Na minha opinião a FIAT deveria era investir alguns milhões e adquirir a Bertone. Considerando o negócio a que chegou com a VEBA, onde a FIAT e a Chrysler irão ambas comprar as restantes acções da Chrysler, isto deixa espaço de manobra para a comprar da Bertone , sem que seja necessário tocar nos activos financeiros do grupo (+/- 22 mil milhões de €).
E porquê a Bertone, primeiro porque é uma das principais empresas de design automóvel do mundo, onde constam vários clássicos e modelos mais recentes, sendo uma mais valia importante. Entre si têm um historial de alguns modelos das mais variadas marcas do grupo que foram desenhados pela Bertone, e já para não falar da mais recente transacção entre as duas empresas na qual resultou por parte da FIAT na aquisição da antiga fábrica da Bertone, actualmente designada de Grugliasco.
No fundo, matava-se dois coelhos de uma cajadada só, isto porque o grupo ficaria com uma importante de distinto centro de design automóvel, podendo aliás trabalhar para outros grupos; e porque evitaria-se o que se sucedeu com a Giugiaro que depois de ter sido comprar pela VW só faz abortos sob rodas (só de pensar que foram eles que desenharam o 159 [8b]).
Espero que a FIAT tenha consciência e não caía no mesmo erro aquando da venda da Ducati, onde os responsáveis sempre se assumiram como interessados na marca de duas rodas, mas que nada fizeram e deixaram que os seus concorrentes directos na Europa ficassem com um boa empresa do ramo. E bem que fazia diversificar ainda mais o grupo, mas enfim...
E isto tudo porquê?
Para mim o novo Giulia, e todos os novos modelos, deveria seguir uma linha que a Bertone criou em 2010, o Alfa Romeo Pandion. Muito superior, na minha opinião ao concept apresentado em Genebra no ano passado pelo nome de Gloria.