Bolsa e investimentos

Interessante a asituação adoptada. Não sei se existe legislação para isso, mas ng pode dizer que não é original.

A partir daí falta saber o que em concreto fica no BesB(om) e o que sai para o BesM(au).

O papel comercial do GES vendido aos balcões do BES aos particulares deve ir para o BesB dado que o VBento já disse que os assumia.

O problema será a restante divida aos institucionais, que creio que só poderá ir para o BesM, dado que se não fosse tinhamos o mesmo problema. E a tal recapitalização dos BesB só se compreende se o BesB tiver que suportar diversas verbas do GES. Se fossem só coisas boas - balcões, depósitos, créditos - não era necessária qq recapitalização.

Os acionistas ficam com o BesM uma espécie de banco liquidatário, q por sua vez ficará com as sobras da liquidação de todo o GES. Ainda existe relevante património para vender - Tivoli, resto da ESSaude, quintas no Brasil e em outro pais da América Latina, Comporta, ESProperti, pelo que os accionistas do actual Bes, amanhã BesM, poderão recuperar uma (pequena) parte do que investiram.

Brutal é pensar que há um ou dois meses atrás, milhares de investidores - particulares ou institucionais - meteram lá mil milhões, num Ac chancelado pelo BdP e em que no respectivo prospecto havia a referência expressa a gravissimos problemas contabilisticas, com imprevisibilidade das suas consequências.

Será engraçado ver a cotação do BesM caso continue a ser transaccionado em bolsa.
 
Interessante a asituação adoptada. Não sei se existe legislação para isso, mas ng pode dizer que não é original.

A partir daí falta saber o que em concreto fica no BesB(om) e o que sai para o BesM(au).

O papel comercial do GES vendido aos balcões do BES aos particulares deve ir para o BesB dado que o VBento já disse que os assumia.

O problema será a restante divida aos institucionais, que creio que só poderá ir para o BesM, dado que se não fosse tinhamos o mesmo problema. E a tal recapitalização dos BesB só se compreende se o BesB tiver que suportar diversas verbas do GES. Se fossem só coisas boas - balcões, depósitos, créditos - não era necessária qq recapitalização.

Os acionistas ficam com o BesM uma espécie de banco liquidatário, q por sua vez ficará com as sobras da liquidação de todo o GES. Ainda existe relevante património para vender - Tivoli, resto da ESSaude, quintas no Brasil e em outro pais da América Latina, Comporta, ESProperti, pelo que os accionistas do actual Bes, amanhã BesM, poderão recuperar uma (pequena) parte do que investiram.

Brutal é pensar que há um ou dois meses atrás, milhares de investidores - particulares ou institucionais - meteram lá mil milhões, num Ac chancelado pelo BdP e em que no respectivo prospecto havia a referência expressa a gravissimos problemas contabilisticas, com imprevisibilidade das suas consequências.

Será engraçado ver a cotação do BesM caso continue a ser transaccionado em bolsa.

É certo que ainda não se sabe ao certo quais os contornos totais da solução adoptada, mas não antevejo aqui razão nenhuma para felicitar o governo e o BdP, porque isto do Good Bank/Bad Bank não é nenhuma originalidade, mas sobretudo porque nada nos garante que o contribuinte não venha a ser obrigado a entrar mais uma vez com dinheiro do seu bolso.
Recordem-se que a solução do BPN é grosso modo igual a esta de que se fala para o BES, e o que aconteceu naquele caso foi que o Estado gastou 600 milhões de euros à cabeça para conseguir limpar uma banqueta, que depois ofereceu ao BIC por 40 milhoes. Isto sem falar nos 4 ou 5 mil milhões que ficaram do lado "mau", sobre os quais ainda há muita poeira.
 
No caso do BPN o estado arranjou uma solução que garantiu que todos os credores receberam o dinheiro, incluindo os do grupo sln. Só os acionistas perderam.

Nesta solução apenas se protegem os depositantes e os detentores de obrigações sénior (?). Os credores do grupo ficam a arder, os acionistas também e os detentores de dúvida subordinada idem...

Pelo menos é o que se entende das notícias existentes.

