[Economia] Amor e uma conta bancária...?

Amor e uma conta bancária...?


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Sou político, portanto a minha mulher sabe mas ao mesmo tempo não sabe o valor das contas lá das caimões.

De heranças, hã!
 
Sou político, portanto a minha mulher sabe mas ao mesmo tempo não sabe o valor das contas lá das caimões.

De heranças, hã!

Por acaso o caimões era grande poeta... tanto que deram o seu nome a umas ilhas. E dizem que Portugal é pequenino...
 
eu estou como 2º titular das contas dela, ela com 2º titular das minhas contas, logo no homebanking aparece tudo, não há nada a esconder
 
ps : atenção que sei o nome correcto das ilhas, estava apenas a dar uma de bom poeta lusitano[;)]

Em terra de cego, quem tem olho é rei[:D]
 
Como não vivemos mesmo juntos não temos de saber as poupanças um do outro. Mas sei á partida que apesar dela gastar mais, tem mais dinheiro. Ganha mais que eu e o pai dela ganha muuuuito mais que o meu.
Eu tenho olho pra coisa. Isso e sou um anjo de moço, também ajuda.
 
- as vossas caras metade sabem quais os valores das vossas poupanças pessoais...?
Sabe e não vejo porque não o deveria saber. Cada um sabe da conta do outro e se um está a gastar mais dinheiro no quotidiano o outro procura um equilíbrio porque a maior parte das despesas são comuns.
Mas sem grandes preocupações, porque o dinheiro é apenas um bem necessário para termos uma vida minimamente condigna e podermos fazer uma extravagância de longe a longe senão a coisa não tinha piada.
Acho que esconder uma coisa entre o casal demonstra uma falta de abertura e de confiança no outro. Só não o revela quem tem algo a esconder e isso é lamentável.

Como exemplo acho que o paradigma da máxima estupidez e o mínimo amor foi o caso do casal de namorados que ganharam o euromilhões e que correram para os tribunais para poder cada um deles ficar com o dinheiro todo (como se aquilo não chegasse para os dois:sh)).
Se calhar muitos casais têm o seu caso de euromilhões entre eles, porque em vez de partilharem o que têm contribuindo para a felicidade comum, têm um oceano de egoísmo e desconfiança entre eles que se chama tudo menos amor.
 
Last edited:
Boa tarde meus caros,

Ora.... estava ontem em conversa com algumas pessoas amigas, e veio à baila um tema engraçado [:D]
Uns diziam que é mais normal "A", outros diziam "B" e outros ainda diziam "Z".

Alguns de vós têm conjuges, namoradas(os), amigas(os) coloridas(os), entre outras companhias.
Quando toca à questão bancária, boa parte dos casais têm uma forma de gestão de finanças que é basicamente o seguinte:
- cada um tem as suas contas pessoais
- existe uma conta para as despesas da casa, que é alimentada pelas partes

Ora, a questão gira então em torno disto:
- as vossas caras metade sabem quais os valores das vossas poupanças pessoais...?

Votem na pol que aqui está em cima, e mostrem como vêm confidencialidade das vossas poupanças financeiras [;)]

Obrigado [;)]

Cumps

Edit:
Na sondagem:
- cônjuge = marido / esposa
- companheiro = namorado(a) e equiparados

As contas lá de casa são conjuntas, toda a gente sabe quanto há a todo o momento....
 
Acho saudável haver alguma separação.

O facto de 2 pessoas viverem juntas não quer dizer que não possam ter alguns recantos de privacidade e espaço só seu.
 
Vou contra a corrente do tópico mas...não acho saudável termos acesso ou conhecimento do status da conta-corrente da cara-metade. É intrusivo e põe em causa a liberdade do outro.

Sou completamente contra essa ideia de que se tem que partilhar tudo (literalmente tudo) na vida de um casal. Se se não se partilha tudo, é porque não gostas (verdadeiramente) de mim. Porque só gostas mesmo de mim se eu souber, aos cêntimos, quanto tens na conta, onde tomaste o pequeno-almoço no outro dia e onde estavas às 17h55 na quinta-feira passada. E com quem.

