Bem, por aqui, atingi hoje os 6000kms da moto.

Em jeito de balanço destes últimos meses, deixo aqui um resumo de algumas peripécias que tive nestes 8 meses e pico de encartado:
- Principalmente nos primeiros meses, o pessoal colado na minha traseira. Arrumava-me para a berma, e lá continuavam eles atrás de mim.
- Mais tarde, já a acompanhar o transito que ia a minha frente, mas a gajinha atrás de mim de tal maneira colado que nem via a frente do carro, só o para-brisas com a fulana quase a espumar-se para me passar. Num cruzamento paro, começo a gesticular para ela me dar mais distancia! Mais a frente, encosto, ela lá passa, para ficar a minha frente, atrás dos restantes carros.
- Primeiro susto: Chuva miudinha, estrada nacional, em não muito bom estado, 1 via, e separador central de betão, vmáx de 70km/h, eu ia entre 70-80, uns carros mais a frente, umas centenas de metros. De repente, vejo umas luzes a aproximar-se a grande velocidade, e quase a encostar a mim. Instintivamente, baixo para uns 50-60não me ia mandar para a berma, cheia de lixo para a sua excelência passar. O gajo do nada manda-se para a berma, quase me manda para cima do separador de betão e lá vai ele de gás a fundo. Era um táxi, mercedes, e não consegui decorar a matricula. Fiquei de tal forma abananado que o resto do caminho fui BEM mais devagar.
- Bastante civismo, de muito pessoal. Logo no dia a seguir ao episódio anterior, ia a chegar a um cruzamento, e paro. Uma carrinha de caixa aberta, cheia de pessoal, abranda e dá-me passagem. Nesse mesmo dia, mais a frente, numa estrada que passa de 2 para uma via, ia na faixa da direita, e abrando para passar para a da esquerda que ia ficar unica, pois tinha já lá um carro. Ele abranda e dá-me passagem.
- Durante a semana não, mas ao fim de semana, algum pessoal de moto que cumprimenta ao cruzarmo-nos. Depreendo que esses só saem com a moto ao fim de semana. [

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- Outro susto, que já falei aqui, num dia de muito vento e chuva, e caí na asneira de ir pela auto-estrada para casa. Senti a moto escorregar por duas vezes, ao passar pelas linhas separadoras.
- Outra: uma fulana colada a mim, numa estrada em bastante mau estado. (Tem uma pedreira perto, os camiões todos os dias a passar por ali, está toda cheia de rachadelas.) Chego a uma reta, encosto o mais possivel, abrando, e a fulana continua atrás de mim. Bem, assumo que não quer passar, acelero mais um pouco e vou a minha vida. Mais abaixo, tem um gancho para a esquerda, e lá vai a gaja a ultrapassar a toda a velocidade, e com um carro a vir de frente! Epá, respiro fundo, e vou a minha vida.
- No mesmo sítio, já várias vezes me ultrapassaram e no fim ligam os 4 piscas em sinal de agradecimento.
De resto, a moto tem-se portado impecavelmente, só a sinto algo curta de motor na auto-estrada. Apesar disso, chega com rapidez suficiente a casa dos 100km/h, e consegue manter essa ordem de grandeza mesmo em subidas algo pronunciadas. Aos 120, fecha a loja e não passa disso.
Em estradas nacionais e cidade, não me posso queixar. Já a sinto bastante agil, e o motor chega e sobra. Só ainda não me sinto muito a vontade a passar pelo meio do transito. Por um lado por mim, que não tenho ainda grande confiança, e por outro, pelas malas, que deixam a moto com um cu de 80cm. [

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