Bolsa e investimentos

Palpita-me que esta semana pode ser a altura do pull back.

Não sei se o corte da nota do nivel da divida de AAA para AA1 por parte da Moody's, poderá ou não ser um pequeno catalisador!? Ou se o mercado louco como tem estado passa por cima disso também!

https://www.reuters.com/world/us/mo...vestor-worry-about-us-fiscal-path-2025-05-18/

Bom, recuperando um pouco o que tinha escrito ontem.. e não é que isto tenha muita importância no longo prazo, mas gosto de ir acompanhando as coisas à semana.
Esta semana sempre houve um pequeno pull back, não muito expressivo para já, de apenas 2,65%.

A semana que vem é mais curta, amanhã dia 26 os mercados nos EUA estão fechados.
No entanto terá alguns eventos que podem influenciar o andamento, entre eles:

- Os resultados da NVIDIA a seguir ao fecho de quarta feira (dia 28 de Maio)
- Dia 29 de Maio, a revisão da 1ª estimativa do GDP do 1º trimestre que foi de -0,3% para ver se se confirma os valores ou não.
- Dia 30 de Maio, os dados do CPE (personal consumption expenditures) price index.
 
Isso é tempoário.

O Dollar vai valorizar estrondosamente, todos os ativos vão perder contra o USD, inclusivé BTC e Ouro.

Dollar Milkshake Theory.

Que o dolar tem flutuações nós sabemos.
​​​​​​​
Apesar de não estar a par dessa teoria, as teorias nem todas são certeiras e podem ter pontos fracos.
 
Mantem a calma.
se não precisas do dinheiro
não vendas que perdes dinheiro e realizas a perda.
se estas a longo prazo isto vai passar.
Lembra que podes tambem comprar mais barato para compensar a perda dollar cost averaging!

Mantem a calma, não és o unico, os melhores fundos são negóciados em dolares então tem muitas pessoas na tua situação.

Calma que vai passar

Toma a situacao assim, o mercado esta em desconto de 13%.

Isto vai acontecer muitas vezes ao longo da tua historia como investidor.

Na verdade devemos comprar mais quando está em baixa e não quando o mercado esta a subir isto claro em um mundo perfeito.

Te recomendo ler o investidor inteligente de Benjamin graham. Isto vai te ajudar

Se estas a longo o prazo tens tambem que fazer um plano para te defender no fim quando vais retirar o dinheiro não tenhas o azar de cair em uma nova crise no momento de retirar as tuas economias.

A longo prazo não importa em que momento entras no mercado.

Apenas pessoas muito inteligentes e com don natural excepcional consegue prever o mercado com alguma precisão! Se é que isso existe.

Investe com disciplina mês a mês ou trimestre não ligues ao mercado na verdade nem olhes. Isso passa.

Obrigado pelas palavras, mas calma que já invisto à alguns anos. :)
Mas é certo que mais em ativos em euros para evitar mais essa variável do cambio do dolar ali pelo o meio no "jogo".

E neste caso que relatei como iniciei à pouco tempo, e está bem visivel a diferença de queda de uma coisa em relação à outra, alertou-me bem que esse cambio pode ser bem prejudicial, apenas isso.

Agora essa frase a bold é bastante pertinente e já pensei nisso várias vezes, mas que estratégias a aplicar aqui?
Supondo que estás sempre a reforçar um ETF durante 20 anos e sabes que a tua meta para tirar é daqui a 20 anos. Nem mais nem menos.
Se o mercado estiver num pico é lindo... e se se tiver esse azar de cair numa crise tipo a de 2008 em diante...:sh)
 
Obrigado pelas palavras, mas calma que já invisto à alguns anos. :)
Mas é certo que mais em ativos em euros para evitar mais essa variável do cambio do dolar ali pelo o meio no "jogo".

E neste caso que relatei como iniciei à pouco tempo, e está bem visivel a diferença de queda de uma coisa em relação à outra, alertou-me bem que esse cambio pode ser bem prejudicial, apenas isso.

