Tópico dos carros eléctricos

Aqui na zona do Seixal tenho reparado cada vez mais em malta de apartamentos a carregar os carros com os cabos a ficarem pendurados a meia altura para as janelas ou a ocuparem uma grande do passeio.
Já tínhamos o "Tu estacionas como um imbecil", vamos precisar do "Tu carregas como um imbecil".
A falta de civismo é qualquer coisa.
 
Tenho pena de quem tem de passar por esse calvario, não só em termos de custo, mas de tempo perdido

Semana após semana
Por isso é que eu fui logo na sexta de manhã e até cheguei a avisar aqui que se pudessem, que fossem logo nesse dia, que com os 15 cêntimos (que depois o amigalhaço do governo desceu para 12) iria ser o fim do mundo nos postos de combustível.
 
Eu não digo disparates, eu digo coisas que tu e que outros não gostam, o que é muito diferente. Uma coisa pouco popular não significa que seja um disparate. Eu digo a verdade de forma pragmática que é algo que neste país não é muito bem compreendido. Aqui as pessoas gostam mais de gajos simpáticos mas mentirosos em vez de gajos directos mas honestos.

Tu podes detetestar a China mas a China é um país e vai continuar a sê-lo.

É uma ditadura? Sim mas o que não falta no Mundo é ditaduras.

O teu problema é com a China e por isso queres fazer o quê com a China?

É que falas falas mas não dás soluções para nada.

Em relação aos automóveis, que é aquilo de que se fala aqui, a UE já aplica tarifas sobre os carros da China, por isso queres fazer mais o quê? Estou farto de te perguntar isto mas tu nada dizes.

Tu não dizes coisas concretas, só falas falas mas não dizes nada, tens discurso de político.
Não dizes disparates, dizes coisas que os outros não gostam...

Dizes tanto disparate que eu não gosto que no fundo é a mesma coisa.

Vou direto à questão do que acho que a União Europeia devia fazer.

Para começar, devia haver reciprocidade a sério. Quem quer vender cá tem de cumprir regras equivalentes às nossas: ambiente, direitos laborais, direitos humanos, propriedade intelectual, segurança, dados, concorrência, tudo. Se não cumprem, não deviam poder vender cá como se estivessem a jogar o mesmo jogo.

Depois, a UE devia olhar para dentro e cortar na burocracia absurda que só atrasa, encarece e mata investimento. Temos energia cara, licenciamentos lentos, regras atrás de regras, normas cada vez mais pesadas e uma máquina administrativa que muitas vezes parece feita para impedir quem quer produzir.

E sim, também há muita “treta ambiental” e regulamentação mal pensada que ajudou a dar cabo da indústria europeia. Não porque o ambiente não importe, mas porque a Europa decidiu impor metas e custos brutais à sua própria indústria enquanto deixa entrar produtos feitos em países que não cumprem os mesmos critérios.
 
Não dizes disparates, dizes coisas que os outros não gostam...

Dizes tanto disparate que eu não gosto que no fundo é a mesma coisa.

Vou direto à questão do que acho que a União Europeia devia fazer.

Para começar, devia haver reciprocidade a sério. Quem quer vender cá tem de cumprir regras equivalentes às nossas: ambiente, direitos laborais, direitos humanos, propriedade intelectual, segurança, dados, concorrência, tudo. Se não cumprem, não deviam poder vender cá como se estivessem a jogar o mesmo jogo.

Depois, a UE devia olhar para dentro e cortar na burocracia absurda que só atrasa, encarece e mata investimento. Temos energia cara, licenciamentos lentos, regras atrás de regras, normas cada vez mais pesadas e uma máquina administrativa que muitas vezes parece feita para impedir quem quer produzir.

E sim, também há muita “treta ambiental” e regulamentação mal pensada que ajudou a dar cabo da indústria europeia. Não porque o ambiente não importe, mas porque a Europa decidiu impor metas e custos brutais à sua própria indústria enquanto deixa entrar produtos feitos em países que não cumprem os mesmos critérios.
Lá por tu não gostares não significa que aquilo que eu digo está errado.

Como já te expliquei, eu não falo para ter likes, eu falo aquilo que eu acho que está correcto. A mim a popularidade interessa-me zero, só me interessa a verdade.

