[Saúde] Viciados em trabalho

se conheces o ramo do qual estou a falar, sabes que normalmente há pelo menos um sócio a trabalhar em cada uma delas. Um patrão com várias casas normalmente tem dezenas de sócios, uns em cada lado. E ele próprio trabalha em uma casa, ou mais [;)]



Conheço o ramo que estás a falar, e conheço quem tenha mais de 20 restaurantes, alguns directos e outros sob a forma de franquia. Não, ele não consegue estar em todos ao mesmo tempo nem tem sócios.

Há de tudo! [;)]
 
Pois eu sei, mas no caso da cortiça para além da arte é preciso um preparo físico do outro mundo. Não sei ao certo, mas segundo consta há gajos a ganhar de 3.000 para cima por mês.


Para esse trabalho da cortiça não precisas de nenhum preparo fisico.
Tens apenas e só saber como cortar e extrair a prancha da arvore, sem a ferires.

Para obteres esses conhecimentos o melhor é conheceres alguem que trabalhe á anos nessas campanhas, para ires aprendendo.

Aquilo não é chegar ali, despir o sobreiro de qualquer maneira e já está, qualquer golpe no corpo da arvore, porção de cortiça tirada em zona mais fragil, pode comprometer a vida e produção da arvore.

Por isso essas pessoas são pagas a peso de ouro, são rápidos na extracção e fazem-na com conhecimento e cuidado.
 
Admiro quem consegue trabalhar 60/70h semanais e ser produtivo nesse tempo todos. Acredito que mais de 90% das pessoas não o é.

No meu caso, por normal cumpro o horário definido, ficando mais um tempo, para compensar o café, AHO, etc. De resto, como aconteceu durante grande parte do ano passado, quando é necessário trabalho as horas que forem necessárias e os dias que forem necessários, mesmo fins de semana. O que é certo é que estas fases não podem ser prolongadas e têm de ser seguidas de um período mais calmo. Caso contrário o rendimento começa a baixar.

Tenho a sorte de gostar bastante do que faço.
 
Generalizar é o costume. Neste tema, é apenas útil falar-se da experiência pessoal de cada um.

Cingindo-me ao universo administrativo, confesso que me rio com alguns frases aqui escritas que no fundo se tornaram clichés neste tema.

"Se nunca sai a horas é porque não é eficiente...", "Trabalha muito porque não sabe trabalhar em equipa nem delegar tarefas", "Na Suécia o chefe não o deixava trabalhar nem mais um minuto, lá é que são produtivos"...

Que mundo perfeito aquele em que trabalham!! No meu escritório, há colegas com diferentes capacidades e aptidões; há períodos de trabalhos mais importantes que outros; cometem-se erros e é necessário corrigi-los sem alteração de datas; quando não se cometem, ambiciona-se melhorar o que foi entregue; há exercícios/discussões impossíveis de deixar a meio para o dia seguinte; na equipa todos têm direito ao seu período de férias e outras cedências pontuais á vida social, etc. Palavra-chave: flexibilidade...com razoabilidade.

Como é que se prepara um dia de trabalho ao cronómetro? É tão complexo de inferioridade nosso pensar que os nórdicos podem definir a regra em tudo. Ninguém se preocupa em medir se são mais felizes do que nós...

No dia em que começar a entrar e a sair sempre à hora certa, começo a ficar preocupado.
 
AMGfan,

A generalização que fiz não impede que hajam particularidades específicas, óbvio que há casos e casos, mas neste mundo imperfeito, a maioria das pessoas que trabalham em excesso é pelas razões que referi.

A experência pessoal do Rasec traduziu aquilo que penso sobre este assunto e, tal como ele disse, o caso que o AMGfan mencionou deve ser excepção e não a regra.
 
Para quem gosta do que faz, trabalho não é sinónimo de dinheiro. Por vezes nem sequer é o mais importante.

Queres trabalhar para mim, pago em barras de chocolate.

Mas sabes que ele tem toda a razão? Eu sempre tive a sorte de, desde pequenino, saber o que queria ser/fazer, e sempre lutei por isso. Fazia-me uma tremenda confusão no Liceu a maioria das pessoas não terem a menor ideia que area gostariam de seguir: muitas fizeram esta escolha baseadas no que estava a dar ou era moda na altura.

