A Guerra

Vi em parte esse documentário que passou ontem.
Foi totalmente repugnante verificar o que as forças armadas portuguesas fizeram.

Foi incrivel como aquele individuo que foi Governador de Angola disse que ele e outro militar entrevistaram um negro que foi preso e por este dizer que as balas eram de água lhe espetaram com um balázio a 5 metros que lhe rebentou a cabeça. um assassino à solta.
 
Mas essa «limpeza» integral, sem prisioneiros, esse varrer de aldeias do mapa, ocorreu em várias zonas de Angola logo em 1961 e 1962: o «argumento» dos decisores militares para tais acções era que essas aldeias eram bases de apoio aos «terroristas» (os do outro lado...), pelo que tinham que desaparecer... Só uns pouco admitiram que tais acções visavam aterrorizar as populações mostrando-lhes o que lhes sucederia caso optassem pelo lado dos «terroristas»...

Isto não é guerra digna, é terrorismo, cínico e nada ingénuo.
 
Vi em parte esse documentário que passou ontem.
Foi totalmente repugnante verificar o que as forças armadas portuguesas fizeram.

Foi incrivel como aquele individuo que foi Governador de Angola disse que ele e outro militar entrevistaram um negro que foi preso e por este dizer que as balas eram de água lhe espetaram com um balázio a 5 metros que lhe rebentou a cabeça. um assassino à solta.

Este programa poderá provocar ondas inesperadas e fazer repensar muita coisa sobre Portugal e os portugueses.

Temos vivido num tabú sobre Guerra Colonial, limitando-nos a tocar nas pontas políticas, sem ir ao tutano visceral do que foi aquela guerra, como estertor violento de um regime decadente e decrépito já condenado pelos novos ventos da história que então se libertaram na reorganização da ordem internacional seguinte à 2ª Guerra Mundial.

Em termos psicológicos, desde os anos 90 que uma nova geração de psicólogos e psiquiatras, em interacção com os mais antigos que viveram a guerra e tiveram paciente de guerra, começou a analisar várias contradições nos lugares-comuns que nos são atribuídos enquanto povo.

Por exemplo, o mito dos brandos costumes é algo que ruíu, sem os portugueses darem por isso, no meio profissional da clínica psiquíca, ao analisar-se o arquivo e experiências pessoais traumáticas em muitos e repetidos acontecimentos selváticos perpetrados pela tropa em Angola.

Há vários psiquiatras que se inclinam para a possibilidade da pouco sólida estabilidade emocional da generalidade dos tipos psicológicos do português (nervosos, ansiosos, ferver em pouca água, etc...) no cenário africano, se deteriorar ainda mais, levando muitos a experimentar comportamentos extremos pouco edificantes e, sobretudo e mais grave, sujeitos a difícil auto-controle. O poder militar usou indignamente esse resvalar psicológico, sugerindo, ordenando e normalizando crimes que pessoas em estado de equílibrio psicológico detectariam e reprovariam em termos gerais.
 
Por exemplo, o mito dos brandos costumes é algo que ruíu, sem os portugueses darem por isso, no meio profissional da clínica psiquíca, ao analisar-se o arquivo e experiências pessoais traumáticas em muitos e repetidos acontecimentos selváticos perpetrados pela tropa em Angola.

Nós gostamos muito do mito dos brandos costumes. Gostamos de olhar para nós como um povo tolerante e pacifico. Nada mais falso, por exemplo, os portugueses eram o terror da Ásia. Ficamos conhecidos por lá como bárbaros, sanguinários e arrogantes. O tratamento que os índios do Brasil tiveram também foi tudo menos "brando". Não haja ilusões, nós fomos iguais ou pior que os espanhóis. E então da escravatura nem se fala, não fomos nós que a inventamos mas fomos nós que lhe demos uma escala sem precedentes. A história do nosso país está recheada de intolerância e ódio contra judeus, muçulmanos, negros, asiáticos, etc. Os tempos eram outros, nós não éramos excepção, e não devemos ser crucificados por isso, mas tão pouco devemos branquear a nossa história para ser politicamente correctos.
 
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O que significa isto? :

arrastao.jpg


Arrasto.jpg


Como dá ver é a praia de Carcavelos em pleno século XXI, como se ve na foto a maioria das pessoas são de raça negra… o que podemos concluir?

Que estamos a ser oprimidos por uma minoria na nossa própria terra?