O que estás a defender é impraticável. Se a UE só fizer trocas comerciais com os países que têm a mesmas regras então a UE nao faz negócios com ninguém. No máximo só faz negócios com a Austrália e Nova Zelândia. Nem os EUA têm as mesmas regras do que a UE. Seria o fim da Europa porque a Europa depende imenso economicamente dos EUA, sem as vendas aos EUA a Europa teria menos de metade do seu nível de riqueza.

O que defendes é simplesmente utópico. Pareces mesmo a malta de esquerda que vive noutra realidade. Tu és bem mais de esquerda do que aquilo que tu pensas.

O resto que tu defendes são questões internas da UE.

Tu não podes impôr as tuas regras aos outros. Podes decidir deixar de fazer negócios com quem bem entendas mas quem fica a perder és tu.
 
Lá por tu não gostares não significa que aquilo que eu digo está errado.

Como já te expliquei, eu não falo para ter likes, eu falo aquilo que eu acho que está correcto. A mim a popularidade interessa-me zero, só me interessa a verdade.

O que estás a defender é impraticável. Se a UE só fizer trocas comerciais com os países que têm a mesmas regras então a UE nao faz negócios com ninguém. No máximo só faz negócios com a Austrália e Nova Zelândia. Nem os EUA têm as mesmas regras do que a UE. Seria o fim da Europa porque a Europa depende imenso economicamente dos EUA, sem as vendas aos EUA a Europa teria menos de metade do seu nível de riqueza.

O que defendes é simplesmente utópico. Pareces mesmo a malta de esquerda que vive noutra realidade. Tu és bem mais de esquerda do que aquilo que tu pensas.

O resto que tu defendes são questões internas da UE.

Tu não podes impôr as tuas regras aos outros. Podes decidir deixar de fazer negócios com quem bem entendas mas quem fica a perder és tu.
Imagina um combate de boxe.

Há categorias. Separas por sexo, por peso, por escalão, etc. Nunca vai ser totalmente igual, um lutador pode ser ligeiramente mais pesado, mais novo, mais alto ou ter mais alcance, mas pelo menos estão dentro da mesma categoria.

O que a Europa tem de fazer é algo semelhante no comércio.

Se queres vender cá, tens de jogar numa categoria minimamente equivalente. Não faz sentido uma indústria europeia cumprir regras ambientais, laborais, de segurança, propriedade intelectual, dados, impostos, emissões e burocracias sem fim, enquanto depois deixamos entrar produtos de países que não cumprem sequer perto do mesmo nível de exigência.

Olha para as emissões de CO₂ da China e compara com o resto do mundo. E não é só o que já emite: continuam a abrir centrais a carvão. Estamos a brincar com isto? A Europa aperta cada vez mais a sua própria indústria em nome do ambiente, mas depois importa produtos feitos em economias muito mais poluentes e chama a isso “mercado livre”.

Isto não é mercado livre. É pôr um peso-pesado a lutar contra um peso-médio e fingir que estão em igualdade de condições.

Quanto ao resto, já nem vale muito a pena discutir. Primeiro eu era fanático por carros alemães, quando andei praticamente a vida toda de Peugeot. Depois apoio regimes genocidas. Agora afinal sou de esquerda/socialista/URSS.

É este o teu método: inventas rótulos, repetes mentiras sobre os outros e depois vens dar sermões sobre “verdade dos factos”.

Poupa-me. A tua preocupação com a verdade dura exatamente até ao momento em que a verdade deixa de servir a tua narrativa.
 
Nesse caso as marcas de automóveis europeias nunca deviam ter ido fazer negócios à China. Um regime poluente que é uma ditadura. Já agora nem com os EUA porque na verdade neste momento é o único bloco hostil (tirando o caso da Rússia, claro) à UE. Não vejo a China a ameaçar, tentar coagir, humilhar, reivindicar território, impor tarifas em relação à Europa como está a fazer o regime do Trump. E no entanto ninguém se chateia em relação à Tesla. E também não poderiam ser vendidos cá carros ou outros produtos feitos em Marrocos por exemplo que seguramente não cumprem de todo os nossos padrões ambientais, laborais, humanos... e no entanto a Stellantis e a Renault fartam-se de ter lá fábricas. Ou na Turquia. E até em países como a Hungria onde a democracia é pelo menos duvidosa. Onde íamos parar?

