Tópico dos carros eléctricos

Aqui na zona do Seixal tenho reparado cada vez mais em malta de apartamentos a carregar os carros com os cabos a ficarem pendurados a meia altura para as janelas ou a ocuparem uma grande do passeio.
Já tínhamos o "Tu estacionas como um imbecil", vamos precisar do "Tu carregas como um imbecil".
A falta de civismo é qualquer coisa.
 
Tenho pena de quem tem de passar por esse calvario, não só em termos de custo, mas de tempo perdido

Semana após semana
Por isso é que eu fui logo na sexta de manhã e até cheguei a avisar aqui que se pudessem, que fossem logo nesse dia, que com os 15 cêntimos (que depois o amigalhaço do governo desceu para 12) iria ser o fim do mundo nos postos de combustível.
 
Eu não digo disparates, eu digo coisas que tu e que outros não gostam, o que é muito diferente. Uma coisa pouco popular não significa que seja um disparate. Eu digo a verdade de forma pragmática que é algo que neste país não é muito bem compreendido. Aqui as pessoas gostam mais de gajos simpáticos mas mentirosos em vez de gajos directos mas honestos.

Tu podes detetestar a China mas a China é um país e vai continuar a sê-lo.

É uma ditadura? Sim mas o que não falta no Mundo é ditaduras.

O teu problema é com a China e por isso queres fazer o quê com a China?

É que falas falas mas não dás soluções para nada.

Em relação aos automóveis, que é aquilo de que se fala aqui, a UE já aplica tarifas sobre os carros da China, por isso queres fazer mais o quê? Estou farto de te perguntar isto mas tu nada dizes.

Tu não dizes coisas concretas, só falas falas mas não dizes nada, tens discurso de político.
Não dizes disparates, dizes coisas que os outros não gostam...

Dizes tanto disparate que eu não gosto que no fundo é a mesma coisa.

Vou direto à questão do que acho que a União Europeia devia fazer.

Para começar, devia haver reciprocidade a sério. Quem quer vender cá tem de cumprir regras equivalentes às nossas: ambiente, direitos laborais, direitos humanos, propriedade intelectual, segurança, dados, concorrência, tudo. Se não cumprem, não deviam poder vender cá como se estivessem a jogar o mesmo jogo.

Depois, a UE devia olhar para dentro e cortar na burocracia absurda que só atrasa, encarece e mata investimento. Temos energia cara, licenciamentos lentos, regras atrás de regras, normas cada vez mais pesadas e uma máquina administrativa que muitas vezes parece feita para impedir quem quer produzir.

E sim, também há muita “treta ambiental” e regulamentação mal pensada que ajudou a dar cabo da indústria europeia. Não porque o ambiente não importe, mas porque a Europa decidiu impor metas e custos brutais à sua própria indústria enquanto deixa entrar produtos feitos em países que não cumprem os mesmos critérios.
 
Não dizes disparates, dizes coisas que os outros não gostam...

Dizes tanto disparate que eu não gosto que no fundo é a mesma coisa.

Vou direto à questão do que acho que a União Europeia devia fazer.

Para começar, devia haver reciprocidade a sério. Quem quer vender cá tem de cumprir regras equivalentes às nossas: ambiente, direitos laborais, direitos humanos, propriedade intelectual, segurança, dados, concorrência, tudo. Se não cumprem, não deviam poder vender cá como se estivessem a jogar o mesmo jogo.

Depois, a UE devia olhar para dentro e cortar na burocracia absurda que só atrasa, encarece e mata investimento. Temos energia cara, licenciamentos lentos, regras atrás de regras, normas cada vez mais pesadas e uma máquina administrativa que muitas vezes parece feita para impedir quem quer produzir.

E sim, também há muita “treta ambiental” e regulamentação mal pensada que ajudou a dar cabo da indústria europeia. Não porque o ambiente não importe, mas porque a Europa decidiu impor metas e custos brutais à sua própria indústria enquanto deixa entrar produtos feitos em países que não cumprem os mesmos critérios.
Lá por tu não gostares não significa que aquilo que eu digo está errado.

Como já te expliquei, eu não falo para ter likes, eu falo aquilo que eu acho que está correcto. A mim a popularidade interessa-me zero, só me interessa a verdade.

O que estás a defender é impraticável. Se a UE só fizer trocas comerciais com os países que têm a mesmas regras então a UE nao faz negócios com ninguém. No máximo só faz negócios com a Austrália e Nova Zelândia. Nem os EUA têm as mesmas regras do que a UE. Seria o fim da Europa porque a Europa depende imenso economicamente dos EUA, sem as vendas aos EUA a Europa teria menos de metade do seu nível de riqueza.

O que defendes é simplesmente utópico. Pareces mesmo a malta de esquerda que vive noutra realidade. Tu és bem mais de esquerda do que aquilo que tu pensas.

O resto que tu defendes são questões internas da UE.

Tu não podes impôr as tuas regras aos outros. Podes decidir deixar de fazer negócios com quem bem entendas mas quem fica a perder és tu.
 
Lá por tu não gostares não significa que aquilo que eu digo está errado.

