Alfa 4c

Aproveitando este tópico e o rumo da conversa para esclarecer umas duvidas em relação ao carbono, como é que estes carros se comportam em caso de acidente?

Eu sei que a fibra é muito resistente e rígido, mas em caso de colisão como é? E em caso de incêndio ficam rápidamente reduzidos a cinzas como aconteceu com alguns 458?

Em caso de embate e havendo danos (rachas, ects) terá de se substituir toda a peça.
Em caso de incêndio é bastante combustível devido às resinas, mas já vi tratamentos anti-incêndio, sobre resultados de quão eficaz é que já não sei.
 
O 1750 do 4C já é um pouco diferente.
O bloco do motor passa a ser aluminio em vez de ferro fundido, o que permitiu poupar 20kg de peso, tendo agora 131kg.
O que não se sabe, ainda, é se a FPT andou a alterar mais alguma coisa além do material do bloco.

Sim, é diferente, mas não tanto quanto se possa pensar.
À excepção, claro, da composição do próprio motor (que passa a ser totalmente em alumínio) a tecnologia que o TBi comporta desde que entrou no capôt do 159/Brera (na versão 200cv) e depois no Giulietta (235cv), mantém-se praticamente inalterada. Basta ter presente que a potência subiu apenas 5 cv (235-240cv).
O ingrediente mágico desta evolução do TBi é, de facto, o peso e, claro, a sua posição na carroçaria.

Mas sabendo que houve outras mexidas, tenho curiosidade em saber o que é que evoluiu relativamente às especificações do 1750 do Giuliuetta.
Aqui fica um resumo da tecnologia do 1750 TBi, feito na fábrica de Patrola Serra, Itália:

A tecnologia da Fiat Power Train denominada scavenging

Em termos clássicos, um motor equipado com um turbo desenvolve um poder cada vez maior, especialmente em rotações mais elevadas. Isto significa que a rotações inferiores normalmente temos falta de potência. Este comportamento é geralmente conhecido como turbo lag.
Tal como os engenheiros de outras marcas, os da Alfa Romeo (FTP) tiveram esse factor em conta.
Usaram a tecnologia scavenging para aumentar o binário do motor nas rotações inferiores, minimizando, assim, o turbo lag, o que foi conseguido a um nível imperceptível.
Fruto dessa tecnologia, às 1800 rpm, o 1750 TBi apresenta um valor de binário que é 70% superior ao que um sistema turbocharger clássico proporciona.
O segredo deste resultado reside no sistema melhorado de gestão do motor e ECU.
Com uma monitorização constante dos parâmetros de funcionamento do motor, a resposta do motor é constantemente optimizada.
Uma simples válvula de controlo de alta precisão permite uma activação imediata do turbocompressor, gerando um fluxo de ar directo do coletor de admissão para o colector de escape. Deste modo, o tempo de resposta do TBi é, assim, mais próximo do dum motor aspirado.


A injecção directa

O sistema de injecção directa do mil setecentos e cinquenta TBi usa uma bomba de alta pressão que pode gerar pressões de combustível de 150 BAR e novos injectores (com sete buracos) para melhor dispersão do combustível. A injecção de combustível também sai controlada precisamente para evitar que o combustível atinja os gases de escape, isto enquanto a fase scavenging acontece.


Comando de válvulas duplo variável

O motor de 1,75 litros do Giulietta QV tem duas unidades de válvulas de variação contínua que constantemente aperfeiçoam o timing das válvulas, isto para atingir os melhores resultados possíveis em todas as condições, incluindo a variação da velocidade do motor e cargas. Isto torna possível que o motor se adapte rapidamente às condições de condução de modo a fornecer uma resposta célere, mesmo a partir de rotações baixas.


O turbocompressor

Também o turbocompressor foi concebido para fazer o melhor uso das ondas de pressão do escape e garantir um aumento de binário a rotações mínimas, o que é possível através de um novo e inovador colector de escape que converte a pressão. Feitos de micro aço, o colector e o turbo suportam temperaturas até 1020ºC. Esta matéria prima ajuda ainda a melhorar o consumo de combustível em auto-estrada (a velocidades elevadas).


