A pobreza que não pára de aumentar em Portugal...

Em resposta ao topico: Não!

A criminalidade está na sua maioria relacionada com a inveja assim como ao mundo da droga.
O numero de crimes relacionados com a fome é muito reduzido.

A criminalidade está relacionada com aqueles invejosos que querem ter o mesmo que os outros mas de forma gratuita.
Curiosa essa teoria.
 
É um modo de ver as coisas.

Já agora qual é o motivo (segundo a tua opinião) que leva a este comportamento anti social?

Como eu disse, acho que a as condições sócio-económicas estão definitivamente relacionadas com a criminalidade, é um facto que ninguém dúvida.

Só acho que isso não pode ser argumento para desculpabilizar os criminosos...

Em toda a história houve pobres e ricos e nunca se assistiu a tamanha violência e criminalidade. Infelizmente, em Portugal, a fome, o analfabetismo, a miséria, a doença e a falta de habitação já foi muito maior do que é hoje e é inegável que, de uma forma genérica, a qualidade de vida (analisando os mais diversos factores que a constituem) é hoje muito mas muito maior que em 1974.

No entanto a criminalidade sofreu de um acréscimo incomparavelmente maior....

Eu diria que um dos motivos para este facto é o sinal dos tempos, a velha história do "se os chavalos têm telemóveis com máquina fotográfica eu também quero". Porque com o aumento da qualidade de vida, aumentou o consumo, a posse de bens materiais, bens cada vez mais portáteis e proliferados, as pessoas gostam de se vestir e criaram-se padrões, modas, e quem fica de fora é, ou pode ser, discriminado. Portanto, a maneira mais fácil de aceder a todos estes bens é... Rouba-los!

Depois há outros factores que também acompanharam a evolução e desenvolvimento do país e da qualidade de vida... Um desses factores foi a perda de valores morais e éticos. Antigamente roubar era sinónimo de vergonha pura, só mesmo quem estava desesperado roubava e muitas vezes para matar a fome, comprar "uns trapos". Hoje não, ninguém quer saber, em qualquer bairro social roubar é o pão-nosso de cada dia e as pessoas já se habituaram a isso, já nem ligam. Mais uma ida à esquadra menos uma ida, é igual.

(Atenção que estou a caracterizar um comportamento típico desses bairros e não a generalizar para todos os seus habitantes. Há de tudo, como em qualquer lado.)

Mais grave que tudo isto, é que a criminalidade é cada vez mais violenta, pondo em risco vidas e pessoas que não fizeram mal a ninguém. Cada vez mais os ladrões são pessoas sem escrúpulos e que ficam cegos por 100€ ou 200€, trocam uma vida por esse valor. Para esses só havia um destino, junta-los num contentor, manda-los para as Berlengas e na viagem afundar o barco, "devido ao mau tempo" claro.

Em resumo, ser pobre não pode ser desculpa para este tipo de actos. Conheço muita gente com baixos recursos e que se não podem não compram. Eu, por exemplo, gostava de ter muita coisa que não tenho.....[;)]
 
A minha opinião é que a criminalidade de rua e a violenta tem a tendência de aumentar com a pobreza.
E que a criminalidade económica e corrupção tem tendência a aumentar nas classes mais abastadas.

Em relação a drogas, acho que abrange ambos os mundos, com maior enfase nas classes mais desfavorecidas.

São estes os meus 2cent.
 
Como eu disse, acho que a as condições sócio-económicas estão definitivamente relacionadas com a criminalidade, é um facto que ninguém dúvida.

Só acho que isso não pode ser argumento para desculpabilizar os criminosos...

Em toda a história houve pobres e ricos e nunca se assistiu a tamanha violência e criminalidade. Infelizmente, em Portugal, a fome, o analfabetismo, a miséria, a doença e a falta de habitação já foi muito maior do que é hoje e é inegável que, de uma forma genérica, a qualidade de vida (analisando os mais diversos factores que a constituem) é hoje muito mas muito maior que em 1974.

No entanto a criminalidade sofreu de um acréscimo incomparavelmente maior....

Eu diria que um dos motivos para este facto é o sinal dos tempos, a velha história do "se os chavalos têm telemóveis com máquina fotográfica eu também quero". Porque com o aumento da qualidade de vida, aumentou o consumo, a posse de bens materiais, bens cada vez mais portáteis e proliferados, as pessoas gostam de se vestir e criaram-se padrões, modas, e quem fica de fora é, ou pode ser, discriminado. Portanto, a maneira mais fácil de aceder a todos estes bens é... Rouba-los!