Agora essa frase a bold é bastante pertinente e já pensei nisso várias vezes, mas que estratégias a aplicar aqui?
Supondo que estás sempre a reforçar um ETF durante 20 anos e sabes que a tua meta para tirar é daqui a 20 anos. Nem mais nem menos.
Se o mercado estiver num pico é lindo... e se se tiver esse azar de cair numa crise tipo a de 2008 em diante...:sh)

Mas só vais retirar TUDO se for para comprar uma casa ou algo assim (e mesmo assim pode usar um credito colateral).
Para a reforma uma pessoa faz um DCA ao contrário, isto é, retiradas médias mensais....

Não vejo por isso necessidade de retirar tudo de uma vez só...
 
Mas só vais retirar TUDO se for para comprar uma casa ou algo assim (e mesmo assim pode usar um credito colateral).
Para a reforma uma pessoa faz um DCA ao contrário, isto é, retiradas médias mensais....

Não vejo por isso necessidade de retirar tudo de uma vez só...

Para a reforma(se lá chegar) tenho um fundo de pensões, que esse sim, sei que pelo menos uma boa parte será convertido num complemento de reforma mensal..
Neste ETF em particular não o estava a planear pelo menos como 1º objectivo, num complemento de reforma como o "fundo de pensões".
 
Obrigado pelas palavras, mas calma que já invisto à alguns anos. :)
Mas é certo que mais em ativos em euros para evitar mais essa variável do cambio do dolar ali pelo o meio no "jogo".

E neste caso que relatei como iniciei à pouco tempo, e está bem visivel a diferença de queda de uma coisa em relação à outra, alertou-me bem que esse cambio pode ser bem prejudicial, apenas isso.

Agora essa frase a bold é bastante pertinente e já pensei nisso várias vezes, mas que estratégias a aplicar aqui?
Supondo que estás sempre a reforçar um ETF durante 20 anos e sabes que a tua meta para tirar é daqui a 20 anos. Nem mais nem menos.
Se o mercado estiver num pico é lindo... e se se tiver esse azar de cair numa crise tipo a de 2008 em diante...:sh)

Não te posso responder muito objetivamente, porque não quero que tomes decisões com base apenas no que digo aqui.
Tudo depende do que queres fazer. Se realmente pretendes retirar o dinheiro no fim do prazo, então, 5 anos antes da data (ou até mais), podes começar a passar progressivamente para obrigações e ativos estáveis de elevada qualidade. Assim, estarás protegido contra eventuais crises no momento da retirada.

Outra opção é manteres os teus ativos com uma boa diversificação estável, em vez de os venderes, fazes um crédito colateral junto da corretora. Nessa modalidade, pagas juros baixos, não pagas impostos sobre mais-valias (porque não vendes), e continuas com os teus ativos a render no mercado. Além disso, esses ativos podem ser passados por testamento para os teus filhos, que herdarão uma conta rentável e geradora de rendimento ao longo do tempo no qual eles a podem admistrar os teus ganhos e tua divida e assim em frente, a conta tem que ser admistrada.
eu optei por esta opção


Ainda tens tempo de decidir o que é melhor para ti, pesquisa bem o assunto, fala com o teu banco de confiança se precisares as vezes eles podem ser úteis.

Uma coisa que esqueci de mencionar acima: escolhe uma corretora reconhecida transparente e de confiança, nada de Trade Republic ou Revolut.
 
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Que o dolar tem flutuações nós sabemos.

Apesar de não estar a par dessa teoria, as teorias nem todas são certeiras e podem ter pontos fracos.


No curto e médio prazo as variações cambiais são relativamente imprevisíveis e podem ser violentas, que é o que estás a sentir e com uma desvalorização que historicamente não é nada de especial, ainda há umas semanas escrevi ai sobre as teorias dos ciclos do dólar, procura uns posts para trás, pode interessar-te. Por isso deves ter um cabaz diversificado e se o teu horizonte temporal for relativamente curto, tens de ponderar investir com hedging ao EURO.

