Citroën C6

O C6 nunca foi pensado para ser um mainstream do segmento E e isto obviamente que é importante em termos de mercado. O C6 é um produto para ser raro e um nicho

Quem te lê até acha que a Citroen fez o C6 para...não vender. Quem dera à Citroen que o C6 tivesse vendido tanto como um Série 5 ou um Classe E.

A Citroen tem uma abordagem distinta para o C6, porque se fizesse uma berlina cinzentona como as germânicas, então é que vendia mesmo zero. A única maneira deste tipo de marcas conseguir vender algo neste segmento é apresentando algo diferente e único (a própria Citroen admitiu isso, dizendo que novos topos de gama terão de ser na linha do concept "Numéro 9"). Porque se vai oferecer mais do mesmo, as pessoas vão sempre optar pelas premium.
 
É, deve ter sido. A começar pela consola central do...C5, ou dos comandos nas portas do C4.

E é muito confortável sim, mas um Classe E com Airmatic também o é. E não sacrifica tão drasticamente o divertimento ao volante.

Um Citroen C6 é um bom carro. Bem melhor do que outras tentativas de topos de gama vindos da França, como o Vel Satis. Mas também não o vamos fazer o supra-sumo do segmento, porque não era. Muito menos era capaz de concorrer com os segmentos superiores a nível de qualidade.

O facto de ser um carro com muitas especificidades, e de ter um seu baixíssimo volume de produção, garantirão ao C6 um lugar na história. Mas sem exageros, sff.

O Xantia, com uma suspensão similar foi considerando o melhor carro no teste do alce há uns anos atrás!
 
A solução passa mesmo por avançar com algo na China que é um mercado ainda com mais oportunidades e menos tendencioso comercialmente que a Europa, depois de terem lá viabilidade já seria mais saudável ter o mesmo produto na Europa.

Penso que o C6 nunca vendeu na China e se calhar lá aquele carro teria outra atenção, mas também o mercado Chinês tem um problema que é a importação por isso todos se apressaram a fabricar localmente.
 
Concordo, mas não te esqueças que estamos em 2006, numa altura em que ainda nada estava em crise nem ninguém sonhava com o que estava prestes a acontecer, nem o Mundo Automóvel, nem o sistema financeiro, e tudo corria às mil maravilhas para as marcas.

Hoje em dia a PSA não se pode dar ao luxo de se meter em extravagâncias, naquela altura tudo era diferente.

As expectativas da Citroen para o C6 andavam por 20 mil un/ano. Não 20 mil un por cada 6 anos.[:D]
Seja de que ponto de vista fôr, ficou muito abaixo do previsto. Com crise ou sem crise.
Se a Citroen preveu que com 20 mil un/ano tinha business case sólido para estar presente no segmento, apontar baterias para a China tornaria tudo mais fácil.
Poderia continuar a vender a conta-gotas na Europa só para os aficionados, e conseguir a sustentabilidade do projecto com o imenso mercado chinês.
 
O Xantia, com uma suspensão similar foi considerando o melhor carro no teste do alce há uns anos atrás!

Sim, é verdade que o Xantia Activa conseguia ter uma condução muito interessante, mas a fórmula parece não ter resultado tão bem no C6, sendo este criticado por ter uma condução pouco ágil e com falta de "tacto".
 
Sim, é verdade que o Xantia Activa conseguia ter uma condução muito interessante, mas a fórmula parece não ter resultado tão bem no C6, sendo este criticado por ter uma condução pouco ágil e com falta de "tacto".

Sim, claro, há Ferrari's mais eficazes![:)]

P.S.- mas quer-me parecer que quem compra um e outro tem objectivos diferentes...não estou a ver um proprietário de c6 a fazer track-days
 
Estás mesmo a querer comparar um A6 de 2011 com um C6 que saiu em 2006? A Citroen nem sequer se preocupou em fazer descer as emissões porque a vida do C6 já acabou.

