Que confusão ai vai... O "private equity" também tem o seu lugar e como em tudo na vida, tem coisas que são boas e tem outras que nem tanto. Agora, há situações para as quais ainda não inventaram nada melhor e acabar com um setor porque no meio há alguns "fundos abutres" é uma situação típica de atirar fora o bebe com a agua do banho.
Por exemplo, quando o Estado tinha o fardo do Novo Banco, com obrigações muito claras impostas externamente de se ver livre dele, ou liquidar, com prejuízos brutais recorrentes, a precisar de uma restruturação da cabeça aos pés, a precisar de mais capital, de tempo para limpar a imagem. Qual era a solução? Colocar em bolsa? Imagino um IPO a uma empresa em falência técnica e logo de seguida fazer um aumento de capital... Boa sorte nisso... Ou entregar mais uma empresa portuguesa ao governo chines?
Apenas fundos com capacidade para bloquear o investimento durante 10 anos ou mais, com capacidade para gerir empresas com a complexidade de um banco, com a experiencia necessária para fazer uma reestruturação com sentido, para modernizar, com capacidade para injetar mais capital em caso de necessidade é que podiam cumprir esse papel. Isso é a exata definição de private equity.
É claro que depois, como em tudo na vida, há maus exemplos, de fundos que colocam as empresas a endividar-se para extrair os investimentos sob a forma de dividendos acima dos lucros, ou os casos de restruturações onde além das unhas cortam metade dos dedos, com disrupções na forma como as empresas funcionam e nos serviços que prestam. Etc.. Etc.. Mas ai é o que é, se for gestão danosa aplique-se a lei.