No longo prazo é entendimento comum que o cambio, para quem tiver um cabaz de investimentos exposto a ativos diversificados e for investindo de forma regular em momentos diferentes, é neutro. Quando as moedas desvalorizam normalmente acontecem coisas que tendem a fazer os ativos desses países crescer mais depressa, quando valorizam acontece o inverso.

Por exemplo, quando o dólar desvaloriza, as empresas americanas para nós europeus passam a valer menos, mas ao exportar, os seus produtos ficam mais baratos nos mercados de destino, pelo que vão conseguir vender mais, por outro lado, para os americanos os produtos europeus ficam mais caros por causa da valorização do Euro, pelo que vão importar menos e consumir mais produção interna. Isso fará com que os lucros tendam a crescer mais e as cotações a subir. Vão começar a exportar mais pelo que o dólar tenderá a voltar a valorizar... É claro que o mundo é um bocado mais complexo do que isto, as multinacionais com ativos em moedas diferentes turvam um bocado as coisas, há os ciclos de crédito, etc.. etc.. etc...

Mas, ainda assim, o entendimento é que no longo prazo o efeito é suficientemente neutro e as evidencias parecem provar a tese:

Por exemplo, o Euro foi estabelecido enquanto moeda oficial a 01/01/1999 (embora as moedas e notas físicas só tenham começado a circular a 01/01/2002, as moedas nacionais nessa data ficaram com um cambio fixo e a comportar-se como uma moeda única).

Repara na apreciação relativa do dolar desde essa data até hoje:

image.png - Click image for larger version  Name:	image.png Size:	62.6 KB ID:	14600290

26 anos depois estamos praticamente aos mesmos níveis de Janeiro de 99.



Agora, parece-me pelos teus comentários é que se calhar tens um portfólio demasiado arriscado para o teu perfil e num abanão como o que tivemos em Abril não estás confortável. Se é o caso, vale mais reconhecer isso antes de um crash a sério e tomar medidas para que o teu portfólio seja mais resiliente a crises, do que numa queda violenta entrar em pânico e vender a perder. É a velha história do homem de 2 metros de altura que morreu afogado a atravessar um rio com 1 metro de profundidade média, em termos de tolerância de risco nunca devemos planear para tempos médios, mas para as tempestades, para garantir que sobrevivemos.

Embora 8 anos de taxas de juro negativas tenham feito muita gente virar-se para os portfólios 100% de ações, ou pior ainda, portfólios de ações + crypto ou outros ativos altamente voláteis, eu continuo a achar que os velhotes é que tinham razão, e a base de um portfólio deve ser sempre stocks + bonds e com rebalanceamentos periódicos.
 
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Mas, ainda assim, o entendimento é que no longo prazo o efeito é suficientemente neutro e as evidencias parecem provar a tese:


Agora, parece-me pelos teus comentários é que se calhar tens um portfólio demasiado arriscado para o teu perfil e num abanão como o que tivemos em Abril não estás confortável. Se é o caso, vale mais reconhecer isso antes de um crash a sério e tomar medidas para que o teu portfólio seja mais resiliente a crises, do que numa queda violenta entrar em pânico e vender a perder. É a velha história do homem de 2 metros de altura que morreu afogado a atravessar um rio com 1 metro de profundidade média, em termos de tolerância de risco nunca devemos planear para tempos médios, mas para as tempestades, para garantir que sobrevivemos.

Embora 8 anos de taxas de juro negativas tenham feito muita gente virar-se para os portfólios 100% de ações, ou pior ainda, portfólios de ações + crypto ou outros ativos altamente voláteis, eu continuo a achar que os velhotes é que tinham razão, e a base de um portfólio deve ser sempre stocks + bonds e com rebalanceamentos periódicos.