Náaaaaaaaaaaada dissso! Os negros andam ali a “curtir”, a desfrutar de um belo dia de sol… quando de repente sofrem um ataque racista brutal dos polícias:

arrastao1.jpg


imagem.jpg


arrastao.jpg



É inadmissível!

INDEPENDENCIA PARA CARCAVELOS JÁ!


Tem juizo mendes... isso eh a ultima palavra em animacao gerada por computador... toda a gente sabe que o arrastao nunca existiu... mas que esta mto bem feito esta!!!! Parece mesmo a serio!
 
Neste ultimo episodio foi focado a repressão feita pelo Exercito e pela população branca após os primeiros acontecimentos no norte de Angola.

É evidente que se cometeram excessos que são de condenar, mas á que ter em conta a revolta que sentiam os primeiros soldados que entraram nas povoações que tinham sido atacadas e viram corpos espalhados barbaramente assassinados e esquartejados. Certamente que a sua reacção perante este espectaculo seria de raiva e odio, portanto quando tiveram oportunidade reagiram daquela maneira. Condevavel? Certamente. Mas, compreensivel
 
Neste ultimo episodio foi focado a repressão feita pelo Exercito e pela população branca após os primeiros acontecimentos no norte de Angola.

É evidente que se cometeram excessos que são de condenar, mas á que ter em conta a revolta que sentiam os primeiros soldados que entraram nas povoações que tinham sido atacadas e viram corpos espalhados barbaramente assassinados e esquartejados. Certamente que a sua reacção perante este espectaculo seria de raiva e odio, portanto quando tiveram oportunidade reagiram daquela maneira. Condevavel? Certamente. Mas, compreensivel

Meus caros, pegando neste comentário do Akagi, que subescrevo integralmente, vou colocar os links de umas fotos - links porque as fotos podem ser violentas -, e gostaria de saber, se no vosso enorme conhecimento da exploração e colonialismo prepertrado por portugueses aos nativos de Angola, houve, antes do eclodir da guerra imagens como as que coloco.

É que estas imagens, são dos Massacres de 15 de Março de 1961, efectuado pelos "Libertadores da UPA".

Foram, para quem não sabe, cerca de 1000 Europeus colonialistas mortos e entre 8000 a 10000 nativos Angolanos.

Estão a perceber, mataram entre 8000 a 10000 cidadãos Angolanos, pessoas com a mesma côr de pele, cidadãos pacíficos que não alinhavam em esquemas.
Será possível esquecer

Estas fotografias chocam mesmo. Pela violência e pela crueldade dos assassínios - cometidos em 1961 pelos membros da UPA. Pela forma serena e quase sorridente com que os nossos soldados se deixaram fotografar frente a cabeças espetadas em paus ou corpos esventrados - com o mesmo ar com que posam para a fotografia de fim de curso.

Mas esta foi a realidade dos anos 60 em Angola. Compreenda-la é perceber melhor o que foi aquela guerra e não deixar esquecer aquilo que as guerras, sejam elas quais forem, fazem aos homens.

As fotografias que aqui mostramos nunca foram publicadas porque a censura nao deixou. Os horrores e violações flagrantes dos mais básicos direitos Humanos passaram-se no norte de Angola. São imagens da violência da guerra e, sobretudo, do terrorismo da guerra - na Fazenda Tabi, os membros da União dos Povos de Angola (UPA) liderada por Holden Roberto, mataram os administradores brancos a golpes de catana, e na Fazenda Cassoneca esventraram um soba (chefe de uma tribo) e mataram toda a sua família, porque se recusou a deixar de trabalhar para os brancos. Os negros que trabalhavam nas fazendas de café administradas por portugueses - um objectivo “militar” a atingir porque destruir a economia é uma das formas de vencer a guerra - e que eram identificados por usarem uma fita colorida á volta da cabeça, eram decapitados e as suas cabeças espetadas em paus.

Além de trabalharem para os brancos, os negros assassinados pertenciam a outras etnias. Eram originários do Sul de Angola e tinham sido trazidos propositadamente pelos colonizadores que os julgavam mais dóceis e facilmente domináveis do que os naturais do Norte.

Os soldados portugueses foram chamados a proteger estas áreas e era nessa função que aqui se encontravam. A sua expressão impassível revela bem que assistir a massacres deste tipo, contra civis, se tornou facilmente um hábito.