A China foi (e continua a ser) fundamental para o lucro das marcas automóveis europeias de automóveis e não só. A diferença com outros países não é a sua honestidade ou falta dela, é o poder negocial que tem em virtude de ser gigante e se ter transformado na fábrica do mundo. Proibir as vendas de carros chineses não muda nada disso, só resultaria num boicote semelhante do lado deles em relação ao mercado e matérias primas que eles dominam. Não é à toa que são as próprias marcas europeias a ser contra as tarifas. Porque eles sabem o quão negativo seria para eles uma retaliação a sério.

Mais, a chegada de carros chineses elétricos mais baratos tem sido muito positiva para se atingirem metas climáticas uma vez que só com marcas europeias nunca na vida iamos ter capacidade de proporcionar um mercado elétrico, eficiente, barato e com carros para entrega.
 
Imagina um combate de boxe.

Há categorias. Separas por sexo, por peso, por escalão, etc. Nunca vai ser totalmente igual, um lutador pode ser ligeiramente mais pesado, mais novo, mais alto ou ter mais alcance, mas pelo menos estão dentro da mesma categoria.

O que a Europa tem de fazer é algo semelhante no comércio.

Se queres vender cá, tens de jogar numa categoria minimamente equivalente. Não faz sentido uma indústria europeia cumprir regras ambientais, laborais, de segurança, propriedade intelectual, dados, impostos, emissões e burocracias sem fim, enquanto depois deixamos entrar produtos de países que não cumprem sequer perto do mesmo nível de exigência.

Olha para as emissões de CO₂ da China e compara com o resto do mundo. E não é só o que já emite: continuam a abrir centrais a carvão. Estamos a brincar com isto? A Europa aperta cada vez mais a sua própria indústria em nome do ambiente, mas depois importa produtos feitos em economias muito mais poluentes e chama a isso “mercado livre”.

Isto não é mercado livre. É pôr um peso-pesado a lutar contra um peso-médio e fingir que estão em igualdade de condições.

Quanto ao resto, já nem vale muito a pena discutir. Primeiro eu era fanático por carros alemães, quando andei praticamente a vida toda de Peugeot. Depois apoio regimes genocidas. Agora afinal sou de esquerda/socialista/URSS.

É este o teu método: inventas rótulos, repetes mentiras sobre os outros e depois vens dar sermões sobre “verdade dos factos”.

Poupa-me. A tua preocupação com a verdade dura exatamente até ao momento em que a verdade deixa de servir a tua narrativa.
Não vale a pena gastares energia a discutir com quem pessoaliza as discussões e só sabe responder com ataques pessoais e chavões descabidos. Fizeste pontos sólidos e o resto das pessoas compreendeu o teu ponto.

A UE está a começar a exigir alguma reciprocidade nos seus acordos, mas infelizmente apenas o faz quando o lobbying de grandes corporações assim o dita. Tiveste as preocupações e exigências ambientais, e de saúde pública de um lado que foram implementadas por pressão social e escândalos ambientais.

E do outro lado tiveste acordos comerciais feitos pela UE mas ditados por lobbying: as grandes corporações alemães e francesas tinham interesse em que fossem estabelecidos acordos comerciais com países com normas mais relaxadas. Assim podiam passar o ónus ambiental e de saúde pública para outras regiões com opiniões públicas mais dóceis e aplacar a opinião pública dos europeus cumprindo ambientalmente na Europa.
Assim satisfazes os dois lados: grandes corporações que fabricam mais barato e engordam as margens de lucro, e as populações porque o nível de vida melhora em indicadores ambientais e de saúde pública.

Isto para além de ser conveniente relembrar que o alargamento a Leste também foi feito para beneficiar o capital alemão, que deslocalizou muita indústria da Alemanha para os países de Leste europeu.

Chegas é a um ponto em que esta estratégia deixa de funcionar quando deslocalizas tanta indústria que começa a afectar o emprego nos países europeus. E vai ter que haver um reequilíbrio que sabemos que vai quebrar para o lado mais fraco: a legislação de higiene, segurança, ambiente que garante o bem estar e superiores indíces de qualidade de vida dos cidadãos europeus. Porque não vais ver esta UE da Von der Leyen a impôr barreiras ao comércio com outros blocos económicos. Antes pelo contrário, com a fascização e fecho da economia norte-americana até se acelerou os acordos comerciais com outros blocos económicos (que francamente não têm só desvantagens - permitem a protecção de muitos produtos europeus de origem demarcada de contrafações e garantindo os padrões de qualidade superior europeus).

