Acho que as coisas não são assim tão lineares.
Os japoneses não têm tradição em certo tipo de motores (v8, diesel) mas em contrapartida em motores de baixa cilindrada sempre estiveram à frente dos europeus. Basta ver as inovações que por vezes têm nos seus motores mais pequenos. Nas motos os japoneses dão cartas (podem não gostar e dizer que n é bem assim, que existem as ducati por ex, mas existe uma coisa que se chama fiabilidade...). Que me lembre, a cb750 mudou o panorama motociclístico (e não foi uma cópia "melhorada"), a suzuki e a kawasaki fizeram motores de 3 cilindros a 2 tempos em que n conheço nenhuma europeia que as acompanhasse...
Já aqui falaram da nr750. Quem conhecer o motor, vê que é uma obra de engenharia.
Nos motores mais pequenos, a honda com o vtec continua a dar cartas em muitos aspectos. Os "key-cars" são extremamente desenvolvidos. Enquanto o smart faz carreira aqui, os japoneses comem carros parecidos ao pequeno almoço. Quem nunca viu um honda beat com motor traseiro ou um suzuki capuccino? Até parece que o smart roadster é grande novidade...
As 16v sempre fizeram parte dos carros japoneses mais recentes, mas quando a peugeot ou a renault lançam as 16v nos seus motores mais pequenos, é uma revolução. Ainda hj, quando vemos um honda civic de 89 ou 90, o motor é um autêntico relógio.
Um bmw 316i de 90 tinha pouco mais de 100cv, enquanto que um civic tinha 130cv. o ae86 de 86 tinha 126cv.
Existem muitos protótipos de motores japoneses que por aqui nem se ouve falar (quem se lembra do motor isuzu 1.6l v8?) mas que se fossem europeus mereciam duas páginas de revista? Se calhar porque em portugal tinha sido feito um parafuso para esse motor ou porque finalmente têm uma coisa que os japoneses já fizeram há muito tempo (se saísse um híbrido europeu, imagino o furor que faria...).
Não se deixem enganar: os japoneses são verdadeiras "fábricas de gás" a desenhar um motor, e quando o fazem, é raro falharem em alguma coisa. Não são eles que precisam de vir buscar ideias aqui. Os europeus é que precisam de aprender alguma coisa com a forma que eles colocam motores no mercado.
É que "idiotas" há muitos. O difícil é pôr as ideias em prática e fazer com que funcionem de uma forma fiável...