Numa guerra de guerrilha toda a população é o “inimigo”. E as tropas portuguesas não demoraram muito a utilizar os mesmos métodos, instigadas pelo treino que, depois, passaram a receber antes de embarcarem. Da preparação para a guerra constavam ainda slogans de conteúdo racista, que apresentavam indiscriminadamente, o “preto” como inimigo, música e canções guerreiras.

Estas histórias e as dos massacres cometidos pelas tropas portuguesas estão registadas em fotografias e filmes que estão na posse das chefias militares e de ex-combatentes da guerra colonial. Mas em Portugal, os poderes político e militar e a sociedade, de uma maneira geral, têm evitado discutir esta página negra do vida do país. A APOIAR (Associação de Apoio aos ex-Combatentes Vítimas de Stress de Guerra) prepara-se para mandar a primeira pedra. Em Abril foi inaugurada uma exposição com material “tirado do baú”.

A violência alimenta a violência e é disso que são feitas as guerras. Ao ver estas fotografias não é difícil perceber como funciona este ciclo de ódio.

In Notícias Magazine, diário Notícias 17 de Março de 1996

ATENÇÃO AO ABRIR AS IMAGENS

Fotos dos Massacres da UPA em 15 Março 1961
http://img264.imageshack.us/img264/9674/massacreab0.jpg
http://img162.imageshack.us/img162/2952/cron4ft4yg1.jpg
http://img128.imageshack.us/img128/7003/922232dr2.jpg

Corpos Mutilados de trabalhadores de fazendas
http://img162.imageshack.us/img162/7029/nambuangwr2.jpg
http://img128.imageshack.us/img128/5904/c011zu7.jpg
http://img123.imageshack.us/img123/2909/c012aq1.jpg
http://img486.imageshack.us/img486/1592/da13mx8.jpg
http://img251.imageshack.us/img251/2684/da02yb1.jpg
http://img251.imageshack.us/img251/7694/cabecasal7.jpg

http://img232.imageshack.us/img232/9871/orgaossu1.jpg
Esta foto mostra os Genitais de um Soldado Português

Algumas fotos são de Horácio Caio
 
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Se quiserem compreender, as razões que levaram a posteriores acções, bast ler alguns relatos na 1º pessoa, existem numerosos livros e relatos de militares sobre esta temática, mas não venham com minimalismos, porque os primeiros massacres e estropiados ocorreram às mãos das membros da UPA.

O MASSACRE DE CÓLUA

Neste excelente livro o autor, tenente coronel António Lopes Pires Nunes, relata minuciosamente o que se passou na guerra do Norte de Angola. Sugerimos vivamente a sua leitura a todos aqueles que estão interessados em saber a verdade sobre a descolonização e a guerra em Angola. Como o livro tem copyright e não será fácil de adquirir àqueles que vivem em Angola, solicitamos a complacência da Editora e do Autor. Obrigado


....

Um civil de Cólua, que escapara por mero acaso ao massacre de 15 de Março, por se ter deslocado a Carmona a tratar de negócios, tinha sobrevoado a sua pequena povoação, situada a NW de Vila Viçosa, e observara que nas ruas e nas varandas das casas havia muitos mortos, entre os quais lhe parecia reconhecer a sua mulher. Pedia protecção para lá se deslocar a fim de proceder ao enterro das vítimas do assalto, para o que o comandante da 7a CCE nomeou um pelotão da sua companhia, que partiu para Cólua com uma viatura de reparação de pontes. Esperava-se que esta tarefa durasse o máximo de dois dias mas, como este prazo fosse largamente ultrapassado, sem haver qualquer notícia, via rádio, do que se estava a passar, o próprio comandante da companhia, o capitão Castelo da Silva, acompanhado pelo tenente Jofre dos Prazeres, dois soldados e um cipaio foram num jeep ao encontro do pelotão. Este demorara mais do que o previsto porque as pontes estavam muito danificadas, e, no regresso, cruzou-se com o jeep que o procurava. O capitão Castelo da Silva ordenou ao pelotão que continuasse a marcha e disse ao alferes que ele e os seus acompanhantes ficavam ali mais algum tempo, perto da sanzala Cólua. O pelotão chegou a Aldeia Viçosa mas o capitão não aparecia o que prolongou a angústia que se apossara de todos havia já três dias, voltando o alferes ao local, na madrugada seguinte.

