A Guerra

Vi o programa de ontem na RTP, e o que mais me chocou foi o avontade com que os "turras" (perdão, os guerrilheiros", contaram como mataram a sangue frio com requintes de malvadez homens, mulheres e crianças.

Se eles tivessem atacado os representantes do governo (admistradores, policia, quarteis etc: ainda se compeendia, agora matar a catanada pessoas indefesas, é puro massacre somente pelo prazer de matar.

Penso que a RTP (que é paga por todos nós), por respeito aos portugueses mortos em tais condições, eaos seus familiares, não devia dar oportunidade a tais indeviduos para se vangloriarem de tal barbarie. diante de todos nós.

Recordo-me perfeitamente que em Março/Abril de 1961, havia um livrinho de bolso com fotografias dos massacres, era horrendo!

Penso que o Governo da altura (fosse de que ideologia fosse), não podia fazer outra coisa de inicio do que enviar tropas para Angola, para defender os portugueses que se encontravam naquelas paragens de tais assassinos.

Quanto ao arrastamento da guerra... já é outra historia!
 
Nada mau este 1ª episodio.

A propósito da legitimidade ou não da guerra, gostava de expor uma ideia que achei bastante interessante de um Tenente que não me lembro o nome, esteve no programa “PRÓS E CONTRAS” da RTP1 desta ultima 2ª-Feira , ele disse mais ou menos isto:

Não era tenente mas sim tenente-coronel. É daqueles que enoja qualquer militar pelos seus comentarios sobre a guerra colonial.
Faltou pouco para ser comido pelos deficientes de guerra que lá se encontravam.
É como disse e bem o presidente da ADFA: "Obrigado Otelo"
 
Não era tenente mas sim tenente-coronel. É daqueles que enoja qualquer militar pelos seus comentarios sobre a guerra colonial.
Faltou pouco para ser comido pelos deficientes de guerra que lá se encontravam.
É como disse e bem o presidente da ADFA: "Obrigado Otelo"


Mas o Otelo inicialmente não fez o levantamento mílitar para acabar com a guerra, mas sim por uma questão laboral que tinha haver com a possibilidade dos oficiais milicianos após terem frequentado durante seis meses a Acd: Militar, entrarem para o Quadro Premanente de Oficiais do Exercito com os mesmos direitos e regalias, dos que fizeram o Curso Completo da Academia Militar que era de quatro anos.

Depois de terem saido para a rua, e da adesão popular ao Movimento, é então que se começou a dizer que um dos objecticos era acabar com a guerra.
 
Não era tenente mas sim tenente-coronel. É daqueles que enoja qualquer militar pelos seus comentarios sobre a guerra colonial.
Faltou pouco para ser comido pelos deficientes de guerra que lá se encontravam.
É como disse e bem o presidente da ADFA: "Obrigado Otelo"

Porque mete o dedo na ferida!?!?! Há muitos militares que sofrem de: "peso na consciencia". Esse Otelo deve ser um deles. O meu pai também foi militar, combateu 2 anos e meio em Angola e achou feliz seus comentarios.

Quanto a reacção dos deficiente de guerra é comprensivel, afinal os traumas alteram a percepção das coisas. Penso que qualquer deficiente de qualquer guerra tera sempre a mesma visão: "A guerra nunca deveria ter acontecido", também sou da opinião de que a guerra causa sofrimento e de que deveria ser extinta da face da terra mas infelizente o mundo é perigoso. Se analisarmos estas questões de cabeça fria vamos concluir que há situações em que a força é absolutamente obrigatoria: na defesa, no combate a criminalidade. Qual é a função dos militares, da policia? Não é entre outras defender as populações da criminalidade? Causa feridos e mortos? Faz parte! O será que devemos ficar parado, sem fazer nada em quanto nossas mulheres e filhos são masacrados? Devemos entregar de mão beijada todos os nossos bens ao primeiro ladrão que aparece? Claro que não, temos o direito a defesa e de sermos defendidos.
 
Também vi ontem a reportagem/série. Gostei de ver, pois tinha uma ideia de como tinha começado tudo, mas ao certo não sabia.

Se os gajos tivessem morto os governadores, etc etc, estava de acordo, agora matarem famílias inteiras pelas costas...:sh)

Espero poder acompanhar a reportagem, muito bem RTP.apr:)
 
Também vi ontem a reportagem/série. Gostei de ver, pois tinha uma ideia de como tinha começado tudo, mas ao certo não sabia.

