Explicações científicas:
Danos do álcool ao cérebro
Fala arrastada, falta de coordenação motora, perda da autocrítica. Os efeitos do álcool no comportamento são conhecidos por todos. Mas faltava à ciência descobrir como, exatamente, a bebida age no cérebro, provocando não só esses sintomas, como favorecendo o surgimento de doenças que vão da perda da memória à demência. Pesquisadores da Universidade da Califórnia e do Instituto Salk de Ciências Biológicas, nos Estados Unidos, anunciaram ter resolvido a questão. Em um artigo publicado na revista especializada Nature Neuroscience, a equipe, conduzida pelo professor Paul Slesinger, afirmou ter localizado a área onde as moléculas do etanol atuam.
De uma coisa, porém, todos os pesquisadores e médicos sabem: os efeitos do álcool são devastadores no cérebro. "Não existe consumo benéfico, nem seguro", garante a psiquiatra Camila Magalhães Silveira. Principalmente para menores de 18 anos, cujas estruturas, ainda em formação, podem ser destruídas, de acordo com a especialista. "O consumo intenso e crônico do álcool alarga o ventríloco cerebral e diminui o córtex, causando demência", diz.
Não é preciso ser dependente químico para sentir as ações maléficas do etanol. A ingestão do álcool, ainda que em pequenas doses, já mexe com vários neurotransmissores. A curto prazo, a bebida age como depressora do sistema nervoso central, provocando efeitos como a fala pastosa e desequilíbrio. "Com o uso prolongado, ocorre a toxicidade cerebral", alerta Analice Gigliotti. Ela explica que, em alguns casos, é possível minimizar o prejuízo. Isso ocorre, por exemplo, quando o excesso de bebida provoca edema no cérebro. "Mas, na maioria das vezes, o dano é irreversível", lembra.
Fonte:
Artigos sobre Drogas - Site Antidrogas - Não jogue com a vida... - Danos do álcool ao cérebro