Já em Cólua, o oficial comunicou por rádio que encontrara os corpos horrivelmente mutilados dos cinco militares e que o jeep e as armas tinham desaparecido. Perante esta informação, ali se deslocou uma nova patrulha auto com o próprio comandante do batalhão que foi também emboscada. Os amotinados isolaram a viatura dianteira e caíram sobre a secção da vanguarda ferindo logo o sargento e os restantes elementos que tentaram esconder-se no capim, mas foram agarrados e esquartejados. Dois soldados sobreviventes, um dos quais gravemente ferido, que conseguiram fugir e foram detectados por um avião da Força Aérea e socorridos, contaram como eram lancinantes os seus gritos de morte.

Nas declarações prestadas, em 5 de Outubro de 1962, no Posto Administrativo de Aldeia Viçosa, pelo bailundo Severino José que fora obrigado a acompanhar os terroristas desde o dia 15 de Março de 1901, encontram-se os seguintes trechos, absolutamente horrorosos:

"(...) Que do massacre de Cólua nada sabe além de cozinhamento dos quatro militares a quem cortaram os dedos e as "matubas" (testículos) pendurando-os nuns paus para secarem (ver foto) http://img232.imageshack.us/img232/9871/orgaossu1.jpg(...)"

"(...) O Bomboco e, sobretudo, o Simão Lucas organizaram autênticas cenas de canibalismo começando com os quatro soldados brancos agarrados no Cólua, obrigando os bailundos a cozinhá-los e a entrarem no festim. O pessoal de Quiguenga conseguiu agarrar um sargento que fugira do Cólua e cozinhou-o, tendo o mesmo sargento que era gordo dado muito azeite e carne (sic). O soldado morto há poucos meses atrás foi levado para o Cólua e igualmente cozinhado, tendo o declarante participado no festim, tal e qual como os outros bailundos, pois que os que se negavam a isso eram mortos e igualmente comidos, tendo o declarante assistido à morte de pelo menos vinte e cinco bailundos e que o declarante teve igualmente de comparticipar. Desde a primeira hora todos os que morreram, quer brancos, quer bailundos, quer naturais da terra, foram comidos e jamais se procedeu ao seu enterramento, pelo menos no que diz respeito ao Cauanga-Cólua-Quinguenga, embora saiba, por ouvir dizer, nas outras partes se faz a mesma coisa.

(...) "A descrição é tão elucidativa, que não merece o mínimo comentário.

O Bat Event, que assistira já a muitos horrores, ficou inesperadamente a viver um dos mais violentos e o tocava directamente, numa altura em que normalmente deveria estar já em Caxito. Enterrar 30 cadáveres de homens, mulheres e crianças, barbaramente esquartejados vários dias antes, .transportar para a morgue de Carmona um capitão, um tenente, um sargento, dois praças e um cipaio administrativo e saber que outros seis militares tinham desaparecido e haviam sido também selvaticamente assassinados foi uma tragédia indescritível.

O massacre de Cólua, para além do seu horror, permitiu tirar algumas ilações. Os sublevados haviam perdido o respeito ás forças militares, que não podiam mais deixar-se surpreender daquela forma e todos tiveram a percepção de que, se inicialmente apenas dispunham de armas gentílicas e algumas que haviam roubado durante os assaltos, em geral caçadeiras, tinham agora armas de guerra. Sentiu-se ainda

que o terrorismo ia passar à guerrilha lenta mas seguramente. Com as armas do jeep do capitão Castelo da Silva fizeram a segunda emboscada e, com as capturadas nesta, tinham agora um potencial de fogo assinalável, capaz de surpreender outra força armada pequena e descuidada.

A guerrilha ia crescer alimentando-se de si própria e do exterior, e esta constatação deve ter pesado na avaliação que se fez na Metrópole, onde os partidários de Botelho Moniz teriam colhido os últimos argumentos, antes de afrontar Salazar. Se numa ignota e insignificante aldeia de mato morreram 30 civis e 11 militares não era seguramente uma guerra de catana e de Secção que as forças militares portuguesas enfrentavam e poderia avaliar-se já o que esperava Portugal se insistisse em continuar a querer resolver o problema pela via armada. Já foi dito que Salazar enfrentou argumentos deste tipo assumindo ele próprio a pasta da Defesa e iniciando, imediatamente e sem mais delongas, a mobilização militar do país para Angola.
 
Tem juizo mendes... isso eh a ultima palavra em animacao gerada por computador... toda a gente sabe que o arrastao nunca existiu... mas que esta mto bem feito esta!!!! Parece mesmo a serio!

Caso tenhas dificuldade de entendimento explico-te como se fosses muito burro: pus aquele post para ironizar com uma foto colocada pelo user Tangas e pela sua errada interpretação, dá uma olhada na mensagem nº 87: http://forum.autohoje.com/showpost.php?p=1817452&postcount=87

O que é que tu ves ali?
 
