Tópico dos carros eléctricos

um Suiço quer fabricar 1 rolex por 1.000€ para vender por 20.000€
um português quer sempre comprar/vender mais baratinho ! (e pagar pelo porta do cavalo)

depois querem que ordenados aumentem por milagre !
os países/empresas precisam de criar Valor, de fazer Branding, de se diferenciarem !

(e claro de ter legislação e justiça à altura)
 
As marcas tradicionais europeias nunca se preocuparam realmente com os custos para o consumidor.
E os governos dos países também não, viciados em receita de impostos sobre os veículos, sendo o caso de Portugal flagrante.

Os preços foram subindo, mas desde que fossem subindo para todas as marcas, não havia problema nenhum porque ficava tudo igual.
Desde que o preço dos carros nunca ultrapassasse um valor incomportável para continuarem a vender, tudo estava bem. Entretanto o consumidor ia ficando com veículos cada vez mais plastificados, com motores mais pequenos, e muitas vezes produzidos em países fora da europa.

Tudo estava bem porque a quota de mercado era para competição interna. E acho que as marcas também sempre dormiram descansadas porque eram demasiado importantes na economia europeia para falir e a UE ia tratar do protecionismo necessário para manter quota de mercado e a sua sobrevivência. Os CEO´s vivem de mandado em mandato e a qualidade da gestão mede-se em lucros no final do ano.

Os chineses nunca tentaram entrar no mercado europeu porque estar a investir para vender carros a combustão num mercado viciado em impostos e regulamentos como o europeu era desastroso.

Isto mudou com os carros elétricos.

Agora a União Europeia, que levou anos a aumentar impostos para salvar o planeta azul está num dilema tramado.
Ou mete regulamentos e tarifas para bloquear a entrada de carros chineses elétricos e tenta ganhar tempo para as marcas europeias desenvolveram a tecnologia e produção elétrica, demonstrando assim toda a hipocrisia das políticas ambientais.
Ou deixa as coisas continuarem como estão, onde se vê as marcas europeias a correrem atrás do prejuízo e a tentarem evitar fechar portas, em que a VW vai despedir dezenas de milhares de trabalhadores, onde Ford arrenda fábricas inteiras à BYD, etc...

Nunca vimos as marcas a exigirem a baixa de impostos sobre veículos.

A solução das marcas europeias não é pedir para a UE fechar portas. Até porque se isso acontecer a china faz o mesmo e lá se vai mais uma talhada nos lucros da VW, Mercedes, BMW, etc.
A solução é as marcas pedirem aos estados para baixarem drasticamente os impostos sobre veículos e combustíveis, para que seja muito mais barato ao consumidor comprar e manter carros a combustão. Com isto as marcas ganham tempo e conseguem manter margens para poder investir a sério em novas tecnologias e fábricas para veículos totalmente elétricos.
 
só em PT é que existe IA + IVA !

na Europa boa ... quando se ganha 5k por mês ... um carro custar 30k está OK (cerca de 6 meses de trabalho)
em PT ... quando se ganha 1k por mês ... um carro custar 35K ... não está OK !! (cerca de 35 meses de trabalho)
 
Já nem os Dácia a 9.999,99€ nos salvam.

A europa boa é muito pequena.

IA...

Tabela da Mediana Salarial Mensal na Europa (Bruto)
Os valores abaixo representam a estimativa consolidada da mediana mensal bruta para trabalhadores a tempo inteiro, refletindo o cenário económico europeu atual:

📍 País💰 Mediana Mensal Bruta (Estimada)🔎 Nota sobre a Distribuição
Suíça~7.100 €O valor real mais alto do continente europeu.
Dinamarca~5.150 €Líder da UE; não tem salário mínimo por lei.
Luxemburgo~4.980 €Mercado financeiro e forte proteção laboral.
Alemanha~3.710 €Maior economia europeia; forte classe média.
França~2.950 €Próxima do eixo central de equilíbrio europeu.
Espanha~2.090 €Fosso acentuado face aos salários da Europa Central.
Itália~2.150 €Grande disparidade regional entre o Norte e o Sul.
Portugal~1.380 €50% dos trabalhadores ganham menos do que este valor bruto.
Polónia~1.290 €Em rápida convergência graças ao crescimento industrial.
Grécia~1.120 €Recuperação lenta pós-crise no sul da Europa.
Bulgária~890 €A base estatística e a mediana mais baixa da UE.
 
