Bolsa e investimentos

Uma dúvida:

Tenho certificados de aforro da Categoria E subscritos e agora queria, pela primeira vez, subscrever certificados da Categoria F. Numa altura em que decida fazer o resgate posso decidir se pretendo resgatar os da Categoria E ou F? De facto, se essa situação se colocar preferia resgatar os da Categoria F.
 
Uma dúvida:

Tenho certificados de aforro da Categoria E subscritos e agora queria, pela primeira vez, subscrever certificados da Categoria F. Numa altura em que decida fazer o resgate posso decidir se pretendo resgatar os da Categoria E ou F? De facto, se essa situação se colocar preferia resgatar os da Categoria F.
Podes.
 
Fantástico!

Comentário no Reddit
Consider that this piece is from the journalists who exposed Wirecard. That's strong chops


A questão é que fazer análises fundamentais à Tesla não vai nunca explicar o preço.

A Tesla teve uma primeira vaga de valorizações irrealistas porque prometia uma coisa que todos achavam impossível: fazer dos carros elétricos uma proposta mainstream. Eles fizeram isso, nos últimos anos alguns modelos da Tesla foram os mais vendidos a nível mundial. Conseguiriam fazer isso com níveis de eficiência na produção absolutamente inalcançáveis para os incumbentes no mercado. A Tesla fabrica os seus carros com um custo que chega a ser mais de 10 mil euros inferior a um equivalente europeu.

Agora a promessa da Tesla é que estão num patamar acima de todos os outros no que toca à condução autónoma. Se isso acontecer, logo para começar a Tesla vai simplesmente limpar o mercado dos TVDE's.

A grande questão da cotação da Tesla não é saber se as vendas de hoje, ou os lucros justificam a cotação, é saber se mais uma vez vai cumprir a promessa que fez, ou se desta vez falha. Se a Tesla conseguir chegar ao mercado com uma vantagem significativa, a cotação atual será certamente um ponto de entrada super interessante. Se a condução autónoma começar a falhar de forma global e estivermos a olhar apenas para o modelo de negócio da construção de carros, acho que a Tesla vai ter a vida dura a competir com os chineses e ainda vai corrigir muito.


Posto isto, eu tenho 0,69% dos meus investimentos na Testa, porque é exatamente o que está presente nos ETF's em que invisto ... Há muito tempo que deixei de tentar adivinhar o futuro, invisto apenas com base no que efetivamente é informação conhecida e com base nisso a Tesla enquanto ação individual não me interessa minimamente.
 
Last edited:
Não sei há quando tempo cá andas, mas eu já vivi estes ciclos vezes suficientes para saber que é sempre diferente, mas depois, no fim, para o investidor que segue regras sensatas de diversificação e gestão do risco que consegue tolerar, no fim, é sempre igual.

A única vez que para mim foi um bocado diferente foi em 2022, porque os estabilizadores tradicionais de um portfólio, em especial as obrigações governamentais, caíram brutalmente ao mesmo tempo que as ações caiam. O que levou a que os rebalanceamentos que normalmente faço de forma contracíclica não tenham sido possíveis.

De resto, tenho trabalhado mais ou menos na área desde a recuperação do crash das dot com e é sempre igual. Achar que o mundo agora está diferente comparado com o que se passou em 2008-2013 por exemplo, é para meninos, numa altura o mundo todo estava a estar a entrar em colapso e tu nem sabias se o teu broker ia sobreviver, quanto mais se devias manter os investimentos em ações. Ou o que dizer das primeiras semanas da pandemia? Em que nem sequer podias sair de casa, as empresas todas a fechar e os mercados a cair mais de 30%? E agora, fazendo zoom out aos gráficos e olhando em perspectiva, as regas básicas mantém-se intocadas. Neste momento, apesar da grande guerra de palavras, esta negociação de feirante, etc.. etc.. o mundo manté-se igual, 2ª feira irei trabalhar, no dia certo receberei o meu salário, não falta nada na prateleiras dos supermercados, as empresas continuam a dar lucro e os obrigacionistas continuam a paga aos credores.

