidade do comércio, em especial a da restauração. Em teoria, seria como tu dizes. Na prática, uma casa entregue a um gerente e cujo patrão não é uma figura presente é falência certa, salvo raras excepções. Um gerente por muito bom que seja nunca substitui o patrão, pelo menos no tipo de negócio que estamos a falar, de dimensões reduzidas [;)]


Não imagino como é que um patrão com várias casas consegue que não vá tudo à falência... [:D]
 
Eu trabalho (tempo físico) menos de 28,5h/Semana, como sou pago pela produtividade, recebo pelas 35/h semana. Tenho a possibilidade de organizar o horário durante o dia e para casa nunca trago qualquer tipo de trabalho.

Ou seja tenho imenso tempo livre para aproveitar o que a vida tem de melhor[:cool:][:cool:]

Concluindo, neste momento não sou de todo "viciado em trabalho".
 
se isto é ser super-homem então eu conheço dezenas deles. Na minha família por exemplo há montes de gente que trabalha no comércio (eu não) e que faz tranquilamente mais de 70 horas por semana, o ano todo. Por exemplo o meu pai quando era novo fazia das 6 da manhã às 9 da noite com meio dia de folga ao domingo e pausas para almoço e lanche. Isto dá o que? Quase 100 horas semanais [:D] Não sou nenhum Super-homem, apenas acho que trabalhar 50 horas por semana é perfeitamente aceitável , não é nada de extraordinário. 40 horas é, na minha opinião, um horário "leve". Só isto..

40 horas é um horário leve?

Como deves imaginar depende do trabalho que tenhas e da liberdade que gozas nesse trabalho.
 
Para quem quiser ter vida social, levar a família a dar uma volta ao fim de semana, fazer exercício regularmente, dormir bem e ter um hobby 40 horas de trabalho por semana são um número adequado e já não deixam grande margem para tempos "mortos".

Duvido que alguém consiga fazer estas coisas todas a trabalhar 60 horas por semana. Eu também já trabalhei e até mais, mas esporadicamente quando tem mesmo que ser. Se fizesse isso com frequência...mudava de emprego.

Qual é mesmo o objectivo de ganhar muito dinheiro quando não se tem tempo livre para viver a vida? É para viver depois de reformado? Ou para deixar uma grande herança aos descendentes?

Como sempre ou quase sempre : plenamente de acordo.

Ora, conheci em tempos vários clientes, e os piores/frustrados/arrogantes/viviam sozinhos isolados, etc, eram precisamente os viciados no trabalho.

Depois chegam aos 50 anos e descobrem que além da carreira, tiveram e têm uma vida cheia de nada.
 
Exceptuando casos pontuais, trabalho em média 32 horas semanais. Como gosto do que faço, às vezes até dou umas horinhas ao patrão...

Voces discutem horas de trabalho sem se saber qual é o trabalho...
Um cirurgiao q esta a operar um coracao 5 horas seguidas representa muito mais desgaste fisico e psicologico que um individuo porteiro num predio a ver filmes 12 horas seguidas...

Alias o que importa é produtividade e nao horas de trabalho... Conheço malta q ate na faculdade ficava n horas à frente do computador para fazer um trabalho. Pq de 5 em 5 minutos iam a foruns , ver noticias e ver emaisl. E existe tipos q em em 30 minutos certinhos de trabalho concentrado faziam em 1/5 do tempo melhor e mais completo trabalho... Todos nós conhecemos casos assim...

O tempo "em trabalho" nao quer dizer nada. Ate em coisas diferentes. Conheço quem faça entregas de moveis e outros bens e de x em x kms param para ir beber cervejas num café... Só nao sao despedidos pq teem sorte. Pouco fazem. E existe alqueles q nao param... Se perguntarem aos 2 tipos ao responder horas de trabalho vao dizer se calhar o mesmo... E um deles pouco ou nada faz [:D] Existe n casos assim e voces sabem
 
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