Ai que paciência eu tenho [

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Pé, o Carlos postou um raciocínio para explicar a diferença de preço entre o café em Aveiro e o café em Paris.
Tu respondeste logo que não era bem assim e começaste a falar que o tipo de café podia ser diferente e fazer variar o preço.
Ora dentro do raciocínio do Carlos (que responde a um "sector" da tua pergunta inicial "Como se valoriza o trabalho") a questão do tipo de café é irrelevante, tal como eu te disse.
Ninguém aqui está a dizer que o tipo de café não é mais um factor que influencia o preço, nem que o que estás a dizer não possa ser verdade.
Agora, dentro do tipo de raciocínio que o Carlos estava a expôr, isso é irrelevante.
É +/- a mesma coisa que alguém disser: "Os carros em França são mais baratos que em Portugal".
E tu responderes: "Não! Depende do tipo de carro. Existem carros em Portugal mais baratos do que outros que existem em França".
Negas uma coisa e argumentas essa negação com uma coisa completamente fora do contexto.
Percebes??? [

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És um confuso [

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Ai o confuso sou eu?! Claro, só podia...
A pergunta é simples, embora mal articulada, tu é que a complicaste, ou pretendeste!... [

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E pensa num empregado de café em Aveiro e um mesmo empregado de café em Paris. O café em Aveiro custa 0.80€, em Paris 3.00€.
E o que é que torna o café mais caro em Paris? A lei da oferta e da procura? Não me parece.
Começa logo mal a pedir para se pensar num empregado de café em Aveiro e um mesmo empregado em Paris e, depois, sem qualquer nexo, fala apenas no preço do café, esquecendo a "variável" empregado...
Tudo bem, percebe-se que o que ele, no fundo, pretende, embora na construção frásica não lhe saia muito bem esse objectivo, é analisar o porquê do preço do café comparado entre dois locais distintos (mais uma vez o empregado não é necessário na equação).
A isso foi-lhe dada a resposta que tu, por alguma vontade louca de contrariar, por um lado, e apoiar, por outro, respondes elaborando um raciocínio no mínimo comprometido com uma ideia fixa, da qual não sais.
Os preços do café, vê se entendes de uma vez, resultam de um conjunto de factores inerentes à produção do mesmo e que têm que ver com aspectos relativos aos custos de produção e ao mercado a que se destina, sendo certo que, especulação e intermediários à parte, no produtor o café tem um valor mensurável também, por exemplo, em horas de trabalho para a sua realização.
Quando chega ao seu destino esse mesmo café já vai apresentar preços de venda distintos mercê de muitas condicionantes, algumas das quais que já referi mas a que não deste atenção, quiçá porque desprezas literatura de referência no tema Teoria do Valor do Trabalho (
Adam Smith,
David Ricardo e
Karl Marx) e, assim, não aprendes qualquer coisinha... [

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Bem e esta comparação que fazes à justificação que dei...:
É +/- a mesma coisa que alguém disser: "Os carros em França são mais baratos que em Portugal".
E tu responderes: "Não! Depende do tipo de carro. Existem carros em Portugal mais baratos do que outros que existem em França".
...Nem parece tua, afinal és um gajo inteligente e não era expectável uma análise destas, tão fora da objectividade... [s)]
Lê, André, tu que até és um gajo porreiro e gostas de ler, de outro modo não te terias "metido" a tirar o curso que estás a tirar, lê coisas de pensadores de referência em termos económicos! Não te feches antecipadamente às ideias que tu presumes serem contrárias à tua ideologia, senão nunca terás a agilidade suficiente para comparar o que verdadeiramente acreditas com aquilo que, conhecendo bem, queres e podes rejeitar!
Tenho dito. [

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