Crise desde 2011, 2022,... 2099... Até quando?[AVISO Página#2709-Post#81255]

Vendo as coisas duma forma meramente conceptual a privatização faria sentido e vai de encontro à minha faceta mais liberal.

Mas sendo pragmático e cínico tenho que conceder que o Eduardo209 não deixa de ter razão em parte da sua argumentação; o que não falta em pt são negócios em que o estado é literalmente empalado ... ou situações em que o privado só entra com garantias principescas.

E não digo isto tipo "boca da tasca"; há todo um historial nos últimos anos que suporta o ponto de vista expresso:

- salvo erro na altura do PPC houve uma garantia de cerca de 600M € (não citem o valor sff, é de memória) do estado na entrada dos privados; e houve a questão dos Airbus que a TAP já tinha encomendado (não estou a dizer que é irregular usar esses Airbus; apenas que foi uma mais valia para a entrada dos privados);

- a quantidade de ex-políticos que estiveram/estão no topo da ANA, Lusoponte, Mota, na própria TAP (na altura em que esteve privatizada), etc;

- tranches de imobiliário que pertencia ao "Banco Mau" e foi alienado pela Parvalorem à preço de banana e pouco depois foi vendido por privados por muito mais dinheiro;

- a forma como o Novobanco foi vendido à Lone Star com garantias de pelo menos 3900M € para cobrir imparidades (dizia-se que até poderia ser um montante superior);

- contratos das PPPs rodoviárias blindados e com compensações principescas caso o tráfego fosse baixo (como disse o Eduardo209 é uma situação win-win para quem fica com a concessão);

Se puxasse pela cabeça de certeza que tinha mais para escrever :(

Todos os exemplos sem excepção, poderiam igualmente ocorrer numa solução de venda de uma empresa da dimensão da CP aos "pedaços". O que estás a falar é de corrupção ou tráfico de influências, não é da melhor solução para o país.
Não adiantava nada venderes activos aos "pedaços" se quem os estivesse a vender, fizesse contratos lesivos para o estado, vende-se a baixo de preço para depois o "privado" os vender a preço de mercado e lucrar indevidamente. Ou até com contratos com salvaguardas sobre durabilidade do material circulante com compensações. A imaginação é o limite. E mais, depois esse mesmo responsável/eis pela venda acabar/em a administrador/es na nova empresa criada...
Vender ativos vs vender o todo, não tem vantagem nenhuma para prevenir corrupção.

Obviamente que se estamos a teorizar a melhor solução para a bandalheira da CP, seria uma solução bem feita.
 
Última edição:
Todos os exemplos sem excepção, poderiam igualmente ocorrer numa solução de venda de uma empresa da dimensão da CP aos "pedaços". O que estás a falar é de corrupção ou trafego de influências, não é da melhor solução para o país.
Não adiantava nada venderes activos aos "pedaços" se quem os estivesse a vender, fizesse contratos lesivos para o estado, vende-se a baixo de preço para depois o "privado" os vender a preço de mercado e lucrar indevidamente. Ou até com contratos com salvaguardas sobre durabilidade do material circulante com compensações. A imaginação é o limite. E mais, depois esse mesmo responsável/eis pela venda acabar/em a administrador/es na nova empresa criada...
Vender ativos vs vender o todo, não tem vantagem nenhuma para prevenir corrupção.

Obviamente que se estamos a teorizar a melhor solução para a bandalheira da CP, seria uma solução bem feita.

Sinceramente não tenho grande opinião formada sobre a questão de vender inteira vs vendes às tranches.
 
Já andamos às voltas. Já expliquei porque não concordo com privatização à portuguesa em que se privatiza o lucro fácil e o estado fica com o prejuízo ( passe o slogan).

Em resumo: se e o processo de privatização for aberto à comunidade empresarial e investidores particulares: sim. Se o processo for com barreira às entrada desenhado fato à medida para entregar a amigos: não.

Não vou contribuir para encher o barulho a políticos corruptos em nome de qualquer ideologia. Isso querem eles...