Quanto á China, efetivamente pensam a longo prazo de uma forma e de uma forma mais uniforme que uma estrutura supra-nacional como a UE (com poder de veto em áreas fundamentais a poder ser exercido por apenas um país) alguma vez será capaz sem reformas. Mas a agressividade da expansão dos chineses na indústria automóvel também se deve a um factor relevante: as margens de lucro no mercado doméstico são neste momento inexistentes. E o governo central está a cortar com incentivos a EVs e isenções fiscais.
Ora isto vai levar num futuro a curto prazo a falências, fusões e consolidação da indústria automóvel chinesa. Quem tiver sucesso no mercado internacional terá maiores hipóteses de sobrevivência mas eventualmente os preços vão nivelar com a concorrência europeia, americana, coreana e japonesa pois só assim farão lucro para sobreviver. Num futuro não muito longinquo vais ver que apenas as empresas com mais escala (BYD, Geely), algumas empresas estatais (SAIC - MG, FAW - Hongqi, Dongfeng e Changan) e as start-ups mais ágeis e que ganhem escala mais rápidamente (Leapmotor, Xpeng?, Nio?, Li Auto?, Xiaomi?) vão sobreviver/manter-se independentes. A torneira do estado central para estas empresas fechou embora vão continuar a receber apoios de governos regionais.

E a médio/longo prazo, a economia chinesa vai passar por muitas transformações profundas devido aos seus desafios demográficos (ainda) mais acentuados que os europeus e que não conseguem colmatar com imigração (ao contrário da Europa).
O "pool" inesgotável de trabalhadores chineses low-cost já não é tão inesgotável quanto isso.
O poder do estado central também começa a ser mais limitado quanto mais abrem os sectores da sua economia a privados, existe também uma tensão entre metas estabelecidas pelo Governo de Pequim e os governos regionais, ou de cidades.
Se quiserem ler um livro interessante sobre isto recomendo o "The New China Playbook" se bem que algumas das opiniões da autora me pareçam um pouco ingénuas porque tem uma perspectiva altamente neo-liberal ultrapassada (filosofia de democratas/republicanos americanos dos anos 90 e 00) por vezes permite ganhar um melhor entendimento daquele país.
 
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Reações: JCF
Imagina um combate de boxe.

Há categorias. Separas por sexo, por peso, por escalão, etc. Nunca vai ser totalmente igual, um lutador pode ser ligeiramente mais pesado, mais novo, mais alto ou ter mais alcance, mas pelo menos estão dentro da mesma categoria.

O que a Europa tem de fazer é algo semelhante no comércio.

Se queres vender cá, tens de jogar numa categoria minimamente equivalente. Não faz sentido uma indústria europeia cumprir regras ambientais, laborais, de segurança, propriedade intelectual, dados, impostos, emissões e burocracias sem fim, enquanto depois deixamos entrar produtos de países que não cumprem sequer perto do mesmo nível de exigência.

Olha para as emissões de CO₂ da China e compara com o resto do mundo. E não é só o que já emite: continuam a abrir centrais a carvão. Estamos a brincar com isto? A Europa aperta cada vez mais a sua própria indústria em nome do ambiente, mas depois importa produtos feitos em economias muito mais poluentes e chama a isso “mercado livre”.

Isto não é mercado livre. É pôr um peso-pesado a lutar contra um peso-médio e fingir que estão em igualdade de condições.

Quanto ao resto, já nem vale muito a pena discutir. Primeiro eu era fanático por carros alemães, quando andei praticamente a vida toda de Peugeot. Depois apoio regimes genocidas. Agora afinal sou de esquerda/socialista/URSS.

É este o teu método: inventas rótulos, repetes mentiras sobre os outros e depois vens dar sermões sobre “verdade dos factos”.

Poupa-me. A tua preocupação com a verdade dura exatamente até ao momento em que a verdade deixa de servir a tua narrativa.
Mais uma vez, tu vives num mundo utópico. Tu não podes obrigar os outros países a seguir as regras que tu queres.