Optimização dos fluídos para melhorar a combustão

Para optimizar a eficiência da combustão há um controlo rigoroso de alguns dos fluídos principais que viajam no interior do motor: ar e combustível.
Todas as áreas críticas, como a admissão, a câmara de combustão e de escape, foram optimizadas para uma melhor utilização dos gases de escape pelo turbocompressor.


Atrito do motor

Obviamente que garantir todas aquelas optimizações implica um aproveitamento rigoroso da potência. Daí que se optimizasse o atrito, minimizando as perdas.
Por exemplo, em comparação com o motor Twin Spark, o 1750 TBi tem perdas substancialmente inferiores devido ao uso de novos materiais com propriedades de reduzido desgaste.


Valores específicos de potência e binário de 134 CV/litro e 195 Nm/litro.
 
Última edição:
Sem olhar a preços, este 4C representa muito mais do que um exemplar esteticamente atraente (algo que certamente o tornará num ícone no mundo automóvel). Representa um passo em frente que obrigará todas as marcas a repensar o futuro dos seus modelos desportivos.

Neste modelo tudo foi pensado pela premissa “fazer pequeno é pensar em grande” numa nova forma de olhar o automóvel.
Materiais leves, mini motor, reforços mistos, transmissões e baterias compactas, bom controlo do vento, e dispensa do supérfluo, tudo a favor da eficiência.

A fibra de carbono utilizada na estrutura e em alguns detalhes da carroçaria e interior é a base do maior sucesso dos engenheiros – a redução do peso.
A fibra de carbono perfila-se como um material tão resistente como o aço, tão denso como a madeira, tão leve como o plástico, e com a vantagem de ser o mais estável às amplitudes térmicas, representando o sonho de qualquer designer/engenheiro.
Só peca por ser 20x mais caro do que o aço e 7x mais dispendioso do que o alumínio (mas já foi mais). Mas isso é por agora, pois estão a ser criados processos inovadores de fabrico que vão tornando a fibra de carbono cada vez mais barata, esperando-se que daqui por 2 décadas se torne material básico na construção da maioria dos veículos.

Mas vamos ver porquê que a Alfa optou pela abundante utilização da fibra de carbono.
Uma das vantagens é a ser mais resistente, contribuindo com excelência para a segurança passiva dos passageiros em caso de embate.
Daí, num chassis monocoque deste 4C ter sido levado ao extremo o uso integral de fibras compósitas “pré-impregnadas” derivadas da tecnologia que a Ferrari usa na Fórmula 1.
A fibra também beneficia a resistência torcional deste Alfa, que auxiliada pela pequena dimensão/peso do motor de alumínio central, contribui para o equilíbrio gravitacional, essencial para o bom comportamento dinâmico que é esperado de um desportivo, especialmente no tocante à estabilidade em curva.

O isolamento térmico da fibra permite poupar gastos de energia na climatização do habitáculo, além do nível de conforto que cria e da proteção à dilatação/contração de materiais e a consequente desagradável criação de ruídos parasita.

Emagrecer é mais do que a forma, é a leveza que contribui para a melhoria da performance, contenção nos consumos e emissões de CO2, permitindo assim mais agilidade e maior poupança de pneus.
Mas a redução de consumo de combustível também proporciona maior autonomia e, por conseguinte, a necessidade de um depósito de combustível mais pequeno, fazendo com que este 4C se tenha tornado num peso pluma.
E aqui também entrou em jogo o facto de, para fazer deslocar um carro com um peso abaixo de apenas 895kg, apenas ter sido necessário utilizar um motor pequeno.
Um motor de 1.742cc e uns extremamente leves 130kg, que permitem que acelere até aos 100km/h em apenas 4,5s, consegue valores que habitualmente só estamos acostumados a ver em motores com 3, 4 ou mais litros. Louvável!

No exterior, a roupagem depurada exibe formas ondulantes para se desenvencilhar da resistência do vento. O drag relativo à aerodinâmica é conquistado por chaparia arredondada e elíptica, onde prevalecem as utópicas formas em gota que fazem com que o ar escorregue ao longo da carroçaria causando pouco atrito.
A procura da eliminação da turbulência nas cavas das rodas é notória (especialmente no “Launch Edition”), a proeminência em forma de aileron integrado na traseira funcionando como contrapeso para evitar o levantar da frente a alta velocidade, a carenagem inferior para evitar a interrupção do fluxo de ar para a traseira levando o carro a “deslizar” ainda melhor por entre o vento... enfim, nada foi feito ao acaso.

