A pobreza que não pára de aumentar em Portugal...

Peço desculpa, pelo post anterior sem nexo.

Tendo em conta a data assinalada no dia 17, o programa de hoje da Fátima Campos Ferreira - Prós & Contras - versa sobre este tema.



PRÓS E CONTRAS 22.10h

Pobreza comprometedora!
Nº 30 de 40

Neste Programa
A pobreza!
O desenvolvimento!
A educação!
As mentalidades!
A situação da pobreza em Portugal e no mundo…
O que significa hoje ser pobre?
Quem esta disponível para a mobilização contra a pobreza?
O maior debate da televisão reúne opiniões e ângulos variados.
Pobreza comprometedora!
 
Isto é que é preocupante.

[s)]

Pobreza atinge 78 milhões de europeus

No Dia Mundial para a Erradicação da Pobreza voltaram a ser divulgados dados demonstrativos do trabalho que ainda há por fazer para combater o problema. No planeta estima-se que uma em cada seis pessoas viva em situação de pobreza. Em Portugal uma em cada cinco vive com sérias dificuldades

A pobreza e a exclusão social constituem um desafio para líderes políticos, Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e Organizações Não Governamentais (ONG). Em pleno século XXI, não há fim à vista para estes problemas e o impacto das acções desenvolvidas para os combater “é muito limitado”, refere a Rede Europeia Anti Pobreza Portugal (REAPN) numa declaração lida ontem, durante as iniciativas organizadas para assinalar a efeméride. Estas problemáticas assumem uma posição central em muitas discussões políticas. Os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2000, apontam como meta a redução para metade dos afectados pela pobreza extrema até 2015. Também a União Europeia (UE) assumiu a exclusão social, a fome e a pobreza como problemáticas centrais durante a Cimeira de Lisboa. Perante a alegada vontade política e os esforços de IPSS e ONG o que falta para que as políticas de combate à exclusão social e à pobreza resultem? Depois de mais um ano em que se assinalou o Dia Mundial da Alimentação (16 de Outubro) e o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza (17 de Outubro) terá mudado alguma coisa? Estarão as pessoas mais atentas aos casos de carência e exclusão que, muitas vezes, se encontram «na porta ao lado»? Para a REAPN era “fundamental” que estas comemorações não se transformassem “em mais uma rotina sem significado e, sobretudo, sem consequências”. O significado parece existir. Este ano, estima-se que 27 mil portugueses se tenham levantado contra a pobreza na iniciativa «Levanta- te» – mais sete mil pessoas que no ano anterior. A organização Pobreza Zero, apelou a que cidadãos e instituições organizassem acções e lessem o manifesto escrito para o dia e, um pouco por todo o País, as pessoas aderiram. Para além disso, 20 mil assinaturas foram recolhidas numa petição contra a pobreza que a Comissão Nacional Justiça e Paz entregou ontem na Assembleia da República. Nos fóruns organizados pela REAPN no Porto, Coimbra e Évora, participaram diversos agentes da rede social, bem como pessoas que vivem em extrema di- ficuldade e que são utentes de instituições de solidariedade. Do Algarve deslocaramse a Évora cinco indivíduos nessa situação. Os resultados destes painéis e do debate levado a cabo ontem por representantes dos centros distritais da Segurança Social, das delegações regionais do Instituto do Emprego e Formação Profissional, das administrações regionais de Saúde e Educação, e da Associação Nacional de Municípios, em conjunto com as pessoas directamente visadas pelas medidas de combate à pobreza e à exclusão, deverão ser compilados e igualmente entregues na Assembleia da República.

http://www.jornalregional.com/?p=cf...op=noticia&n=dd08be3d314f82c8c7fabae637bbfdc6


As politicas liberais que começam a ser aplicadas um pouco por toda a Europa começam a dar resultados.
 
Que a pobreza existe já a gente está farta de saber.

O que cada um de nós pode fazer para a minimizar, aí sim, é a grande questão.

