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Por acaso ontem lembrei-me deste tópico.
Encontrei um velho amigo e estivemos numa breve (1 hora) conversa.
Ele - que sempre teve muito pouco de parvo - ontem disse-me e com razão: “a escola ensina a poupar e todos os canais poupança ensinam a poupar. Mas o que realmente importa e não vejo ninguém a ensinar é como ganhar dinheiro”.
E é verdade, tem toda a razão.
Fala-se dos certificados, da poupança em eletricidade, numa série de coisas, mas a verdade é que quem tem liquidez a sério está praticamente imune à inflação.
No limite, de pouco serve haver ferramentas destinadas ao investimento se numa fase bem anterior não houver o rendimento digno desse nome.
Quem tem liquidez a sério está praticamente imune à inflação, como?
Quem tem liquidez a sério está praticamente imune à inflação, como?
Investindo em ativos que crescem com a inflação... como é óbvio. []
É afetado como toda a gente, dado que os preços sobem… para todos.
A questão é como é óbvio, quanto maior for a liquidez, menor é o impacto % dos efeitos da inflação.
Ou seja, tens uma família com 10k de poupança, outra com 100k. Ambos até podem ter as mesmas aplicações financeiras de poupança, mas o impacto da inflação é muito maior numa do que na outra.
É quase La Palisse.
Então não é quem tem liquidez! É quem tem ativos que compensam a inflação, tipo imobiliário por exemplo. Quem tem liquidez, muito ou pouca, está, pelo contrário, muito exposto à inflação.
Tambem se diz que o dinheiro não é de quem ganha... É de quem poupa!
A percentagem do salário afetado à compra de bens essenciais é maior em quem tem menores rendimentos.
Assim, quem ganha 1.000€ digamos que afeta 75% desse montante à compra de comida, pagamentos de eletricidade, água, gás, combustíveis, etc.. Logo são 75% do seu rendimento que estão expostos aos consumos onde a inflação se faz sentir mais.
Por outro lado, quem ganhar 10.000€ afeta no máximo, digamos que 25% desse montante aos consumos essenciais. Portanto, apenas 25% do seu rendimento está exposto à maior pressão da inflação.
Penso que será esta a razão que faz dizer que o impacto da inflação se faz sentir mais nos rendimentos mais baixos.
É claro que isto dos CA's é andar a bincar com trocos e andar a meter nisto 10K nem aquece nem arrefece.
Gosto disto porque é sem risco e desta forma permite-me colocar quantias que não colocaria se fosse de alto risco.
Também encaro isto um pouco como se fosse um "complemento" de salário.
Em novembro deram-me 325€ liquidos. Quando faço uma simulação de salário e vejo a alarvidade de aumento no salário bruto que teria de ter para ter esse incremento de 325€ liquidos, já vejo isto com melhores olhos...
Em relação aos juros compostos aqui nos CA's série E, se por exemplo para ano tivessemos com uma taxa de TAN de 4% (já a contar com o prémio dos 0,5%) do 1º ano, a taxa real penso que também não vai além dos ~4,044% ao fim de um ano devido a ser acumulados a cada 3 meses juros. Se fosse mensalmente daria mais... isto se não me enganei nas contas.
Se estiver errado por favor corrijam.
trimestre 1: 10000€ x 4% / 4 x 72% = 72€
trimestre 2: 10072€ x 4% / 4 x 72% = 72,52€
trimestre 3: 10144,52€ x 4% / 4 x 72% = 73,04€
trimestre 4: 10217,56€ x 4% / 4 x 72% = 73,57€
(72€ + 72,52€ + 73,04€ + 73,57€) / 10000€ / 72% = 4,16%
Chegaste a verificar a conta da última linha?
Por acaso eu nem adoro juros compostos.
Aliás isso é que me vai fazendo manter uma “tranche” de CTPC.
Eu gosto de ver os juros como um boost na conta à ordem. Por exemplo, adoro pagar umas férias só com o valor dos juros sem mexer no dinheiro para as despesas mensais.