Mas a transmissão compacta e eficiente e a adoção de equipamentos simples e funcionais, vão na linha de toda a filosofia inerente à conceção deste carro – o mais simples e funcional possível (bem diferente da solução barroca do concept Veneno da Lamborghini).
E isso nota-se essencialmente no interior onde reina o minimalismo importado da simplicidade quase monobloco das superfícies suaves e sinuosas da carroçaria. Um interior onde abunda a fibra de carbono orgulhosa e propositadamente deixada à vista, onde os bancos são também eles de fibra de carbono e de vidro. Um interior prático com instrumentação ergonómica e utilização intuitiva para evitar distrações do condutor, evocando claramente a simplicidade prática dos míticos Alfa das décadas de 50 e 60.

A relação peso potência deixou de estar centrada em motores cada vez maiores para se focar agora em materiais cada vez mais leves.
Quem é que há uns anos atrás pensaria que um “modesto” motor de 4 cilindros iria ser suficiente para apresentar valores de respeito num superdesportivo?
Repensar o automóvel é isto, é olhar para ele com outra perspetiva onde nada é tido como certo e cujo maior desafio é começar exatamente do zero.

Assim, nota-se neste 4C um processo conceptual desconstrutivista que parte da Biónica, bebendo dos bons exemplos no campo da morfologia e da métrica existentes na natureza.
É pensar diferente olhando para o que funciona no mundo envolvente. Uma chita leve e veloz, um falcão com esqueleto pouco denso e ágil, um tubarão ovalóide e aerodinâmico...
Independentemente do sucesso de vendas que venha ou não a ter, este modelo representa uma viragem de página na forma de encarar o automóvel desportivo, em particular neste segmento, e uma dor de cabeça para a concorrência que não poderá ficar indiferente a esta (r)evolução.[;)]
 
Última edição:
A fibra também beneficia a resistência torcional deste Alfa, que auxiliada pela pequena dimensão/peso do motor de alumínio na frente do carro, contribui para o equilíbrio gravitacional, essencial para o bom comportamento dinâmico que é esperado de um desportivo, especialmente no tocante à estabilidade em curva.

Era na frente que querias escrever?
 
E ao mesmo tempo o nome "Pratola Serra" é usado para baptizar a família de motores.

Grato GtAbarth. Quando disse denominado queria-me referir precisamente à denominação. São ambas verdadeiras, o nome da localidade onde o motor é produzido e a nomenclatura para o género mecânico.
 
Sem olhar a preços, este 4C representa muito mais do que um exemplar esteticamente atraente (algo que certamente o tornará num ícone no mundo automóvel). Representa um passo em frente que obrigará todas as marcas a repensar o futuro dos seus modelos desportivos.

Neste modelo tudo foi pensado pela premissa “fazer pequeno é pensar em grande” numa nova forma de olhar o automóvel.
Materiais leves, mini motor, reforços mistos, transmissões e baterias compactas, bom controlo do vento, e dispensa do supérfluo, tudo a favor da eficiência.

A fibra de carbono utilizada na estrutura e em alguns detalhes da carroçaria e interior é a base do maior sucesso dos engenheiros – a redução do peso.
A fibra de carbono perfila-se como um material tão resistente como o aço, tão denso como a madeira, tão leve como o plástico, e com a vantagem de ser o mais estável às amplitudes térmicas, representando o sonho de qualquer designer/engenheiro.
Só peca por ser 20x mais caro do que o aço e 7x mais dispendioso do que o alumínio (mas já foi mais). Mas isso é por agora, pois estão a ser criados processos inovadores de fabrico que vão tornando a fibra de carbono cada vez mais barata, esperando-se que daqui por 2 décadas se torne material básico na construção da maioria dos veículos.

Mas vamos ver porquê que a Alfa optou pela abundante utilização da fibra de carbono.
Uma das vantagens é a ser mais resistente, contribuindo com excelência para a segurança passiva dos passageiros em caso de embate.
Daí, num chassis monocoque deste 4C ter sido levado ao extremo o uso integral de fibras compósitas “pré-impregnadas” derivadas da tecnologia que a Ferrari usa na Fórmula 1.
A fibra também beneficia a resistência torcional deste Alfa, que auxiliada pela pequena dimensão/peso do motor de alumínio na frente do carro, contribui para o equilíbrio gravitacional, essencial para o bom comportamento dinâmico que é esperado de um desportivo, especialmente no tocante à estabilidade em curva.

