Desenho menos conseguido porquê? Pessoalmente gosto mais do concept anterior, mas também gosto deste, é para mostrar que afinal a Audi também sabe fazer coisas diferentes. [

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Esse peso todo será por causa das baterias do motor eléctrico...
A audi poderia ter aqui uma oportunidade de ouro para dar forma a um hipotético grupo B do séx XXI.
Na competição a palavra de ordem é downsizing com pequenos motores sobrealimentados. Como acontecia e no geral acontece desde há muito com carros de Rallye.
O que faz a Audi? big-V8! Sempre dá para justificar melhor o preço que deverão pedir por isto.
O Sport Quattro original é uma versão retalhada e musculada do ur-Quattro, glorioso na sua desproporção (dê por onde der, o Sport Quattro nunca será ícone de beleza), com uma distância entre eixos curta, tudo com o objectivo de potenciar a sua agilidade.
Esta nova iteração, apesar de mais curto que o carro dador, o A5/Rs5, tem uma distância entre-eixos superior. E apesar de melhor proporcionado que o Sport Quattro original, não consegue ser superior ao concept de 2010, onde a sua carroçaria mais compacta, e estilo mais apurado, permite uma muito maior tensão visual e maior efectividade das soluções estilisticas apresentadas. Este novo parece bem mais vulgar, como uma variante de carroçaria do Rs5.
De qualquer forma, se era para homenagear o compacto e ligeiro Sport Quattro, porquê o gigantismo?
Isto acaba sempre por parecer um deficiente exercício de marketing. A Alfa Romeo teve mais sucesso com o seu exercício de marketing, o 8C, apesar de longe de perfeito. Não substituia directamente nada, mas evocava o espirito dos anos 60 dos coupes GT's que proliferavam nessa altura.
Este Quattro evoca um modelo em específico, mas não poderia estar mais longe das permissas que lhe deram origem. A Audi precisava de conseguir emular algumas das características base do Sport Quattro, como compacticidade e agilidade.
Este Sport Quattro, ao contrário do concept de 2010, está bastante próximo do modelo de produção.
Talvez tenha sido a única forma de viabilizar o business case da criatura, diminuindo a quantidade de alterações necessárias à base do A5.
Mas acabou por transformá-lo numa coisa que nada tem a ver com o Sport Quattro original. Pode ter alguns ecos visuais, mas a essência da coisa está em campos diametralmente opostos.
Não é feio, é apenas mais vulgar e menos conseguido no seu todo que o carro de 2010.
E esses 2.5l/100, como em qualquer consumo homologado, deve ser em condições muito particulares, ou seja, em que a maior parte da deslocação seja apenas em modo eléctrico, pelo que o V8 é apenas lastro maior parte do tempo. Quem quiser usar os 700cv combinados da criatura terá mesmo de aceitar que um V8 não é só fama de guloso, tem também proveito.
EDIT: para perceber como este carro-conceito (À brasileiro) é "errado" do ponto de vista... conceptual, imaginem uma Lancia fazer um novo Deltona numa base encurtada de um Dodge Challenger e colocar um par de turbos no V8.