Alfa 4c

Na Top Gear, ficaram algumas questões por perceber.
A história da altitude.
A questão da resposta (falta de...) de um 1750 Turbo não ser o que alguns desejariam de um bom motor em V NA; mas ao mesmo tempo as prestações a nível de medições serem muito boas.
A questão da caixa. Em caixas destas depende muito a opinião de esta ou aquela pessoa.
A questão do quadrante. Um a achar "clever", outros a acharem com "informação a mais".
A referência a alguns plásticos simples e "baratos" no interior, um pouco estranha de ser levantada pelo facto de carros deste tipo como os Lotus serem muito mais simples e baratos.



Ora bem, pelo já referido a nível de comportamento, direcção, travões o carro tem tudo para ser bom em pista e fora dela.
A questão que vejo mais é sendo turbo como vai ser a dosagem de acelerador em curva e saída, assim como a caixa reduzir "a tempo".

Evidentemente que este tipo de carro depois em estrada, se a mesma não estiver em bom estado, vai sofrer de problemas de "saltitar".
Mas tu tens boa experiência nesse "tipo" de carros e até estradas, muito mais do que eu.

São mais simples mas não são mais baratos... A Lotus usa muita pele, e alumínio. Bastante mais caro que plástico.
 
Quanto à alegada falta de agilidade na subida: duvido da crítica. Este motor - tal como eu o conheço - é bem bruto a partir das 2.000rpm até às 5.000rpm. Em todo o caso, os 4,5seg 0-100 são por demais evidentes no que à fogosidade respeita.
Quanto à alegada falta de input ou de reactividade do acelerador, é uma característica que apenas configuro em aceleração stand still. Em todo o caso convém ter sempre presente que o 4C tem um motor turbo dependente.

Eu acho que sou a pessoa aqui no fórum mais critica e ceptica em relação às opiniões dos outros, nomeadamente jornalistas.

Não querendo valorizar esta, nem fazendo ideia se é justa, injusta, faz sentido ou não, acho que se devem separar duas coisas:

-Em termos de resposta/power eles dizem que fica abaixo da expectativa, pode-se dever em parte à altitude e em parte a serem "apenas" 240 cv e ainda ao facto de o carro globalmente aguentar bem mais potência

- Em termos de resposta/expontaniedade/sensibilidade isso dever-se-á em parte mesmo ao facto de ser um pequeno motor turbo, a comparação que eles fazem com a forma como um "motão" responde aos minimos inputs do acelerador é disso ilustrativa

No fundo a 1ª questão podia ficar resolvida com o mesmo motor puxado aos 280 cv, mas a 2ª provavelmente ainda piorava.

Este género de carros, leves, são os que menos precisam de binário e se este motor, se calhar, está como peixe na água no mais burguês e pesado Giulita, para este "Peso-leve" algo tipo motor do S2000 era, talvez, mais indicado [;)]
 
Essa da altitude está mal contada. Sendo turbo o motor devia ser bem menos afectado a nivel de performance do que um motor atmosferico. (pois o turbo continua a fazer os mesmos BAR de pressao especificados).
 
Bom, parece que o motor é a parte menos forte do conjunto. Mas eu nem acho que seja por ser turbo, mas pelo facto do volante do motor ser pesado. Provocando a queda lenta das rpm's e a resposta de acelerador menos imediata. Será possível colocar um volante aftermarket mais leve?

Ou então essa "falta de resposta" também pode estar associada aos 8 contrapesos que meteram na árvore de cames do 4C, ou não?

É uma pena se se vier a confirmar essa sensação de lag. Relativamente à caixa não percebi bem, é lenta a reduzir? Pode ser uma questão de afinação. De qualquer forma é pena que não haja uma caixa manual como opcional. Especialmente se adoptasse este styling e aquele click mecânico como tinham as caixas Ferrari do passado.

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Quanto aos plásticos interiores e aos faróis já toda a gente sabe que foi para poupar €, basta ver o interior extraordinário do concept para perceber que com a massa disponível os designers não teriam recorrido a opções dúbias a nível de materiais interiores. Mas isso são peanuts, são coisas que não alteram em nada o mérito deste tipo de carro. À excepção talvez das patilhas da TCT, que para mim são um erro não serem maiores e em alumínio (altera logo o feeling de condução - para melhor).
 

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Este género de carros, leves, são os que menos precisam de binário e se este motor, se calhar, está como peixe na água no mais burguês e pesado Giulita, para este "Peso-leve" algo tipo motor do S2000 era, talvez, mais indicado [;)]

Pois, mas como é que se lançava um motor que não ia cumprir de maneira nenhuma as normas parvas e mentirosas Euro 6? Não podiam... Aliás o grupo Fiat agora só tem atmosféricos ou bestiais (Ferrari) ou antiquados e/ou estrangeiros (1.8 Brasil, americanos pentastar, etc.)

