Mas devia ter pensado nisso era na altura que cometeu tais actos.
Matar mulheres e crianças é cobardia. nisso sou o 1º a criticar.
Sabes lá que o que faz durante uma guerra, especialmente se tiveres ordens para o fazer.
Mas devia ter pensado nisso era na altura que cometeu tais actos.
Matar mulheres e crianças é cobardia. nisso sou o 1º a criticar.
Vi em parte esse documentário que passou ontem.
Foi totalmente repugnante verificar o que as forças armadas portuguesas fizeram.
Foi incrivel como aquele individuo que foi Governador de Angola disse que ele e outro militar entrevistaram um negro que foi preso e por este dizer que as balas eram de água lhe espetaram com um balázio a 5 metros que lhe rebentou a cabeça. um assassino à solta.
Por exemplo, o mito dos brandos costumes é algo que ruíu, sem os portugueses darem por isso, no meio profissional da clínica psiquíca, ao analisar-se o arquivo e experiências pessoais traumáticas em muitos e repetidos acontecimentos selváticos perpetrados pela tropa em Angola.
O que significa isto? :
![]()
![]()
Como dá ver é a praia de Carcavelos em pleno século XXI, como se ve na foto a maioria das pessoas são de raça negra… o que podemos concluir?
Que estamos a ser oprimidos por uma minoria na nossa própria terra?
Náaaaaaaaaaaada dissso! Os negros andam ali a “curtir”, a desfrutar de um belo dia de sol… quando de repente sofrem um ataque racista brutal dos polícias:
![]()
![]()
![]()
É inadmissível!
INDEPENDENCIA PARA CARCAVELOS JÁ!
Neste ultimo episodio foi focado a repressão feita pelo Exercito e pela população branca após os primeiros acontecimentos no norte de Angola.
É evidente que se cometeram excessos que são de condenar, mas á que ter em conta a revolta que sentiam os primeiros soldados que entraram nas povoações que tinham sido atacadas e viram corpos espalhados barbaramente assassinados e esquartejados. Certamente que a sua reacção perante este espectaculo seria de raiva e odio, portanto quando tiveram oportunidade reagiram daquela maneira. Condevavel? Certamente. Mas, compreensivel
Será possível esquecer
Estas fotografias chocam mesmo. Pela violência e pela crueldade dos assassínios - cometidos em 1961 pelos membros da UPA. Pela forma serena e quase sorridente com que os nossos soldados se deixaram fotografar frente a cabeças espetadas em paus ou corpos esventrados - com o mesmo ar com que posam para a fotografia de fim de curso.
Mas esta foi a realidade dos anos 60 em Angola. Compreenda-la é perceber melhor o que foi aquela guerra e não deixar esquecer aquilo que as guerras, sejam elas quais forem, fazem aos homens.
As fotografias que aqui mostramos nunca foram publicadas porque a censura nao deixou. Os horrores e violações flagrantes dos mais básicos direitos Humanos passaram-se no norte de Angola. São imagens da violência da guerra e, sobretudo, do terrorismo da guerra - na Fazenda Tabi, os membros da União dos Povos de Angola (UPA) liderada por Holden Roberto, mataram os administradores brancos a golpes de catana, e na Fazenda Cassoneca esventraram um soba (chefe de uma tribo) e mataram toda a sua família, porque se recusou a deixar de trabalhar para os brancos. Os negros que trabalhavam nas fazendas de café administradas por portugueses - um objectivo “militar” a atingir porque destruir a economia é uma das formas de vencer a guerra - e que eram identificados por usarem uma fita colorida á volta da cabeça, eram decapitados e as suas cabeças espetadas em paus.
Além de trabalharem para os brancos, os negros assassinados pertenciam a outras etnias. Eram originários do Sul de Angola e tinham sido trazidos propositadamente pelos colonizadores que os julgavam mais dóceis e facilmente domináveis do que os naturais do Norte.
Os soldados portugueses foram chamados a proteger estas áreas e era nessa função que aqui se encontravam. A sua expressão impassível revela bem que assistir a massacres deste tipo, contra civis, se tornou facilmente um hábito.
Numa guerra de guerrilha toda a população é o “inimigo”. E as tropas portuguesas não demoraram muito a utilizar os mesmos métodos, instigadas pelo treino que, depois, passaram a receber antes de embarcarem. Da preparação para a guerra constavam ainda slogans de conteúdo racista, que apresentavam indiscriminadamente, o “preto” como inimigo, música e canções guerreiras.
Estas histórias e as dos massacres cometidos pelas tropas portuguesas estão registadas em fotografias e filmes que estão na posse das chefias militares e de ex-combatentes da guerra colonial. Mas em Portugal, os poderes político e militar e a sociedade, de uma maneira geral, têm evitado discutir esta página negra do vida do país. A APOIAR (Associação de Apoio aos ex-Combatentes Vítimas de Stress de Guerra) prepara-se para mandar a primeira pedra. Em Abril foi inaugurada uma exposição com material “tirado do baú”.