As marcas tradicionais europeias nunca se preocuparam realmente com os custos para o consumidor.
E os governos dos países também não, viciados em receita de impostos sobre os veículos, sendo o caso de Portugal flagrante.

Os preços foram subindo, mas desde que fossem subindo para todas as marcas, não havia problema nenhum porque ficava tudo igual.
Desde que o preço dos carros nunca ultrapassasse um valor incomportável para continuarem a vender, tudo estava bem. Entretanto o consumidor ia ficando com veículos cada vez mais plastificados, com motores mais pequenos, e muitas vezes produzidos em países fora da europa.

Tudo estava bem porque a quota de mercado era para competição interna. E acho que as marcas também sempre dormiram descansadas porque eram demasiado importantes na economia europeia para falir e a UE ia tratar do protecionismo necessário para manter quota de mercado e a sua sobrevivência. Os CEO´s vivem de mandado em mandato e a qualidade da gestão mede-se em lucros no final do ano.

Os chineses nunca tentaram entrar no mercado europeu porque estar a investir para vender carros a combustão num mercado viciado em impostos e regulamentos como o europeu era desastroso.

Isto mudou com os carros elétricos.

Agora a União Europeia, que levou anos a aumentar impostos para salvar o planeta azul está num dilema tramado.
Ou mete regulamentos e tarifas para bloquear a entrada de carros chineses elétricos e tenta ganhar tempo para as marcas europeias desenvolveram a tecnologia e produção elétrica, demonstrando assim toda a hipocrisia das políticas ambientais.
Ou deixa as coisas continuarem como estão, onde se vê as marcas europeias a correrem atrás do prejuízo e a tentarem evitar fechar portas, em que a VW vai despedir dezenas de milhares de trabalhadores, onde Ford arrenda fábricas inteiras à BYD, etc...

Nunca vimos as marcas a exigirem a baixa de impostos sobre veículos.

A solução das marcas europeias não é pedir para a UE fechar portas. Até porque se isso acontecer a china faz o mesmo e lá se vai mais uma talhada nos lucros da VW, Mercedes, BMW, etc.
A solução é as marcas pedirem aos estados para baixarem drasticamente os impostos sobre veículos e combustíveis, para que seja muito mais barato ao consumidor comprar e manter carros a combustão. Com isto as marcas ganham tempo e conseguem manter margens para poder investir a sério em novas tecnologias e fábricas para veículos totalmente elétricos.
Nem por isso. Quanto muito, se alguém subiu preços, foram as marcas generalistas.

Um mercedes 190 diesel com 90 cavalos, base, novo, ultrapassava os 50.000€... Há 35 anos atrás, em 1991... Preço REAL, sem ajuste de inflação.
 
Nem por isso. Quanto muito, se alguém subiu preços, foram as marcas generalistas.

Um mercedes 190 diesel com 90 cavalos, base, novo, ultrapassava os 50.000€... Há 35 anos atrás, em 1991... Preço REAL, sem ajuste de inflação.
Um Audi A4 B6 1.9TDI S-line em 2004 saía por <40.000€.
 
más noticias para a Europa e sector automovel

1788517103529.png

El Consejo de Supervisión del Grupo Volkswagen ha aprobado el conocido como Future Plan 2030, a través del cual la compañía buscará acometer la que probablemente sea la mayor reestructuración de su historia. El plan está compuesto por un total de doce puntos que buscarán incrementar la competitividad del fabricante en un panorama cada vez más desafiante debido al auge de los grupos chinos y a la transición al vehículo eléctrico, autónomo y conectado.

El acuerdo ha sido posible después de que la dirección se comprometiera con el Comité de Empresa a buscar usos alternativos a las cuatro factorías alemanas cuyo futuro pendía de un hilo debido a sus elevados costes de producción: Emden, Zwickau, Hannover y Neckarsulm. Las dos primeras dejarán de fabricar vehículos en 2031, la tercera en 2032, y la cuarta en 2034.

Volkswagen dará más protagonismo a su negocio automotriz principal, destinando 135.000 millones de euros en inversiones e I+D en el periodo 2027-2031. Eso sí, para 2035 la empresa habrá reducido a la mitad su porfolio de modelos a nivel mundial; además, reducirá la complejidad de su oferta en un 75%, lo que significa que habrá una menor variedad de configuraciones disponibles. Los modelos supervivientes se beneficiarán de tener un menor número de variantes, ya que el mayor volumen de ventas por modelo se traducirá en más economías de escala y, por lo tanto, en unos costes menores.

