Bolsa e investimentos

Alguém me sabe dizer o que se passa com a Novabase?

Uma empresa sólida que deu ainda bem há pouco tempo muito bons dividendos, não vejo noticias más, e do nada passa-me de 4€ para 3.44€?! :sh)
 
Parece perfeita para shortar a Portucel.


portucel.png
 
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Desde que o banco não entre em incumprimento tens os 7% garantidos, já nos fundos é quase sempre abaixo dos 7% e sem garantias.

Agora é tudo um bocado mais complexo, porque em caso de necessidade de recapitalização as orientações europeias é no sentido de não existirem bail-outs, mas sim, bail-ins... Ou seja, primeiro usa-se o capital investido pelos accionistas, depois as obrigações, eventualmente dinheiro dos depósitos de instituições e de grandes depositantes e só por fim entram em campo os capitais públicos...

Se no caso do BES existir uma necessidade de recapitalização e for feito até Outubro poderão em alternativa usar os 6.4 mil milhões da Troika que virão com as regras antigas, ou seja, com protecção dos obrigacionistas.

Embora eu pessoalmente não estivesse muito preocupado se tivesse obrigações do BES, convém perceber que por algum motivo as várias agências foram unânimes em descer o rating da divida do BES para nível especulativo.
 
ri-me tanto com o facto de terem emprestado dinheiro um banco angolano e que o banco não lhes consegue pagar, a minha pergunta é, estavam à espera do quê?
 
Mas que história é esta dos 3000 milhões emprestados ao BES Angola e da "tomada de controlo angolana"?

http://www.jornaldenegocios.pt/empr...000_milhoes_de_emprestimos_ao_bes_angola.html

Conta hoje o semanário Expresso que o banco desconhece beneficiários de 80% da carteira de crédito. EX-CEO Álvaro Sobrinho foi incapaz de esclarecer situação. Existem levantamentos em numerário superiores a 500 milhões de dólares.

Escreve hoje
o Expresso que o BES Angola não sabe a quem emprestou 5.7 mil milhões de dólares. A administração atual acredita que 745 milhões foram parar às mãos de Álvaro Sobrinho, presidente do banco até 2012. Dinheiro serviu para negócios da sua família e parte chegou a Portugal para financiar o jornal Sol.

http://www.dn.pt/especiais/interior...pecial=Revistas de Imprensa&seccao=TV e MEDIA

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o BEs emprestou á divisão angolana, e como o governo angolano é que garante os montantes dos emprestimos, é provavel que troque esses valores por capital.
 
A Linguagem é uma coisa maravilhosa. Se bem interpretada consegue revelar coisas muito curiosas. Por exemplo, já repararam que segundo os jornais e as televisões as holdings da família Espírito Santo se preparam para pedir "protecção contra credores"? Se fosse uma PME qualquer estaria a declarar insolvência. Os jornais mais crus diriam mesmo que estava falida. Mas as holdings dos Espírito Santo, não. Essa não vão à falência. Pedem protecção contra credores.

Outra coisa curiosa: imaginem que alguém ligava para o aeroporto dizendo: é só para avisar que não há nenhuma bomba aí. Estejam descansados. O que pensariam os responsáveis do aeroporto? O que se passa com o BES (o banco mesmo) é semelhante. Nos últimos dias até fazem fila os fazedores de opinião pública e publicada a dizer que o BES está sólido e estável. Mas se fosse assim tão inequívoca a solidez do BES, por que razão fariam tanta questão de o dizer?

Os meios de comunicação dizem que a exposição do BES à divida do GES é de "apenas" 1,2 MM. Eu digo que é muito mais que isso. São 1,2 MM de exposição directa, sim senhor, mais 650 milhões de Papel Comercial do GES vendido pelo BES, mais quase 2 MM do mesmo PC vendido a instituicionais, mais todo o capital que esses Clientes e Institucionais ainda tenham no BES em outros produtos. Sim, porque alguém espera que um Cliente enganado não retire tudo o que tem do Banco que o enganou? A exposição pode não ser directa nem mesmo em proporção directa, mas tem um impacto brutal.

Outra curiosidade: O BES agora apressa-se a dizer aos seus Clientes que uma coisa é o Banco, outra totalmente diferente são os negócios da família ES. Pois, mas quando se tratou de convencer os Clientes a comprar PC Rio Forte o principal argumento de venda para descansar os potenciais investidores era dizer que comprar Rio Forte era o mesmo que comprar BES...

Finalmente, outra curiosidade muito pouco abonatória para a banca comercial BES: se forem ou tiverem conhecidos que sejam Clientes de gestão discricionária da instituição perguntem que percentagem da carteira de investimentos é constituída por activos ES. Pode ser que tenham uma desagradável surpresa (oxalá que não).

Bottom line, isto está aqui um grande molho de brócolos!
 
Do que conheço em África os bancos só emprestam dinheiro com boas garantias -imóveis - e na grande maioria dos casos a única manira de uma empresa conseguir financiamento é com a entrada de um sócio com dinheiro para investir.
 
Do que conheço em África os bancos só emprestam dinheiro com boas garantias -imóveis - e na grande maioria dos casos a única manira de uma empresa conseguir financiamento é com a entrada de um sócio com dinheiro para investir.


É verdade. Por isso mesmo é que gerava muita estranheza (e para muitos, admiração) o facto de o BESA ter chegado tão tarde ao mercado angolano e de ter construído a maior carteira de credito de toda a banca comercial estrangeira a operar em Angola. Pudera, a emprestadar!
 
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