Aliás, as marcas europeias já não fazem motores atmosféricos performantes. Muito menos de 4 cilindros e os de 6 cilindros também já não existem. Está tudo cheio de turbos. É uma realidade que veio para ficar. 1.6 THP 270 bhp, 2.0 AMG45 360 bhp, etc, etc, etc...

Este carro nunca vai ter um atmosférico, muito menos um V6 atmosférico. A ter outro motor só se for o 3.0 V6 biturbo 330/410 bhp da Maserati. E claro... o carro teria outro logo.
 
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Essa da altitude está mal contada. Sendo turbo o motor devia ser bem menos afectado a nivel de performance do que um motor atmosferico. (pois o turbo continua a fazer os mesmos BAR de pressao especificados).

Não adianta de nada se o ar for rarefeito na mesma.
De facto é verdade que os motores atmosféricos sofrem mais com o efeito altitude, mas os motores sorbealimentados não são excepção.

O que importa é a quantidade de oxigénio por massa de ar e seja sobrealimentado ou não, vão todos consumir a mesma qualidade do ar.
 
A referência a alguns plásticos simples e "baratos" no interior, um pouco estranha de ser levantada pelo facto de carros deste tipo como os Lotus serem muito mais simples e baratos.

Compreendo perfeitamente o que dizes, mas ainda assim custa-me aceitar a inclusão dos botões circulares do AC de um SEicento!!!



Quanto ao motor e à caixa, como já referi, não posso aceitar que se ache que um 3.0 V6 fosse o mais indicado só por não ser turbinado, é certo que é mais linear, mais isso só naão chega, pois por essa ideia anda meio mundo enganado, independentemente das caracteristicas do carro, os grandes desportivos tenderão a ser turbo alimentados, alguns já o são, pelo que não pode ser por aí, se a isso juntar-mos as caracteristicas já conhecidas do 1750 (que aqui não estarão desvirtuadas só pelo facto de ser um 4C), conclusões cada um que as tire ao seu gosto...

A questão da caixa também é curiosa, nunca conduzi nenhum com esta caixa, conheço no entanto algumas da concorrencia, e acima de tudo já li muito sobre esta, parece que mais uma vez o que é bom num Gui, aqui já não é, não dá para perceber, também aqui há um contrassenso no que à evolução da técnica diz respeito, alguns apregoam que deveria ter uma manual, mais racing, no entanto o supra dos desportivos do Grupo e outros equivalentes já não as usam :confused::confused::confused:
 
Compreendo perfeitamente o que dizes, mas ainda assim custa-me aceitar a inclusão dos botões circulares do AC de um SEicento!!!


E se os botões fossem especificos do 4C?

Palavra de honra que não me cabe na cabeça como uns simples botões fazem tanto celeuma na cabeça de alguns.:confused:

O carro tem coisas onde se lhe podem apontar "defeitos" com a não inclusão duma caixa manual ou dum painel de instrumentos menos "playstation"...agora plásticos?
 
São mais simples mas não são mais baratos... A Lotus usa muita pele, e alumínio. Bastante mais caro que plástico.

Oh Silver, o barato numa perspectiva de nem sequer ter.

Os Lotus usam pele e alumínio, e o 4C também.

Eu ainda ontem e mesmo antes de conhecermos o 4C escrevi várias vezes que por mim seria muito mais despido, muito mais dentro do que faz a Lotus: interiores sem "nada".
Ainda ontem falei do Speedster também.

Gostava de encontrar opiniões mais próximas das minhas em imprensa / testes, a referirem por exemplo: "para que tem o 4C isto" (aquele tablier todo e não mais cortado / despido) e não se os botões da ventilação são semelhantes / iguais aos que traziam os Puntos, Seicentos, dos anos 90, ou se o plástico da consola é limpo e duro e não coberto a rubber touch. Esse tipo de coisas.
As ultimas coisas a ver num carrinho destes.
Aliás, vendam um "sem nada" e era esse que escolhia. Nem radio queria.
 
Essa da altitude está mal contada. Sendo turbo o motor devia ser bem menos afectado a nivel de performance do que um motor atmosferico. (pois o turbo continua a fazer os mesmos BAR de pressao especificados).

Está mal contada como está mal contada a da falta de "genica" para um motor que sabemos que tem genica de sobra e sempre faz 4.5 dos 0 aos 100... em comparação com um bom V6 talvez, mas é tudo uma questão de expectativa, se a expectativa era essa se calhar era exagerada, não é justo agora penalizar um carro por uma expectativa que sempre se soube que ele não iria corresponder.

O que se tem que concluir é se no seu universo 4 cil 1750cc turbo se é bom, suficientemente bom ou não, e se o carro fica com esta configuração um dos melhores do segmento (que já sabemos não existir uma grande concordância nisto e ser um bocadinho arranjado à pressão entre Elises e Caymans), ou se por outro lado não lhes faz frente e fica bastante aquém.
 
Correto, mas nao sendo por isso que alguém deixará dr o comprar,não achas que poderiam lá ter posto algo mais agradável?
Só tem essa unidade de ac, porque era a unidade mais leve, mais pequena e mais barata que a marca já tinha produzido. E que faz todo o sentido no 4C. Mas ainda há outra hipótese: se a ventilação e o ac chatear a malta podes encomendar o carro sem ela! O mesmo para o rádio, e afins.
 
