Alfa Romeo Giulia 2015

Isto chama-se estar na defensiva e ler coisas que não estão lá escritas.

Eu disse que mesmo com uma plataforma humilde consegue-se fazer um bom carro, desde que seja bem implementada. Foi por exemplo o caso dos antecessores do Giulietta, tanto o 147 como o 156 tinham plataformas fraquinhas mas que foram bem trabalhadas e produziram bons carros.

Por acaso olhando puramente para os números acho que o Giluetta até tem uma plataforma boa mas não tiraram total proveito do seu potencial (por exemplo a plataforma é feita para AWD e continuamos sem ter uma versão verdadeiramente hot a tirar proveito disso).

A plataforma do 147/156 está tão moficada que quase parece uma nova, não é por aí.

Certo certo é que nem sempre uma boa plataforma faz um bom carro e uma má plataforma faz um mau carro.
 
Engraçado que para a VW e a sua MQB não há criticas negativas, que fizeram um belo trabalho de engenharia onde um plataforma poderá ser usada nos mais diversos segmentos, que resulta numa boa partilha de componentes, etc (não estou a por em causa se é boa o não).
Já a FIAT/Alfa Romeo ao produzirem esta C-EVO que mantêm ínfimas semelhanças com a anterior não é adequada e é apenas fogo de vista, não é eficaz e já tem n anos, sendo apenas um "restyling" da plataforma do Bravo. Haja paciência...
Aliás, é tão má que já vai em 6 modelos com a mesma plataforma, e segundo as criticas são todos péssimos carros...

E lá por apenas ser montada na mesma fábrica do Bravo e do Delta não significa que a plataforma seja a mesma. O Giulietta com a C-EVO ao ser construído na mesmo linha dos primos é apenas porque os robôs que constroem um Segmento C para a FIAT também o fazem para a Lancia e Alfa Romeo. Não nada mais nada menos que contenção de custos.
Não faria sentido construir o Giulietta na fábrica do Panda ou do 500, por exemplo.

Apenas tenho pena que haja muita gente neste forum com os olhos tapados como os burros à frente das carroças que eu via passar na rua quando era miúdo.
 
E lá por apenas ser montada na mesma fábrica do Bravo e do Delta não significa que a plataforma seja a mesma. O Giulietta com a C-EVO ao ser construído na mesmo linha dos primos é apenas porque os robôs que constroem um Segmento C para a FIAT também o fazem para a Lancia e Alfa Romeo. Não nada mais nada menos que contenção de custos.
Não faria sentido construir o Giulietta na fábrica do Panda ou do 500, por exemplo.
Robots há em todo o lado. Se o Giluetta partilhasse mesmo tão pouco com o Bravo ou Delta, faria pouca diferença construí-lo ao lado destes ou ao lado de Pandas, porque a maquinaria seria diferente de qualquer das formas. Se calhar até têm mesmo lá uma enorme parte da fábrica reservada para o Giulietta e a C-Evo, que simplesmente apeteceu-lhes montar naquela unidade invés de outra qualquer. Mas parece-me coincidência a mais, acho muito mais realista que grande parte senão a maioria do Giulietta seja construída nas mesmas máquinas e pelas mesmas pessoas que o Bravo.
 
As máquinas hoje em dia não estão a laboral apenas com um plano de construção.
O robot cosnegue fazer mais que um tipo de tarefa e provavelmente é isso que acontece.
 
Sim, os robôs têm mais que um plano de construção, eu deixei isso bem claro no meu post. O que pretendo dizer é que o robô que fabrica um segmento C terá menos obstáculos à finalização da sua tarefa do que se tiver de construir um segmento A e outro C. Falo essencialmente nas dimensões da carroçaria. Todos eles diferem nas soldaduras, colocação de chaparia e pintura. São carros diferentes, apesar de serem de semelhantes dimensões.

Acham que era viável fabricar um Panda na mesma linha do 159, quando este ainda era produzido?

O novo Renegade e o 500X serão fabricados na fábrica do Mito, visto que em termos de dimensões serão semelhantes e provavelmente até terão a mesma plataforma, não tenho a certeza em relação a isso...
 
As máquinas hoje em dia não estão a laboral apenas com um plano de construção.
O robot cosnegue fazer mais que um tipo de tarefa e provavelmente é isso que acontece.

Sim, mas note-se que não é apenas isso que está em causa.
Aliás, a Fiat até foi pioneira na robotização de certos processos de fabrico nos anos 70.

O problema é o que alguns entendem por "plataforma modular".
Esse conceito não é igual a usar a mesma plataforma em muitos modelos, aí a campeã seria a GM...

O conceito modular está muito mais associado à produção "real-time" diversificada, isto é, e tomando como exemplo a Renault-Nissan, que até é onde estou mais por dentro do assunto, poder construir uma unidade do novo Qashqai e imediatamente a seguir uma unidade do próximo Renault Mégane, e depois o novo Almera, depois outro Qashqai, etc, usando peças em comum, com uma gestão de inventário até aqui sem precedentes.
Isso é que é uma plataforma modular, e exige um esforço de investimento inicial nas fábricas considerável, algo que a fiat ainda não fez em modelos de grande volume, o que é preocupante a longo prazo.
 
