Bom dia,
Com base no que se tem falado neste tópico, que é bastante interessante e que devia ser mais vezes discutido, gostava de dar a minha opinião.
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Um PPR nunca deve ser feito com capital 100% garantido. A rentabilidade é praticamente nula e o único benefício que se irá tirar desse "investimento" são os benefícios fiscais que chegam a 400€ se investirem 2.000€ (até aos 35 anos - depois o valor desce).
- Um PPR é vantajoso com capital de risco médio a elevado (Exemplo do
Santander) e num
investimento até no máximo 8 anos. O objetivo é pegar no dinheiro e retirar para ser usado no pagamento do
crédito habitação (tem bastante burocracia, mas é vantajoso).
- Se pretendem retirar o dinheiro e não se enquadrarem em nenhum fator para o fazer (estar desempregado, reformado, usar em Crédito Habitação), irão ter altas penalizações - fazendo as contas vão perder o dinheiro que tinham ganham em benefícios. (por vezes, pode haver outras exceções devido a crises e situações pontuais da economia)
- Ao fazerem um PPR, no fundo, é o banco a pegar no vosso dinheiro e a investir. Por isso, se querem melhores rentabilidades e não terem o dinheiro bloqueado, é melhor investirem ETF's mundiais ou num SP500. As rentabilidades são maiores, taxas de comissão são inferiores (Num PPR são 2%, numa empresa como Degiro, Plus500, EToro's, etc são muito abaixo dos 1%) e podem retirar o dinheiro quando quiserem.
- Num exemplo de investimento anual de 2K durante 30 anos, neste momento, um PPR de alto risco dá menos 20 mil euros de "lucro" (lucro de 129k) que num ETF (lucro de 150K). Num de capital 100% garantido, o lucro será insignificante.
- Como aqui foi falado, se investirem num ETF escolham um acumulativo.
- Seja qual for a decisão, esta é uma boa altura para investir. Acredito que o mercado ainda possa cair um pouco em 2023, mas os valores vão subir.
- Pessoalmente fiz um PPR e vou retirar quando adquirir casa para ajudar na prestação da casa. O resto está dividido entre ETF's, obrigações e conta poupança (sim é estar a perder dinheiro, mas é sempre bom ter um fundo de maneiro caso aconteça alguma coisa),
Outras Dicas Extras Investimento / Poupança:
- Se tiverem mais que um crédito ativo, casa, carro, algum crédito pessoal ou cartão de crédito, peçam um crédito consolidado. No fundo, juntam todos os vossos créditos num só contrato e com prazo de pagamento mais elevado. A longo prazo pagam mais, todavia, conseguem baixar as vossas prestações consideravelmente e aumentar a vossa qualidade de vida no presente (Exemplo de artigo para leitura:
crédito consolidado)
- Dividam os vossos investimos por vários locais. Não metam tudo em ações, PPR's ou em contas poupanças. Existem várias formas de investir, umas com mais e outras com menos retorno - exemplo, obrigações de tesouro e certificados de aforro.
- Renegociar contrato com telecomunicadoras - nunca aceitar a primeira oferta deles. Com sorte conseguem baixar 5 euros por mês que no fim do ano são 60€.