Eu sinceramente nao percebo a dificuldade de ter uma gama normal... Desde o 147, 156, 166, gtv, spider, gt que a Alfa é um fantasma... Para isto mais valia vender a marca a alguém que a aproveite.
A questão é que para ter essa gama de carros que falas, estes teriam de ser baseados em plataforma/modelos do grupo já existentes. Resultado disso, Fiat's vestidos de Alfa Romeo.
Já aconteceu no passado e foram criticados. A empresa está em reestruturação, e isso demora o seu tempo.
Com a novo plataforma Giorgio terminada, com os novos motores devidamente afinados, aí já poderão lançar para o mercado 1 modelo, ou mais, por ano. Algo que apenas foi possível depois de ter acesso a 100% do capital da Chrysler.
Um caso semelhante com a Alfa Romeo é a Opel ou a Seat. Acham, sinceramente, que estas empresas sozinhas estariam ainda a comercializar? É óbvio que não.
Cada ano que passa, a Opel afunda ainda mais em prejuízos e a Seat apenas teve uma pequena melhoria dos mesmos no ano passado devido ao sucesso do novo Leon.
Se não fosse estas marcas a estarem integradas em grupos enormes e com muito capital, como são a GM e a VAG, nunca na vida estariam a vender. Só pelo simples facto de terem acesso a plataformas dos grupos ao qual estão ligadas, e não terem a liberdade de desenvolver nada - ou seja, são montadoras - demonstra que esta gestão também não é lá muito rentável.
Eu irei aguardar com calma até Junho, e também pelos primeiros testes/análises, e aí sim poderemos ver se o dinheiro e a espera valeram a pena.
Eu quero novamente a Alfa Romeo do passado, em toda a sua glória, apesar de ser impossível tornar-se independente e dispensar o capital da casa mãe Fiat, com esta semi-independência poderá restabelecer-se no mundo automóvel mundial. Não é com rebadge de Fiat que terá sucesso.
Aliás, até o Sr. Marchione já falou que queria recriar a Alfa Romeo, Spa., tornando-a numa espécie de Ferrari, em termos de gestão.