Eu tbm gostava de receber o filé minhon da esfera pública para gerir e deixar a gordura para o estado.

Então nesses contratos em que os activos permanecem na posse do estado com risco zero é sempre a aviar e registradora a contar.

O capitalismo à portuguesa para enganar quem gosta de o ser. Não quero.

Eu não ando às voltas, tu é que andas. Ora defendes vender os ativos, ora defendes que não se pode vender porque vai ser para enriquecer os amigos.

Eu nunca defendi fazer contratos de gestão privada ou algo do género. Eu defendo uma solução liberal, a empresa vai para o mercado para venda e quem der mais fica com ela, para o bem e para o mal.

O capitalismo à portuguesa, AKA tráfico de interesses, não é capitalismo, não é liberalismo. Para se fazer uma coisa destas com uma empresa como a CP, o país não podia ser nem socialista nem social democrata. O estado teria obrigatoriamente que ser muito mas muito mais pequeno e o privado competir entre si, pelo negócio, pelos recursos humanos, pelo cliente. Haveria uma margem infinitamente menor de ocorrer aquilo que tens medo.
 
Um outro exemplo que vai envolver muito dinheiro e pasme-se não está na campanha!

O estado não vai meter dinheiro na construção do novo aeroporto, mas quantos anos de concessão terá a Vinci? Com que taxas aeroportuárias?

Há que relembrar que a Vinci já tinha obrigações de investimento na infraestrutura decorrentes do contrato vigente ...

Realmente é surreal que não haja um pio na campanha eleitoral, sobre um assunto de milhares de milhões de euros. E isso para não entrar na questão das infraestruturas de suporte ao novo aeroporto.
 
No fundo num sítio em que a governação é uma bandalheira acaba por não haver boas soluções. É como na regionalização ou na maior atribuição de poderes e competências às CM: em teoria eu concordo, mas na prática num país em que a justiça e a ética das elites é um lodo, só estamos a institucionalizar mais burocracia e potenciais focos de corrupção e desvio de dinheiro público.

é complicado ...


​Poupemos paulofer ao melindre do país dos caciques retrógadas onde a corrupção grassa.

O país retrógado e pidesco, dos situacionistas de antanho, Ó Eça!
 
Há ainda a questão de ser um país e um mercado pequenos, o que dificulta a existência de verdadeira concorrência, proporcionando episódios de concertação entre empresas. A justiça ser uma anedota é um bónus!

Percepções demagogas, vê o exemplo clássico de uma salutar e eficaz concorrência nos preços de retalho de combustível e gás de botija, a favorecer o robusto e informado consumidor português, [:D]

Com a musculada acção da AdC, esse baluarte estatal da defesa da economia de mercado, num país que no principal texto politico, diz estar-se a caminhar para uma sociedade Socialista, estas nuances são cómicas.

O PREC e o bordel politico dos primeiros anos de 80, são mais honestos que esta choldra que este piqueno país se tornou.
 
Percepções demagogas, vê o exemplo clássico de uma salutar e eficaz concorrência nos preços de retalho de combustível e gás de botija, a favorecer o robusto e informado consumidor português, [:D]

Com a musculada acção da AdC, esse baluarte estatal da defesa da economia de mercado, num país que no principal texto politico, diz estar-se a caminhar para uma sociedade Socialista, estas nuances são cómicas.

O PREC e o bordel politico dos primeiros anos de 80, são mais honestos que esta choldra que este piqueno país se tornou.

Pois é.
Mas tinhas tb as telecomes agora DIGIzadas.

E os supermercados grandes.

E os bancos.

E tantos outros "quartéis" da tropa fandanga.
 
Se o problema são as greves, dei uma solução mais imediata: alteração do código de trabalho adaptando-o aos nossos tempos.

Privatização num país atulhado em corrupção é entregar empresas e lucro fácil a amigos que depois devolvem favores. Para isso: prefiro efectivamente ficar como estamos.