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Correto, mas nao sendo por isso que alguém deixará dr o comprar,não achas que poderiam lá ter posto algo mais agradável?

Acho e isso já foi falado e dito por cá faz meses, até com imagens e assim.

Acho que até podiam se quisessem meter sem botões manuais e tudo eléctrico com um display como têm tantos modelos de hoje normais... mas sinceramente são acessórios do carro que me interessam muito pouco.
Preferia muito mais todo o tablier para além da parte atrás do volante não "existir". Até ficaria mais espaçoso!
 
Só tem essa unidade de ac, porque era a unidade mais leve e mais barata que a marca já tinha produzido. E que faz todo o sentido no 4C. Mas ainda há outra hipótese: se a ventilação e o ac chatear a malta podes encomendar o carro sem ela! O mesmo para o rádio, e afins.

então venha um para mim assim [;)]
 
Não adianta de nada se o ar for rarefeito na mesma.
De facto é verdade que os motores atmosféricos sofrem mais com o efeito altitude, mas os motores sorbealimentados não são excepção.

O que importa é a quantidade de oxigénio por massa de ar e seja sobrealimentado ou não, vão todos consumir a mesma qualidade do ar.

Em altitude um carro com turbo ira tentar manter a pressao (rodando o turbo mais rapidamente), a menos que exceda os parametros do turbo e centralina. Se nao exceder, as perdas serao praticamente nulas. O que acontecerá é que o lag aumenta, dado o turbo ter de rodar mais para fazer a mesma pressao.
Havera um nivel de altura em que o turbo teria de rodar a uma velocidade acima dos seus parametros, e ai a centralina esta programada para permitir menos pressao de admissao - e aí o motor turbo perde potencia, mas mesmo assim muito menos que um N/A.
 
Só tem essa unidade de ac, porque era a unidade mais leve e mais barata que a marca já tinha produzido. E que faz todo o sentido no 4C. Mas ainda há outra hipótese: se a ventilação e o ac chatear a malta podes encomendar o carro sem ela! O mesmo para o rádio, e afins.

Isso seria bem interessante.

Também percebo essa da unidade AC.
O habitáculo é pequeno e essa unidade era mais de suficiente.

E realmente, como vejo os proprietários de carros em encontros e assim sempre a descrever os pormenores curiosos dos seu carros, essa do carro estara a ser comentado e descrito em ser o mais leve possível e terem usado a unidade de AC mais leve e simples que tinham faz sentido;
por outro lado, outro gume... pode ser acusada do aspecto ser pobre e idêntico aos velhos Puntos / 6centos.
 
A questão da caixa também é curiosa, nunca conduzi nenhum com esta caixa, conheço no entanto algumas da concorrencia, e acima de tudo já li muito sobre esta, parece que mais uma vez o que é bom num Gui, aqui já não é, não dá para perceber, também aqui há um contrassenso no que à evolução da técnica diz respeito, alguns apregoam que deveria ter uma manual, mais racing, no entanto o supra dos desportivos do Grupo e outros equivalentes já não as usam :confused::confused::confused:

Bom, eu não acho que seja um contra senso a questão da caixa. Se por um lado a caixa poderá servir para um Giu (e repara que os defeitos apontados são os mesmos, lentidão nos downshifts), não tem que servir para um carro que custa mais do dobro e que faz quase metade dos 0-100, ou seja muito mais focado e desportivo, onde a precisão e rapidez contam muito mais.
É o mesmo que por exemplo eu poder usar umas allstars para o dia a dia, e até dar umas corridas com elas, mas não vez atletas a treinar de allstars, a exigência é outra.

Pos outro lado a questão do racing, de facto uma sequencial é mais rapida e eficiente, por isso é usada no desporto automovel onde há competiçao e tudo importa para ganhar tempo. O mesmo raciocinio já pode nao se aplicar a um carro de venda ao público, onde o carácter lúdico do carro tende a ter mais importância do que as décimas de segundo. E neste capitulo, há muitos condutores lúdicos que apreciam mais o manual ;)
 
[br:)]
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Em altitude um carro com turbo ira tentar manter a pressao (rodando o turbo mais rapidamente), a menos que exceda os parametros do turbo e centralina. Se nao exceder, as perdas serao praticamente nulas. O que acontecerá é que o lag aumenta, dado o turbo ter de rodar mais para fazer a mesma pressao.
Havera um nivel de altura em que o turbo teria de rodar a uma velocidade acima dos seus parametros, e ai a centralina esta programada para permitir menos pressao de admissao - e aí o motor turbo perde potencia, mas mesmo assim muito menos que um N/A.

Mas a questão da altitude prende-se com os niveis de oxigénio - ar rarefeito ou não - e não propriamente sobre as pressões.
Um motor perde rendimento primordialmente por causa da quantidade de oxigénio existente no ar.
 
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