Outra coisa é partilharem-se contas para poupanças, investimentos, e ter-se património em comum. Óbvio que se um casal não partilha financeiramente nada, não existe confiança.

Portanto, acho que tem que haver espaço para o que é comum mas também para o que não é dado que não nos anulamos por vivermos e partilharmos a vida com alguém. Há só coisas que eu simplesmente não devo, não quero saber nem acho saudável saber.

Mas admito que estou a replicar -aqui como em muitas outras coisas- o modelo em que cresci. Nunca o meu pai teve conhecimento/acesso/mandou bitaites sobre a conta-corrente ou despesas da minha mãe e vice-versa. É algo impensável quando se baseia uma relação na confiança e responsabilidade.
 
Acho saudável haver alguma separação.

O facto de 2 pessoas viverem juntas não quer dizer que não possam ter alguns recantos de privacidade e espaço só seu.

Sem dúvida.

O problema é quando esse "recanto" se traduz numa casa que fica "esquecida", porque quando a pessoa morre, ninguém sabe da existência dela, ou porque existem umas contas recheadas, que ninguém sabendo da existência, acabam por ficar "perdidas"...
 
Vou contra a corrente do tópico mas...não acho saudável termos acesso ou conhecimento do status da conta-corrente da cara-metade. É intrusivo e põe em causa a liberdade do outro.

Sou completamente contra essa ideia de que se tem que partilhar tudo (literalmente tudo) na vida de um casal. Se se não se partilha tudo, é porque não gostas (verdadeiramente) de mim. Porque só gostas mesmo de mim se eu souber, aos cêntimos, quanto tens na conta, onde tomaste o pequeno-almoço no outro dia e onde estavas às 17h55 na quinta-feira passada. E com quem.

Outra coisa é partilharem-se contas para poupanças, investimentos, e ter-se património em comum. Óbvio que se um casal não partilha financeiramente nada, não existe confiança.

Portanto, acho que tem que haver espaço para o que é comum mas também para o que não é dado que não nos anulamos por vivermos e partilharmos a vida com alguém. Há só coisas que eu simplesmente não devo, não quero saber nem acho saudável saber.

Mas admito que estou a replicar -aqui como em muitas outras coisas- o modelo em que cresci. Nunca o meu pai teve conhecimento/acesso/mandou bitaites sobre a conta-corrente ou despesas da minha mãe e vice-versa. É algo impensável quando se baseia uma relação na confiança e responsabilidade.

Em caso de morte como vais saber qual o património exacto da tua companheira? Alguém sabe? E se alguém mais sabe, achas normal "terceiros" saberem e tu não saberes, que és companheiro dela?
 
Cada vez menos me espanto com o número de divórcios que existem.....quando as pessoas se casam/juntam já a contar com a separação e ciosas do que é seu e do seu espaço, a coisa começa logo mal
 
Como sou solteiro,a única pessoa que sabe o que tenho e tem acesso ás contas é a minha Mãe.
Escolhi a minha Mãe por ser a pessoa de maior confiança que tenho e que caso algo me aconteça saiba o que vai buscar.
Já tive algumas namoradas e nenhuma delas alguma vez soube aquilo que tinha.
Mas se um dia casar/viver junto não terei qualquer problema em partilhar essas informações com a minha mulher.
 
Cada vez menos me espanto com o número de divórcios que existem.....quando as pessoas se casam/juntam já a contar com a separação e ciosas do que é seu e do seu espaço, a coisa começa logo mal

Se começa mal, ficar pior é mais difícil.

O que acontecia há uns tempos era o pessoal mandar-se de cabeça e depois acabava mal... Agora entrando com "juizinho" e alguma equidade, se algum dia acabar, será tudo mais fácil.
 