Como já te expliquei, eu não falo para ter likes, eu falo aquilo que eu acho que está correcto. A mim a popularidade interessa-me zero, só me interessa a verdade.

O que estás a defender é impraticável. Se a UE só fizer trocas comerciais com os países que têm a mesmas regras então a UE nao faz negócios com ninguém. No máximo só faz negócios com a Austrália e Nova Zelândia. Nem os EUA têm as mesmas regras do que a UE. Seria o fim da Europa porque a Europa depende imenso economicamente dos EUA, sem as vendas aos EUA a Europa teria menos de metade do seu nível de riqueza.

O que defendes é simplesmente utópico. Pareces mesmo a malta de esquerda que vive noutra realidade. Tu és bem mais de esquerda do que aquilo que tu pensas.

O resto que tu defendes são questões internas da UE.

Tu não podes impôr as tuas regras aos outros. Podes decidir deixar de fazer negócios com quem bem entendas mas quem fica a perder és tu.
Imagina um combate de boxe.

Há categorias. Separas por sexo, por peso, por escalão, etc. Nunca vai ser totalmente igual, um lutador pode ser ligeiramente mais pesado, mais novo, mais alto ou ter mais alcance, mas pelo menos estão dentro da mesma categoria.

O que a Europa tem de fazer é algo semelhante no comércio.

Se queres vender cá, tens de jogar numa categoria minimamente equivalente. Não faz sentido uma indústria europeia cumprir regras ambientais, laborais, de segurança, propriedade intelectual, dados, impostos, emissões e burocracias sem fim, enquanto depois deixamos entrar produtos de países que não cumprem sequer perto do mesmo nível de exigência.

Olha para as emissões de CO₂ da China e compara com o resto do mundo. E não é só o que já emite: continuam a abrir centrais a carvão. Estamos a brincar com isto? A Europa aperta cada vez mais a sua própria indústria em nome do ambiente, mas depois importa produtos feitos em economias muito mais poluentes e chama a isso “mercado livre”.

Isto não é mercado livre. É pôr um peso-pesado a lutar contra um peso-médio e fingir que estão em igualdade de condições.

Quanto ao resto, já nem vale muito a pena discutir. Primeiro eu era fanático por carros alemães, quando andei praticamente a vida toda de Peugeot. Depois apoio regimes genocidas. Agora afinal sou de esquerda/socialista/URSS.

É este o teu método: inventas rótulos, repetes mentiras sobre os outros e depois vens dar sermões sobre “verdade dos factos”.

Poupa-me. A tua preocupação com a verdade dura exatamente até ao momento em que a verdade deixa de servir a tua narrativa.
 
Nesse caso as marcas de automóveis europeias nunca deviam ter ido fazer negócios à China. Um regime poluente que é uma ditadura. Já agora nem com os EUA porque na verdade neste momento é o único bloco hostil (tirando o caso da Rússia, claro) à UE. Não vejo a China a ameaçar, tentar coagir, humilhar, reivindicar território, impor tarifas em relação à Europa como está a fazer o regime do Trump. E no entanto ninguém se chateia em relação à Tesla. E também não poderiam ser vendidos cá carros ou outros produtos feitos em Marrocos por exemplo que seguramente não cumprem de todo os nossos padrões ambientais, laborais, humanos... e no entanto a Stellantis e a Renault fartam-se de ter lá fábricas. Ou na Turquia. E até em países como a Hungria onde a democracia é pelo menos duvidosa. Onde íamos parar?

A China foi (e continua a ser) fundamental para o lucro das marcas automóveis europeias de automóveis e não só. A diferença com outros países não é a sua honestidade ou falta dela, é o poder negocial que tem em virtude de ser gigante e se ter transformado na fábrica do mundo. Proibir as vendas de carros chineses não muda nada disso, só resultaria num boicote semelhante do lado deles em relação ao mercado e matérias primas que eles dominam. Não é à toa que são as próprias marcas europeias a ser contra as tarifas. Porque eles sabem o quão negativo seria para eles uma retaliação a sério.

Mais, a chegada de carros chineses elétricos mais baratos tem sido muito positiva para se atingirem metas climáticas uma vez que só com marcas europeias nunca na vida iamos ter capacidade de proporcionar um mercado elétrico, eficiente, barato e com carros para entrega.
 
Imagina um combate de boxe.

Há categorias. Separas por sexo, por peso, por escalão, etc. Nunca vai ser totalmente igual, um lutador pode ser ligeiramente mais pesado, mais novo, mais alto ou ter mais alcance, mas pelo menos estão dentro da mesma categoria.

O que a Europa tem de fazer é algo semelhante no comércio.

Se queres vender cá, tens de jogar numa categoria minimamente equivalente. Não faz sentido uma indústria europeia cumprir regras ambientais, laborais, de segurança, propriedade intelectual, dados, impostos, emissões e burocracias sem fim, enquanto depois deixamos entrar produtos de países que não cumprem sequer perto do mesmo nível de exigência.