Se os gajos tivessem morto os governadores, etc etc, estava de acordo, agora matarem famílias inteiras pelas costas...:sh)

Espero poder acompanhar a reportagem, muito bem RTP.apr:)

Nem isso! O grupo separatista Basco (ETA) age dessa forma... achas correcto?
 
Nem isso! O grupo separatista Basco (ETA) age dessa forma... achas correcto?

Quando o ataque é contra os representantes do poder, o qual combatemos, é por assim dizer uma forma de guerra. Agora quando o mesmo ataque é dirigido contra civies indefesos, então só tem im nome: Assassinio !
 
Vi os dois episodios da serie e achei fantastica. Desde já os meus parabens ao Joaquim Furtado pelo seu excelente trabalho.
Quanto á guerra do ultramar, já é altura de tirar os fantasmas do sotão e discutir de forma seria e isenta tudo o que se passou.

Conforme foi dito, fiquei arrepiado com algumas partes do comentario, especialmente a parte dos assassinios em massa de civis e crianças por parte das UPA.

Em relação á parte politica, houve duas falhas fulcrais para o desencadear da guerra, o facto de o poder politico estar concentrado em Lisboa e as colonias não terem um governo autonomo e tambem o facto de todos agirem de forma "politicamente correcta" para com o governo de Lisboa.

Até agora o que mais me confusão faz é pensar que alguns daqueles assassinos das UPA que ali falaram poderem estar neste momento a viver em Portugal.

E tambem o facto de o cerebro dos massacres ser um padre. Vamos lá nós compreender isto.
 
"Porreiro, pá!"

"Porreiro, pá!"

Até agora o que mais me confusão faz é pensar que alguns daqueles assassinos das UPA que ali falaram poderem estar neste momento a viver em Portugal.

Não te choques. Então e os srs. agentes da pide que andam por aí e alguns auferem reforma de estado!?!

Tens um bom filme para ir ver O Julgamento

Ainda a "procissão vai no adro" e o exército português também desferiu os seus massacres.
 
Não te choques. Então e os srs. agentes da pide que andam por aí e alguns auferem reforma de estado!?!

Tens um bom filme para ir ver O Julgamento

Ainda a "procissão vai no adro" e o exército português também desferiu os seus massacres.

Não tenho conhecimento dos agentes da PIDE terem assassinado mulheres e crianças á catanada ou á pedrada.

Os massacres do exercito portugues foram já em resposta aos da UPA e já foi o dente por dente, olho por olho.
 
Não te choques. Então e os srs. agentes da pide que andam por aí e alguns auferem reforma de estado!?!

Tens um bom filme para ir ver O Julgamento

Ainda a "procissão vai no adro" e o exército português também desferiu os seus massacres.

Se não fosse as forças armadas portuguesas Angola descambava para a guerra civil, e ai as consequencias seriam bem piores.
 
Na minha opinião, o regime lidou MUITO MAL com esta questão e o resultado foi catastrófico.

Isto não foi uma questão de Angola ser ou não ser uma parte de Portugal, foi uma questão de saber lidar com os interesses das grandes potências.

Faltou ao regime a capacidade para chegar a acordo com as grandes potências. O Salazar teimou no "orgulhosamente sós" e o resultado está à vista.
 
Este problema todo da descolonização culminou num massacre muito menos conhecido do publico em geral, no dia 27 Maio de 1977, massacre esse nunca assumido pelo governo Angolano.

Quem se interessa por esta tematica deve visitar este site:

http://www.27maio.org/
 
O problema real que revoltava os negros mais atentos, é que no interior de Angola em muitas fazendas, os negros viviam num regime de exploração próximo da escravatura. O negro era pago, ma era-lhe fabricado um valor superior ao do salário como dívida constante e perene para assegurar dentro da legalidade que ele não poderia abandonar a fazenda, o trabalho, porque tinha uma dívida eterna por pagar...

Além disso, a verdade é que os fazendeiros não eram humanistas: eram pessoas que acreditavam na superioridade rácica branca e não se coibiam de tratar os negros como seres inferiores. Há relatos confirmados de fazendeiros que tratavam situações de furtos ou tentativas de fuga por recurso definitivo a fornos crematórios e a execuções sumárias...
 
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