Bolsa e investimentos

Eu estou muito tentado a comprar BES hoje! Opiniões?..

O dinheiro é teu e o risco também.

Se for numa perspetiva de longo prazo parece-me interessante, num curtíssimo (short) é para quem tem grandes bolas, no curto prazo eu não era capaz.

PS - estou para aqui a falar, mas ando a pensar seriamente entrar, embora não seja no BES. Apenas estou a tentar perceber se vai haver mais sangue ou não!!!
 
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O dinheiro é teu e o risco também.

Se for numa perspetiva de longo prazo parece-me interessante, num curtíssimo (short) é para quem tem grandes bolas, no curto prazo eu não era capaz.

PS - estou para aqui a falar, mas ando a pensar seriamente entrar, embora não seja no BES. Apenas estou a tentar perceber se vai haver mais sangue ou não!!!

Eu vou esperar por segunda para entrar (ou não) no PSI20 em certificado.
 
Para quê tanta pressa? O BES está "sentado" sobre os 0.50 cent e o rumo vai-se decidir nos próximos dias/semanas.

Eu não compro e mesmo que venha a subir não me arrependo porque fica sempre a ideia de que era algo muito arriscado e sem argumentos objectivos para comprar.

O PSI20 está em queda livre.

psi20.png
 
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Quem hoje shortou BES na abertura acabou o dia arrependido.

EDIT: Afinal parece que o short selling ainda está proibido.
 
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Qualquer dia a sociedade protectora dos animais pede uma providência cautelar
para fechar a bolsa...


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Sobre touros e ursos

É uma tradição no mundo da bolsa de valores associar os movimentos dos mercados a esses dois animais: o touro e o urso. A origem dessa história ainda é incerta, mas ela foi espalhada para o resto do mundo a partir dos Estados Unidos. Basicamente, se diz que o mercado em alta é o “mercado dos touros” e o mercado em queda o “mercado dos ursos”. Também é comum se referir aos “comprados” (aqueles que compram ativos apostando na alta) como touros, e aos “vendidos” (que apostam na baixa) como ursos.

Essa coisa de usar esses dois animais para simbolizar os movimentos do mercado vem, dizem eles, da observação de que o touro golpeia com os chifres de baixo para cima (daí a associação com o ato de “subir”) e o urso golpeia com a pata de cima para baixo (daí a associação com quedas). Assim como no caso das constelações dos gregos e babilônios, é preciso dar asas bem grandes à imaginação e também é necessária uma certa “forçada de barra” para conseguir enxergar isso. Artigo completo - Sobre touros e ursos – Você e o Dinheiro
 
Estar a fazer projecções para o BES a médio prazo a não ser que tenham informação privilegiada é pura especulação... Isto porque para mim há dois cenários possíveis que poderão empurrar as acções para sentidos diferentes e acho que ninguém no seu perfeito juízo deve arriscar demasiado dinheiro em qualquer dos cenários.


Antes de mais é certo e sabido que o GES está falido, pelo que vai haver percas avultadas, ainda não se sabe quanto vai ser o prejuízo a assumir enquanto não for negociada uma solução com os credores ou enquanto as empresas do grupo não declararem simplesmente falência.. Os problemas dos accionistas à partida não teriam grande relevância para o banco se não existissem tantas relações cruzadas, há créditos concedidos pelo banco ao grupo pelo que haverá percas directas, há garantias e avales que o banco prestou e que podem vir a ser executadas, há produtos de crédito do GES que o banco comercializou a clientes e que vão certamente levar a uma batalha jurídica em que os clientes vão simplesmente alegar que os administradores do BES conheciam que as contas do GES eram falsificadas e como tal a venda dessas obrigações e papel comercial foi uma fraude e caso o banco seja obrigado a substituir-se no pagamento podemos estar a falar de mais de 2 mil milhões de euros, e por fim, há o risco reputacional, porque neste momento toda a gestão do BES está em causa e isso vai trazer custos de financiamento acrescidos e problemas de acesso à liquidez ao banco, como se percebe pela imediata deterioração em 3 ou mais níveis no rating de várias agências.

Se a exposição se limitar realmente ao que foi anunciado, como as percas nunca virão a ser de 100% o banco tem mais do que capacidade para absorver o impacto, ainda muito recentemente fez um aumento de capital e embora fique sob pressão para melhorar os rácios de capital, não terá problemas de maior. Nesse cenário a poeira daqui a umas semanas começa a assentar, o banco terá uma nova administração com um ar mais credível, a família ES terá um peso reduzido no futuro do banco, até porque com a execução de garantias pelo Nomura acabou de perder mais 5% do capital e tudo isso serão bons ventos... Quem vendeu a perder fortemente vai-se arrepender de ter assumido as menos valias, quem teve tomates e comprou nestes dias, vai ser um herói e fazer bom lucro.

Agora, a experiência mostra-nos que os problemas são sempre maiores do que o que é admitido... Basta pensar no caso BCP cujo investimento na Grécia supostamente era gerivel e deveria custar qualquer coisa como 400 ou 500 milhões de euros segundo as primeiras noticias sobre os efeitos que a crise grega e o perdão da divida publica, mas no final revelou-se um buraco que em termos acumulados custou ao banco qualquer coisa como 2.4 mil milhões de euros. Se os custos para o BES vierem a ser dessa ordem, acho que com o escaldão que os investidores privados levaram no ultimo aumento de capital, ninguém acredita que um aumento de capital seja possível de realizar com sucesso, a não ser que seja feito um aumento de capital com investidores daqueles que não procuram o lucro, mas procuram posições de poder e influencia (estou a pensar p.ex em capitais angolanos, chineses ou venezuelanos) a assumirem uma tomada firme desse aumento, nesse caso no fundo o resultado prático seria a venda do banco a terceiros pelo que não acredito nessa saída. Assim a única saída que vejo é uma recapitalização através dos CoCo's como fez o BCP... Isso terá custos brutais para o BES, porque ao contrário do que dizem alguns partidos não se trata de nenhuma ajuda benemérita, já que no caso do BCP p.ex. implica o pagamento de juros a mais de 9%, limitações no numero de balcões e de funcionários, o banco está proibido de fazer negócio com certos sectores da economia nomeadamente tudo o que sejam empresas ligadas à construção, limitações nas remunerações dos funcionários que no caso do BCP levou mesmo a uma redução temporária dos vencimentos ao estilo que do que está a ser feito na função publica e que pode levar à saída de alguns dos melhores quadros, e mais uma série de medidas punitivas que pretendem assegurar de uma forma bastante violenta e musculada que o dinheiro publico não é usado para que as empresas fiquem numa situação de vantagem em relação aos concorrentes, estas medidas que vêm associadas ao capital dos CoCo's e os próprios juros a pagar, irão atirar o banco para prejuízos consecutivos. Como se isso já não fosse mau, existe ainda o risco que ficará sempre em cima da mesa de uma possível nacionalização em caso de incapacidade para repagar os CoCo's. Por isso não me admiraria nada se um cenário desses mandasse as acções para valores abaixo dos 30 ou mesmo 20 cêntimos como aconteceu com o BCP que até se começar a perceber que iria ser capaz de repagar os CoCo's e regressar aos lucros viu a sua capitalização bolsista sempre em níveis brutalmente baixos.
 
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