FGO
New member
Cães nas praias ocupam segundo lugar no "ranking" das queixas dos banhistas
A presença de cães em praias galardoadas ocupa o segundo lugar no "ranking" das queixas mais apresentadas à Associação Bandeira Azul, ultrapassada apenas pelas reclamações relativas à qualidade da água, disse à Lusa fonte da associação.
Durante a época balnear que agora termina, a associação recebeu cinco queixas relativas aos cães e oito devido aos maus cheiros causados pela água, sendo o barulho das motas de água a terceira reclamação mais frequente.
Apesar de proibida por lei nas praias vigiadas e punível com uma coima que vai dos 25 aos 2.500 euros - moldura prevista para outras interdições afixadas nos editais das praias -, a presença de cães é uma das maiores dores de cabeça para quem frequenta os areais portugueses.
O cenário repete-se um pouco por todo o país: cães à solta deambulam pelos areais, deixando dejectos pelo caminho, levando pela frente toalhas ou presenteando os banhistas com valentes sacudidelas de água do mar.
O que as pessoas parecem ignorar é que, além de incomodarem os restantes utilizadores das praias, o contacto dos cães com a areia, principalmente a que está seca, representa um perigo para a saúde pública.
Os cães podem transmitir aos seres humanos (principalmente às crianças, por serem mais vulneráveis), doenças como a raiva, transmitida através da saliva, ou a toxocarose, infecção provocada pelas fezes de animais com parasitas.
Catarina Gonçalves, da Associação Bandeira Azul, acredita que a maioria das pessoas que levam animais para a praia "não tem consciência" dos riscos que correm e a que sujeitam os outros banhistas. "É preciso esclarecê-las", diz, sublinhando que por muito que os cães estejam limpos, são potenciais transmissores de doenças, principalmente se estiverem em contacto com a areia seca, que não é renovada pelo mar.
"A maioria não liga", lamenta, alertando ainda para a "complexa burocracia" na gestão das praias, pois a responsabilidade de autuar cabe às capitanias, "mas quem tem que zelar para que os cães não entrem nas praias são as câmaras".
Opinião partilhada pelo Comandante da Capitania de Faro, Reis Ágoas, que considera que, apesar de ser a autoridade marítima a fazê-lo, deveriam ser as câmaras municipais as entidades responsáveis por actuar em primeiro lugar.
Na maior parte das vezes, diz, são os banhistas que denunciam à Polícia Marítima (PM) a presença de cães nas praias, ficando a PM depois responsável por autuar os donos dos animais, quando estes se identificam prontamente.
Caso não o façam, pois segundo Reis Ágoas há muitas pessoas que negam ser donas dos animais para escapar ao pagamento da coima, são os serviços camarários que têm que capturar o cão e levá-lo para outro local.
O comandante do Porto de Faro precisa que, durante a época balnear que agora termina, o número de coimas aplicadas na região algarvia por levar cães para as praias não ultrapassou as duas dezenas.
Agência LUSA
2006-09-14
A presença de cães em praias galardoadas ocupa o segundo lugar no "ranking" das queixas mais apresentadas à Associação Bandeira Azul, ultrapassada apenas pelas reclamações relativas à qualidade da água, disse à Lusa fonte da associação.
Durante a época balnear que agora termina, a associação recebeu cinco queixas relativas aos cães e oito devido aos maus cheiros causados pela água, sendo o barulho das motas de água a terceira reclamação mais frequente.
Apesar de proibida por lei nas praias vigiadas e punível com uma coima que vai dos 25 aos 2.500 euros - moldura prevista para outras interdições afixadas nos editais das praias -, a presença de cães é uma das maiores dores de cabeça para quem frequenta os areais portugueses.
O cenário repete-se um pouco por todo o país: cães à solta deambulam pelos areais, deixando dejectos pelo caminho, levando pela frente toalhas ou presenteando os banhistas com valentes sacudidelas de água do mar.
O que as pessoas parecem ignorar é que, além de incomodarem os restantes utilizadores das praias, o contacto dos cães com a areia, principalmente a que está seca, representa um perigo para a saúde pública.
Os cães podem transmitir aos seres humanos (principalmente às crianças, por serem mais vulneráveis), doenças como a raiva, transmitida através da saliva, ou a toxocarose, infecção provocada pelas fezes de animais com parasitas.
Catarina Gonçalves, da Associação Bandeira Azul, acredita que a maioria das pessoas que levam animais para a praia "não tem consciência" dos riscos que correm e a que sujeitam os outros banhistas. "É preciso esclarecê-las", diz, sublinhando que por muito que os cães estejam limpos, são potenciais transmissores de doenças, principalmente se estiverem em contacto com a areia seca, que não é renovada pelo mar.
"A maioria não liga", lamenta, alertando ainda para a "complexa burocracia" na gestão das praias, pois a responsabilidade de autuar cabe às capitanias, "mas quem tem que zelar para que os cães não entrem nas praias são as câmaras".
Opinião partilhada pelo Comandante da Capitania de Faro, Reis Ágoas, que considera que, apesar de ser a autoridade marítima a fazê-lo, deveriam ser as câmaras municipais as entidades responsáveis por actuar em primeiro lugar.
Na maior parte das vezes, diz, são os banhistas que denunciam à Polícia Marítima (PM) a presença de cães nas praias, ficando a PM depois responsável por autuar os donos dos animais, quando estes se identificam prontamente.
Caso não o façam, pois segundo Reis Ágoas há muitas pessoas que negam ser donas dos animais para escapar ao pagamento da coima, são os serviços camarários que têm que capturar o cão e levá-lo para outro local.
O comandante do Porto de Faro precisa que, durante a época balnear que agora termina, o número de coimas aplicadas na região algarvia por levar cães para as praias não ultrapassou as duas dezenas.
Agência LUSA
2006-09-14