Se vamos fazer o que tu defendes a Europa fica a fazer negócios sozinha. É isso que tu defendes?

Quem defende que se deve fechar o mercado e acabar com o mercado livre (que é aquilo que tu estás a defender por outras palavras) é o quê? Não é um socialista? A URSS é que funcionava assim.

Cada país tem as suas regras. O máximo que podes fazer é aplicar tarifas mas isso a UE já faz. Portanto tu queres literalmente proibir a China de vender na Europa? Sim, isto é socialismo e ultra protecionismo!

Quem diz que os carros alemães são melhores porque sim é o quê? Quem compara um Peugeot do segmento B de 2007 a um Bmw do segmento D de 2022 e diz que a Bmw é melhor com base nesta comparação absurda é o quê?Chama-se a isto fanatismo.

Tu não gostas é que te digam as verdades. Vou continuar a dizer e a desmascarar-te. Ainda por cima usas IA nos teus textos sem o dizer.

Agora cada vez que tu falares comigo vou colocar aqui esta imagem para todos saberem que aquilo que tu escreves no fórum quando falas comigo não é da tua autoria.

Screenshot-2026-09-07-130630.png


Se tu fosses honesto não farias isto. E ainda ficas indignado porque eu digo aquilo que tu és.
 
Tu não sabes trocar ideias sem partir para ataques pessoais e sem agressividade? Se não concordas é contigo. O Wildchild apresentou bem a sua posição e podes discordar sem baixar o nível.

Edit: em vez de responderem a certos personagens podem manter o rato sobre o nome do utilizador que aparece um menu em que simplesmente podem cliquar em Ignorar. Depois nunca mais têm que ver o que certos personagens escrevem. É uma paz de espírito! @WildChild em vez de perderes o teu tempo a responder-lhe sugiro que faças isto.
 
Caros.

A Europa abriu as portas a produtos chineses há umas décadas... O que desgraçou a indústria de produtos de baixo valor acrescentado do sul da Europa.

Em compensação tornou-se o maior mercado (por país) de destino de automóveis alemães.

A China chegou a representar 40% das vendas anuais do grupo VAG e mais de 30% para a BMW e Mercedes.

Convém ter isto tem mente nestas discussões.
 
Estamos cá para ouvir esses utilizadores a explicar o porquê das marcas europeias terem perdido o mercado chinês e americano de forma bastante considerável!
 
Não vale a pena gastares energia a discutir com quem pessoaliza as discussões e só sabe responder com ataques pessoais e chavões descabidos. Fizeste pontos sólidos e o resto das pessoas compreendeu o teu ponto.

A UE está a começar a exigir alguma reciprocidade nos seus acordos, mas infelizmente apenas o faz quando o lobbying de grandes corporações assim o dita. Tiveste as preocupações e exigências ambientais, e de saúde pública de um lado que foram implementadas por pressão social e escândalos ambientais.

E do outro lado tiveste acordos comerciais feitos pela UE mas ditados por lobbying: as grandes corporações alemães e francesas tinham interesse em que fossem estabelecidos acordos comerciais com países com normas mais relaxadas. Assim podiam passar o ónus ambiental e de saúde pública para outras regiões com opiniões públicas mais dóceis e aplacar a opinião pública dos europeus cumprindo ambientalmente na Europa.
Assim satisfazes os dois lados: grandes corporações que fabricam mais barato e engordam as margens de lucro, e as populações porque o nível de vida melhora em indicadores ambientais e de saúde pública.

Isto para além de ser conveniente relembrar que o alargamento a Leste também foi feito para beneficiar o capital alemão, que deslocalizou muita indústria da Alemanha para os países de Leste europeu.

Chegas é a um ponto em que esta estratégia deixa de funcionar quando deslocalizas tanta indústria que começa a afectar o emprego nos países europeus. E vai ter que haver um reequilíbrio que sabemos que vai quebrar para o lado mais fraco: a legislação de higiene, segurança, ambiente que garante o bem estar e superiores indíces de qualidade de vida dos cidadãos europeus. Porque não vais ver esta UE da Von der Leyen a impôr barreiras ao comércio com outros blocos económicos. Antes pelo contrário, com a fascização e fecho da economia norte-americana até se acelerou os acordos comerciais com outros blocos económicos (que francamente não têm só desvantagens - permitem a protecção de muitos produtos europeus de origem demarcada de contrafações e garantindo os padrões de qualidade superior europeus).