Este ETF SP&500 como disse aí antes, está programado para ter durante um horizonte temporal de 20 anos.
Neste ETF estou pouco alocado, comecei à menos de 4 meses. Prentendo sim investir mais aqui do que noutras frentes. Dado que já tenho muito mais em activos europeios e até nacionais.

O que quis realçar é que aqui levo com mais uma variavel, que é valor do dolar e nos outros não. Apenas isso.
Sem essa variavel neste momento estava com melhor performance. Mas como disseste isso vai ficar neutro com o passar do tempo.

Eu desde 2002 que possuo stocks e passei pela crise de 2008 que se arrastou até 2012..2013.. portanto sei o que é penar com 50% de perdas. Mas nunca vendi com perdas.

Em termos de portfólio, está mas é demasiado conservador ..com % superior de CA's do que (stocks + Fundos + ETFs + PPR's).
 
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Por outro lado, lembro-me do franco suíço a 100 escudos (0.5 euro): https://www.ecb.europa.eu/stats/pol...change_rates/html/eurofxref-graph-chf.en.html


Certo... Mas tal como eu disse, para o investidor de longo prazo isso é irrelevante, porque as ações das empresas suíças acabam por refletir largamente essa apreciação constante do Franco. Entre janeiro de 1999 e dezembro de 2023, o índice SMI (em EUR) teve uma taxa de crescimento anual composta de 6,86%, já o SP500, em EUR, tem tido taxas de crescimento superiores a 10%.
 
Este ETF SP&500 como disse aí antes, está programado para ter durante um horizonte temporal de 20 anos.
Neste ETF estou pouco alocado, comecei à menos de 4 meses. Prentendo sim investir mais aqui do que noutras frentes. Dado que já tenho muito mais em activos europeios e até nacionais.

O que quis realçar é que aqui levo com mais uma variavel, que é valor do dolar e nos outros não. Apenas isso.
Sem essa variavel neste momento estava com melhor performance. Mas como disseste isso vai ficar neutro com o passar do tempo.

Eu desde 2002 que possuo stocks e passei pela crise de 2008 que se arrastou até 2012..2013.. portanto sei o que é penar com 50% de perdas. Mas nunca vendi com perdas.

Em termos de portfólio, está mas é demasiado conservador ..com % superior de CA's do que (stocks + Fundos + ETFs + PPR's).


Então só tens de pensar que estas a comprar em saldo e segue em frente. No longo prazo o cambio é irrelevante.
 
"eu continuo a achar que os velhotes é que tinham razão, e a base de um portfólio deve ser sempre stocks + bonds e com rebalanceamentos periódicos"

Ora aí está uma opinião experiente e segura
Na verdade essa estrategia até bateu fundos

Sim os velhotes tinham e tem razao, nós com a ganância dos grandes ganhos e rápido acabamos por complicar o que afinal é simples ...mas no fim o grande sucesso está em chegar lá.
 
"eu continuo a achar que os velhotes é que tinham razão, e a base de um portfólio deve ser sempre stocks + bonds e com rebalanceamentos periódicos"

Ora aí está uma opinião experiente e segura
Na verdade essa estrategia até bateu fundos

Sim os velhotes tinham e tem razao, nós com a ganância dos grandes ganhos e rápido acabamos por complicar o que afinal é simples ...mas no fim o grande sucesso está em chegar lá.


Eu percebo que alguém com 20 anos, ainda com pouco capital acumulado e com a vida toda pela frente, arrisque em tudo e mais alguma coisa, afinal de contas, se correr mal, a consequência é pequena, aprende e recomeça.

Mas a partir de determinada altura temos de pensar qual é afinal o objetivo com que poupamos e colocamos capital nos mercados, se é só pela excitação do jogo, para ver subir e descer e tentar adivinhar o que vai acontecer, se é uma tentativa de tudo ou nada, acabar rico ou falido, ou se é para fazer crescer as poupanças acima da inflação e garantir a estabilidade financeira no futuro. Se o objetivo é garantir o meu futuro, eu tenho de excluir os cenários que não garantem esse futuro e um investimento balanceado, exclui muito mais cenários de desempenho catastrófico do que investir só em ações.

