Cinquenta ou cincoenta?

Essa professora tem para cima de 137 anos?

Nunca tinha ouvido falar de tal coisa.
A mais estranha que em tempos de escola ouvi foi catorze = quatorze, sendo que quatorze utilizava-se no tempo em que não existiam fósseis...

Olha que não! Olha que não!
 
Acho que já mandaram com moedas antigas, que de certa forma explicam o "cincoenta". Era assim que se escrevia há uns séculos atrás, mas com um acordo ortográfico atrás do outro essa forma desapareceu. :P

É como o poer do sol, que é uma cousa mui bela...
 
A verdade é que ambas as palavras cociente ou quociente estão bem escritas. [;)]

Nada que numa aplicação da palavra nos exercícios de probabilidades eu tenha sido corrigida pela professora que acha que cociente está mal escrito, e que quociente é o correcto. Mas nem me ia dar ao trabalho de lhe dizer que são duas correctas... Isto porque a maioria dos professores não gostam muito de aprender, muito menos com os alunos.
 
Pois... Mas é como o estória, o quiçá (que se usa agora muito mas que esteve em desuso...), etc! [;)]

"Estória" não existe em Portugal.
Existe "história" e "História".

Exemplos:
Uma história de embalar.
A História de Portugal.
 
"Estória" não existe em Portugal.
Existe "história" e "História".

Exemplos:
Uma história de embalar.
A História de Portugal.

Não sejas teimoso, pá! [:p]Foi à primeira apanha...

Não existe diferença significativa entre os vocábulos “estória” e “história”, que partilham a mesma etimologia (do grego ‘historía’).

Contudo, “estória” é a grafia antiga de “história” que, entretanto, caiu em desuso no português falado em Portugal.

Por conseguinte, este vocábulo não aparece registado nos mais recentes dicionários de língua portuguesa editados em português de Portugal.

Porém, ainda o podemos encontrar no Michaelis. Moderno Dicionário da Língua Portuguesa, editado em São Paulo (em 2002), com um significado diferente de “história”.

Estória (segundo Michaelis):

1) Narrativa de lendas, contos tradicionais de ficção.

*estória em quadradinhos = série de desenhos, em uma série de quadros, que representam uma estória, com legendas ou sem elas.

**estória da carochinha = conto da carochinha

*** estória do arco da velha = coisas inverosímeis, inacreditáveis.

**** estória para boi dormir = conversa enfadonha, com intuito de enganar.

***** deixar-se de estórias = evitar rodeios, indo logo ao ponto principal.

No que se refere aos dicionários mais recentes editados em Portugal, todas as acepções supra-referidas são parte integrante da entrada “história”.

História

1) Narração ordenada, escrita dos acontecimentos e actividades humanas ocorridas no passado.

2) Ramo da ciência que se ocupa de registar cronologicamente, apreciar e explicar os factos do passado da humanidade em geral, e das diversas nações, países e localidades em particular.

3) O futuro, considerado como juiz das acções humanas (ex: A história o julgará.)

4) Biografia de uma personagem célebre.

5) Exposição de factos, sucessos e particularidades relativas a determinado objecto digno de atenção pública.

6) Narração de uma aventura particular.
 
O resultado de 6 + 7 escreve-se catorze ou quatorze??
scratch_one-s_head.gif

Seguindo os métodos de ensino da professora do nosso amigo, escrever-se TREUZE. [:D] [:p]
 
Tudo bem que exista a palavra cincoenta mas daí a dizer que é mais correcto do que escrever cinquenta. :confused:

Passou para "cinquenta" na reforma ortográfica anterior (1945, se não estou em erro).
Quanto ao que é mais correcto... daqui a uns anos vou dizer que "acção" é mais
correcto que "ação". Porque, sinceramente, é bem mais lógico (por muitas razões que
não vale a pena aqui discutir) a grafia etimológica.

Sim, prefiro "Pharmácia" a "farmácia".
http://www.merriam-webster.com/dictionary/pharmacy
 
Last edited:
Essa do estória e história lembro-me bem ainda da primária...

Também eu.
Muito bem.
Agora, eu fiz a primária antes de virem para cá as telenovelas brasileiras e outras importações
que tais... provavelmente faz muita diferença (e irá fazer cada vez mais, a avaliar pela importação
da "idéia"...
[8b]
 
Lembrei-me das aulas de literatura do secundário, onde tínhamos de estudar cantigas medievais...

Quer'eu em maneira de proençal
fazer agora un cantar d'amor,
e querrei muit'i loar mia senhor
a que prez nen fremusura non fal,
nen bondade; e mais vos direi en:
tanto a fez Deus comprida de ben
que mais que todas las do mundo val.

Ca mia senhor quiso Deus fazer tal,
quando a faz, que a fez sabedor
de todo ben e de mui gran valor,
e con todo est'é mui comunal
ali u deve; er deu-lhi bon sen,
e des i non lhi fez pouco de ben,
quando non quis que lh'outra foss'igual.

Ca en mia senhor nunca Deus pôs mal,
mais pôs i prez e beldad'e loor
e falar mui ben, e riir melhor
que outra molher; des i é leal
muit', e por esto non sei oj'eu quen
possa compridamente no seu ben
falar, ca non á, tra-lo seu ben, al.



[FONT=Times New Roman, Times]El-Rei D. Dinis[/FONT]

Se Don Diniz nos visse a escrever hoje, até se descabelava dos erros que damos... [:p]
 
Lembrei-me das aulas de literatura do secundário, onde tínhamos de estudar cantigas medievais...



Se Don Diniz nos visse a escrever hoje, até se descabelava dos erros que damos... [:p]

Provavelmente entregaria isto aos espanhóis ou aos mouros, e estaríamos bem melhor hoje.
[:)]
 
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