Volkswagen optimizará su estructura de producción en Europa​

También se implementará un programa de excelencia operativa para optimizar el funcionamiento de departamentos clave (I+D, compras, producción, calidad, ventas…). Para agilizar la toma de decisiones, se creará una estructura de mando simplificada y más directa que permita a los equipos actuar de forma más rápida y asumir una mayor responsabilidad.

El gigante alemán estima que tiene una sobrecapacidad de producción de aproximadamente 500 000 unidades anuales en Europa, por lo que el cese de las operaciones en Emden, Zwickau, Hannover y Neckarsulm será clave para conseguir una estructura de fabricación competitiva. En un principio, las factorías españolas del grupo (Landaben y Martorell) no se verán afectadas.

A la reducción de 50 000 puestos de trabajo acordada previamente finalmente se sumarán otros 50 000 puestos; por lo tanto, Volkswagen adelgazará su fuerza laboral en aproximadamente 100 000 empleados. La nota de prensa menciona que estos ajustes también afectarán a los puestos directivos.
 
Eu percebo esse argumento. Eu também quero comprar mais barato, como qualquer pessoa. Mas isso não quer dizer que seja bom para toda a gente.

Pergunta aos trabalhadores da Nokia se ficaram felizes quando a indústria europeia dos telemóveis praticamente desapareceu.

O mesmo aconteceu com têxtil, calçado, eletrónica, painéis solares, componentes, etc. O consumidor ganhou no preço, mas perderam-se fábricas, empregos, salários, know-how e capacidade industrial.

Com os carros pode acontecer o mesmo, só que numa escala muito maior. A indústria automóvel não são só Mercedes, VW, Peugeot ou Renault. São fornecedores, oficinas, logística, metalomecânica, moldes, cablagens, tratamentos de superfície, peças e milhares de empregos.

Mesmo quem não trabalha diretamente no ramo automóvel acaba por ser afetado. A economia é circular. Eu e muitos aqui temos carros elétricos e, agora que o combustível está perto dos 2€, há quem pense: “isso não me afeta”. Afeta sim. A fatura chega é por outro lado.

Dou-te um exemplo real. Um colega meu trabalha numa fábrica que faz componentes para a indústria automóvel. Tinha um Peugeot 2008 de serviço. A empresa trocou por um BYD Dolphin porque era mais barato. Neste momento já nem carro de serviço tem, porque a empresa teve de fazer cortes devido à baixa produção.

Irónico, não é?

Não é preciso uma licenciatura para perceber isto.
As empresas europeias nem pestanejaram quando quiseram mais lucro e fechar fábricas cá para ir para Turquia, China, Marrocos. Não é da minha responsabilidade enquanto consumidor prejudicar-me por patriotismo industrial. As marcas europeias que se adaptem e inovem e deixem essa mania de culpabilizar a compra racional dos clientes. Não contem comigo para essa hipocrisia. Até porque nesse caso também não se podiam comprar carros japoneses, nem teslas, nem kias. Nem volvos porque pertencem aos chineses, nem minis porque também são fabricados lá, nem nem nenhum porque a esmagadora maioria das baterias afinal vem da china país do qual estão abolutamente todos dependentes. Enquanto deu lucro foi uma maravilha. Agora que a coisa dói já não querem as mesmas regras.

No meu caso estou a adquirir um MG. Ou comprava um para as minhas necessidades dentro de um determinado preço (neste caso apenas marcas chinesas conseguiam esses requisitos) ou não comprava nada. O stand e os funcionários, mais o agente de seguros, mais o estado português mais o centro de abate estão bem contentes.
 
Última edição:
As empresas europeias nem pestanejaram quando quiseram mais lucro e fechar fábricas cá para ir para Turquia, China, Marrocos. Não é da minha responsabilidade enquanto consumidor prejudicar-me por patriotismo industrial. As marcas europeias que se adaptem e inovem e deixem essa mania de culpabilizar a compra racional dos clientes. Não contem comigo para essa hipocrisia. Até porque nesse caso também não se podiam comprar carros japoneses, nem teslas, nem kias. Nem volvos porque pertencem aos chineses, nem minis porque também são fabricados lá, nem nem nenhum porque a esmagadora maioria das baterias afinal vem da china país do qual estão abolutamente todos dependentes. Enquanto deu lucro foi uma maravilha. Agora que a coisa dói já não querem as mesmas regras.