O isolamento térmico da fibra permite poupar gastos de energia na climatização do habitáculo, além do nível de conforto que cria e da proteção à dilatação/contração de materiais e a consequente desagradável criação de ruídos parasita.

Emagrecer é mais do que a forma, é a leveza que contribui para a melhoria da performance, contenção nos consumos e emissões de CO2, permitindo assim mais agilidade e maior poupança de pneus.
Mas a redução de consumo de combustível também proporciona maior autonomia e, por conseguinte, a necessidade de um depósito de combustível mais pequeno, fazendo com que este 4C se tenha tornado num peso pluma.
E aqui também entrou em jogo o facto de, para fazer deslocar um carro com um peso abaixo de apenas 895kg, apenas ter sido necessário utilizar um motor pequeno.
Um motor de 1.742cc e uns extremamente leves 130kg, que permitem que acelere até aos 100km/h em apenas 4,5s, consegue valores que habitualmente só estamos acostumados a ver em motores com 3, 4 ou mais litros. Louvável!

No exterior, a roupagem depurada exibe formas ondulantes para se desenvencilhar da resistência do vento. O drag relativo à aerodinâmica é conquistado por chaparia arredondada e elíptica, onde prevalecem as utópicas formas em gota que fazem com que o ar escorregue ao longo da carroçaria causando pouco atrito.
A procura da eliminação da turbulência nas cavas das rodas é notória (especialmente no “Launch Edition”), a proeminência em forma de aileron integrado na traseira funcionando como contrapeso para evitar o levantar da frente a alta velocidade, a carenagem inferior para evitar a interrupção do fluxo de ar para a traseira levando o carro a “deslizar” ainda melhor por entre o vento... enfim, nada foi feito ao acaso.

Mas a transmissão compacta e eficiente e a adoção de equipamentos simples e funcionais, vão na linha de toda a filosofia inerente à conceção deste carro – o mais simples e funcional possível (bem diferente da solução barroca do concept Veneno da Lamborghini).
E isso nota-se essencialmente no interior onde reina o minimalismo importado da simplicidade quase monobloco das superfícies suaves e sinuosas da carroçaria. Um interior onde abunda a fibra de carbono orgulhosa e propositadamente deixada à vista, onde os bancos são também eles de fibra de carbono e de vidro. Um interior prático com instrumentação ergonómica e utilização intuitiva para evitar distrações do condutor, evocando claramente a simplicidade prática dos míticos Alfa das décadas de 50 e 60.

A relação peso potência deixou de estar centrada em motores cada vez maiores para se focar agora em materiais cada vez mais leves.
Quem é que há uns anos atrás pensaria que um “modesto” motor de 4 cilindros iria ser suficiente para apresentar valores de respeito num superdesportivo?
Repensar o automóvel é isto, é olhar para ele com outra perspetiva onde nada é tido como certo e cujo maior desafio é começar exatamente do zero.

Assim, nota-se neste 4C um processo conceptual desconstrutivista que parte da Biónica, bebendo dos bons exemplos no campo da morfologia e da métrica existentes na natureza.
É pensar diferente olhando para o que funciona no mundo envolvente. Uma chita leve e veloz, um falcão com esqueleto pouco denso e ágil, um tubarão ovalóide e aerodinâmico...
Independentemente do sucesso de vendas que venha ou não a ter, este modelo representa uma viragem de página na forma de encarar o automóvel desportivo, em particular neste segmento, e uma dor de cabeça para a concorrência que não poderá ficar indiferente a esta (r)evolução.[;)]

Bom texto Blade.

Para além do motor ser apenas de 4 Cilindros, nem sequer é um "habitual" 2000.
 
Sem olhar a preços, este 4C representa muito mais do que um exemplar esteticamente atraente (algo que certamente o tornará num ícone no mundo automóvel). Representa um passo em frente que obrigará todas as marcas a repensar o futuro dos seus modelos desportivos.

Neste modelo tudo foi pensado pela premissa “fazer pequeno é pensar em grande” numa nova forma de olhar o automóvel.
Materiais leves, mini motor, reforços mistos, transmissões e baterias compactas, bom controlo do vento, e dispensa do supérfluo, tudo a favor da eficiência.