O que me parece vergonhoso no meio disto tudo, é que a RTP (paga por todos nós)dê voz fe aça entrar pela nossa casa dentro os "turras" que á 46 anos assassinaram cruelmente outros portuguses, a contarem calmamente como fizeram essas chacinas, e sem um pedido de desculpas ou mostrarem algum sinal de arrependimento.

Esses gajos não deviam ter a oportunidade de falarem na TV estatal, e se estiverem alguns em Portugal, deviam ser entregues aos familiares daqueles que eles assassinaram.

Enfim, é o País de brandos costumes que temos!
 
O que me parece vergonhoso no meio disto tudo, é que a RTP (paga por todos nós)dê voz fe aça entrar pela nossa casa dentro os "turras" que á 46 anos assassinaram cruelmente outros portuguses, a contarem calmamente como fizeram essas chacinas, e sem um pedido de desculpas ou mostrarem algum sinal de arrependimento.

Esses gajos não deviam ter a oportunidade de falarem na TV estatal, e se estiverem alguns em Portugal, deviam ser entregues aos familiares daqueles que eles assassinaram.

Enfim, é o País de brandos costumes que temos!

Caro Akagi, compreendo a sua indignação de que faço também eco, presumivelmente a série é documental, e pretende dar um imagem verídica e fiel dos acontecimentos, eu compreendo que dêem tempo de antena aos feitos da UPA, e que os mesmos possam ser relatados na 1ª pessoa.

Mas como vimos, aos relatos faltou o associar de imagens - ver abaixo - que por exemplo, já fizeram com os relatos dos soldados portugueses que chegaram posteriormente ás plantações e machambas, pilhadas e incendiadas com os habitantes locais massacrados, violados e desmembrados.

Dos relatos dos portugueses já mostraram imagens, e mostraram relatos onde é visível angustia pelos actos cometidos, os nossos soldados mostram arrependimento, mas mesmo assim alguns sempre dizem que com o que viram o sentimento de revolta era enorme e os actos acabaram por ser um olho por olho dente por dente.


E as imagens que não mostram são por exemplo estas
(Chamo a atenção que são imagens fortes, mesmo a preto e branco)
http://img222.imageshack.us/img222/113/sobaps8.jpg
Soba de Cassoneca morto à catanada e esventrado pelos assassinos da UPA (foto Manuel Graça).

http://img530.imageshack.us/img530/1097/bailundo1kd5.jpg
http://img530.imageshack.us/img530/2161/bailundo2oy4.jpg
Na foto bailundo morto à catanada, degolado e queimado e na seguinte mais dois bailundos queimados (fotos Horacio Caio).

http://img233.imageshack.us/img233/7275/bailundono4.jpg
Bailundo morto à catanada e queimado (foto Horácio Caio )

http://img216.imageshack.us/img216/789/jovemfr0.jpg
http://img216.imageshack.us/img216/9136/meninauv4.jpg
Jovem branca de 18 anos, violada e assassinada numa fazenda perto de Quitexe. O cadáver desnudo com um pau metido na vagina.

Crianças assassinadas no berço, na fazenda Nunes, nos arredores de Quitexe.
15 de Março, um "trofeu" para os dirigentes da UPA (fotos Horacio Caio).


Por isto, é fácil perceber a indignação de users como o Akagi e como eu.
Os relatos de Holdens Robertos e outros esbirros, mostram bem como tudo fizeram para tornar indefesos os fazendeiros e as gentes locais, o que se pretendia era uma matança, e não mostrar os ideiais da independência.

As imagens falam por si, mas há muitas mais.
 
O que me parece vergonhoso no meio disto tudo, é que a RTP (paga por todos nós)dê voz fe aça entrar pela nossa casa dentro os "turras" que á 46 anos assassinaram cruelmente outros portuguses, a contarem calmamente como fizeram essas chacinas, e sem um pedido de desculpas ou mostrarem algum sinal de arrependimento.

Esses gajos não deviam ter a oportunidade de falarem na TV estatal, e se estiverem alguns em Portugal, deviam ser entregues aos familiares daqueles que eles assassinaram.

Enfim, é o País de brandos costumes que temos!

