Serei também o único que acha que durante o ensino para se tirar a carta de condução as pessoas deveriam ter que fazer umas largas dezenas de km em AE a velocidades consideraveis (140/150) para perceberem o que estáem causa ?
A maior parte das pessoas toma contacto com a condução já na 1ª aula prática ou então apenas uns dias antes no carro dos pais, depois tem 30 aulas (grosso modo) para aprender a manter o carro a direito, curvar, fazer piscas, não atropelar ninguém, olhar para ambos os lados dos cruzamentos, antecipar peões que se vão atirar para a passadeira ou fora dela, preparar para arrancar no 1º segundo em que caia o verde do semáforo senão começam a buzinar lá atrás, parar em tudo o que diga Stop, respeitar as velocidades máximas, estacionar a descer, a subir, a direito, paralelo à estrada, perpendicular, fazer pontos de embraiagem, sei lá que mais...
andar a 120 numa AE, consciente de toda a responsabilidade envolvida, parece-me uma utopia para a generalidade dos aprendizes em tão curto espaço de tempo útil de aulas (porque muitas vezes dos 50 minutos teóricos apenas se aproveitam efectivamente uns 30, se tanto...), e mais do que 120, para além de ser uma ilegalidade grave numa fase de instrução, seria já irresponsabilidade (para a generalidade dos instruendos).
A solução seria aumentar nº de aulas e, com isso, agravar o preço da carta? Talvez fosse uma forma...
Aumentar o nº de simuladores onde as pessoas pudessem livremente praticar condições de condução que habitualmente não lhes são permitidas (por falta de tempo, distância até às AE, etc.)? Seria outra hipótese.
No entanto todos nós tivemos mais ou menos os mesmos números de aulas, todos nós andamos na estrada e nas AE, nem sempre a 120 ou 100 e não andamos geralmente às turras com os outros carros, portanto todos vamos passando por uma aprendizagem constante e que vai demorando o seu tempo, que apenas a experiência vai permitindo obter.