Olha para as emissões de CO₂ da China e compara com o resto do mundo. E não é só o que já emite: continuam a abrir centrais a carvão. Estamos a brincar com isto? A Europa aperta cada vez mais a sua própria indústria em nome do ambiente, mas depois importa produtos feitos em economias muito mais poluentes e chama a isso “mercado livre”.

Isto não é mercado livre. É pôr um peso-pesado a lutar contra um peso-médio e fingir que estão em igualdade de condições.

Quanto ao resto, já nem vale muito a pena discutir. Primeiro eu era fanático por carros alemães, quando andei praticamente a vida toda de Peugeot. Depois apoio regimes genocidas. Agora afinal sou de esquerda/socialista/URSS.

É este o teu método: inventas rótulos, repetes mentiras sobre os outros e depois vens dar sermões sobre “verdade dos factos”.

Poupa-me. A tua preocupação com a verdade dura exatamente até ao momento em que a verdade deixa de servir a tua narrativa.
Não vale a pena gastares energia a discutir com quem pessoaliza as discussões e só sabe responder com ataques pessoais e chavões descabidos. Fizeste pontos sólidos e o resto das pessoas compreendeu o teu ponto.

A UE está a começar a exigir alguma reciprocidade nos seus acordos, mas infelizmente apenas o faz quando o lobbying de grandes corporações assim o dita. Tiveste as preocupações e exigências ambientais, e de saúde pública de um lado que foram implementadas por pressão social e escândalos ambientais.

E do outro lado tiveste acordos comerciais feitos pela UE mas ditados por lobbying: as grandes corporações alemães e francesas tinham interesse em que fossem estabelecidos acordos comerciais com países com normas mais relaxadas. Assim podiam passar o ónus ambiental e de saúde pública para outras regiões com opiniões públicas mais dóceis e aplacar a opinião pública dos europeus cumprindo ambientalmente na Europa.
Assim satisfazes os dois lados: grandes corporações que fabricam mais barato e engordam as margens de lucro, e as populações porque o nível de vida melhora em indicadores ambientais e de saúde pública.

Isto para além de ser conveniente relembrar que o alargamento a Leste também foi feito para beneficiar o capital alemão, que deslocalizou muita indústria da Alemanha para os países de Leste europeu.

Chegas é a um ponto em que esta estratégia deixa de funcionar quando deslocalizas tanta indústria que começa a afectar o emprego nos países europeus. E vai ter que haver um reequilíbrio que sabemos que vai quebrar para o lado mais fraco: a legislação de higiene, segurança, ambiente que garante o bem estar e superiores indíces de qualidade de vida dos cidadãos europeus. Porque não vais ver esta UE da Von der Leyen a impôr barreiras ao comércio com outros blocos económicos. Antes pelo contrário, com a fascização e fecho da economia norte-americana até se acelerou os acordos comerciais com outros blocos económicos (que francamente não têm só desvantagens - permitem a protecção de muitos produtos europeus de origem demarcada de contrafações e garantindo os padrões de qualidade superior europeus).

Quanto á China, efetivamente pensam a longo prazo de uma forma e de uma forma mais uniforme que uma estrutura supra-nacional como a UE (com poder de veto em áreas fundamentais a poder ser exercido por apenas um país) alguma vez será capaz sem reformas. Mas a agressividade da expansão dos chineses na indústria automóvel também se deve a um factor relevante: as margens de lucro no mercado doméstico são neste momento inexistentes. E o governo central está a cortar com incentivos a EVs e isenções fiscais.
Ora isto vai levar num futuro a curto prazo a falências, fusões e consolidação da indústria automóvel chinesa. Quem tiver sucesso no mercado internacional terá maiores hipóteses de sobrevivência mas eventualmente os preços vão nivelar com a concorrência europeia, americana, coreana e japonesa pois só assim farão lucro para sobreviver. Num futuro não muito longinquo vais ver que apenas as empresas com mais escala (BYD, Geely), algumas empresas estatais (SAIC - MG, FAW - Hongqi, Dongfeng e Changan) e as start-ups mais ágeis e que ganhem escala mais rápidamente (Leapmotor, Xpeng?, Nio?, Li Auto?, Xiaomi?) vão sobreviver/manter-se independentes. A torneira do estado central para estas empresas fechou embora vão continuar a receber apoios de governos regionais.

E a médio/longo prazo, a economia chinesa vai passar por muitas transformações profundas devido aos seus desafios demográficos (ainda) mais acentuados que os europeus e que não conseguem colmatar com imigração (ao contrário da Europa).
O "pool" inesgotável de trabalhadores chineses low-cost já não é tão inesgotável quanto isso.
O poder do estado central também começa a ser mais limitado quanto mais abrem os sectores da sua economia a privados, existe também uma tensão entre metas estabelecidas pelo Governo de Pequim e os governos regionais, ou de cidades.
Se quiserem ler um livro interessante sobre isto recomendo o "The New China Playbook" se bem que algumas das opiniões da autora me pareçam um pouco ingénuas porque tem uma perspectiva altamente neo-liberal ultrapassada (filosofia de democratas/republicanos americanos dos anos 00) por vezes permite ganhar um melhor entendimento daquele país.
 
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