Por algum motivo trocaram o 2.7 HDI pelo 3.0... Quanto mais não fosse pelo mercado interno. [:p]
 
Quem te lê até acha que a Citroen fez o C6 para...não vender. Quem dera à Citroen que o C6 tivesse vendido tanto como um Série 5 ou um Classe E.

A Citroen tem uma abordagem distinta para o C6, porque se fizesse uma berlina cinzentona como as germânicas, então é que vendia mesmo zero. A única maneira deste tipo de marcas conseguir vender algo neste segmento é apresentando algo diferente e único (a própria Citroen admitiu isso, dizendo que novos topos de gama terão de ser na linha do concept "Numéro 9"). Porque se vai oferecer mais do mesmo, as pessoas vão sempre optar pelas premium.

Não existe os tomara porque a Citroen sabia que não ia vender muito num produto tão especifico nem eu disse que a Citroen fez o carro para não vender, ninguém lança um produto na ignorância mesmo que seja uma experimentação. A questão é que as previsões da Citroen ao ano (se é que eles acreditaram nelas) mesmo assim significavam menos vendas que Classe E por mês. Nem faz sentido achar que eu estou a dizer que a Citroen fez um carro para não vender porque se olharmos as previsões e compararmos com quem vende mais ficamos esclarecidos sobre o facto que eles estavam mentalizados que mesmo 20 mil ao ano seria um produto de baixa escala e nunca um mainstream e mais um nicho.

Se por um lado fizerem um automóvel convencional concorrem lado a lado com as premium e estas vendem muito pela marca, mas por outro lado o mercado já mostrou que vende mais basta ver o que vendeu um 607 perante os C6 os Volvos e Jaguar...afinal nem é sempre como pintam nem sempre optam pelas premium.

Neste segmento há um mercado de marcas com duas escalas e isso terá de ser sempre levado em conta porque se compararmos sempre com um classe € ou Serie 5 todos os outros são flops.
 
O R8 dá lucro à Audi, pois venderam bem mais do que estavam À espera. Além disso, ter o "irmão" Gallardo a partilhar base e componentes e vênde-los a preços bem mais altos, sempre ajuda a garantir rentabilidade.

O SLR é um caso bicudo. Foi um flop porque era estupidamente caro. O objectivo não era perder dinheiro com ele, mas acabaram por vender bem menos do que o esperado. Mostruário ou não, foi um flop. O SLS mostra como o SLR foi muito mal parido. É mais leve, mesmo sendo de aluminio e não fibra de carbono, é mais rápido, tem dinâmica mais apurada e custa metade do preço e vende que nem ginjas.

O GTR não deve dar muito dinheiro à Nissan. Mas a Nissan ao longo dos anos tem vindo a aumentar o preço do GTR (o preço base já aumentou mais de 10 mil €, não sei se em todos os mercados), pelo que já não é o budget-supercar como foi no ínicio.

De qualquer forma, modelo de imagem ou não, nesta altura do campeonato ninguém se pode dar ao luxo de mandar modelos de imagem para perder guito.

No caso da Citroen, e tendo em conta o potencial das plataformas escaláveis e novos mercados como o chinês, as possibilidades de um sucessor para o C6 na Europa entram no campo das possibilidades plausiveis.
Aquele concept 9, mesmo que focado no mercado chinês, o business-case seria bastante mais apetecível para poder regressar a este segmento na Europa.
O A6 na China vende mais de 100 mil un/ano. Mesmo que a Citroen vendesse um pouco menos o que o Mercedes E vende, cerca de 36 mil/ano, venderia mais num ano que o C6 em toda a sua carreira, o que garantiria um business-case bastante mais sólido.

Concordando nos outros ponto, só vou dar o exemplo do LFA para discordar em 10% desta frase. Ainda há quem se possa dar ao luxo [:p]
 
O importante nisto é que o produto se pague a ele próprio pelo menos, o resto já é lucro porque no seu desenvolvimento saem coisas que podem aproveitar nos segmentos abaixo.

Isto é o pior ainda dentro de uma situação boa, porque dar prejuízo é mau mesmo que consigam viabilizar certas soluções para usar noutros produtos.

