O carbono é visto como o futuro, por isso as marcas não podem fechar os olhos a este tipo de carros.
Mas a Porsche tem uma decisão dificil, qualquer modelo que faça em carbono corria o risco de "envergonhar" outros modelos dentro da gama Porsche.
Assim a Porsche deve andar a perguntar que carro vamos fazer? onde o vamos encaixar?
Lindo, lindo era a Porsche substituir o boxster por um boxster em carbono.
p.s. estes chassis em carbono são ideais para carros descapotaveis.
Poderá ser que vejamos novidades no falado rival do 458 pela Porsche.
E concordo que estes esqueletos são excelentes para carros abertos.
Esperemos que os avanços na adaptação do CFRP à produção em série avancem da forma como a BMW tem vindo a anunciar, e talvez para o final desta década, inicio da próxima seja possivel criar um pequeno sports car, do género Elise ou mesmo Mx5, simples, sem demasiadas mariquisses (NA, cx manual), abaixo dos 30 000€.
O exercício é apelativo: célula central em CFRP; sub-estruturas em aço (em vez de aluminio), com grande percentagem de aços de ultra resistência; partilha de componentes com criaturas de maior volume como módulos de travagem e suspensões, plataforma eléctrica/electrónica, HVAC, etc; revestido com uma pele compósita (fibra vidro, ou até fibra canhamo, como a Lotus apresentou faz uns anos) ou ainda com o papel estrutural da pele de uma monocoque ausente, poderia usar-se paineis mais finos em aço/aluminio; motor simples NA com caixa manual e acho que poderíamos conseguir brinquedo de custo razoável e com peso a rondar os 800kg.
O 4c apresenta 895kg a seco, mas tem espaço para perder uns quilos.
Só a troca da caixa de dupla embraiagem pela mais simples manual com apenas uma embraiagem significa 31kg a menos.
Mesmo para criaturas fechadas, poderia acarretar benefícios como maior facilidade em conseguir ausência de pilar B, ou diminuir volume de todos os pilares, contribuindo para melhor visibilidade, mas mantendo rigidez da célula do habitáculo.
As vantagens são mais que muitas.
Os problemas actuais de custo e adaptação a produção em grandes volumes ainda têm de ser ultrapassados, mas "pelo andar da carruagem", poderemos ver este material bastante mais disseminado a um nivel estrutural, num mix com outros materiais mais convencionais, por automóveis convencionais lá para o final da década.