E palavras soltas ao vento, não contribuem para a diminuir.

Já agora, gostava de ler idéias, se é que há alguma para resolver este problema.


A distributividade, conceito estudado na aritmética elementar, e mais tarde na Álgebra formal, mostra o caminho...

Há que ter vontade é para o seguir...
 
A distributividade, conceito estudado na aritmética elementar, e mais tarde na Álgebra formal, mostra o caminho...

Há que ter vontade é para o seguir...
Interessante, assaz interessante, o conceito da distribuição simultânea (veiculado no programa), a par dos ganhos, em vez de, ... mais tarde, ... quando calhar...
 
Estou a ver há pouco tempo.

Basicamente é aquilo que tenho dito e que muitos por aqui tem tentado rebater com os argumentos mais inverosímeis.

Argumentos esses que tem sido desmontados peça por peça, tal como se tem feito por aqui, neste programa.

Curiosamente ainda não vi ninguém a ser acusado de "vermelho" ou outro argumento do mesmo tipo, quando não se sabe mais o que dizer.

Gostava de ver esta maturidade por aqui tb [;)].
 
A distributividade, conceito estudado na aritmética elementar, e mais tarde na Álgebra formal, mostra o caminho...

Há que ter vontade é para o seguir...

Parece que o conceito de distributividade, para muitos será algo do tipo, tirar do meu bolso para dar.

Mas como se viu, bastava que por exemplo, remunerassem melhor.

Se por exemplo os 2 milhões de portugueses, no tal limiar da pobreza em vez de 400€ recebessem o dobro, como seria que isso incentivava a economia e faria gerar mais comércio e consumo, e gerando mais comércio e consumo, como seria isso novamente distribuído incentivando novamente mais e mais comércio e consumo.

Acho que que se venceria a inércia e se entraria em velocidade de cruzeiro, mas claro que não podemos descurar os problemas base que nos levam também a isso, como a educação, o emprego e sobretudo a organização estrutural do pais.

Mal organizado e com péssimos exemplos nos variados sectores de actividade.

Mas, até poderia julgar que ninguém viu o programa.

:sh)
 
Parece que o conceito de distributividade, para muitos será algo do tipo, tirar do meu bolso para dar.

Mas como se viu, bastava que por exemplo, remunerassem melhor.

Se por exemplo os 2 milhões de portugueses, no tal limiar da pobreza em vez de 400€ recebessem o dobro, como seria que isso incentivava a economia e faria gerar mais comércio e consumo, e gerando mais comércio e consumo, como seria isso novamente distribuído incentivando novamente mais e mais comércio e consumo.

Acho que que se venceria a inércia e se entraria em velocidade de cruzeiro, mas claro que não podemos descurar os problemas base que nos levam também a isso, como a educação, o emprego e sobretudo a organização estrutural do pais.

Mal organizado e com péssimos exemplos nos variados sectores de actividade.

Mas, até poderia julgar que ninguém viu o programa.

:sh)

Aumenta para o dobro? Há mais dinheiro? Vá de aumentar o preço das coisas. Ao fim de 1 ano já estava tudo na mesma. [:D]
 
Aumenta para o dobro? Há mais dinheiro? Vá de aumentar o preço das coisas. Ao fim de 1 ano já estava tudo na mesma. [:D]

O Yamato agora fez-me lembrar a minha terrível, extraordinária descoberta aos 5 anos...

"Oh pai...descobri a solução para acabar com a pobreza!"

"Ah sim? Diz lá."

"Então, fazemos mais notas para se ter mais dinheiro e depois damo-las aos pobres."

"Hum...talvez não compreendas mas se toda a gente passar amanhã a ter mais dinheiro, os preços das coisas vão aumentar e acabarás por só poder comprar amanhã o que podias comprar hoje. Por isso apesar de teres, por exemplo, o dobro do dinheiro, as coisas custarão o dobro, logo no final de contas consegues comprar as mesmas coisas."