A fibra de carbono utilizada na estrutura e em alguns detalhes da carroçaria e interior é a base do maior sucesso dos engenheiros – a redução do peso.
A fibra de carbono perfila-se como um material tão resistente como o aço, tão denso como a madeira, tão leve como o plástico, e com a vantagem de ser o mais estável às amplitudes térmicas, representando o sonho de qualquer designer/engenheiro.
Só peca por ser 20x mais caro do que o aço e 7x mais dispendioso do que o alumínio (mas já foi mais). Mas isso é por agora, pois estão a ser criados processos inovadores de fabrico que vão tornando a fibra de carbono cada vez mais barata, esperando-se que daqui por 2 décadas se torne material básico na construção da maioria dos veículos.

Mas vamos ver porquê que a Alfa optou pela abundante utilização da fibra de carbono.
Uma das vantagens é a ser mais resistente, contribuindo com excelência para a segurança passiva dos passageiros em caso de embate.
Daí, num chassis monocoque deste 4C ter sido levado ao extremo o uso integral de fibras compósitas “pré-impregnadas” derivadas da tecnologia que a Ferrari usa na Fórmula 1.
A fibra também beneficia a resistência torcional deste Alfa, que auxiliada pela pequena dimensão/peso do motor de alumínio na frente do carro, contribui para o equilíbrio gravitacional, essencial para o bom comportamento dinâmico que é esperado de um desportivo, especialmente no tocante à estabilidade em curva.

O isolamento térmico da fibra permite poupar gastos de energia na climatização do habitáculo, além do nível de conforto que cria e da proteção à dilatação/contração de materiais e a consequente desagradável criação de ruídos parasita.

Emagrecer é mais do que a forma, é a leveza que contribui para a melhoria da performance, contenção nos consumos e emissões de CO2, permitindo assim mais agilidade e maior poupança de pneus.
Mas a redução de consumo de combustível também proporciona maior autonomia e, por conseguinte, a necessidade de um depósito de combustível mais pequeno, fazendo com que este 4C se tenha tornado num peso pluma.
E aqui também entrou em jogo o facto de, para fazer deslocar um carro com um peso abaixo de apenas 895kg, apenas ter sido necessário utilizar um motor pequeno.
Um motor de 1.742cc e uns extremamente leves 130kg, que permitem que acelere até aos 100km/h em apenas 4,5s, consegue valores que habitualmente só estamos acostumados a ver em motores com 3, 4 ou mais litros. Louvável!

No exterior, a roupagem depurada exibe formas ondulantes para se desenvencilhar da resistência do vento. O drag relativo à aerodinâmica é conquistado por chaparia arredondada e elíptica, onde prevalecem as utópicas formas em gota que fazem com que o ar escorregue ao longo da carroçaria causando pouco atrito.
A procura da eliminação da turbulência nas cavas das rodas é notória (especialmente no “Launch Edition”), a proeminência em forma de aileron integrado na traseira funcionando como contrapeso para evitar o levantar da frente a alta velocidade, a carenagem inferior para evitar a interrupção do fluxo de ar para a traseira levando o carro a “deslizar” ainda melhor por entre o vento... enfim, nada foi feito ao acaso.

Mas a transmissão compacta e eficiente e a adoção de equipamentos simples e funcionais, vão na linha de toda a filosofia inerente à conceção deste carro – o mais simples e funcional possível (bem diferente da solução barroca do concept Veneno da Lamborghini).
E isso nota-se essencialmente no interior onde reina o minimalismo importado da simplicidade quase monobloco das superfícies suaves e sinuosas da carroçaria. Um interior onde abunda a fibra de carbono orgulhosa e propositadamente deixada à vista, onde os bancos são também eles de fibra de carbono e de vidro. Um interior prático com instrumentação ergonómica e utilização intuitiva para evitar distrações do condutor, evocando claramente a simplicidade prática dos míticos Alfa das décadas de 50 e 60.

A relação peso potência deixou de estar centrada em motores cada vez maiores para se focar agora em materiais cada vez mais leves.
Quem é que há uns anos atrás pensaria que um “modesto” motor de 4 cilindros iria ser suficiente para apresentar valores de respeito num superdesportivo?
Repensar o automóvel é isto, é olhar para ele com outra perspetiva onde nada é tido como certo e cujo maior desafio é começar exatamente do zero.