Quanto á China, efetivamente pensam a longo prazo de uma forma e de uma forma mais uniforme que uma estrutura supra-nacional como a UE (com poder de veto em áreas fundamentais a poder ser exercido por apenas um país) alguma vez será capaz sem reformas. Mas a agressividade da expansão dos chineses na indústria automóvel também se deve a um factor relevante: as margens de lucro no mercado doméstico são neste momento inexistentes. E o governo central está a cortar com incentivos a EVs e isenções fiscais.
Ora isto vai levar num futuro a curto prazo a falências, fusões e consolidação da indústria automóvel chinesa. Quem tiver sucesso no mercado internacional terá maiores hipóteses de sobrevivência mas eventualmente os preços vão nivelar com a concorrência europeia, americana, coreana e japonesa pois só assim farão lucro para sobreviver. Num futuro não muito longinquo vais ver que apenas as empresas com mais escala (BYD, Geely), algumas empresas estatais (SAIC - MG, FAW - Hongqi, Dongfeng e Changan) e as start-ups mais ágeis e que ganhem escala mais rápidamente (Leapmotor, Xpeng?, Nio?, Li Auto?, Xiaomi?) vão sobreviver/manter-se independentes. A torneira do estado central para estas empresas fechou embora vão continuar a receber apoios de governos regionais.

E a médio/longo prazo, a economia chinesa vai passar por muitas transformações profundas devido aos seus desafios demográficos (ainda) mais acentuados que os europeus e que não conseguem colmatar com imigração (ao contrário da Europa).
O "pool" inesgotável de trabalhadores chineses low-cost já não é tão inesgotável quanto isso.
O poder do estado central também começa a ser mais limitado quanto mais abrem os sectores da sua economia a privados, existe também uma tensão entre metas estabelecidas pelo Governo de Pequim e os governos regionais, ou de cidades.
Se quiserem ler um livro interessante sobre isto recomendo o "The New China Playbook" se bem que algumas das opiniões da autora me pareçam um pouco ingénuas porque tem uma perspectiva altamente neo-liberal ultrapassada (filosofia de democratas/republicanos americanos dos anos 90 e 00) por vezes permite ganhar um melhor entendimento daquele país.
Não são ataques pessoais, são factos, alguém que defende protecionismo total e o fim das trocas comerciais com a China enquanto a China não tivesse as mesmas normas na Europa desculpa mas não pode ser de direita. Isso vai contra todos os valores daquilo que é o mercado livre. Para além do facto que uma medida dessa iria fazer colapsar toda a economia da Europa. Isso iria transformar a Europa numa Coreia do Norte basicamente. Não faz sentido. É utópico e completamente irrealista. Temos de ser pragmáticos e analisar a realidade, se não podemos mudar a realidade podemos adaptarmo-nos a ela.

Quem compara um Bmw de 2022 com um Peugeot de 2007 como ele fez para concluir que os carros alemães são melhores do que os outros só pode ser fanático. Esta comparação é uma das coisas mais absurdas que eu já li neste fórum. Desculpa mas eu digo as coisas de forma directa e pragmática.

A UE não pode mandar nos outros países nem nas suas regras internas.

A única coisa que a UE pode fazer é aplicar tarifas tal como o Trump faz. É isso que tu defendes? As tarifas podem ter um efeito positivo se forem aplicadas em produtos específicos, eu acho que as tarifas da UE sobre os carros Chineses fazem algum sentido. Os constructores Chineses neste momento estão a investir imenso na Europa, seja em forma de fábricas para montar os seus veículos, seja em centros de R&D, praticamente todos os grandes constructores Chineses têm já centros de R&D na Europa para ajudar a desenvolver os seus produtos, principalmente em tr~es países, Alemanha, Reino Unido/Inglaterra e Itália.

Diz-me uma coisa, tu defendes que a UE deveria aplicar tarifas de 100% sobre os carros Chineses como fazem os EUA? Porque é que os EUA aplicam tarifas de 100% sobre os carros mas não sobre outras coisas? Não achas isto absurdo e incoerente? Isto é apenas para fazerem a vontade ao lobby da Ford e da GM.