A violência alimenta a violência e é disso que são feitas as guerras. Ao ver estas fotografias não é difícil perceber como funciona este ciclo de ódio.
In Notícias Magazine, diário Notícias 17 de Março de 1996
O MASSACRE DE CÓLUA
Neste excelente livro o autor, tenente coronel António Lopes Pires Nunes, relata minuciosamente o que se passou na guerra do Norte de Angola. Sugerimos vivamente a sua leitura a todos aqueles que estão interessados em saber a verdade sobre a descolonização e a guerra em Angola. Como o livro tem copyright e não será fácil de adquirir àqueles que vivem em Angola, solicitamos a complacência da Editora e do Autor. Obrigado
....
Um civil de Cólua, que escapara por mero acaso ao massacre de 15 de Março, por se ter deslocado a Carmona a tratar de negócios, tinha sobrevoado a sua pequena povoação, situada a NW de Vila Viçosa, e observara que nas ruas e nas varandas das casas havia muitos mortos, entre os quais lhe parecia reconhecer a sua mulher. Pedia protecção para lá se deslocar a fim de proceder ao enterro das vítimas do assalto, para o que o comandante da 7a CCE nomeou um pelotão da sua companhia, que partiu para Cólua com uma viatura de reparação de pontes. Esperava-se que esta tarefa durasse o máximo de dois dias mas, como este prazo fosse largamente ultrapassado, sem haver qualquer notícia, via rádio, do que se estava a passar, o próprio comandante da companhia, o capitão Castelo da Silva, acompanhado pelo tenente Jofre dos Prazeres, dois soldados e um cipaio foram num jeep ao encontro do pelotão. Este demorara mais do que o previsto porque as pontes estavam muito danificadas, e, no regresso, cruzou-se com o jeep que o procurava. O capitão Castelo da Silva ordenou ao pelotão que continuasse a marcha e disse ao alferes que ele e os seus acompanhantes ficavam ali mais algum tempo, perto da sanzala Cólua. O pelotão chegou a Aldeia Viçosa mas o capitão não aparecia o que prolongou a angústia que se apossara de todos havia já três dias, voltando o alferes ao local, na madrugada seguinte.
Já em Cólua, o oficial comunicou por rádio que encontrara os corpos horrivelmente mutilados dos cinco militares e que o jeep e as armas tinham desaparecido. Perante esta informação, ali se deslocou uma nova patrulha auto com o próprio comandante do batalhão que foi também emboscada. Os amotinados isolaram a viatura dianteira e caíram sobre a secção da vanguarda ferindo logo o sargento e os restantes elementos que tentaram esconder-se no capim, mas foram agarrados e esquartejados. Dois soldados sobreviventes, um dos quais gravemente ferido, que conseguiram fugir e foram detectados por um avião da Força Aérea e socorridos, contaram como eram lancinantes os seus gritos de morte.
Nas declarações prestadas, em 5 de Outubro de 1962, no Posto Administrativo de Aldeia Viçosa, pelo bailundo Severino José que fora obrigado a acompanhar os terroristas desde o dia 15 de Março de 1901, encontram-se os seguintes trechos, absolutamente horrorosos:
"(...) Que do massacre de Cólua nada sabe além de cozinhamento dos quatro militares a quem cortaram os dedos e as "matubas" (testículos) pendurando-os nuns paus para secarem (ver foto) http://img232.imageshack.us/img232/9871/orgaossu1.jpg(...)"
"(...) O Bomboco e, sobretudo, o Simão Lucas organizaram autênticas cenas de canibalismo começando com os quatro soldados brancos agarrados no Cólua, obrigando os bailundos a cozinhá-los e a entrarem no festim. O pessoal de Quiguenga conseguiu agarrar um sargento que fugira do Cólua e cozinhou-o, tendo o mesmo sargento que era gordo dado muito azeite e carne (sic). O soldado morto há poucos meses atrás foi levado para o Cólua e igualmente cozinhado, tendo o declarante participado no festim, tal e qual como os outros bailundos, pois que os que se negavam a isso eram mortos e igualmente comidos, tendo o declarante assistido à morte de pelo menos vinte e cinco bailundos e que o declarante teve igualmente de comparticipar. Desde a primeira hora todos os que morreram, quer brancos, quer bailundos, quer naturais da terra, foram comidos e jamais se procedeu ao seu enterramento, pelo menos no que diz respeito ao Cauanga-Cólua-Quinguenga, embora saiba, por ouvir dizer, nas outras partes se faz a mesma coisa.
