Só vi agora este post.
Quando entenderes que o que é importante é a concentração de oxigénio, falamos.[

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E ninguém está a desculpar nada.
Está-se sim a discutir elementos que provocam o decréscimo de potência nos motores, seja este o caso ou não.
Quando aumenta a altitude a pressão barométrica desce.
A concentração do O2 é constante, 21%.
Ao nível do mar isto representa 21 KPa, mas esta pressão parcial é reduzida com o aumento da altitude.
Outro fenómeno que tens que ter em conta a alta altitude é a redução da
PO2 (pressão parcial de oxigénio) secundária à diluição com o vapor de água. Mas isto aqui aplica-se mais ao ar que vais estar dentro dos teus alvéolos do que o ar que inspiras....
Mas mesmo assim, só a exemplo: a pressão de vapor saturado à temperatura corporal (37ºC) é de 6.3 KPa.
Tu ao respirares, vais estar a respirar menor quantidade de O2 absoluta, e é dada por esta formula:
PiO2(pressão inspirada de O2)=0,21*(Pressão barométrica-6.3)Kpa
Num automóvel podes tirar este factor da pressão de vapor na admissão, lol
De qualquer forma, um exemplo extremo, à altitude de 19000 metros, sim dezanove mil, a pressão barométrica pode ser apenas de 6.3 KPa, e vai igualar o valor da pressão de vapor... ou seja PiO2=0,21*(6.3-6.3)=0 (zero).... por isso é que os Sr. que voam a essa altitude levam oxigénio.... senão... morrem asfixiados...
Num carro, não atinges essas altitudes, e como já disse, não tens o factor vapor a entrar na história...
A 2000m tens uma redução de 21 Kpa para 17 Kpa... ou seja, tens uma diminuição do valor absoluto em moléculas de O2 de 19%......
A 1000m tens uma redução de 21 Kpa para 19 Kpa... ou seja, tens uma diminuição do valor absoluto em moléculas de O2 de 9,5%......
Com os carburadores era mesmo muito complicado, porque passavas de uma mistura ótima a baixa altitude para uma mistura rica em combustível a alta atitude, e tunhas os classicos sinais de má combustão.... fumo negro, redução de potência
Desde 1980, quase todos os automóveis possuem sensores de Oxigénio.
Para além desses sensores serem hoje uma peça essencial para provocar um explosão ótima e consequentemente atingir maiores níveis de eficiencia energética, permitem regular o rácio de mistura Ar/Combustivel em função da quantidade de O2, evitando perdas tão extremas como nos carros com carburadores.
Os automóveis utilizam sistemas de turbo normalizados, que não fazem a correção da quandidade de ar entrada para compensar a perda de quantidade absoluta de O2.
Os aviões têm um sistema que permite compensar a perde de O2, aumentanto a quantidade de ar que entra, adaptando À altitude, mas estamos a falar de perdas de potência que poderiam comprometer a segurança. Curiosamente nos aviões mais antigos essa regulação era feita pelo piloto, tendo que aumentar o intake de ar quando subia e fazer o oposto quando descia. O problema de aumentar o intake de ar é o overboost, podendo desencadear explosão em vez de ignição e danificar o motor por dar uma carga térmica desadequada (que é um problema das chamadas preparações para aumentar potência, que aumentam muitas vezes o intake de O2 ao ponto de passarem a capacidade dos injetores ou as carateristicas de dissipação termica e de resistência do motor/pistões....)
Isto tudo para mostar que sim, os automoveis perdem potência com a altitude porque há menos oxigénio...