"hum...a sério? Não 'tou lá muito convencido"

Resta dizer que depois de algumas conversas sobre o assunto, percebi [:)]
 
Parece que o conceito de distributividade, para muitos será algo do tipo, tirar do meu bolso para dar.

Mas como se viu, bastava que por exemplo, remunerassem melhor.

Se por exemplo os 2 milhões de portugueses, no tal limiar da pobreza em vez de 400€ recebessem o dobro, como seria que isso incentivava a economia e faria gerar mais comércio e consumo, e gerando mais comércio e consumo, como seria isso novamente distribuído incentivando novamente mais e mais comércio e consumo.

Acho que que se venceria a inércia e se entraria em velocidade de cruzeiro, mas claro que não podemos descurar os problemas base que nos levam também a isso, como a educação, o emprego e sobretudo a organização estrutural do pais.

Mal organizado e com péssimos exemplos nos variados sectores de actividade.

Mas, até poderia julgar que ninguém viu o programa.

:sh)

Vais-me desculpar mas isso não faz qq sentido.....a questão dos salários é importante mas não central....a catadupa dos preços e o aumento dos impostos, que por sua vez são mal aplicados, têm maior peso!!!!
Além disso mais vale ter 2 empregados a a receber 400€ que 1 a receber 800€....e nem vamos falar de outras questões...como a má aplicação do dinheiro ou o endividamento...a sociedade em que vivemos também é importantissima, bem longe dos padrões nórdicos.
Se alguém viu o prós e contras de ontem eu encaixo-me nos 10% que julga que pobres sempre existiram e sempre vão existir.....as classes sociais são inevitáveis e o centro do nosso sistema económico (e mundial)...ou julga-se que a pobreza em África é por falta de recursos? Ou capacidade? É simplesmente a "válvula" de regulação do mercado mundial a funcionar...e calhou serem aqueles desgraçados....
 
Aumenta os ordenados para o dobro novamente.

Parece que estás a começar a descobrir a economia!

mas ainda tens um longo percurso a percorrer....

É como o Colombo.... não lhe bastou colocar o ovo em pé em cima da mesa para fazer valer o seu ponto de vista... ele teve que descobrir a América primeiro.

Assim como tu ainda tens de descobrir "um pouco mais" de como funciona esta coisa chata que chamam de economia antes de propor soluções deste "calibre".
 
O Yamato agora fez-me lembrar a minha terrível, extraordinária descoberta aos 5 anos...

"Oh pai...descobri a solução para acabar com a pobreza!"

"Ah sim? Diz lá."

"Então, fazemos mais notas para se ter mais dinheiro e depois damo-las aos pobres."

"Hum...talvez não compreendas mas se toda a gente passar amanhã a ter mais dinheiro, os preços das coisas vão aumentar e acabarás por só poder comprar amanhã o que podias comprar hoje. Por isso apesar de teres, por exemplo, o dobro do dinheiro, as coisas custarão o dobro, logo no final de contas consegues comprar as mesmas coisas."

"hum...a sério? Não 'tou lá muito convencido"

Resta dizer que depois de algumas conversas sobre o assunto, percebi [:)]
Com uma agravante, menos exportações o que afecta o PIB... digo eu que não percebo nada disto :confused:
 
Mas como se viu, bastava que por exemplo, remunerassem melhor.

Se por exemplo os 2 milhões de portugueses, no tal limiar da pobreza em vez de 400€ recebessem o dobro, como seria que isso incentivava a economia e faria gerar mais comércio e consumo, e gerando mais comércio e consumo, como seria isso novamente distribuído incentivando novamente mais e mais comércio e consumo.


