Gabo-te a paciencia em escrever estes textos. Andas a ver autoline daily[

]
Aquilo que disseram dos SUV´s não estarem mais em moda[

] é preciso estar completamente fora da realidade dos nºs de vendas e não olhar as ruas das grandes cidades...
O maior desafio da Alfa é arranjar o marketing. A percepção da marca e o purchase funnel são péssimos. O novo plano da marca já preve mais dinheiro para isso.
É mais autoline after hours [

]. O daily, apesar de curto, devido ao meu dia-a-dia, curiosamente é mais dificil acompanhar. No autoline aprende-se imenso e tem-se uma visão geral do que se passa na indústria.
Apesar de focados no mercado americano, costuma haver muitos números pelo ar, e há certas tendências que são globais, que depois dá para confirmar com outros dados de vendas.
Mesmo na Euroland, o Qashqai já apareceu por diversas vezes no Top10 mensal Europeu, e o Captur também já deu um ar de sua graça. E acho que será cada vez mais frequente.
O downsizing não ocorre apenas no tamanho dos motores. Também assiste-se a uma tendência de comprar carros de menor dimensão. E no geral vemos consumidores a sair de segmentos como o D e E e descerem um segmento, mas não vão ao encontro das tipologias tradicionais. Procuram, sobretudo, por crossovers.
Outro fenómeno curioso que se tem verificado é que os crossovers têm andado a absorver as vendas que antes eram direccionadas para coupés/roadsters. O "sport" já não significa uma criatura impraticável e baixinha. Veja-se o Macan, o Evoque, o X6/X4, ou até o GLA AMG.
Por isso vê-se parcerias estranhas: Mazda a ceder base do Mx5 à Fiat. Toyota e Subaru com o GT86/BRZ. E agora Toyota e BMW, de onde nascerá o sucessor do Z4.
É dificil justificar o investimento em coupés/roadsters criados de raiz para tal, porque o mercado para estes também não pára de contrair.
Os crossovers estão a papar tudo, retirando vendas a muitas tipologias e segmentos...
Crossovers, SUV's e afins ou como os quiserem chamar deverão ser, previsivelmente, a força dominante nas tabelas de vendas um pouco por todo o mundo no final da década.
E com a quantidade de modelos previstos para chegarem ao mercado nos próximos anos, não dúvido muito de tal cenário.
A não ser que aconteça algum tipo de "desgraça" que oriente o mercado noutra direcção.