Nos últimos tempos tem havido muita conversa sobre o portfólio "moderno" que é 100% de ações, talvez com um pouco de ouro e um pouco de crypto, o que acaba por ser uma consequência de 8 anos de Euribor negativa e uma subida vertiginosa das yelds em 2022, que trouxeram uma das piores épocas de sempre das obrigações, 2022 terá sido mesmo o pior ano de sempre. Mas por outro lado, a historia mostra-nos que crashes de dimensão de um século, não acontecem todos os anos... Também nos mostra, que o viés da recência, ou seja, olhar para os últimos anos e achar que o futuro vai ser sempre assim, é um perigo brutal, já que os mercados normalmente comportam-se em ciclos e tendem a retornar à média, quando há um ativo/setor/região que durante algum tempo valoriza mais do que a média, nos períodos seguintes com alguma probabilidade vai valorizar menos. Por isso eu cá continuo de pedra e cal num portfólio de stocks+bonds.

Até porque todos os testes que é possível fazer, apesar do terrível 2022 parecem continuar a indicar que essa é a forma que mais vezes garante que no final da jornada estamos bem.

Por exemplo, fazendo o backtest ao FTSE All World a 100%, vs combinações com 20, 30 ou 40% de bonds governamentais de longo prazo, em períodos de 25 anos, começados 1970 até 2000, em 17 dos 31 períodos teria sido melhor investir num portfólio 60/40 do que num portfólio 100%.

Pressupostos são:
$5k initial value and $200 per month over 25 years
Global equities (VT) and long term treasury (TLT)
Portfolios 100/0, 80/20, 70/30, 60/40, rebalance yearly, inflation adjusted returns
https://testfol.io/?s=iOO0MLaZ7Em

image.png - Click image for larger version  Name:	image.png Size:	280.3 KB ID:	14600360

É certo que quem começou entre 1998 e 2000, ou seja, quem terminou os 25 anos de acumulação entre 2023 e 2025, as obrigações só tiveram a puxar para baixo, mas por exemplo, quem começasse os seus 25 anos entre 1984 e 1997 beneficiaria largamente em ter um portfólio com obrigações.

Acontece ainda que durante uma vida de investimento, alguém que esteja 100% em ações é quase certo vir a sofrer um crash superiores a 50%, ao longo da vida, diria que com alguma probabilidade veremos as ações cair mais de 60% pelo menos uma vez, se essa vez acontecer quando precisamos de retirar dinheiro, isso terá um impacto enorme quer financeiro, porque ao resgatar de um ativo desvalorizado a possibilidade de recuperação total desce brutalmente, quer psicológico.

Num portfólio 60/40 as quedas tendencialmente são muito menores, e a parte das obrigações geralmente funciona como um amortecedor, pelo que mesmo que seja preciso gastar dinheiro, pode-se sempre ir tirando da parte valorizada e dar tempo ao resto para recuperar.

Durante a crise financeira por exemplo, enquanto um portfólio 100% bateu nos 59% de desvalorização, o 60/40 ficou-se pelos 31.5%. Um portfólio de 100% ações fez uma travessia desde os máximos de 2007, até voltar a recuperar em 2014, enquanto alguém com 60/40 em 2011 já estava a por o nariz fora da agua.. Quanto mais não seja, psicologicamente faz uma diferença brutal e ajuda a manter o plano.

image.png - Click image for larger version  Name:	image.png Size:	57.4 KB ID:	14600361


Quem achar que um portfólio assim é pouco arriscado, estatisticamente tem mais chances de melhorar os seus resultados usando um pouco de alavancagem e mantendo uma estratégia diversificada entre ações e obrigações, do que usando estratégias de sobre concentração.

