Também concordo que o crash às vezes peca por algum exagero como fala a respeito da "facilidade" em retirar peso aos veículos. Nisso e em fazer low-cost inovadores com facilidade ehehe (discussão de há anos lol).
Não é nada fácil. E é muito caro.
Mas quando surgir aí o i3 a tocar nos 50k, poderemos ver isso com uma claridade absoluta :sh)
Como perder 20% de peso num automóvel sem aumentar custo... pela Lotus Engineering.[

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1700kg de Toyota Venza passam a pouco mais de 1400kg.
http://blogs.insideline.com/straightline/Mass_reduction_final_2010.pdf
No caso da BMW, e sendo o i3 algo 100% eléctrico, maior percentagem dos custos são reflexo do pack de baterias. O uso de fibra de carbono no módulo central até permitiu reduzir custos, já que com a perca de peso, permitiu usar um pack menor de baterias para autonomia equivalente. E como eles conseguiram quebrar o enguiço (e não esquecer os avanços da Mclaren nesse campo, igualmente) em industrializar a produção de fibra de carbono, o custo é 3 a 4 vezes inferior ao que até agora era necessário. E segundo a própria BMW, a fibra de carbono entrará em paridade de custo com o aluminio dentro de poucos anos.
Um artigo interessante sobre o tema
Carbon Fiber Comes of Age - Motor Trend
Low-cost inovadores...
Dá um salto ao site do Gordon Murray, a propostas já com uns anos da Fioravanti e como reduzindo o número total de componentes permite ganhos substanciais nos custos, ao projecto de design industrial que foi o primeiro Fiat Panda... sei lá, o que não falta por aí são exemplos para se conseguir fazer mais ou pelo menos o mesmo com muito menos. Apesar dos criacionistas terem-se apropriado do termo "intelligent design", é precisamente aquilo que mais tem faltado À indústria auto.
Mais um artigo que trata do aumento de eficiência na linha de produção, possibilitando mais uma vez, redução de custos, e que por sua vez, poderão afectar o preço dos automóveis.
Radical New Way to Build Vehicles
E para mais, BMW, Audi e Mazda já se fartaram de publicitar programas de dieta que ainda não começamos a ver totalmente a sua extensão. E eles sabem que têm de contornar a questão do peso sem aumento de custos para o consumidor e sem afectar negativamente margens de lucro.
A demora para termos uma realidade automóvel como aquela que eu costumo defender, deve-se ao próprio gigantismo da indústria. Estamos a falar de grandes grupos industriais, que têm estratégias optimizadas para o minimo de componentes partilhado pelo maior número de modelos possivel. Acontece intra e inter grupos ou construtores.
É como fazer uma inversão de marcha rápida com um superpetroleiro. Simplesmente não dá.
Uma mudança nos processos ou nas técnicas, levaria a que um grupo tivesse de se reinventar, mandando tudo o que tinha antes para o lixo.
Veja-se o caso do UP!. O layout de tudo atrás do concept obrigaria a um investimento extra de 700 milhões de euros, porque seria necessário conceber um sem número de componentes especificos (que fugiriam dos preciosos módulos do grupo VW) para o modelo. E isto, apesar de ser um carro que será partilhado por diversas marcas e com múltiplas carroçarias, com produção na casa das centenas de milhar. E falamos num dos maiores grupos auto mundiais com lucros consideráveis ainda no ano que passou.
Veja-se o exemplo da Mazda. O programa Skyactive é basicamente começar do zero. O Cx-5 é o primeiro modelo desse programa e partilha nada com qualquer outro modelo Mazda actual. Mas sendo um construtor relativamente pequeno torna-se mais fácil reorientarem-se noutra direcção.
Mas já chega de off-topic, regressemos ao M3 e aos seus multiturbos