E se quando há lucros os maiores beneficiários são os acionistas, os obrigacionistas e os contribuintes, por esta ordem, parece lógico que numa situação em que se opta pela não liquidação do banco, também se coloquem as responsabilidades na mesma ordem, que é o que aparentemente vai ser feito.
 
Segundo o Marcelo se o novo banco não conseguir na IPO garantir dinheiro para reembolsar na totalidade, será o fundo de resolução a arcar com o prejuízo...

No essencial, será uma mutualização da má gestão de um banco por todos os outros bancos... Eu preferia que só se chegasse a este ponto depois de converter as obrigações em capital, e no caso do BES há 11 mil milhões em obrigações que são os mais beneficiados nesta solução e geralmente são os investidores mais informados a seguir aos accionistas qualificados, seria mais justo sofrerem eles as percas... Mas tudo é melhor do que o modelo BPN..
 
Segundo o Marcelo se o novo banco não conseguir na IPO garantir dinheiro para reembolsar na totalidade, será o fundo de resolução a arcar com o prejuízo...

No essencial, será uma mutualização da má gestão de um banco por todos os outros bancos... Eu preferia que só se chegasse a este ponto depois de converter as obrigações em capital, e no caso do BES há 11 mil milhões em obrigações que são os mais beneficiados nesta solução e geralmente são os investidores mais informados a seguir aos accionistas qualificados, seria mais justo sofrerem eles as percas... Mas tudo é melhor do que o modelo BPN..

Isso vai fazer com que os outros bancos participem na IPO. Até não está mal pensado.
 
Isso vai fazer com que os outros bancos participem na IPO. Até não está mal pensado.


A meu ver representa um injustiça fundamental... Há pessoas a receber 6, 7 ou 8% de juros de obrigações de um banco que apenas pagava essas taxas porque já tinha muitos problemas. Os investidores prudentes, depositaram em outros bancos a receber 1 e tal ou 2%... E agora vão, ainda que indirectamente ser esses a garantir o investimento de quem preferiu investir num mau banco.

Se criarmos este tipo de moral, que incentivo haverá no futuro para que as pessoas apostem nos bancos bem geridos de forma a que o próprio mercado se encarregue de eliminar os mal geridos?

A solução ideal para mim era os obrigacionistas levarem um haircut...
 
Relativamente a PT estar a subir em parte creio que o clarificar das perdas (da participação no BES), do desastre acaba com as indefinições dos investidores que voltam aos títulos.

A indefinição u falta de informação é pior para os mercados de capitais.
 
Alguém é capaz de me ajudar nisto. Tenho um amigo que tem uma quanto considerável investida no BES, após algumas ameaças hoje deram-lhe finalmente alguma informação sobre o produto:

https://www.dropbox.com/s/ligq0quxurbiojp/3952_0001.pdf

Alguém sabe ao certo quem é o emissor destas obrigações e que esperança pode ter ele de receber de volta o dinheiro?


https://my.euroclear.com/apps/en/ba...:XS0279081011&limit=0&search=1&order=asc:name

Euroaforro Investments Jersey Ltd

Com um nome destes eu não ficava muito descansado... Se conseguir encontrar mais alguma coisa coloco aqui
 
Última edição:
Se criarmos este tipo de moral, que incentivo haverá no futuro para que as pessoas apostem nos bancos bem geridos de forma a que o próprio mercado se encarregue de eliminar os mal geridos?

No futuro, se os bancos bem geridos forem chamados a cobrir danos de bancos mal geridos, dá-se uma situação extremamente interessante: em vez de teres um banco regulador a fiscalizar (BdP) tens toda uma regulação por pares: todos os bancos escrutinam minuciosamente as contas e relatórios dos seus vizinhos, sem dúvida o melhor que pode acontecer para evitar repetições destas graçolas! [;)]
 
No futuro, se os bancos bem geridos forem chamados a cobrir danos de bancos mal geridos, dá-se uma situação extremamente interessante: em vez de teres um banco regulador a fiscalizar (BdP) tens toda uma regulação por pares: todos os bancos escrutinam minuciosamente as contas e relatórios dos seus vizinhos, sem dúvida o melhor que pode acontecer para evitar repetições destas graçolas! [;)]


Não acho nada. Desvirtua completamente as regras da concorrência de mercado.
 
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