Atualmente há ETF's que permitem fazer isso de forma muito eficiente, como p.ex. o WisdomTree Global Efficient Core UCITS ETF, que investe 90% do capital no MSCI World, e os restantes 10% coloca num depósito de curto prazo que é usado como colateral para comprar futuros de um cabaz de govies com 6x de alavancagem, pela forma como o faz é extremamente barato (uma conta margem em qualquer corretora ou banco fica brutalmente mais cara) e ao contrário dos ETF's com alavancagem típicos não sofre do problema dos resets diários. Trocando por miúdos, investe 90% em ações e 60% em bonds, o que corresponde a um investimento final de 150%, ou seja, uma alavancagem efetiva de 1,5X.

Um portfólio por exemplo com 66,6% neste ETF e o restante em outros ativos ficaria com uma alavancagem efetiva de 1,33X e por cada 1000€ efetivamente investidos teria 600€ no MSCI World, 400€ num cabaz de obrigações governamentais e ainda sobravam 333€ para investir em outros ETF's, ações, ouro, REIT's, ou o que entenderem melhor.


Eu pessoalmente sigo uma aproximação mais conservadora que é simplesmente alocar a obrigações uma percentagem igual à minha idade subtraída de 20. A ideia é arriscar mais no inicio, e ir reduzindo o risco para por volta dos 60 anos ter cerca de 40% em obrigações e depois manter sempre nos 40%.
 
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Eu percebo que alguém com 20 anos, ainda com pouco capital acumulado e com a vida toda pela frente, arrisque em tudo e mais alguma coisa, afinal de contas, se correr mal, a consequência é pequena, aprende e recomeça.

Mas a partir de determinada altura temos de pensar qual é afinal o objetivo com que poupamos e colocamos capital nos mercados, se é só pela excitação do jogo, para ver subir e descer e tentar adivinhar o que vai acontecer, se é uma tentativa de tudo ou nada, acabar rico ou falido, ou se é para fazer crescer as poupanças acima da inflação e garantir a estabilidade financeira no futuro. Se o objetivo é garantir o meu futuro, eu tenho de excluir os cenários que não garantem esse futuro e um investimento balanceado, exclui muito mais cenários de desempenho catastrófico do que investir só em ações.

Nos últimos tempos tem havido muita conversa sobre o portfólio "moderno" que é 100% de ações, talvez com um pouco de ouro e um pouco de crypto, o que acaba por ser uma consequência de 8 anos de Euribor negativa e uma subida vertiginosa das yelds em 2022, que trouxeram uma das piores épocas de sempre das obrigações, 2022 terá sido mesmo o pior ano de sempre. Mas por outro lado, a historia mostra-nos que crashes de dimensão de um século, não acontecem todos os anos... Também nos mostra, que o viés da recência, ou seja, olhar para os últimos anos e achar que o futuro vai ser sempre assim, é um perigo brutal, já que os mercados normalmente comportam-se em ciclos e tendem a retornar à média, quando há um ativo/setor/região que durante algum tempo valoriza mais do que a média, nos períodos seguintes com alguma probabilidade vai valorizar menos. Por isso eu cá continuo de pedra e cal num portfólio de stocks+bonds.

Até porque todos os testes que é possível fazer, apesar do terrível 2022 parecem continuar a indicar que essa é a forma que mais vezes garante que no final da jornada estamos bem.

Por exemplo, fazendo o backtest ao FTSE All World a 100%, vs combinações com 20, 30 ou 40% de bonds governamentais de longo prazo, em períodos de 25 anos, começados 1970 até 2000, em 17 dos 31 períodos teria sido melhor investir num portfólio 60/40 do que num portfólio 100%.

Pressupostos são:
$5k initial value and $200 per month over 25 years
Global equities (VT) and long term treasury (TLT)
Portfolios 100/0, 80/20, 70/30, 60/40, rebalance yearly, inflation adjusted returns
https://testfol.io/?s=iOO0MLaZ7Em



É certo que quem começou entre 1998 e 2000, ou seja, quem terminou os 25 anos de acumulação entre 2023 e 2025, as obrigações só tiveram a puxar para baixo, mas por exemplo, quem começasse os seus 25 anos entre 1984 e 1997 beneficiaria largamente em ter um portfólio com obrigações.