Sim, mas note-se que não é apenas isso que está em causa.
Aliás, a Fiat até foi pioneira na robotização de certos processos de fabrico nos anos 70.

O problema é o que alguns entendem por "plataforma modular".
Esse conceito não é igual a usar a mesma plataforma em muitos modelos, aí a campeã seria a GM...

O conceito modular está muito mais associado à produção "real-time" diversificada, isto é, e tomando como exemplo a Renault-Nissan, que até é onde estou mais por dentro do assunto, poder construir uma unidade do novo Qashqai e imediatamente a seguir uma unidade do próximo Renault Mégane, e depois o novo Almera, depois outro Qashqai, etc, usando peças em comum, com uma gestão de inventário até aqui sem precedentes.
Isso é que é uma plataforma modular, e exige um esforço de investimento inicial nas fábricas considerável, algo que a fiat ainda não fez em modelos de grande volume, o que é preocupante a longo prazo.

Exacto, era a esse processo que me referia (nem sequer sabia que se chamava plataforma modular por isso).
 
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O conceito modular está muito mais associado à produção "real-time" diversificada, isto é, e tomando como exemplo a Renault-Nissan, que até é onde estou mais por dentro do assunto, poder construir uma unidade do novo Qashqai e imediatamente a seguir uma unidade do próximo Renault Mégane, e depois o novo Almera, depois outro Qashqai, etc, usando peças em comum, com uma gestão de inventário até aqui sem precedentes.
Isso é que é uma plataforma modular, e exige um esforço de investimento inicial nas fábricas considerável, algo que a fiat ainda não fez em modelos de grande volume, o que é preocupante a longo prazo.

Há algum sítio onde possa ler alguma coisa sobre isto?

No caso da VW (MQB) tenho ideia que a parte do chassis que acomoda motor e transmissão é mesmo fixa e igual para todos os modelos, ou não?
 
Há algum sítio onde possa ler alguma coisa sobre isto?

No caso da VW (MQB) tenho ideia que a parte do chassis que acomoda motor e transmissão é mesmo fixa e igual para todos os modelos, ou não?

Bom, do que conheço da MQB, só a distância longitudinal entre os pedais e o eixo dianteiro é fixa, tudo o resto pode variar na mesma linha de montagem.
Na EMP2 da PSA pode variar mais nas dimensões, mas não aceita suspensões traseiras independentes, nem tracção total, no desenvolvimento actual, pelo menos.
Mas também é uma plataforma com limitações, claro, daí haver a MLB para modelos maiores, e o facto de a VW estar relutante em usar a MQB para os futuros Polo, Ibiza, etc.
Fala-se que a PQ25 se pode manter, por razões de custos, por um lado, e por permitir montar modelos para a futura marca low-cost do grupo ao mesmo tempo.

O caso da Autoeuropa é incerto.
Neste momento usam a PQ35 do anterior Golf, mas o director-geral já veio dizer que também montará modelos em plataformas modulares no futuro, o que tanto pode significar MQB como até MLB (aposto mais na MQB, por ser sucessora directa da PQ35).
Tecnologicamente, e em termos de futuro, era melhor MQB, mas em termos de volume, era melhor para a fábrica -e para Portugal- montar algo de grande volume de produção, como um Polo ou Ibiza.
 
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Primeiras fotos espia do Giulia? Alfa Romeo Giulia - Una Nuova Berlina Avvistata A Torino - Quattroruote

cq5dam.web.1280.1280.jpeg
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Sinceramente pelas fotos acho que pode ser qualuqer carro [:D] não consigo dizer se é um Alfa Romeo ou um Toyota.
 
Sim, os robôs têm mais que um plano de construção, eu deixei isso bem claro no meu post. O que pretendo dizer é que o robô que fabrica um segmento C terá menos obstáculos à finalização da sua tarefa do que se tiver de construir um segmento A e outro C. Falo essencialmente nas dimensões da carroçaria. Todos eles diferem nas soldaduras, colocação de chaparia e pintura. São carros diferentes, apesar de serem de semelhantes dimensões.

Acham que era viável fabricar um Panda na mesma linha do 159, quando este ainda era produzido?

O novo Renegade e o 500X serão fabricados na fábrica do Mito, visto que em termos de dimensões serão semelhantes e provavelmente até terão a mesma plataforma, não tenho a certeza em relação a isso...
O 500L parte do GP, tal como o Mito, pode ser por aí.
 
Sinceramente pelas fotos acho que pode ser qualuqer carro [:D] não consigo dizer se é um Alfa Romeo ou um Toyota.

Toyota não será, este tipo de capturas da Quattroruote costumam ser feitas junto aos "quarteis generais" Fiat, não se percebendo o que é, não deixa de ser curioso um três volumes por aquelas bandas.
 
Toyota não será, este tipo de capturas da Quattroruote costumam ser feitas junto aos "quarteis generais" Fiat, não se percebendo o que é, não deixa de ser curioso um três volumes por aquelas bandas.

Parece-me mais um 200C, cá para mim ainda é mas é o futuro Flavia...
 
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