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Isto é que é preocupante.
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Pobreza atinge 78 milhões de europeus
No Dia Mundial para a Erradicação da Pobreza voltaram a ser divulgados dados demonstrativos do trabalho que ainda há por fazer para combater o problema. No planeta estima-se que uma em cada seis pessoas viva em situação de pobreza. Em Portugal uma em cada cinco vive com sérias dificuldades
A pobreza e a exclusão social constituem um desafio para líderes políticos, Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e Organizações Não Governamentais (ONG). Em pleno século XXI, não há fim à vista para estes problemas e o impacto das acções desenvolvidas para os combater “é muito limitado”, refere a Rede Europeia Anti Pobreza Portugal (REAPN) numa declaração lida ontem, durante as iniciativas organizadas para assinalar a efeméride. Estas problemáticas assumem uma posição central em muitas discussões políticas. Os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2000, apontam como meta a redução para metade dos afectados pela pobreza extrema até 2015. Também a União Europeia (UE) assumiu a exclusão social, a fome e a pobreza como problemáticas centrais durante a Cimeira de Lisboa. Perante a alegada vontade política e os esforços de IPSS e ONG o que falta para que as políticas de combate à exclusão social e à pobreza resultem? Depois de mais um ano em que se assinalou o Dia Mundial da Alimentação (16 de Outubro) e o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza (17 de Outubro) terá mudado alguma coisa? Estarão as pessoas mais atentas aos casos de carência e exclusão que, muitas vezes, se encontram «na porta ao lado»? Para a REAPN era “fundamental” que estas comemorações não se transformassem “em mais uma rotina sem significado e, sobretudo, sem consequências”. O significado parece existir. Este ano, estima-se que 27 mil portugueses se tenham levantado contra a pobreza na iniciativa «Levanta- te» – mais sete mil pessoas que no ano anterior. A organização Pobreza Zero, apelou a que cidadãos e instituições organizassem acções e lessem o manifesto escrito para o dia e, um pouco por todo o País, as pessoas aderiram. Para além disso, 20 mil assinaturas foram recolhidas numa petição contra a pobreza que a Comissão Nacional Justiça e Paz entregou ontem na Assembleia da República. Nos fóruns organizados pela REAPN no Porto, Coimbra e Évora, participaram diversos agentes da rede social, bem como pessoas que vivem em extrema di- ficuldade e que são utentes de instituições de solidariedade. Do Algarve deslocaramse a Évora cinco indivíduos nessa situação. Os resultados destes painéis e do debate levado a cabo ontem por representantes dos centros distritais da Segurança Social, das delegações regionais do Instituto do Emprego e Formação Profissional, das administrações regionais de Saúde e Educação, e da Associação Nacional de Municípios, em conjunto com as pessoas directamente visadas pelas medidas de combate à pobreza e à exclusão, deverão ser compilados e igualmente entregues na Assembleia da República.
http://www.jornalregional.com/?p=cf...op=noticia&n=dd08be3d314f82c8c7fabae637bbfdc6
Que a pobreza existe já a gente está farta de saber.
O que cada um de nós pode fazer para a minimizar, aí sim, é a grande questão.
E palavras soltas ao vento, não contribuem para a diminuir.
Já agora, gostava de ler idéias, se é que há alguma para resolver este problema.
Interessante, assaz interessante, o conceito da distribuição simultânea (veiculado no programa), a par dos ganhos, em vez de, ... mais tarde, ... quando calhar...A distributividade, conceito estudado na aritmética elementar, e mais tarde na Álgebra formal, mostra o caminho...
Há que ter vontade é para o seguir...
A distributividade, conceito estudado na aritmética elementar, e mais tarde na Álgebra formal, mostra o caminho...
Há que ter vontade é para o seguir...
Parece que o conceito de distributividade, para muitos será algo do tipo, tirar do meu bolso para dar.
Mas como se viu, bastava que por exemplo, remunerassem melhor.
Se por exemplo os 2 milhões de portugueses, no tal limiar da pobreza em vez de 400€ recebessem o dobro, como seria que isso incentivava a economia e faria gerar mais comércio e consumo, e gerando mais comércio e consumo, como seria isso novamente distribuído incentivando novamente mais e mais comércio e consumo.