Acontece ainda que durante uma vida de investimento, alguém que esteja 100% em ações é quase certo vir a sofrer um crash superiores a 50%, ao longo da vida, diria que com alguma probabilidade veremos as ações cair mais de 60% pelo menos uma vez, se essa vez acontecer quando precisamos de retirar dinheiro, isso terá um impacto enorme quer financeiro, porque ao resgatar de um ativo desvalorizado a possibilidade de recuperação total desce brutalmente, quer psicológico.

Num portfólio 60/40 as quedas tendencialmente são muito menores, e a parte das obrigações geralmente funciona como um amortecedor, pelo que mesmo que seja preciso gastar dinheiro, pode-se sempre ir tirando da parte valorizada e dar tempo ao resto para recuperar.

Durante a crise financeira por exemplo, enquanto um portfólio 100% bateu nos 59% de desvalorização, o 60/40 ficou-se pelos 31.5%. Um portfólio de 100% ações fez uma travessia desde os máximos de 2007, até voltar a recuperar em 2014, enquanto alguém com 60/40 em 2011 já estava a por o nariz fora da agua.. Quanto mais não seja, psicologicamente faz uma diferença brutal e ajuda a manter o plano.




Quem achar que um portfólio assim é pouco arriscado, estatisticamente tem mais chances de melhorar os seus resultados usando um pouco de alavancagem e mantendo uma estratégia diversificada entre ações e obrigações, do que usando estratégias de sobre concentração.

Atualmente há ETF's que permitem fazer isso de forma muito eficiente, como p.ex. o WisdomTree Global Efficient Core UCITS ETF, que investe 90% do capital no MSCI World, e os restantes 10% coloca num depósito de curto prazo que é usado como colateral para comprar futuros de um cabaz de govies com 6x de alavancagem, pela forma como o faz é extremamente barato (uma conta margem em qualquer corretora ou banco fica brutalmente mais cara) e ao contrário dos ETF's com alavancagem típicos não sofre do problema dos resets diários. Trocando por miúdos, investe 90% em ações e 60% em bonds, o que corresponde a um investimento final de 150%, ou seja, uma alavancagem efetiva de 1,5X.

Um portfólio por exemplo com 66,6% neste ETF e o restante em outros ativos ficaria com uma alavancagem efetiva de 1,33X e por cada 1000€ efetivamente investidos teria 600€ no MSCI World, 400€ num cabaz de obrigações governamentais e ainda sobravam 333€ para investir em outros ETF's, ações, ouro, REIT's, ou o que entenderem melhor.


Eu pessoalmente sigo uma aproximação mais conservadora que é simplesmente alocar a obrigações uma percentagem igual à minha idade subtraída de 20. A ideia é arriscar mais no inicio, e ir reduzindo o risco para por volta dos 60 anos ter cerca de 40% em obrigações e depois manter sempre nos 40%.

Obrigado pelo óptimo texto, até tirei anotações .
 
A minha crítica à NVIDIA: Gigante com Pés de Barro?
Apesar da aparência de domínio, vejo a NVIDIA como uma empresa frágil, cara e super exposta a um único ciclo tecnológico (IA generativa). Sua vantagem competitiva real está no design de chips e na integração com seu software proprietário (como CUDA), mas ela não fabrica seus próprios chips (depende da TSMC) e não tem barreiras intransponíveis concorrentes como Google, AMD, Microsoft e até startups já estão desenvolvendo alternativas.

O mercado está tratando a empresa como se tivesse um monopólio absoluto, mas isso não é verdade: a tecnologia é replicável, o acesso à fabricação é aberto, e a dependência dos clientes pode se reverter.

Além disso, o valuation está absurdamente elevado, já precificando crescimento contínuo e execução perfeita, o que raramente se sustenta.
 
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