No meu caso estou a adquirir um MG. Ou comprava um para as minhas necessidades dentro de um determinado preço (neste caso apenas marcas chinesas conseguiam esses requisitos) ou não comprava nada. O stand e os funcionários, mais o agente de seguros, mais o estado português mais o centro de abate estão bem contentes.
Comprar um MG porque é o que cabe no orçamento é perfeitamente legítimo. Não critico isso. Mas não podemos é fingir que comprar chinês, japonês, coreano, americano ou europeu é exatamente igual do ponto de vista económico, industrial e geopolítico.

Não é.

A China tem uma estratégia muito clara. Entra com preço, crédito, investimento, infraestrutura ou produto competitivo. Ao início parece tudo ótimo, é mais barato, é conveniente, é uma alternativa. Depois quando países e empresas ficam dependentes, essa dependência transforma-se em poder político e económico.

Vê o caso da Venezuela. Durante anos recebeu financiamento chinês, muito dele ligado ao petróleo. Parecia perfeito. dinheiro fresco, investimento e uma alternativa ao Ocidente. Resultado? Ficou cada vez mais dependente, com menos margem de manobra e presa a uma relação em que a China ganhou enorme influência sobre recursos, dívida e exportações.

E isto é muito diferente de alianças como as que existiram com os EUA. O Japão, por exemplo, cresceu muito dentro de uma aliança com os EUA, mas não foi sugado dessa forma. Tornou-se uma potência industrial, tecnológica e exportadora, com marcas próprias, indústria própria e capacidade própria. A Coreia do Sul também. Hyundai, Kia, Samsung, LG, Toyota, Honda, Sony, Panasonic, etc. São exemplos de países que cresceram e criaram campeões nacionais, não de países que ficaram reduzidos a fornecedores dependentes.

Com a China, muitas vezes o padrão é outro: primeiro vem o dinheiro, o produto barato ou a infraestrutura; depois vem a dependência. E quando dás por ela, já perdeste produção, fornecedores, know-how, margem de negociação e capacidade de decidir por ti.

Claro que comprar um MG não transforma Portugal na Venezuela. Mas o mecanismo, em escala diferente, é esse: se destruirmos a nossa capacidade industrial porque “lá fora é mais barato”, um dia acordamos dependentes dos outros para carros, baterias, software, peças, matérias-primas e tecnologia.

Isso não vos preocupa?

A mim preocupa. E muito.
 
Eu acho que estás a acordar 20 anos atrasado. A dependência já existe neste momento. Mas não é da nossa reponsabilidade enquanto consumidores resolvê-la. Eu não aceito uma responsabilidade que não é minha, de pesar dimensões que me ultrapassam e das quais não tenho dados completos. É das entidades políticas europeias e construtores.

No caso da indústria e produtos chineses a opção é muito simples: Ou não permitem a entrada como os EUA (e não é por isso que a indústria americana de carros está bem de saúde...) e somos impedidos de comprar os veículos sujeitando-nos ao que há, ou deixando entrar os produtos chineses, que não são só mais baratos, há muitos efetivamente melhores, não se pode andar a culpabilizar ou rebaixar os consumidores quando os compram. Façam escolhas, não transfiram as responsabilidades para os cidadãos. Até porque quando se trata de baixar salários ou fechar fábricas aí já não há cá preocupações com a dependência externa, empregos europeus e know how. Aí é "boa gestão".

Aliás são os próprios construtores europeus a fazer alianças com eles e a ser contra o protecionismo. Esta é a realidade. Têm que saber viver com ela.
 
Eu percebo esse argumento. Eu também quero comprar mais barato, como qualquer pessoa. Mas isso não quer dizer que seja bom para toda a gente.

Pergunta aos trabalhadores da Nokia se ficaram felizes quando a indústria europeia dos telemóveis praticamente desapareceu.

O mesmo aconteceu com têxtil, calçado, eletrónica, painéis solares, componentes, etc. O consumidor ganhou no preço, mas perderam-se fábricas, empregos, salários, know-how e capacidade industrial.

Com os carros pode acontecer o mesmo, só que numa escala muito maior. A indústria automóvel não são só Mercedes, VW, Peugeot ou Renault. São fornecedores, oficinas, logística, metalomecânica, moldes, cablagens, tratamentos de superfície, peças e milhares de empregos.

Mesmo quem não trabalha diretamente no ramo automóvel acaba por ser afetado. A economia é circular. Eu e muitos aqui temos carros elétricos e, agora que o combustível está perto dos 2€, há quem pense: “isso não me afeta”. Afeta sim. A fatura chega é por outro lado.