Acho que que se venceria a inércia e se entraria em velocidade de cruzeiro, mas claro que não podemos descurar os problemas base que nos levam também a isso, como a educação, o emprego e sobretudo a organização estrutural do pais.
Mal organizado e com péssimos exemplos nos variados sectores de actividade.
Mas, até poderia julgar que ninguém viu o programa.
:sh)
Se a solução fosse assim tão simples, há muito que tinha sido aplicada.
Aumenta para o dobro? Há mais dinheiro? Vá de aumentar o preço das coisas. Ao fim de 1 ano já estava tudo na mesma. []
Aumenta para o dobro? Há mais dinheiro? Vá de aumentar o preço das coisas. Ao fim de 1 ano já estava tudo na mesma. []
Parece que o conceito de distributividade, para muitos será algo do tipo, tirar do meu bolso para dar.
Mas como se viu, bastava que por exemplo, remunerassem melhor.
Se por exemplo os 2 milhões de portugueses, no tal limiar da pobreza em vez de 400€ recebessem o dobro, como seria que isso incentivava a economia e faria gerar mais comércio e consumo, e gerando mais comércio e consumo, como seria isso novamente distribuído incentivando novamente mais e mais comércio e consumo.
Acho que que se venceria a inércia e se entraria em velocidade de cruzeiro, mas claro que não podemos descurar os problemas base que nos levam também a isso, como a educação, o emprego e sobretudo a organização estrutural do pais.
Mal organizado e com péssimos exemplos nos variados sectores de actividade.
Mas, até poderia julgar que ninguém viu o programa.
:sh)
Aumenta os ordenados para o dobro novamente.
Com uma agravante, menos exportações o que afecta o PIB... digo eu que não percebo nada distoO Yamato agora fez-me lembrar a minha terrível, extraordinária descoberta aos 5 anos...
"Oh pai...descobri a solução para acabar com a pobreza!"
"Ah sim? Diz lá."
"Então, fazemos mais notas para se ter mais dinheiro e depois damo-las aos pobres."
"Hum...talvez não compreendas mas se toda a gente passar amanhã a ter mais dinheiro, os preços das coisas vão aumentar e acabarás por só poder comprar amanhã o que podias comprar hoje. Por isso apesar de teres, por exemplo, o dobro do dinheiro, as coisas custarão o dobro, logo no final de contas consegues comprar as mesmas coisas."
"hum...a sério? Não 'tou lá muito convencido"
Resta dizer que depois de algumas conversas sobre o assunto, percebi []
Mas como se viu, bastava que por exemplo, remunerassem melhor.
Se por exemplo os 2 milhões de portugueses, no tal limiar da pobreza em vez de 400€ recebessem o dobro, como seria que isso incentivava a economia e faria gerar mais comércio e consumo, e gerando mais comércio e consumo, como seria isso novamente distribuído incentivando novamente mais e mais comércio e consumo.
:sh)
Pois, a massa salarial só deve aumentar conforme o aumento de produtividade.
E como a nossa produtividade não é muito alta, nunca poderemos
viver ao nível dos países mais ricos.
O ideal seria ir subindo mais os salários mais baixos, e menos os salários
mais altos. Isto ao longo do tempo ia equilibrando mais os salários.
Neste momento temos das maiores diferenças salariais da UE.
Isso é um dos factores que iria diminuir os pobres, melhor redistribuição
de rendimentos.
Mas depois há muitos outros, como aposta na educação, investigação
e desenvolvimento tecnológico, que nos iria permitir no futuro aumentar
a competitividade do país e assim aumentar a produtividade.
Infelizmente o que se tem passado é o contrário, os salários mais altos
têm aumentado mais rapidamente que os mais baixos (disseram ontem nos prós e contras). Estamos a ficar cada vez mais um país mais injusto.
Quem manda e tem o poder nas mãos consegue sempre escolher a maior fatia do bolo... é assim em todo o lado, claro, só que há países em que são mais razoáveis do que outros.