Assim, nota-se neste 4C um processo conceptual desconstrutivista que parte da Biónica, bebendo dos bons exemplos no campo da morfologia e da métrica existentes na natureza.
É pensar diferente olhando para o que funciona no mundo envolvente. Uma chita leve e veloz, um falcão com esqueleto pouco denso e ágil, um tubarão ovalóide e aerodinâmico...
Independentemente do sucesso de vendas que venha ou não a ter, este modelo representa uma viragem de página na forma de encarar o automóvel desportivo, em particular neste segmento, e uma dor de cabeça para a concorrência que não poderá ficar indiferente a esta (r)evolução.[;)]

A técnica e a tecnologia empregues no 4C foram muito bem referenciadas.
Numa curta frase, eu diria que o espírito dos engenheiros da Alfa Romeo tem semelhanças com a inspiração do arquitecto Gaudi nas obras que o mesmo fez em Barcelona.
 
Última edição:
Quem é que há uns anos atrás pensaria que um “modesto” motor de 4 cilindros iria ser suficiente para apresentar valores de respeito num superdesportivo?

Diria eu que à 30 anos atrás já havia um 4 cilindros 1.75 que apresentava valores de respeito aos super desportivos da época.
IMG_2945.jpg


Este carro tinha aproximadamente a mesma potencia e peso do 4c (250cv para 1000kg), numa altura em que um Porsche 911 tinha 260cv....
 
Ainda me lembro do motor 2.000 do S2000 da Honda que debitava 240cv e era um mimo.
Este tem 250cc a menos, e consegue valores surpreendentes.
Quando se abre a caixa de Pandora...

Por isso é que já se fala que o próximo civic Type-R deverá ser um 1.6 turbo com potência a rondar os 300cvs, a Honda também se está a render à evolução dos motores turbo(e assim aproveita os conhecimentos da competição/wtcc) e como nunca foram parvos entraram na onda dos pequenos turbinados.
 
A LE ainda tem mais opções, aqui estão os preços:


LAUNCH EDITION» PRICING TAX price for optionals

• Rear Parking Sensors = £450
• Cruise Control = £220
• Cigarette Lighter = £0
• Hi -Fi = £305
• Suitcase = £350
• Interior bag = £175
• Battery Maintenance = £175
• Vehicle cover = £260
 
Por isso é que já se fala que o próximo civic Type-R deverá ser um 1.6 turbo com potência a rondar os 300cvs, a Honda também se está a render à evolução dos motores turbo(e assim aproveita os conhecimentos da competição/wtcc) e como nunca foram parvos entraram na onda dos pequenos turbinados.

hehehe,

que grande exagero ! se me disseres 220/240 cv que já é muito bom para um 1.6 turbo ainda vá, agora 300 ? isso é especulação jornalistica [;)]
 
Diria eu que à 30 anos atrás já havia um 4 cilindros 1.75 que apresentava valores de respeito aos super desportivos da época.
IMG_2945.jpg


Este carro tinha aproximadamente a mesma potencia e peso do 4c (250cv para 1000kg), numa altura em que um Porsche 911 tinha 260cv....

Esse é um carro tão "normal" como um F40, ou um porsche 959. [:cool:]

Só se fizeram 200 e era tecnológicamente avançadissimo e carissimo, claro ! mesmo assim nunca se conseguiu impor categoricamente ao seu rival 205 turbo 16 EV2.
 
Esse é um carro tão "normal" como um F40, ou um porsche 959. [:cool:]

Só se fizeram 200 e era tecnológicamente avançadissimo e carissimo, claro ! mesmo assim nunca se conseguiu impor categoricamente ao seu rival 205 turbo 16 EV2.

Este carro foi o apogeu tecnologico nas rallys.

Muitos pilotos o que o conduziram dizem que foi o unico e verdadeiro F1 dos rallis, tinha soluções tecnologicas que passados 30 anos ainda parecem aeroespaciais.

Eu pus uma foto do stradale, para demonstar que 250cv num 1.75 já se faziam à 30 anos, nem falei sequer da versão de competição.

O 205 t16 era igualmente excelente, só não pus um 205 pois o stradale só tinha 200cv...
 
Voltar
Superior