Como é óbvio, há crises que alteram brutalmente os equilíbrios que havia antes da crise. Países que ganham, países que perdem, setores que colapsam, setores nascentes que disparam. Basta pensar no Japão que chegou a dominar 50% da capitalização bolsista e teve uma bolha que quando rebentou levou mais de 30 anos para voltar a um ATH, mas quem investisse no MSCI World, ou no FTSE AW em 1990, apesar do estoiro brutal de um pais que representava quase metade do indice, hoje estaria muitíssimo bem. Daí que em tempos de incerteza seja especialmente importante manter exposições globais, não fazer apostas muito grandes em nenhum setor ou país específico, ter atenção às exposições excessivas às mega caps que compõem quase em exclusivo muitos índices, fugir dos setores da moda e se fizerem isso, continuarem a investir, certamente vão acabar bem.

Excelente post. É isto mesmo. Todos tendemos a pensar que vivemos momentos de exceção, quando a única exceção reside no facto de que agora somos nós que estamos a viver estes momentos e portanto estamos a senti-los na primeira pessoa, quanto nos outros momentos não estávamos lá. Mas as leis dos mercados são as mesmas. Infelizmente, para a maioria das pessoas, estes ensinamentos só se aprendem por experiência própria e quando vivemos o tempo suficiente para termos passado por 3 ou 4 momentos "de exceção" é que percebemos que fizemos muita coisa mal. O segredo para atravessar crises, partindo do princícipio que se tem um protfoglio de investimentos bem estruturado (perspetiva de MLP, diversificação, títulos com fundamentais sóilidos, essas coisas todas) reside na maior parte das vezes em controlar a ansiedade e não fazer nada! Deixar passar o tempo. Historicamentem, quem não faz nada tem maior retorno do que quem anda sempre em cima do mercado, e ao primeiro crash vai a correr vender em perda para comprar obrigações ou ouro, ou lá o que for. Manter a calma dá mesmo bons resultados.
 
Em Abril vou recomeçar a reforçar alguns ETFs, de ações mundiais, mas também de mercados emergentes, China, sectoriais, etc. Ao contrário do meu gosto, vou entrar por tranches mensais ou bimensais ao longo dos próximos 6 meses. Não gosto muito de fazer dollar-cost averaging porque me dá trabalho, mas acho que nesta conjuntura de tanta volatilidade é o mais prudente.
 
Excelente post. É isto mesmo. Todos tendemos a pensar que vivemos momentos de exceção, quando a única exceção reside no facto de que agora somos nós que estamos a viver estes momentos e portanto estamos a senti-los na primeira pessoa, quanto nos outros momentos não estávamos lá. Mas as leis dos mercados são as mesmas. Infelizmente, para a maioria das pessoas, estes ensinamentos só se aprendem por experiência própria e quando vivemos o tempo suficiente para termos passado por 3 ou 4 momentos "de exceção" é que percebemos que fizemos muita coisa mal. O segredo para atravessar crises, partindo do princícipio que se tem um protfoglio de investimentos bem estruturado (perspetiva de MLP, diversificação, títulos com fundamentais sóilidos, essas coisas todas) reside na maior parte das vezes em controlar a ansiedade e não fazer nada! Deixar passar o tempo. Historicamentem, quem não faz nada tem maior retorno do que quem anda sempre em cima do mercado, e ao primeiro crash vai a correr vender em perda para comprar obrigações ou ouro, ou lá o que for. Manter a calma dá mesmo bons resultados.

Por isso se diz que a consistência é a parte mais difícil num investimento de longo prazo.
 
Excelente post. É isto mesmo. Todos tendemos a pensar que vivemos momentos de exceção, quando a única exceção reside no facto de que agora somos nós que estamos a viver estes momentos e portanto estamos a senti-los na primeira pessoa, quanto nos outros momentos não estávamos lá. Mas as leis dos mercados são as mesmas. Infelizmente, para a maioria das pessoas, estes ensinamentos só se aprendem por experiência própria e quando vivemos o tempo suficiente para termos passado por 3 ou 4 momentos "de exceção" é que percebemos que fizemos muita coisa mal. O segredo para atravessar crises, partindo do princícipio que se tem um protfoglio de investimentos bem estruturado (perspetiva de MLP, diversificação, títulos com fundamentais sóilidos, essas coisas todas) reside na maior parte das vezes em controlar a ansiedade e não fazer nada! Deixar passar o tempo. Historicamentem, quem não faz nada tem maior retorno do que quem anda sempre em cima do mercado, e ao primeiro crash vai a correr vender em perda para comprar obrigações ou ouro, ou lá o que for. Manter a calma dá mesmo bons resultados.