Depois há outros factores que também acompanharam a evolução e desenvolvimento do país e da qualidade de vida... Um desses factores foi a perda de valores morais e éticos. Antigamente roubar era sinónimo de vergonha pura, só mesmo quem estava desesperado roubava e muitas vezes para matar a fome, comprar "uns trapos". Hoje não, ninguém quer saber, em qualquer bairro social roubar é o pão-nosso de cada dia e as pessoas já se habituaram a isso, já nem ligam. Mais uma ida à esquadra menos uma ida, é igual.

(Atenção que estou a caracterizar um comportamento típico desses bairros e não a generalizar para todos os seus habitantes. Há de tudo, como em qualquer lado.)

Mais grave que tudo isto, é que a criminalidade é cada vez mais violenta, pondo em risco vidas e pessoas que não fizeram mal a ninguém. Cada vez mais os ladrões são pessoas sem escrúpulos e que ficam cegos por 100€ ou 200€, trocam uma vida por esse valor. Para esses só havia um destino, junta-los num contentor, manda-los para as Berlengas e na viagem afundar o barco, "devido ao mau tempo" claro.

Em resumo, ser pobre não pode ser desculpa para este tipo de actos. Conheço muita gente com baixos recursos e que se não podem não compram. Eu, por exemplo, gostava de ter muita coisa que não tenho.....[;)]
A historia (nacional e mundial) está cheia de actos de violência seja por gente oprimida seja por opressores, actos de sobrevivência desesperada e criminalidade social.

Não podemos reduzir a criminalidade apenas as condições sócio-económicas é certo, mas, essas condições são o principal motor da criminalidade, onde a falta de oportunidades condiciona as escolhas das novas gerações e dá carta branca para a violência social.

Concordo que um sistema judicial tendencialmente ligeiro em vez de um sistema punitivo e reeducador ajuda ao aumento da criminalidade.

Resumido, o aumento da criminalidade tem varias origens, a falta de oportunidades e consequente falta de instrução, o sistema judicial, a diminuição de valores morais.

E é nisso que reside o problema, não se resolve as causas e desculpabiliza-se os resultados ou atribui-se a origem a outra causa qualquer.
 
Eu se tiver que andar com umas calças feirex em vez de umas de marca, ou tiver que andar com um telemóvel de 15 euros em vez de um de 100 contos, não me vou por a assaltar e violentar ninguém nem me vou por a chorar em frente às cameras da tvi a dizer que não tive oportunidades, nem a dizer "fuck da police".
 
Será que a maioria da criminalidade vem de gente com fome e sem pão para os filhos?

Ou será que vem de gente que tem € pra comer mas não para luxos?

:rolleyes:
 
Eu se tiver que andar com umas calças feirex em vez de umas de marca, ou tiver que andar com um telemóvel de 15 euros em vez de um de 100 contos, não me vou por a assaltar e violentar ninguém nem me vou por a chorar em frente às cameras da tvi a dizer que não tive oportunidades, nem a dizer "fuck da police".

Será que a maioria da criminalidade vem de gente com fome e sem pão para os filhos?

Ou será que vem de gente que tem € pra comer mas não para luxos?

:rolleyes:

Ou será que não interessa a classe económica, mas sim a educação e os princípios?
Ora nem mais .


Quando se houvem falar em assaltos não são referentes a comida, são referentes a automoveis, telemoveis, joias, relogios, etc...


De uma maneira geral concordo com o Alpiger :
A criminalidade está relacionada com aqueles invejosos que querem ter o mesmo que os outros mas de forma gratuita.
 
Será que a maioria da criminalidade vem de gente com fome e sem pão para os filhos?

Ou será que vem de gente que tem € pra comer mas não para luxos?

:rolleyes:
A idade media da população prisional é de 37.6 anos no resto da população que fica sujeita a termo de identidade e residência ainda é mais baixa.

Gente que tem maioritariamente baixa escolaridade, mas quase todos partilham um facto em comum, são filhos de gente sem qql cadastro e que trabalharam a vida toda.

Esta questão não se resolve aplicando sempre as mesmas soluções, baseadas em preconceitos pouco esclarecidos, mas pela analise fria dos dados.
 
