Mas sabes que ele tem toda a razão? Eu sempre tive a sorte de, desde pequenino, saber o que queria ser/fazer, e sempre lutei por isso. Fazia-me uma tremenda confusão no Liceu a maioria das pessoas não terem a menor ideia que area gostariam de seguir: muitas fizeram esta escolha baseadas no que estava a dar ou era moda na altura.
Tal como o Ilyushin, trabalho em casa por conta própria e gosto - mesmo - daquilo que faço. Prefiro *mil vezes* ganhar menos fazendo aquilo que gosto a ganhar um balúrdio mas detestando cada minuto. Qualidade de vida não tem só a ver com o dinheiro, tem principalmente a ver com o teu estado mental, se te sentes satisfeito com a tua vida ou não.
Quanto ao trabalho, podes ver as coisas de duas perspectivas diferentes: por um lado estou a trabalhar assim que me levanto da cama (dou três passos e estou no escritório, lol), e sou perfeitamente capaz de passar semanas ou mesmo meses a trabalhar quase sem parar desde que acordo até que vou dormir. Mas faço-o por gosto.
Por outro lado, estou a ganhar dinheiro mesmo quando não faço nada. Posso ficar um bom par de meses práticamente parado (mas só o faço de vez em quando). Posso, em qualquer altura, ir de férias quando e para onde me apetecer, desde que tenha acesso à Internet no destino para fazer o minimo indespensável. Se não me apetecer fazer nada num determinado dia, vou apanhar sol para a praia. Tenho uma liberdade incrivel.
Mas, para conseguir obter isto, tive - e tenho - que trabalhar muito. A liberdade tem sempre um preço, que nem toda a gente está disposta a pagar.
Dito isto, somos todos diferentes - eu prefiro assim, outros terão preferência pela segurança de um emprego das 9 às 5 e a possibilidade de se 'desligarem' do trabalho assim que saiem porta fora do mesmo. Nenhum dos dois está 'certo' ou 'errado'.
Quanto ao trabalhar de tal forma que se deixa de ter tempo para a famila, amigos e mesmo para si próprio, é uma opção, mas acho mal e pessoalmente não o faço. Não gostaria de chegar a velho, com já disseram aqui, e descobrir que estou sozinho. Arranjo sempre tempo para ter uma boa vida social, nem que seja só aos fins de semana, e acho isso essencial para o meu próprio equilibrio psicológico - para mim, a virtude está sempre no meio.