Tal como o Ilyushin, trabalho em casa por conta própria e gosto - mesmo - daquilo que faço. Prefiro *mil vezes* ganhar menos fazendo aquilo que gosto a ganhar um balúrdio mas detestando cada minuto. Qualidade de vida não tem só a ver com o dinheiro, tem principalmente a ver com o teu estado mental, se te sentes satisfeito com a tua vida ou não.

Quanto ao trabalho, podes ver as coisas de duas perspectivas diferentes: por um lado estou a trabalhar assim que me levanto da cama (dou três passos e estou no escritório, lol), e sou perfeitamente capaz de passar semanas ou mesmo meses a trabalhar quase sem parar desde que acordo até que vou dormir. Mas faço-o por gosto.

Por outro lado, estou a ganhar dinheiro mesmo quando não faço nada. Posso ficar um bom par de meses práticamente parado (mas só o faço de vez em quando). Posso, em qualquer altura, ir de férias quando e para onde me apetecer, desde que tenha acesso à Internet no destino para fazer o minimo indespensável. Se não me apetecer fazer nada num determinado dia, vou apanhar sol para a praia. Tenho uma liberdade incrivel.

Mas, para conseguir obter isto, tive - e tenho - que trabalhar muito. A liberdade tem sempre um preço, que nem toda a gente está disposta a pagar.

Dito isto, somos todos diferentes - eu prefiro assim, outros terão preferência pela segurança de um emprego das 9 às 5 e a possibilidade de se 'desligarem' do trabalho assim que saiem porta fora do mesmo. Nenhum dos dois está 'certo' ou 'errado'. :)

Quanto ao trabalhar de tal forma que se deixa de ter tempo para a famila, amigos e mesmo para si próprio, é uma opção, mas acho mal e pessoalmente não o faço. Não gostaria de chegar a velho, com já disseram aqui, e descobrir que estou sozinho. Arranjo sempre tempo para ter uma boa vida social, nem que seja só aos fins de semana, e acho isso essencial para o meu próprio equilibrio psicológico - para mim, a virtude está sempre no meio. :)
 
Última edição:
Nestes tempos de crise, há uma certa tendência para o exagero no trabalho, mas é bom quando se consegue parar para ver tudo o que se esta a fazer mal e corrigir, antes que tudo piore.
O cansaço extremo do casal, valeram uma visita ao médico, que sugeriu estas simples regras:


  1. Trabalhem menos horas, organizem um regime de trabalho de 40 horas e mantenham-no.
  2. Deixem o trabalho no trabalho ao fina do dia.
  3. Passem mais tempo com a família e amigos.
  4. Façam tudo com mais calma e não se isolem no trabalho, façam mais pausas.
  5. Quando forem de férias, não levem o trabalho também, desliguem os telefones.
  6. Fazer exercício.
  7. Faça refeições com tempo e saia do trabalho para comer


E agora como se ultrapassa isto?



  1. Eu trabalho por conta própria, o marido é funcionário do Estado. É impossível para os dois trabalhar 40 horas, o normal são mais de 60 horas no meu caso e 55 horas no caso dele.
  2. Completamente impossível, faz parte da própria natureza de ambas as funções.
  3. Sempre que há tempo para o fazer.
  4. Não é fácil, há sempre coisas a fazer.
  5. É o único ponto que podemos realmente cumprir, eu pelo menos.
  6. Só aos fins de semana, acordar mais cedo para ir correr durante a semana era arriscar um esgotamento por falta de dormir.
  7. Só parcialmente. Eu ainda posso fazer isso de tempos a tempos, já o marido quando tem meia hora é quase um luxo.


E vocês, também são viciados em trabalho ou estão limitados nas opções citadas?

Duvido muito que isso seja verdade. São coisas incompativeis.
 
Duvido muito que isso seja verdade. São coisas incompativeis.


Até mais que isso... Há FPs que trabalham muito mais. Porque querem, ou pq não têm filhos, ou porque vivem para o trabalho, n motivos.

Lógico que o horário legal é o que vem no recibo mas isso não significa nada.
 
Até mais que isso... Há FPs que trabalham muito mais. Porque querem, ou pq não têm filhos, ou porque vivem para o trabalho, n motivos.

Lógico que o horário legal é o que vem no recibo mas isso não significa nada.