Dou-te um exemplo real. Um colega meu trabalha numa fábrica que faz componentes para a indústria automóvel. Tinha um Peugeot 2008 de serviço. A empresa trocou por um BYD Dolphin porque era mais barato. Neste momento já nem carro de serviço tem, porque a empresa teve de fazer cortes devido à baixa produção.

Irónico, não é?

Não é preciso uma licenciatura para perceber isto.
O que é necessário perceber é que os Leapmotors e MGs desta vida dão a opção de ter um carro seguro com vocação familiar (segmento C) aos compradores Europeus que deixam de ter de comprar um charuto (inseguro no caso da STLA) europeu de segmento B. Isto para os poucos que têm o privilégio de comprar carro novo.


Até na Alemanha a idade média do parque automóvel já anda pelos 10,9 anos e ainda lhes ficamos com muita sucata.
 
O que é necessário perceber é que os Leapmotors e MGs desta vida dão a opção de ter um carro seguro com vocação familiar (segmento C) aos compradores Europeus que deixam de ter de comprar um charuto (inseguro no caso da STLA) europeu de segmento B. Isto para os poucos que têm o privilégio de comprar carro novo.


Até na Alemanha a idade média do parque automóvel já anda pelos 10,9 anos e ainda lhes ficamos com muita sucata.
o tal mg4 urban ... não é um modelo "abaixo" do MG4 antigo, MAS com tracção dianteira, suspensao traseira menos evoluida, etc ... mas mais comprido e mais barato ?
e que custa quase 30k na versão com bateria 54kw mais equipada e >27k na versão menos equipada com 54kw (e 25k na versao 43kw) ?
 
Exato. E deixa a milhas qualquer segmento B Europeu ( alguns C) na relação entre prestações/equipamento/autonomia/modernidade/segurança/espaço/preço.

Na verdade a minha compra preferida era mesmo o novo IDPolo. Mas a VW mandou-me uma oferta de mais de 32k pela versão de 37Kw/h 116cv com a opção de pintura, bancos aquecidos e bomba de calor.

Quando o MG/Leapmotor/Aion ficam por 29k-30k com baterias de 53/60/65 kw/h potencias entre os 160 e os 218cv, com todo o equipamento de série incluindo equipamentos que o Polo não tem como ventilação traseira, repousa braços traseiro (no caso do Leapmotor e Aion) tecto panorâmico (leapmotor, Aion) ou garantia de 7 anos (MG), bancos ventilados (Aion)...
Não brinquemos.
 
Última edição:
o tal mg4 urban ... não é um modelo "abaixo" do MG4 antigo, MAS com tracção dianteira, suspensao traseira menos evoluida, etc ... mas mais comprido e mais barato ?
e que custa quase 30k na versão com bateria 54kw mais equipada e >27k na versão menos equipada com 54kw (e 25k na versao 43kw) ?
E não só… O Leapmotor b05 custa 24500€ mais despesas com bateria de 56kwh.

Quando é um segmento B europeu é tranquilo levar com bateria de 40kwh por 25-27000€ (Seat Raval, VW Polo, etc) e equipamento base, mas um carro chinês além de ser de segmento superior e mais seguro ainda tem de ter bateria com capacidade significativamente maior e a versão totalmente equipada por 25000€?
Andamos a comparar “Golfs” chineses com “Polos” europeus, não vejo muito a dizer em abono do Polo
 
As marcas tradicionais europeias nunca se preocuparam realmente com os custos para o consumidor.
E os governos dos países também não, viciados em receita de impostos sobre os veículos, sendo o caso de Portugal flagrante.

Os preços foram subindo, mas desde que fossem subindo para todas as marcas, não havia problema nenhum porque ficava tudo igual.
Desde que o preço dos carros nunca ultrapassasse um valor incomportável para continuarem a vender, tudo estava bem. Entretanto o consumidor ia ficando com veículos cada vez mais plastificados, com motores mais pequenos, e muitas vezes produzidos em países fora da europa.

Tudo estava bem porque a quota de mercado era para competição interna. E acho que as marcas também sempre dormiram descansadas porque eram demasiado importantes na economia europeia para falir e a UE ia tratar do protecionismo necessário para manter quota de mercado e a sua sobrevivência. Os CEO´s vivem de mandado em mandato e a qualidade da gestão mede-se em lucros no final do ano.

Os chineses nunca tentaram entrar no mercado europeu porque estar a investir para vender carros a combustão num mercado viciado em impostos e regulamentos como o europeu era desastroso.