Com uma plataforma única a cobrir mais segmentos pelo menos em economias de escala estão bem melhor, porque esta PF3 sempre foi cara para a quantidade de modelos e o seu custo médio. Se eles vendessem 1 milhão de automóveis por ano montados nela seria bem diferente.
 
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Uma coisa que o pessoal tem que perceber é que o C6 é um carro para agradar a quem gosta da Citroën (e apanha outros pelo caminho como eu). O objectivo do C6 nunca foi ser um líder de vendas, por isso é normal que todos digam que não o compravam, não quer isso dizer que as outras propostas sejam melhores [;)]

Por algum motivo trocaram o 2.7 HDI pelo 3.0... Quanto mais não fosse pelo mercado interno. [:p]

Trocou porque a Ford actualizou o motor em parte por causa do XF e a PSA actualizou também os motores. O próprio C5 e o 407 Coupé pode sair com o 3.0 HDi, não faria sentido manter o 2.7 quando este deixou de ser produzido.
 
Concordando nos outros ponto, só vou dar o exemplo do LFA para discordar em 10% desta frase. Ainda há quem se possa dar ao luxo [:p]

Sim, o LFA não dá guito a ninguém, mesmo custando a exorbitância que custa.
Mas o LFA é um daqueles projectos dantescos, estilo Veyron.
O primeiro concept do LFA surgiu em 2005, mas o desenvolvimento do carro iniciou-se alguns anitos antes, e só começou a ser produzido no final de 2010.
Foi um projecto que deu voltas e voltas, com reformulações profundas durante o desenvolvimento, que obrigou a deitar muita coisa finalizada fora e a começar do zero.

No que toca a gestão de projecto foi uma desgraça épica.[:D]
Se tivesse seguido um ciclo de desenvolvimento normal, poderia ter chegado ao mercado anos antes e talvez ser minimamente rentável.
 
Tu é que não percebes o que se está a discutir. O luissousa6 estava a dar a sua opinião pessoal.

Se queres contribuir para algo se útil este tópico fazes o seguinte vai lá procurar os preços e as especificações técnicas em 2006 do C6 e dos seu concorrentes.

Eu conheço um carro que iniciou o seu ciclo de vida (do modelo actual) por volta de 2006, e tem no seu Diesel de topo uma versão AWD, que no total de todos as versões vende sensivelmente mais que o Citroën C6 vendeu, e que é bastante mais barato.
A unica diferença é que o seu "D5" só vem com duzentos e poucos cavalos, ao invés do Citroën com 240.
Portanto "não serve". [;)]
 
Eu conheço um carro que iniciou o seu ciclo de vida (do modelo actual) por volta de 2006, e tem no seu Diesel de topo uma versão AWD, que no total de todos as versões vende sensivelmente mais que o Citroën C6 vendeu, e que é bastante mais barato.
A unica diferença é que o seu "D5" só vem com duzentos e poucos cavalos, ao invés do Citroën com 240.
Portanto "não serve". [;)]

Então já foste procurar os dados de 2006 ou nem por isso? Tu é que ainda não entendeste que aquilo que o user luissousa6 disse era apenas uma opinião pessoal e não uma verdade absoluta. Ele já explicou que é Citroenista por isso iria sempre optar pelo C6 em detrimento do A6. Em 2012 o C6 já não era competitivo comercialmente, já toda a gente sabia isso mas parece tu és o único que não entendes algo tão simples.
 
Last edited:
Vocês olham para um Citroen CX, XM, ( já para não falar em DS ) e o que vêm ? carros distintos, únicos, e que fazem virar muitas cabeças, goste-se ou não. até mesmo os Xantia o fazem.

Agora, olham para um BMW série 3 de 1992 ? Um classe E do mesmo ano? E um Audi 80 ? são únicos como o XM ? Nunca na vida. Se são piores ou melhores, depende do que cada um prefere.

Uma pessoa vê um A6, tudo bem...mas quando vê um C6, causa logo outro impacto.