(...) "A descrição é tão elucidativa, que não merece o mínimo comentário.
O Bat Event, que assistira já a muitos horrores, ficou inesperadamente a viver um dos mais violentos e o tocava directamente, numa altura em que normalmente deveria estar já em Caxito. Enterrar 30 cadáveres de homens, mulheres e crianças, barbaramente esquartejados vários dias antes, .transportar para a morgue de Carmona um capitão, um tenente, um sargento, dois praças e um cipaio administrativo e saber que outros seis militares tinham desaparecido e haviam sido também selvaticamente assassinados foi uma tragédia indescritível.
O massacre de Cólua, para além do seu horror, permitiu tirar algumas ilações. Os sublevados haviam perdido o respeito ás forças militares, que não podiam mais deixar-se surpreender daquela forma e todos tiveram a percepção de que, se inicialmente apenas dispunham de armas gentílicas e algumas que haviam roubado durante os assaltos, em geral caçadeiras, tinham agora armas de guerra. Sentiu-se ainda
que o terrorismo ia passar à guerrilha lenta mas seguramente. Com as armas do jeep do capitão Castelo da Silva fizeram a segunda emboscada e, com as capturadas nesta, tinham agora um potencial de fogo assinalável, capaz de surpreender outra força armada pequena e descuidada.
A guerrilha ia crescer alimentando-se de si própria e do exterior, e esta constatação deve ter pesado na avaliação que se fez na Metrópole, onde os partidários de Botelho Moniz teriam colhido os últimos argumentos, antes de afrontar Salazar. Se numa ignota e insignificante aldeia de mato morreram 30 civis e 11 militares não era seguramente uma guerra de catana e de Secção que as forças militares portuguesas enfrentavam e poderia avaliar-se já o que esperava Portugal se insistisse em continuar a querer resolver o problema pela via armada. Já foi dito que Salazar enfrentou argumentos deste tipo assumindo ele próprio a pasta da Defesa e iniciando, imediatamente e sem mais delongas, a mobilização militar do país para Angola.
Tem juizo mendes... isso eh a ultima palavra em animacao gerada por computador... toda a gente sabe que o arrastao nunca existiu... mas que esta mto bem feito esta!!!! Parece mesmo a serio!
O que me parece vergonhoso no meio disto tudo, é que a RTP (paga por todos nós)dê voz fe aça entrar pela nossa casa dentro os "turras" que á 46 anos assassinaram cruelmente outros portuguses, a contarem calmamente como fizeram essas chacinas, e sem um pedido de desculpas ou mostrarem algum sinal de arrependimento.
Esses gajos não deviam ter a oportunidade de falarem na TV estatal, e se estiverem alguns em Portugal, deviam ser entregues aos familiares daqueles que eles assassinaram.
Enfim, é o País de brandos costumes que temos!
O que me parece vergonhoso no meio disto tudo, é que a RTP (paga por todos nós)dê voz fe aça entrar pela nossa casa dentro os "turras" que á 46 anos assassinaram cruelmente outros portuguses, a contarem calmamente como fizeram essas chacinas, e sem um pedido de desculpas ou mostrarem algum sinal de arrependimento.
Esses gajos não deviam ter a oportunidade de falarem na TV estatal, e se estiverem alguns em Portugal, deviam ser entregues aos familiares daqueles que eles assassinaram.
Enfim, é o País de brandos costumes que temos!
Caro Akagi
Para que possamos opinar, não podemos somente tocar de ouvido, desta forma e por uma questão de formação, sempre fui ensinado a buscar e inquirir, a ir mais longe.
Sem querer sem ofensivo para ninguém, uso a seguinte metáfora - Não podemos comportar-nos como o Burro que só come a cenoura que lhe é colocada na frente do Nariz - corremos o risco de perder a verdadeira iguaria.
Eu ainda sou do tempo, em que se privilegiava valores que hoje parecem cada vez mais arredados da nossa conversação e trato diário.
Honra, Correcção, Humildade, Justiça.
Por isso, estou em querer, que é sobretudo por uma questão de educação.
O resto será acessório.
[]
Caro Akagi
Para que possamos opinar, não podemos somente tocar de ouvido, desta forma e por uma questão de formação, sempre fui ensinado a buscar e inquirir, a ir mais longe.
Sem querer sem ofensivo para ninguém, uso a seguinte metáfora - Não podemos comportar-nos como o Burro que só come a cenoura que lhe é colocada na frente do Nariz - corremos o risco de perder a verdadeira iguaria.
Eu ainda sou do tempo, em que se privilegiava valores que hoje parecem cada vez mais arredados da nossa conversação e trato diário.
Honra, Correcção, Humildade, Justiça.
Por isso, estou em querer, que é sobretudo por uma questão de educação.
O resto será acessório.
[]