Essa conversa dos problemas demográficos da China é uma questão demasiado exacerbada no ocidente. Quando a China chegar à conclusão que isso é um problema muito grave pode obrigar todas as mulheres saudáveis com menos de 40 anos a ter pelo menos dois filhos. Tal como tiveram a política do filho comum, podem aplicar a política dos dois filhos. A imigração não resolve grande coisa no caso da Europa porque é e será um dos focos de instabilidade da Europa nas próximas décadas. Tu vives em Bruxelas, olha bem para o estado dessa cidade, isso é o futuro da Europa, imigrantes de forma descontrolada não é solução para o que quer que seja.

Se queres conhecer verdadeiramente a China vai viver para lá e aprende a língua deles, eu sei que é muito difícil mas não é impossível e é um belo desafio, não é a ler livros sobre a China sob o ponto de vista enviesado ocidental que aprendes grande coisa. No ocidente ainda se pensa que a China só sabe copiar e fazer barato mas a realidade do país hoje já nada tem a ver com isso. A China já faz de tudo, melhor e mais barato do que no ocidente.

O que está a afundar a economia europeia não é a China, é a arrogância europeia e ainda acharem que vivemos nos anos 90. Os ocidentais, mas principalemnte os europeus, ainda pensam que são o centro do Mundo mas os próximos anos vão ter um choque com a realidade, o cérebro do Mundo já está na Ásia por muito que isso não nos agrade, é a verdade.

Tu não sabes trocar ideias sem partir para ataques pessoais e sem agressividade? Se não concordas é contigo. O Wildchild apresentou bem a sua posição e podes discordar sem baixar o nível.
Se alguém diz que 1+1 é igual a 3 qual é a tua reacção. Não é fazer ataques pessoais, eu disse aquilo que ele é com base nas suas opiniões.

Ele literalmente disse que usa IA para falar comigo mas não o diz quando faz os posts, se achas isto normal é contigo mas isto é tudo menos normal, demonstra grande desonestidade.
 
Estive este fim-de-semana no Caramulo Motorfestival e passou-me completamente ao lado isto:
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Protótipo de um 4x4 elétrico, mesmo com a camuflagem acho que todos chegam lá e percebem qual a marca!

A ser lançado seria uma excelente noticia! Aliás, quero acreditar que para o terem camuflado é mais que um protótipo!
 
Têm sido lançadas imensas marcas de elétricos e a grande maioria delas vai à falência passado poucos anos. Por isso boa sorte.

Mas isso sempre faz muito mais sentido que o carro mais sem sentido lançado nos últimos anos diria mesmo a nível mundial, o Adamastor.
 
Estive este fim-de-semana no Caramulo Motorfestival e passou-me completamente ao lado isto:
Ver anexo 14729199

Protótipo de um 4x4 elétrico, mesmo com a camuflagem acho que todos chegam lá e percebem qual a marca!

A ser lançado seria uma excelente noticia! Aliás, quero acreditar que para o terem camuflado é mais que um protótipo!
Estive lá, e vi-o passar, diria que o camuflado é mesmo para chamar à atenção. Seria engraçado, pegar numa qualquer mecânica "chinoca" e fazer umm sucessor.
 
Curioso:

"UMM com engenharia nacional

Para desenvolver o sistema elétrico deste Alter, a UMM não foi longe. A marca portuguesa recorreu ao ISEL — Instituto Superior de Engenharia de Lisboa. Uma decisão que poderá revelar-se um dos pilares mais importantes num eventual regresso da UMM à produção: apoiar e desenvolver competências locais para a indústria automóvel nacional."


Estaria mais à espera que fosse o IST

@Eduardo209
 
Última edição:
Isto era simples: Pegar numa base de um suv chinês (um Omoda, um Leapmotor Bx03, um GWM) e dar-lhe uma carroceria UMM. Um estúdio português tratava do design, taragens da suspensão e outros aspecto de engenharia periférica mesmo que fosse produzido na China e enviado para cá. Tinha que haver versão Pick UP. Pelo menos Portugal/Espanha/França/Marrocos/Cabo Verde podiam ser bons mercados.

Era "simples" e giro, talvez não seja viável, infelizmente.
 
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