Eu sublinho a existência de uma correlação entre a pobreza e a criminalidade.
Existem muitos factores que são preponderantes na formação de uma pessoa, os valores que lhe são dados pelo meio de certa forma vão deliberar a postura dessa pessoa como cidadão.

Se houver uma consciencialização publica, uma preocupação social, alguém que abra os abraços e os encaminhe em torno de uma vida melhor, estou seguro que essas pessoas teriam uma perspectiva diferente da vida e assim coagiriam de forma diferente.
 
Eu sublinho a existência de uma correlação entre a pobreza e a criminalidade.
Existem muitos factores que são preponderantes na formação de uma pessoa, os valores que lhe são dados pelo meio de certa forma vão deliberar a postura dessa pessoa como cidadão.

Se houver uma consciencialização publica, uma preocupação social, alguém que abra os abraços e os encaminhe em torno de uma vida melhor, estou seguro que essas pessoas teriam uma perspectiva diferente da vida e assim coagiriam de forma diferente.
Naturalmente.
 
Se houver uma consciencialização publica, uma preocupação social, alguém que abra os abraços e os encaminhe em torno de uma vida melhor, estou seguro que essas pessoas teriam uma perspectiva diferente da vida e assim coagiriam de forma diferente.

Isso era o cenário ideal, mas infelizmente é utópico atingi-lo, pelo menos na sociedade portuguesa.

O problema, a meu ver, foi terem-se criado condições para haverem literalmente fábricas de criminosos. Muita gente junta, com baixa instrução, a construção de grupos, onde a pertença a um desses mesmos lhe dá força e expressão, assim como dá força a quem dele faça parte.

Quem cresce num ambiente propício à criminalidade, não sabe outra coisa, toma aquilo como normal. Os valores morais têm o valor que veêm ter, ou seja, 0. Para essas pessoas, torna-se normal roubar, violentar, matar, etc.

Por isso é que eu acho que não se pode esperar que a um delinquente lhe dê um click na cabeça e que diga "não, isto não é vida para mim, não posso andar a fazer isto às outras pessoas". Não se pode esperar isto de um delinquente porque ele não tem capacidade para isso, não tem competências, simplesmente.

Quando se vê entrevistas com delinquentes ou criminosos, eles falam sem arrependimento nenhum, falam como se tivessem a falar de uma ida ao cinema. É um reflexo da naturalidade com que tomam um acto criminoso.

Por isso é que eu acho que, estar à espera que as coisas se resolvam por elas próprias ou implementarem acçoes de intervenção de coçar a micose, é puro desperdício ou show-off.

Quando os criminosos/delinquentes começassem a perceber que uma acção leva a uma punição, ou seja, quando começassem a ser castigados a SÉRIO, isto parava. Tal e qual como se treinam os cãezinhos.

Afinal, a lógica desse tipo de malta é: Vou assaltar -> faço uns trocos -> não me acontece nada -> vou assaltar outra vez. Se compreendem esta lógica, também haveriam de compreender que se levassem no focinho (fossem punidos, no caso do politicamente correcto) de cada vez que fizessem algo, que não deveriam repetir determinado comportamento.
 
O número exacto (18%) é apontado pela Rede Europeia Anti-Pobreza na véspera do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza.

Uma tendência agravada pelo aumento do desemprego em tempo de crise. Fernando Nobre alerta para o crescimento do número de casos de pobreza persistente, sobretudo junto da população em idade activa. “Isto é que é assustador: a grande maioria dos nossos utilizadores está entre os 20 e os 55 anos, o que quer dizer é que - manifestamente - essa taxa de pobreza está ligada à taxa de desemprego”.

Em http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=92&did=75210

A referência à fonte dos números, não permite leituras dúbias ou argumentações algo desfasadas da realidade, infelizmente.:sh)
 
Mas risco de pobreza é o número de pobres, ou o número de pessoas que poderão vir a ser pobres?

Isto não pergunta bem aos teus dados, mas sim ao tópico claro.

Talvez haja uma possível relação entre os dados/cenários (esta última expressão académica há muito que se aplica em termos retóricos no burgo, desde dos tempos históricos de uma politica de fútil transporte e não de fixação e desenvolvimento de riqueza , em caso de dúvidas basta estudar a geografia humana de Portugal do século XX e fazer uam pequena analogia aos tempos actuais do binómio emigração/imigração) e este outro artigo.

80% dos pobres têm emprego
 
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