Obviamente tudo isso é verdade. Mas não é por isso que não deixam de ser de excepção.
Já houveram muitas pandemias, mas nós vivemo-la na 1ªpessoa. Isso faz com que deixe de ser uma excepção? Não me parece.
A queda das últimas semanas foi grande, e foi uma excepção no normal dos mercados, mesmo quando caem. Uma coisa que acontece 5 vezes em 70 ou 80 anos é pelo menos para mim uma excepção.
No resto e no que toca ao movimento dos mercados, é claro que quem aguenta terá mais tendência a sair-se melhor no mercado do que quem anda a tentar adivinhar.
 
Uh oh: https://www.zerohedge.com/economics/cbo-warns-us-treasury-could-default-soon-august


Which brings us to the latest report from the Congressional Budget Office published this morning which warned that the federal government could run out of enough money to pay all of its bills on time as soon as August if lawmakers fail to raise or suspend the debt limit, to wit:
The Congressional Budget Office estimates that if the debt limit remains unchanged, the government’s ability to borrow using extraordinary measures will probably be exhausted in August or September 2025. The projected exhaustion date is uncertain because the timing and amount of revenue collections and outlays over the intervening months could differ from CBO’s projections. (source)


On Monday, the Bipartisan Policy Center said that according to public data the Treasury will be forced to start defaulting on obligations sometime between mid-July and early October.
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Em Abril vou recomeçar a reforçar alguns ETFs, de ações mundiais, mas também de mercados emergentes, China, sectoriais, etc. Ao contrário do meu gosto, vou entrar por tranches mensais ou bimensais ao longo dos próximos 6 meses. Não gosto muito de fazer dollar-cost averaging porque me dá trabalho, mas acho que nesta conjuntura de tanta volatilidade é o mais prudente.

Como disse mais acima, agora compro à semana no ETF que segue o SP&500 e que iniciei em Janeiro e comecei logo a levar no pêlo [:cool:]
Parece que vai ser um ano mauzinho...
 
Não entendo o quê é que o Sr Trump quer fazer.
Destruir a economia mundial e seu belo prazer com estas tarifas idiotas? Tempos bem difíceis se avizinham para quem investiu em especial em ações/ETFs americanos.
 
Como disse mais acima, agora compro à semana no ETF que segue o SP&500 e que iniciei em Janeiro e comecei logo a levar no pêlo [:cool:]
Parece que vai ser um ano mauzinho...

ja somos dois...belo timing para investir, mas como é a longo prazo, é continuar a apostar (no meu caso, mensal) sem estar focado no "presente".

fingers crossed
 
Na pior das hipoteses teremos uma sequência parecida à da pandemia, mas com o risco de ser mais duradora e com um periodo de recuperação bem maior.
 
SP & chill

Se é para relaxar... SPYI. Ou VWCE...

Honestamente acho pouco avisado meter tudo no SP500, mesmo sendo o SP500 e sendo os EUA e isso tudo. Se olhar para os últimos 150 anos os mercados internacionais e os EUA vão alternando nas épocas de maior performance, e depois de uma década brutal, com valorizações de quase 14% ao ano, com um PE de quase 30, que compara com 16 na Europa, 14 nos emergentes, acho que é preciso ter muita fé para acreditar que nos próximos 10 ou 20 anos o SP500 vai continuar a subir da mesma maneira.
 
Se é para relaxar... SPYI. Ou VWCE...

Honestamente acho pouco avisado meter tudo no SP500, mesmo sendo o SP500 e sendo os EUA e isso tudo. Se olhar para os últimos 150 anos os mercados internacionais e os EUA vão alternando nas épocas de maior performance, e depois de uma década brutal, com valorizações de quase 14% ao ano, com um PE de quase 30, que compara com 16 na Europa, 14 nos emergentes, acho que é preciso ter muita fé para acreditar que nos próximos 10 ou 20 anos o SP500 vai continuar a subir da mesma maneira.

Se tivermos agora 1 ano mau ou se for mesmo para recessão e se prolongar por mais tempo e esvaziar os ganhos insustentáveis dos últimos 2 anos, penso que quem for comprando sempre DCA na epóca de baixa poderá colher frutos mais à frente.
Mas claro não é meter os ovos todos nisto. [;)]
 
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