O que mais me preocupa é que alguns desses assassinos possam estar a viver em Portugal.
Quanto á RTP e ao documentario, é um relato historico e a RTP fez e bem o seu trabalho.
Agora o que gostaria é que esses assassinos não tivessem sobrevivido aos militares, para agora não estarem a dar entrevistas.
 
Ao YAMATO

Caro amigo, neste tema como em alguns outros os nossos pontos de vista estão muito proximos um do outro.

Sera por termos tido uma educação e uma escola de valores identica?

Sera por termos idades parecidas e termos vivido estes acontecimentos á época?

Realmente temos muitas semelhanças entre nos, até nos useres que utilizamos, você como "YAMATO" o nome do maior couraçado japonês e do mundo já mais construido, e eu com "AKAGI", o nome do porta-aviões que comandou a força combinada japonesa que atacou Pear Harbot em 7/12/41.

Por tudo isto, uma cordial saudação para si
 
Caro Akagi

Para que possamos opinar, não podemos somente tocar de ouvido, desta forma e por uma questão de formação, sempre fui ensinado a buscar e inquirir, a ir mais longe.

Sem querer sem ofensivo para ninguém, uso a seguinte metáfora - Não podemos comportar-nos como o Burro que só come a cenoura que lhe é colocada na frente do Nariz - corremos o risco de perder a verdadeira iguaria.

Eu ainda sou do tempo, em que se privilegiava valores que hoje parecem cada vez mais arredados da nossa conversação e trato diário.


Honra, Correcção, Humildade, Justiça.


Por isso, estou em querer, que é sobretudo por uma questão de educação.

O resto será acessório.

[;)]
 
Caro Akagi

Para que possamos opinar, não podemos somente tocar de ouvido, desta forma e por uma questão de formação, sempre fui ensinado a buscar e inquirir, a ir mais longe.

Sem querer sem ofensivo para ninguém, uso a seguinte metáfora - Não podemos comportar-nos como o Burro que só come a cenoura que lhe é colocada na frente do Nariz - corremos o risco de perder a verdadeira iguaria.

Eu ainda sou do tempo, em que se privilegiava valores que hoje parecem cada vez mais arredados da nossa conversação e trato diário.


Honra, Correcção, Humildade, Justiça.


Por isso, estou em querer, que é sobretudo por uma questão de educação.

O resto será acessório.

[;)]

Identifico-me plenamente com esses valores.
 
Caro Akagi

Para que possamos opinar, não podemos somente tocar de ouvido, desta forma e por uma questão de formação, sempre fui ensinado a buscar e inquirir, a ir mais longe.

Sem querer sem ofensivo para ninguém, uso a seguinte metáfora - Não podemos comportar-nos como o Burro que só come a cenoura que lhe é colocada na frente do Nariz - corremos o risco de perder a verdadeira iguaria.

Eu ainda sou do tempo, em que se privilegiava valores que hoje parecem cada vez mais arredados da nossa conversação e trato diário.


Honra, Correcção, Humildade, Justiça.


Por isso, estou em querer, que é sobretudo por uma questão de educação.

O resto será acessório.

[;)]

É que vocês fazem parte daquela geração em que se apredia nas escolas a importancia dos valores humanos, da disciplina, aprendiam a respeitar os mais velhos, os professores. Hoje em dia estas coisas já não se ensina nas escolas pelo menos com a eficacia de outros tempos, os professores perderam a autoridade, infelizmente.
 
Angola - 27 de Maio de 1977

Angola - 27 de Maio de 1977

Já que estamos a falar da guerra, achei oportuno fazer referencia mais uma vez a um de muitos episodios ocurridos apos as indendencias dos territorios portugueses de Africa.

Talvez com relatos destes algumas pessoas possam entender melhor contra que tipo de criminosos o "imperio portugues" estava a lutar, este episodio fala do masacre de mais de 30.000 pessoas maioritariamente de raça negra, as formas mais brutais de agressão que se possam imaginar voltaram a ser repetidas a grande escala depois dos masacres perpetrados pelos terroristas da UPA contra populações civis no começo dos anos 60.

O link:



27 de Maio de 1977

Passam hoje trinta anos sobre o 27 de Maio de 77. É assim que é conhecida a página mais negra da história de Angola enquanto nação soberana e independente e é uma data que me diz muito pelas piores razões. Há muita gente que quer reescrever o que aconteceu, dizem que é melhor andar para a frente e esquecer. Mas nós não pudemos. Os mortos só nos têm a nós para os defender e para os lembrar. E é para isso que cá estamos.


2007-05-27_124129_27Maio2007.jpg
 
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