Em caso de morte como vais saber qual o património exacto da tua companheira? Alguém sabe? E se alguém mais sabe, achas normal "terceiros" saberem e tu não saberes, que és companheiro dela?

Na minha opinião apenas me interessa saber o património conseguido durante a união, pelo nosso trabalho. Esse considero comum. O que vem de trás, interessa(rá) aos nossos filhos, não a mim.

Como tal não existe necessidade de conhecer a conta-corrente da minha companheira, nem ela a minha quando as poupanças e investimentos conseguidos desde que vivemos juntos estão no nome dos dois e são feitos na base da confiança que eu meto lá x, tu y, de acordo com o que podemos e com os objectivos estipulados.

Portanto o que me escapa ao conhecimento do património exacto dela em caso de morte, como dizes, corresponde então:
- ao que não é meu ("herança"), logo não preciso de saber.
- conta-corrente que não terá mais que 2/3 ordenados de acordo com a forma como costumamos gerir a casa; eu confio, não preciso de saber quanto lá está.

No meu caso particular que já estou nesta relação há alguns anos, na prática estamos casados, os meus sogros tratam-me como um filho e, obviamente, que vou sabendo do património dela por alto até porque eles fazem questão que eu saiba (tenho a sensação que saberei até mais que ela [:D]). E ela também vai sabendo do meu lado (se bem que é mais fácil, há menos a saber [:D]).

Em caso de morte, podia "escapar-me" muita coisa da parte dela, sim. Mas como eu não considero isso meu, não me interessa que escape.
O que me interessa é o que temos em comum. E o que ela faz ou deixa de fazer com o dinheiro que ganha e que fica fora do que conjuntamente "poupamos"/investimos, não me diz respeito.
 
Last edited:
Como não vivemos mesmo juntos não temos de saber as poupanças um do outro. Mas sei á partida que apesar dela gastar mais, tem mais dinheiro.Ganha mais que eu e o pai dela ganha muuuuito mais que o meu.
Eu tenho olho pra coisa. Isso e sou um anjo de moço, também ajuda.

Basicamente é isto que verdadeiramente interessa. [:)]

Infelizmente eu não tive tanta sorte mas também ninguém acerta sempre. Ainda por cima conhecendo o pai dela como conheço, era logo promovido a "filho do patrão", carro de serviço, etc. [:cool:]
 
Na minha opinião apenas me interessa saber o património conseguido durante a união, pelo nosso trabalho. Esse considero comum. O que vem de trás, interessa(rá) aos nossos filhos, não a mim.

Como tal não existe necessidade de conhecer a conta-corrente da minha companheira, nem ela a minha quando as poupanças e investimentos conseguidos desde que vivemos juntos estão no nome dos dois e são feitos na base da confiança que eu meto lá x, tu y, de acordo com o que podemos e com os objectivos estipulados.

Portanto o que me escapa ao conhecimento do património exacto dela em caso de morte, como dizes, corresponde então:
- ao que não é meu ("herança"), logo não preciso de saber.
- conta-corrente que não terá mais que 2/3 ordenados de acordo com a forma como costumamos gerir a casa; eu confio, não preciso de saber quanto lá está.

No meu caso particular que já estou nesta relação há alguns anos, na prática estamos casados, os meus sogros tratam-me como um filho e, obviamente, que vou sabendo do património dela por alto até porque eles fazem questão que eu saiba (tenho a sensação que saberei até mais que ela [:D]). E ela também vai sabendo do meu lado (se bem que é mais fácil, há menos a saber [:D]).

Em caso de morte, podia "escapar-me" muita coisa da parte dela, sim. Mas como eu não considero isso meu, não me interessa que escape.
O que me interessa é o que temos em comum. E o que ela faz ou deixa de fazer com o dinheiro que ganha e que fica fora do que conjuntamente "poupamos"/investimos, não me diz respeito.

Só uma pergunta: em caso de morte dela quem é o principal responsável por defender o interesse dos teus filhos?
 
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