Isto não é propriamente o velho oeste em que as os colonos trabalham e criavam oportunidades e se fazia o milagre americano da iniciativa privada. Não.

Isto é a choldra que bem conhecemos. A chodra do compadrio, do nepotismo, dos esquemas e negociatas em jantares de amigos.

Ok. Estás em negação, no problem... [:p]

Nem um comentário sobre as empresas que te citei em cima que foram todas privatizadas, na mesma choldra, e funcionam melhor e deixaram de ser um pesadelo para todos nós
 
Ok. Estás em negação, no problem... [:p]

Nem um comentário sobre as empresas que te citei em cima que foram todas privatizadas, na mesma choldra, e funcionam melhor e deixaram de ser um pesadelo para todos nós

São um pesadelo na mesma, continuamos a ser assaltados na mesma. [:D]
 
já viram que os sectores onde os sindicatos são mais fortes são também aqueles em que os serviços são mais mrdosos?

e já viram que quando os serviços mrdosos são privados o cliente pode simplesmente mudar para outro melhor, enquanto nos serviços públicos não há alternativa e tem de se pagar o serviço mrdoso na mesma?


fica para reflexão.

Este post, em dois parágrafos coloca a nu e no geral, o mindset tuga.

Por um lado o fantasma do privado malvado capitalista aterroriza-os, por outro lado aquela velha e confortável sensaçao de "posse" do que nunca nos pertenceu, e do qual os FP e os Sindicatos se apropriaram.

Mas pronto, é só a visão de um liberal, emprendedor e empresário completamente desprendido do sector publico empresarial
..
 
Ok. Estás em negação, no problem... [:p]

Nem um comentário sobre as empresas que te citei em cima que foram todas privatizadas, na mesma choldra, e funcionam melhor e deixaram de ser um pesadelo para todos nós

Eu posso comentar. Em relação a quê concretamente? Escolhe uma qualquer.

Se é para falar de ideologia do privatizar VS não privatizar: estou noutra largura de banda.

Cada caso é um caso. Mesmo a CP, neste momento opera numa rede saturada. Privatizar o quê se não há forma de enfiar mais composições nas linhas existentente?

Os concorrentes da CP são os autocarros e o automóvel privado. E continuarão a ser depois de um eventual privatização.
Qualquer que seja o modelo: será sempre altamente depente de 1) subvenção estatal 2 ) desinsentivo ao uso de meio alternativos que depende igualmente de decisão política e lobies.

Portanto, o lucro no tranporte de passageiros em ferrovia depende essencialmente de decisão política. Isso para mim não é negócio nenhum. Os advogados e negociadores afinam uns critérios catitas nos contratos com o estado e é so ganhar dinheiro a seguir.
 
Última edição:
Eu vou ser um pouco advogado do diabo nesta questão da greve da CP.

Daquilo que fui vendo, parece que a greve existe não por capricho, mas porque o governo se recusa a assinar um acordo que foi delineando e aprovado nas variadas reuniões que existiram, justificando que não o pode fazer por ser "governo provisório". Algo que no entanto não proibiu de tomar outras decisões e assinar outros acordos.

Entendo a razão da greve, de certa forma apoio por uma questão de principio.

Aquilo que me preocupa e tem preocupado nestas situações é o uso da greve como forma de chantagem para impor condições por parte dos sindicatos/trabalhadores. Principalmente em funções que são de certa forma essenciais ao dia-a-dia, seja transporte públicos ou outros.

Concordo.

Eu aliás espanta-me muito como há gente a querer proibir a greve....
Uma coisa é leis mt mais restritivas para a greve, outra é ser contra a mesma.

E sim acho que diversos sindicatos abusam da greve e deps já ng os leva a sério.

Ora, o governo pode ter desculpa esfarrapada de argumentar o " sob gestão " mas os sinficatos também podiam esperar mais umas semanas....digo eu, mas ok percebo o ponto deles.

Outra coisa que me admira é como alguém que não ganhe o SMN, parece que é logo um "criminoso " só por exigir alguma consideração...