Estava a ser irónico ;) Eu sei que há meia duzia de FPs que trabalha mais que as 35h contratuais. Poucos, mas há. E se a Peste diz que o marido trabalha 55h, quem sou eu para duvidar.
 
O Problema é que para muitos, X horas de trabalho, inclui estar aqui no Forum...


Uma nota: Eu sou do Norte e até me vou safando bem do "trânsito", mas não estou a ver quem passa mais de 1 hora ida e outra volta, por dia, nos engarrafamentos, são mais 2 a acrescentar às 12 x 5 (estou a dar a folga ao FDS), pelo que mais 6 a dormir, 2 para refeições e 1 para higiene, diversos e imprevistos...

...retirando o FDS, é espantoso como tanta gente (como dizem), consegue praticar desporto/fazer exercício, ouvir música, ver tv, ir à internet, estar com família e amigos e PERDER TEMPO AQUI NO FÓRUM, com UMA HORA diária, de 2ª a 6ª...

...isto para não referir algo bem importante - que já fizeram referência - que nada têm que fazer em casa, como Limpezas, cozinhar ou tratar de roupa, sozinho ou partilhado com o/a companheiro/a.

Ah! o FDS, não chega para TUDO o resto, pois ainda faltam as compras e "os assuntos a tratar" que estão fechados e lá temos que roubar às horas de trabalho durante a semana.
 
Generalizar é o costume. Neste tema, é apenas útil falar-se da experiência pessoal de cada um.

Cingindo-me ao universo administrativo, confesso que me rio com alguns frases aqui escritas que no fundo se tornaram clichés neste tema.

"Se nunca sai a horas é porque não é eficiente...", "Trabalha muito porque não sabe trabalhar em equipa nem delegar tarefas", "Na Suécia o chefe não o deixava trabalhar nem mais um minuto, lá é que são produtivos"...

Que mundo perfeito aquele em que trabalham!! No meu escritório, há colegas com diferentes capacidades e aptidões; há períodos de trabalhos mais importantes que outros; cometem-se erros e é necessário corrigi-los sem alteração de datas; quando não se cometem, ambiciona-se melhorar o que foi entregue; há exercícios/discussões impossíveis de deixar a meio para o dia seguinte; na equipa todos têm direito ao seu período de férias e outras cedências pontuais á vida social, etc. Palavra-chave: flexibilidade...com razoabilidade.

Como é que se prepara um dia de trabalho ao cronómetro? É tão complexo de inferioridade nosso pensar que os nórdicos podem definir a regra em tudo. Ninguém se preocupa em medir se são mais felizes do que nós...

No dia em que começar a entrar e a sair sempre à hora certa, começo a ficar preocupado.

De facto essa história de que no UK é que se trabalha bem porque " não há horário de saída e facilmente se pode sair mais cedo porque se cumpriu os objectivos e bla bla bla " já enjoa.

Na verdade depende sempre dos empregos em questão. O que é preciso é pagar-se as horas extra.
 
Não sou viciado no trabalho, embora se torne um hábito dedicar-me demais. Acho que isso acontece com a maioria de nós sem nos apercebermos.

Mas por mais que goste do meu trabalho, não vivo para trabalhar, trabalho para poder viver a vida.

Creio mesmo que trabalhar para poder viver e gozar a vida é o maior objetivo da maioria das pessoas, porque acredito que a vida vai muito além do trabalho. É demasiado curta, as pessoas partem cedo demais (seja desta vida, seja de perto de nós), e nunca temos tempo suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos.

Desde que tenha o privilégio de trabalhar naquilo que gosto, na realidade a minha vida realiza-se plenamente na possibilidade de poder conviver com quem gosto, em particular, a família.
De que valia ter trabalho, dinheiro, sucesso, se não pudesse gozar o que mais aprecio e a companhia das pessoas de que gosto?

Existe imensa gente podre de rica, mas com as quais eu jamais trocaria de lugar.
Pessoas que, pelas responsabilidades e tempo que o seu trabalho absorve, acabam por não ter tempo para si, nem para gozar/gastar em certos luxos pessoais ou concretizar sonhos, por mais acessíveis que nos possam parecer.
Autênticos escravos do trabalho e de responsabilidades acrescidas que vivem para trabalhar.

Conseguir viver a vida e sermos felizes sempre foi e continua a ser o nosso maior desafio durante toda a nossa passagem por esta vida.
 
