Não entendo, então fecham hospitais, urgências e centros de saude e isso não é relevante, há quem diga até que não se respeita quem morre por causa disso e quando se fala, esta-se a fazer aproveitamento politico.
E agora que a realidade cai de dentro de uma televisão para o nosso colo, sentados no nosso sofá a pensar que o resto do país é igual em tudo como andar de carro em Lisboa (creio que até falaram em GPS's para descobrir caminhos em caminhos de pedras) já quase todo o meus país se levanta?
Há terras sem luz e sem telefone neste nosso cantinho, há estradas que de estradas só o nome, não há meios, não há formação para bombeiros voluntários, etc, etc.
Fechar os olhos ao resto pq está longe ou pq não se tem noção de como é a realidade ou pior, porque convêm e exaltar-se com isto demonstra letargia, incapacidade para preparar outro menu sem ser aquele que nos servem todos os dias e seguir o rebanho.
Há aqui qualquer coisa que não está bem...O: – O senhor disse que ele morreu.
I: – É. Está morto. Deitou muito sangue pela boca.
O: – Mas diga-me uma coisa: isso mesmo agora?
I: – Foi. A minha mãe estava a dormir e deu conta.
O: – Ele não respira?
I: – Não.
O: – Confirme-me a morada.
I: – [imperceptível], Alijó.
O: – Como?
I: – Castedo, Alijó.
O: – O senhor está a dizer que o seu irmão faleceu e está tão calmo. O senhor não está a brincar com o 122, pois não?
I: – Não. Não estamos a brincar. Ouve lá.
O: – Neste momento o seu irmão não se mexe e não respira?
I: – Não, não, não.
O: – Olhe, vai desligar que eu daqui a um bocadinho volto a ligar. Pretendem ambulância e autoridade. É isso?
I: – Sim, sim.
O: – Para que querem a autoridade?
I: – Quer dizer que não se vai tocar nele nem nada. Não é?
O: – O quê?
Queres culpados?!
Pois bem, o único culpado, neste caso, é o Alcoól !!!!!
Infelizmente a vítima, mais uma vez, estava alcoolizada...caíu nas escadas ás 3 da madrugada e.....
O resto já sabemos...
Não há um tipo em Lisboa, que se diz Ministro de Saúde, que anda a fechar Urgências e SAPs a torto e a direito, com o argumento que os meios de transporte são eficazes e que ninguém fica a mais de 45 minutos de uma Urgência?![]()
Sem saber muito sobre este caso, uma coisa é certa: os Bombeiros não são os culpados!
Eles não tem qualquer responsabilidade neste caso e eles é que estão a "pagar as favas"!
Quem é responsavél pela emergencia medica é o INEM e se eles precisam que os BV's façam o trabalho por deles tem que lhe dar meios e formação, não é, quando já não há mais ninguém, telefonar para os BV's à ultima da hora e esperar que eles estejam preparados para os serviços do INEM!
Eu sou socorrista da CVP e nós só fazemos serviço de socorro até às 24.00h e, não fazemos parte da rede do INEM (somos posto de reserva), senão, o INEM teria que nós equipar com meios e formação, tal coisa não aconteceu com estas corporações de Bombeiros!
Mesmo assim, o INEM só nos pede ajuda quando já não há mais recursos disponiveis e nós ajudamos na medida do possivel, mas, não fazemos milagres; afinal de contas é ao INEM que cabe a responsabilidade na cobertura nacional de meios de emergencia!
O proprio INEM não sabe que corporações de BV's existem na zona?!:sh)
Não entendo, então fecham hospitais, urgências e centros de saude e isso não é relevante, há quem diga até que não se respeita quem morre por causa disso e quando se fala, esta-se a fazer aproveitamento politico.
E agora que a realidade cai de dentro de uma televisão para o nosso colo, sentados no nosso sofá a pensar que o resto do país é igual em tudo como andar de carro em Lisboa (creio que até falaram em GPS's para descobrir caminhos em caminhos de pedras) já quase todo o meus país se levanta?
Há terras sem luz e sem telefone neste nosso cantinho, há estradas que de estradas só o nome, não há meios, não há formação para bombeiros voluntários, etc, etc.
Fechar os olhos ao resto pq está longe ou pq não se tem noção de como é a realidade ou pior, porque convêm e exaltar-se com isto demonstra letargia, incapacidade para preparar outro menu sem ser aquele que nos servem todos os dias e seguir o rebanho.
Estava MESMO morto...
Quem ler as minhas opiniões até pode julgar que estou aqui a defender o governo a todo o custo...
Esclareço já que não estou..
Nem sequer sou militante ou simpatizante do PS, alias não sou militante de NENHUM partido..
Tenho que concordar com a politica do governo relativamente á questão da rede de urgências a ser criada e optimizada....
Evidentemente que preferia de longe mais serviços de urgência criados por este pais fora, todos equipados humanamente e tecnicamente para as eventuais necessidades... mas na falta destes recursos, em vez de "disfarçar" a situação com letreiros a dizer urgências que não o são na realidade, prefiro ver criada a rede de urgências...
os cuidados primários são OUTRA questão, e nesse aspecto preferia ver os sap's abertos 24h a prestar esses cuidados ( consultas, curativos etc..), mas como não há meios, colocam esses poucos a funcionar durante o dia, optimizando a situação..