Ng tenha duvidas que o tempo das vagas gordas no estado, empresas e serviços publicos já lá vai.....
 
Repito: isso é e código do trabalho essencialmente.

A lei da greve não está adaptada à realidade do país actual.

Por outro lado, ninguém é obrigado a trabalhar numa empresa estatal com baixo salário. É efectivamente um opção do trabalhador. Ninguém obriga os maquinistas da CP a trabalhar na CP . Podem optar ar por assentar tijolo, apanha do morango ou outra coisa qualquer.

Os maquinistas até se podem candidatar a operadores privados ( Captrain, Medway ) e inclusive a outros países da UE uma vez que estão habilitados a isso, nem são daquelas profissões assim tão restritivas mas tanto ele como revisores , funcionarios das bilheteiras e afins podem tambem ir para outra onda. Mas é legitimo fazerem greve, mas nao desta forma, eu acho.
 
Os maquinistas até se podem candidatar a operadores privados ( Captrain, Medway ) e inclusive a outros países da UE uma vez que estão habilitados a isso, nem são daquelas profissões assim tão restritivas mas tanto ele como revisores , funcionarios das bilheteiras e afins podem tambem ir para outra onda. Mas é legitimo fazerem greve, mas nao desta forma, eu acho.

Sabes quanto custa formar um maquinista?

E com menos locais que para tirar o brevet... [:p]

Não sabes.
 
Concordo.

Eu aliás espanta-me muito como há gente a querer proibir a greve....
Uma coisa é leis mt mais restritivas para a greve, outra é ser contra a mesma.

E sim acho que diversos sindicatos abusam da greve e deps já ng os leva a sério.

Ora, o governo pode ter desculpa esfarrapada de argumentar o " sob gestão " mas os sinficatos também podiam esperar mais umas semanas....digo eu, mas ok percebo o ponto deles.

Outra coisa que me admira é como alguém que não ganhe o SMN, parece que é logo um "criminoso " só por exigir alguma consideração...

Ng tenha duvidas que o tempo das vagas gordas no estado, empresas e serviços publicos já lá vai.....
A greve surgiu numa época de ouro da indústria.

Hoje vivemos numa sociedade de serviços.

A lógica tem de ser alterada porque se eu fizer greve na fábrica de louças, a empresa terá menos uns pratos para vender. Mas se fizer greve num transporte público, além da empresa poder não vender bilhetes, pode chegar ao limite de comprometer outros serviços essenciais. Basta pensar num hospital ou outro serviço essencial onde a maioria dos trabalhadores use transportes públicos.

A greve tem mesmo de ser proibida em muitos serviços.
 
Sabes quanto custa formar um maquinista?

E com menos locais que para tirar o brevet... [:p]

Não sabes.


Não sei? lol, deixa-te de parvoíces.

Sei os custos, conteúdos, material circulante usado antigamente e agora, tempos, etc, aliás sei eu e qualquer entusiasta ou mero curioso que perca alguns minutos na internet. Ninguém aqui inventa a roda.

Mas não percebi a tua questão. Qualquer maquinista pode saltar fora da CP, há mercado, curto em PT, mas há, mas toda uma UE tambem, a carta não é só válida cá.
 
A greve surgiu numa época de ouro da indústria.

Hoje vivemos numa sociedade de serviços.

A lógica tem de ser alterada porque se eu fizer greve na fábrica de louças, a empresa terá menos uns pratos para vender. Mas se fizer greve num transporte público, além da empresa poder não vender bilhetes, pode chegar ao limite de comprometer outros serviços essenciais. Basta pensar num hospital ou outro serviço essencial onde a maioria dos trabalhadores use transportes públicos.

A greve tem mesmo de ser proibida em muitos serviços.

Não tem que ser proibida coisíssima nenhuma, tem é que ser fortemente limitada e não esta bandalheira.

Por isso é que no UK há tambem greves dos ferroviários, só que lá têm economia a sério e salários a sério.
 
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