Última edição:
(...) Duvido que alguém consiga fazer estas coisas todas a trabalhar 60 horas por semana. Eu também já trabalhei e até mais, mas esporadicamente quando tem mesmo que ser. Se fizesse isso com frequência...mudava de emprego. (...)
Concordo com tudo o que disseste, mas existe muita gente que trabalha muito, não por vício, mas por necessidade.

Deves concordar que nos tempos que correm mudar de emprego para muita gente não chega sequer a ser opção.

O grande problema é que ultimamente as pessoas andam a trabalhar cada vez mais, e a ter cada vez menos tempo e menos dinheiro.
Pelo que, para muitos, trabalhar menos acabou por deixar de estar nas suas prioridades de escolha.

Numa época de enorme crise, baixos salários, pobreza, e precariedade e insegurança no trabalho, a palavra “trabalho” acaba por nos ocupar o corpo e o espírito.

É natural que sejam cada vez menos as pessoas que se podem dar ao luxo de ter tempo para si, limitando-se a trabalhar para sobreviver.
É que trabalhar para viver vai muito além de trabalhar para sobreviver.
E com a atual crise que provocou um mar de gente sem trabalho e muitos a terem rendimento apenas para sobreviver, viver (aka gozar a vida) tornou-se cada vez mais um luxo.
 
Mas sabes que ele tem toda a razão? Eu sempre tive a sorte de, desde pequenino, saber o que queria ser/fazer, e sempre lutei por isso. Fazia-me uma tremenda confusão no Liceu a maioria das pessoas não terem a menor ideia que area gostariam de seguir: muitas fizeram esta escolha baseadas no que estava a dar ou era moda na altura.

Tal como o Ilyushin, trabalho em casa por conta própria e gosto - mesmo - daquilo que faço. Prefiro *mil vezes* ganhar menos fazendo aquilo que gosto a ganhar um balúrdio mas detestando cada minuto. Qualidade de vida não tem só a ver com o dinheiro, tem principalmente a ver com o teu estado mental, se te sentes satisfeito com a tua vida ou não.

Quanto ao trabalho, podes ver as coisas de duas perspectivas diferentes: por um lado estou a trabalhar assim que me levanto da cama (dou três passos e estou no escritório, lol), e sou perfeitamente capaz de passar semanas ou mesmo meses a trabalhar quase sem parar desde que acordo até que vou dormir. Mas faço-o por gosto.

Por outro lado, estou a ganhar dinheiro mesmo quando não faço nada. Posso ficar um bom par de meses práticamente parado (mas só o faço de vez em quando). Posso, em qualquer altura, ir de férias quando e para onde me apetecer, desde que tenha acesso à Internet no destino para fazer o minimo indespensável. Se não me apetecer fazer nada num determinado dia, vou apanhar sol para a praia. Tenho uma liberdade incrivel.

Mas, para conseguir obter isto, tive - e tenho - que trabalhar muito. A liberdade tem sempre um preço, que nem toda a gente está disposta a pagar.

Dito isto, somos todos diferentes - eu prefiro assim, outros terão preferência pela segurança de um emprego das 9 às 5 e a possibilidade de se 'desligarem' do trabalho assim que saiem porta fora do mesmo. Nenhum dos dois está 'certo' ou 'errado'. :)

Quanto ao trabalhar de tal forma que se deixa de ter tempo para a famila, amigos e mesmo para si próprio, é uma opção, mas acho mal e pessoalmente não o faço. Não gostaria de chegar a velho, com já disseram aqui, e descobrir que estou sozinho. Arranjo sempre tempo para ter uma boa vida social, nem que seja só aos fins de semana, e acho isso essencial para o meu próprio equilibrio psicológico - para mim, a virtude está sempre no meio. :)


Cheira-me que temos o mesmo trabalho. Parecias eu a escrever [:D][:D]
 
Duvido muito que isso seja verdade. São coisas incompativeis.
Incompatíveis porquê? Só porque alguns idiotas declama nos media que só se trabalha 35 horas no estado, não quer dizer que isso seja verdade. Muito pelo contrário, eu quando trabalhei no estado, por exemplo, nunca fazia menos de 45 horas.

Convêm sempre não se deixar enganar por gente mal intencionada.
 
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