O ideal seria evidentemente mais saps, mais urgências, mais ambulâncias e um corpo de bombeiros profissional, mas tudo isso custa dinheiro...
Mas a politica correcta e que devia ser seguida era criar condições para que as urgencias tivessem equipamentos e serviços decentes e eficazes e não o fecho dessas mesmas urgencias por não terem condições.
Mas como sabemos, a finalidade da politica de saude deste governo é bem outra, fechar os serviços publicos para dar lugar aos privados e obrigar os cidadãos a recorrer aos privados. [8b]
Não acredito que esta seja a tua opinião....
Mas como sabemos, a finalidade da politica de saude deste governo é bem outra, fechar os serviços publicos para dar lugar aos privados e obrigar os cidadãos a recorrer aos privados. [8b]
Não acredito que esta seja a tua opinião.
Que os recursos do Ministério da Saúde estejam a ser mal geridos, tudo bem. Mas não acredito que haja Governos, seja qual a sua côr política, que queiram desmembrar o SNS.
Sabemos que com os recursos existentes, que poderíamos ter um SNS muito melhor. Mas isso é já discussão antiga.
Quem conhece, sabe que quando em Portugal foi implementado o SNS, foi baseado no modelo Britânico, que nessa altura já era contestado. E que continua a ser, apesar de estar numa galáxia diferente da nossa.
E tal como os hospitais mastodônticos, tipo S.João ou Sta. Maria, o tamanho é inversamente proporcional à qualidade.
É necessário mudar muita coisa para ficarmos todos felizes (também na Justiça e Educação...)
E para acabar com o entupimento nas Urgências, deveria haver uma rede de cuidados de Saúde primários, eficiente e bem organizada. E tal como as farmácias, haver algumas que rotatitavemente pudesem assegurar um atendimento permanente.
Porque se as pessoas puderem aceder a cuidados médicos de modo instantâneo, a utilização de urgências baixa extraordinariamente. E se o puderem fazer de dia, à noite dormem descansados e sem a preocupação que lhes pode dar um ataque fulminante.
Agora, isto é tudo muito bonito, mas persistem questões base. Como se pode mobilizar o corpo clínico nesta distribuição de cuidados primários de saúde? Qual é o médico que vai largar a sobra protectora de um serviço prestigiado (em termos académicos) e ir para um lugarejo onde nem sequer o sol brilha?
Isto é tudo muito complicado e não invejo o Ministro da Saúde.
Há uma coisa que siceramente não sei e gostava de saber, estas duas (Favaios e Alijó) corporações são obrigadas a ter alguém em serviço de permanencia para utilizar as ambulancias?
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1317806&idCanal=12Bloco de Esquerda quer ouvir presidente do INEM no Parlamento
26.01.2008 - 18h02 Lusa, PÚBLICO
O Bloco de Esquerda anunciou hoje que vai requerer a audição parlamentar do presidente do Instituto de Emergência Médica (INEM) para que sejam prestados esclarecidos sobre "os meios, orçamento e capacidade de resposta" do organismo em todo o território nacional.
Em declarações à Lusa, o deputado João Semedo adiantou que o requerimento para a audição na comissão parlamentar de Saúde dará entrada na Assembleia da República na segunda-feira.
A iniciativa dos bloquistas, adiantou o parlamentar, surge na sequência de vários “episódios" que envolveram o organismo, nomeadamente o que ocorreu terça-feira em Alijó, distrito de Vila Real, quando um homem morreu em casa após uma queda.
A família responsabiliza o INEM, sustentando que a viatura médica de emergência e reanimação (VMER) de Vila Real só chegou à aldeia "duas horas depois do pedido de ajuda" – uma informação desmentida por aquele organismo.
Gravações da ocorrência, divulgadas quarta-feira pela SIC, revelam que a operadora de serviço do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) teve dificuldades para determinar os meios necessários para responder à ocorrência e, quando contactou os bombeiros de Favaios (a corporação mais próxima) só se encontrava um bombeiro no local, o que obrigou a recorrer à corporação de Alijó de onde acabaria por sair uma ambulância vários minutos depois.
“Episódios como este revelam que não temos uma rede de emergência pré-hospitalar que assegure um funcionamento eficaz em todo o território”, afirmou o deputado, considerando “indispensável ouvir o presidente do INEM”.
“Há um conjunto de inseguranças em relação à rede de emergência pré-hospitalar que importa esclarecer", salientou, considerando que, com o caso de Alijó, “ficou claro aos olhos dos portugueses que o sistema de socorro pré-hospitalar tem imensos buracos”.
Outra das questões que o BE quer colocar na audição parlamentar do presidente do INEM refere-se à instalação do sistema de referenciação geográfica. “Há um ano, o presidente do INEM garantiu que o sistema estava à beira de ser instalado. Agora, vimos a descobrir que o sistema está ainda por instalar”, lamentou João Semedo