Bolsa e investimentos

Governo aprova em Conselho de Ministros

Certificados de aforro têm novas regras

2008/01/24 16:07

Alteração de formas de cálculo e mais operações pela InternetO Governo aprovou esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, um novo regime geral do sistema de Certificados de Aforro (CA).
O objectivo desta medida é, além de manter os direitos adquiridos de quem já subscreveu, permitir que o produto de aforro continue a ser disponibilizado «com uma remuneração global razoável face aos actuais níveis das taxas de juro e às rendibilidades dos produtos alternativos com o mesmo perfil de risco», revelou o Ministério das Finanças em comunicado.
Além disso, passa também a ser possível fazer-se subscrições e amortizações antecipadas através da Internet.
Assim, esta quarta-feira, foram publicadas em Diário da República duas portarias, determinando a alteração da forma de cálculo da actual «série B» e o seu encerramento a novas subscrições e a criação simultânea de nova «série C», com características diferentes.
Ainda de acordo com o Governo, a nova série terá um menor valor unitário (1 euro) e um menor valor máximo de subscrição (100 mil unidades), direccionando este produto para os pequenos aforradores.
No novo regime também se abandona a TBA como taxa aplicável e passa a haver indexação à Euribor.
A taxa de remuneração base da «série C» é superior à da «série B» modificada em quase 1 por cento e é também superior à taxa da anterior «série B» em 0,1%.

«O prémio de permanência máximo foi aumentado para 2,5%, mas com uma graduação que lhe permite cumprir o seu papel de incentivo à poupança de longo prazo, sendo apenas atingido no final do nono ano de vida do CA. Ao fim de 10 anos, os CA são obrigatoriamente reembolsados ao aforrador, que poderá reinvestir em novos certificados», conclui o Ministério das Finanças.
Mudanças servem para reduzir «injustiça social»
Também ao nível da gestão do sistema foram introduzidas alterações: nomeadamente a criação de um registo central dos CA e a associação da conta junto do Instituto de Gestão do Crédito Público a um Número de Identificação Bancário (NIB), permitindo assim o aumento da flexibilidade na realização de operações através da Internet.
Com esta reforma, o Governo reitera «a importância social dos Certificados de Aforro e enquanto instrumento de poupança, mas reduz a injustiça social que lhes estava associado, dados os elevados custos, suportados pelos contribuintes, que este produto tinha quando comparado com produtos alternativos».

fonte: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=907401&div_id=1730

mais informação em: www.igcp.pt
 
Para quem já tem, mantem-se tudo +- na mesma, para novos subscritores mudou para pior...

Ora vê:

«Assim, esta quarta-feira, foram publicadas em Diário da República duas portarias, determinando a alteração da forma de cálculo da actual «série B» »

Parece que não fica tudo na mesma....:sh)
 
...e quanto aos Certificados de Aforro...ninguém comenta? :(


È mais uma jogada sem sentido do Governo. Para poupar uns 190Mio e reduzirem o peso do serviço da dívida pública, defraudam as expectativas de muitos milhares de portugueses pequenos aforradores, que por sinal até são os mais velhos e menos endinheirados, que por não terem acesso (por desconhecimento e/ou falta de meios) a produtos financeiros bancários mais sofisticados, sempre viram nos certificados de aforro uma forma de poupança segura.
Agora, não só vêm aumentar a maturidade do aforro (o prazo mínimo passa a ser de 10 anos), como ainda vêm baixar a rentabilidade. O que, do ponto de vista da estruturação de um produto de aforro, é uma perfeita incongruência. Quanto maior o prazo do empréstimo (um crt. aforro é um empréstimo do cidadão ao Estado), maior o risco, logo maior o retorno exigido,certo? Segundo o governo, parece que não![8b]
Por outro lado, é uma no cravo e outra na ferradura. O ministro agora diz que o Estado não pode subsidiar a poupança, numa interpretação neo-liberal das coisas. Mas para criar PPRs estatais e dar benefícios fiscais a estes no IRS, a justificaçãzo já não serve.

Meus amigos, a explicação é só uma: contabilidade! As contas são simples e qualquer merceeiro as faz: É preciso reduzir o défice e o peso da dívida pública (e do serviço da dívida- juros), porque o pacto de estabilidade assim o obriga. E o governo corta a direito, atacando em primeiro lugar os direitos dos mais pobres, porque estes têm menos força e menos capacidade de retaliar!
 
Gosto muito do JdN (sem ironia).

A última gaffe que eu tenha conhecimento foi o director ter ido ao telejornal a um Sábado dizer que era altamente improvável aparecer uma lista concorrente à do Cajo e no Domingo aparecer o Cadilhe em directo a confirmar a sua candidatura e a elencar os elementos da lista!
 
Gosto muito do JdN (sem ironia).

A última gaffe que eu tenha conhecimento foi o director ter ido ao telejornal a um Sábado dizer que era altamente improvável aparecer uma lista concorrente à do Cajo e no Domingo aparecer o Cadilhe em directo a confirmar a sua candidatura e a elencar os elementos da lista!
Que dizer do BPI??

Mais de 1,2 mil milhões de desvalorização em menos de 15 dias de negociação!


Só de pensar que vendi as minhas há mais de 3 euros atrás!lol
 
Já agora, qual será a imprensa de especialidade com maior credibilidade???... é que nesta área, o que não falta são "Bluff" da imprensa!!!![;)]


Bluffs e às vezes mentiras redondas. Para já não falar de gaffes. Quantas vezes não trocam "milhões" por "milhares de milhões" e vice-versa, e se enganam a calcular simples taxas de crescimento, ou como vi ontem, se referiam por mais que uma vez à "Alliance" quando estavam a falar da "Allianz"? Dá a ideia que não percebem nada do que escrevem... o que a ver bem até pode ser verdade, porque hoje em dia a maioria da imprensa não passa de veículo das agências de comunicação...
 
Bluffs e às vezes mentiras redondas. Para já não falar de gaffes. Quantas vezes não trocam "milhões" por "milhares de milhões" e vice-versa, e se enganam a calcular simples taxas de crescimento, ou como vi ontem, se referiam por mais que uma vez à "Alliance" quando estavam a falar da "Allianz"? Dá a ideia que não percebem nada do que escrevem... o que a ver bem até pode ser verdade, porque hoje em dia a maioria da imprensa não passa de veículo das agências de comunicação...
Ainda compreendo essas trocas de milhares por milhões. Ontem no telejornal em rodapé dava conta da fraude de 5.5 milhões, mas dps o Rodrigues dos Santos disse bem 5.5 mil milhões.


Ridiculo foi o Constâncio dizer que uma das razões pelas quais emitiu o comunicado a desaconselhar a candidatura dos antigos dirigentes do BCP foi a pressão dos média!
 
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