Isto mudou com os carros elétricos.

Agora a União Europeia, que levou anos a aumentar impostos para salvar o planeta azul está num dilema tramado.
Ou mete regulamentos e tarifas para bloquear a entrada de carros chineses elétricos e tenta ganhar tempo para as marcas europeias desenvolveram a tecnologia e produção elétrica, demonstrando assim toda a hipocrisia das políticas ambientais.
Ou deixa as coisas continuarem como estão, onde se vê as marcas europeias a correrem atrás do prejuízo e a tentarem evitar fechar portas, em que a VW vai despedir dezenas de milhares de trabalhadores, onde Ford arrenda fábricas inteiras à BYD, etc...

Nunca vimos as marcas a exigirem a baixa de impostos sobre veículos.

A solução das marcas europeias não é pedir para a UE fechar portas. Até porque se isso acontecer a china faz o mesmo e lá se vai mais uma talhada nos lucros da VW, Mercedes, BMW, etc.
A solução é as marcas pedirem aos estados para baixarem drasticamente os impostos sobre veículos e combustíveis, para que seja muito mais barato ao consumidor comprar e manter carros a combustão. Com isto as marcas ganham tempo e conseguem manter margens para poder investir a sério em novas tecnologias e fábricas para veículos totalmente elétricos.
A UE não andou a aumentar impostos porque a UE não tem poder tributário. Isso está na competência dos Estados Membros. Os mesmo Estados Membros que andaram a subsidiar imenso a indústria automóvel europeia. E a UE até já meteu tarifas em cima dos BEVs chineses para dar tempo ás marcas europeias e está prestes a fazer o mesmo com os PHEVs.

A "solução" de algumas marcas europeias apanhadas de calças nas mãos é vergonhosamente tentar sabotar as metas de emissões de CO2. Isto num ano com vagas de calor históricas na Europa que levaram a dezenas de milhares de mortos pelo continente fora. Mas isso não interessa para nada né? Como não interessava as partículas Nox que andamos a inalar durante anos quando o grupo VW enganou os testes de emissões em diesel. Como não interessa a dependência dos países europeus de matéria prima proveniente de países hostis ao nosso modo de vida e cultura.

Custo muito é a famílias como os Agnelli, Peugeot, Porsche e outros ganhar um bocado menos por ano para serem competitivos em BEVs com os chineses. O grupo VW está a recolher as consequências das más decisões que fez. Espertos seriam se começassem a despachar o sector de combustão.
 
No caso do Urban a eficiência é excelente. Muito melhor que qualquer coisa da stelantis. Bast ir a grupos de utilizadores que já têm o carro há alguns meses principalmente na australia e UK. Há também já bastantes testes no youtube para verificar isso. Com a bateria grande há utilizadores a fazer regularmente mais de 400km sem problemas. No meu teste fiz um consumo de 12 onde outros fizeram 15 ou 16.

Aion e Leapmotor um pouco menos mas vai garantir sempre mais autonomia que qualquer Polo de 37kw/h ou Renault 5 de 40.
 
imaginem que os CEO e magnatas da indústria automóvel cortam os seus lucros em 10M de euros num ano e entregam esse valor de volta à empresa.
se a empresa vender 1M de carros num ano, isso significa 1 poupança de 10€ em cada carro !

se forem 100M que "abatem" isso significa 100€ de desconto em cada carro fabricado na Europa !

ATENÇÃO que NÃO estou a defender os CEO ou Magnatas
nem sequer os pequenos acionistas que tem uns trocos em acções ou ETF e querem que aquilo dê mais de 3 ou 4% ano ano de dividendos em ver de estar em certificados de aforro !
mas ... acho que por vezes existe muita "teoria"


São preciso mudanças muito mais profundas para manter a competitividade !
seja pelo Estado (como Noruega que financia com o seu fundo soberano), seja com aumento do poder de compra (que traz inflação atras), seja por apoios à compra de carros mais eficientes e compra de painéis solares ou uso de renovaveis para combater o aumento do preço da energia, seja por incentivo ao abate com carros velhos, seja por mudança de linhas de produção, seja por uso de materias mais fracos, seja por investir muitos milhões em I&D para fabricar baterias mais baratas, seja por .... etc !

(e como "todos" devem saber a teoria da China é outra, os valores, os recursos, os ordenados, a liberdade, a estratégia, o ambiente, a poluição, as regulamentações, etc)
 
Última edição:
Voltar
Superior