:sh)

Não vás por aí que isso não dá resultado nenhum! Aumentar simplesmente os salários sem qualquer acompanhamento em termos de produtividade só conduz a uma inflação galopante.
Países como o Peru chegaram a experimentar a coisa na década de 80. Os seus "iluminados" governantes resolveram aumentar salários, mandando simplesmente imprimir mais dinheiro nas rotativas. O resultado foram inflações de mais de 1000% ao ano, e portanto um efeito de "saír o tiro pela culatra".
O nível dos salários tem que acompanhar a evolução da produtividade. Se se aumentarar administrativamente os salários mínimos, por exemplo, para o dobro, o que vai acontecer é que a inflação vai comer rapidamente esse aumento. Os pobres continuarão pobres (antes pagavam 50cent por um cafe e depois vão começar a pagar 1€ por esse café), e os que estavam acima da média vão sofrer um empobrecimento relativo.
Para já não falar na competitividade externa do desgraçado país que optar por isso, que vai pelo cano abaixo.
Medidas dessas são perfeitas catástrofes. Não vale a pena ter ilusões. Não é assim tão simples.
 
Pois, a massa salarial só deve aumentar conforme o aumento de produtividade.
E como a nossa produtividade não é muito alta, nunca poderemos
viver ao nível dos países mais ricos.

O ideal seria ir subindo mais os salários mais baixos, e menos os salários
mais altos. Isto ao longo do tempo ia equilibrando mais os salários.
Neste momento temos das maiores diferenças salariais da UE.

Isso é um dos factores que iria diminuir os pobres, melhor redistribuição
de rendimentos.
Mas depois há muitos outros, como aposta na educação, investigação
e desenvolvimento tecnológico, que nos iria permitir no futuro aumentar
a competitividade do país e assim aumentar a produtividade.

Infelizmente o que se tem passado é o contrário, os salários mais altos
têm aumentado mais rapidamente que os mais baixos (disseram ontem nos prós e contras). Estamos a ficar cada vez mais um país mais injusto.
Quem manda e tem o poder nas mãos consegue sempre escolher a maior fatia do bolo... é assim em todo o lado, claro, só que há países em que são mais razoáveis do que outros.
 
Pois, a massa salarial só deve aumentar conforme o aumento de produtividade.
E como a nossa produtividade não é muito alta, nunca poderemos
viver ao nível dos países mais ricos.

O ideal seria ir subindo mais os salários mais baixos, e menos os salários
mais altos. Isto ao longo do tempo ia equilibrando mais os salários.
Neste momento temos das maiores diferenças salariais da UE.

Isso é um dos factores que iria diminuir os pobres, melhor redistribuição
de rendimentos.
Mas depois há muitos outros, como aposta na educação, investigação
e desenvolvimento tecnológico, que nos iria permitir no futuro aumentar
a competitividade do país e assim aumentar a produtividade.

Infelizmente o que se tem passado é o contrário, os salários mais altos
têm aumentado mais rapidamente que os mais baixos (disseram ontem nos prós e contras). Estamos a ficar cada vez mais um país mais injusto.
Quem manda e tem o poder nas mãos consegue sempre escolher a maior fatia do bolo... é assim em todo o lado, claro, só que há países em que são mais razoáveis do que outros.

A questão da produtividade é central. Também me custa pensar que os salários mais baixos não ultrapassem os 400 euros, mas como é possível aumentá-los significativamente se a produtividade não acompanha. Um exemplo que ocorre todos os dias: Como se pode aumentar o salário de um operário de uma fábrica se ele mal sabe ler e escrever (apesar de ter o 9º ano de escolaridade!), não quer aprender a trabalhar com uma simples CNC, acha que ter formação é uma seca, não acrescenta nada ao serviço que desempenha, não ouve os conselhos do director de produção, etc?
Eu sei que isto é só um lado da equação, mas enfim!
 





A pobreza faz falta ao mundo, somos um mundo de contrastes e de opiniões tambem, senão que seria de certas opiniões...A pobreza nunca precisou da globalização, pois já desde os primórdios que está presente no Mundo ( Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é tolo ou não sabe da arte, e depois existem os que não são artesões )
 
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