Não importa aqui se é melhor ou se é pior ou se é mais potente 5cv ou se gasta menos 0.0002 L/100 ou se demora menios 0.5s dos 0-100, o que interessa é que a citroen quiz fazer do C6 um carro distinto, que um dia virá a ser um clássico muito cobiçado, em vez de apenas produzir mais um carro banal como tantos outros.

O C6 foi feito para agradar especialmente a quem aprecia um verdadeiro Citroën. E muita gente nunca na vida irá perceber isto. Um C6 é para quem procura um carro com alma e não para quem passa os sábados enfiado em stands a espreitar o preço dos extras do BMW, Mercedes e afins, ou está sempre em test drives a ver qual é o mais engraçado.

O C6 não se pode comparar com outros carros. É melhor numas coisas, piores noutras, conforme as exigências de cada um, mas é um carro à parte e cumpre à risca tudo aquilo que a Citroën um dia foi : Berlinas rasteirinhas, confortáveis, únicas.
 
Sim, é verdade que o Xantia Activa conseguia ter uma condução muito interessante, mas a fórmula parece não ter resultado tão bem no C6, sendo este criticado por ter uma condução pouco ágil e com falta de "tacto".

O C6, tal como o C5, exigem habituação na sua condução. Da mesma forma que um condutor que esteja há muito tempo habituado a um C5, quando passa para um carro " normal " parece que passou para uma carroça, o que na verdade não é real.

O Xantia Activa tem uma suspensão diferente de todos os outros citroen hidropneumaticos, e é quanto a mim o melhor segmento D dos anos 90, mas de longe.
 
Quem te lê até acha que a Citroen fez o C6 para...não vender. Quem dera à Citroen que o C6 tivesse vendido tanto como um Série 5 ou um Classe E.

A Citroen tem uma abordagem distinta para o C6, porque se fizesse uma berlina cinzentona como as germânicas, então é que vendia mesmo zero. A única maneira deste tipo de marcas conseguir vender algo neste segmento é apresentando algo diferente e único (a própria Citroen admitiu isso, dizendo que novos topos de gama terão de ser na linha do concept "Numéro 9"). Porque se vai oferecer mais do mesmo, as pessoas vão sempre optar pelas premium.

Achas que sim?

Olha para o actual C5....perdeu esteticamente qualquer espírito original Citroénico, e vendeu bem.....
 
Vocês olham para um Citroen CX, XM, ( já para não falar em DS ) e o que vêm ? carros distintos, únicos, e que fazem virar muitas cabeças, goste-se ou não. até mesmo os Xantia o fazem.

Agora, olham para um BMW série 3 de 1992 ? Um classe E do mesmo ano? E um Audi 80 ? são únicos como o XM ? Nunca na vida. Se são piores ou melhores, depende do que cada um prefere.

Uma pessoa vê um A6, tudo bem...mas quando vê um C6, causa logo outro impacto.

Não importa aqui se é melhor ou se é pior ou se é mais potente 5cv ou se gasta menos 0.0002 L/100 ou se demora menios 0.5s dos 0-100, o que interessa é que a citroen quiz fazer do C6 um carro distinto, que um dia virá a ser um clássico muito cobiçado, em vez de apenas produzir mais um carro banal como tantos outros.

O C6 foi feito para agradar especialmente a quem aprecia um verdadeiro Citroën. E muita gente nunca na vida irá perceber isto. Um C6 é para quem procura um carro com alma e não para quem passa os sábados enfiado em stands a espreitar o preço dos extras do BMW, Mercedes e afins, ou está sempre em test drives a ver qual é o mais engraçado.

O C6 não se pode comparar com outros carros. É melhor numas coisas, piores noutras, conforme as exigências de cada um, mas é um carro à parte e cumpre à risca tudo aquilo que a Citroën um dia foi : Berlinas rasteirinhas, confortáveis, únicas.

Cala-te pá! Não defendas o raio do carro para ver se ele desvaloriza ainda mais...:mad:













(para eu depois comprar um)
 
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