Nem por isso (apesar de tb o ser)..
Então? Somos ou não somos? [

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O recurso ao credito verifica-se maioritariamente em países assimétricos ou (como no nosso caso) rodeados por países desenvolvidos.
Vemos isso acontecer principalmente nos EUA, que talvez seja um melhor exemplo, onde há uma maior desigualdade entre os muito ricos e os pobres. .
Um país assimétrico é um país com mais ricos que pobres?
Os EUA têm uma classe média fortíssima - são esses que recorrem ao crédito ao consumo.
Os pobres não têm acesso ao crédito.
Os ricos recorrem ao crédito como instrumento de rentabilização do seu património - geralmente operações colaterizadas com activos e a taxas escandalosamente baixas, que permitem ganhar o banco e o cliente ao mesmo tempo.
Aliás, se o "povo" tivesse conhecimento do que se passou no private banking no tempo das "vacas gordas", faziam um motim. [

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Há outras formas de garantir "o melhor produto ao mais baixo preço" sem vencimentos a cair.
O problema (ao nível das classes médias) é exactamente os vencimentos não acompanharem o aumento de quantidade e qualidade dos produtos, e nem sequer estou a falar de Portugal.
Que formas existem de garantir "o melhor produto ao mais baixo preço"?
Já se fazem omoletes sem ovos?
Se estás a oferecer limões a metade do preço, alguém ficou a arder - achas que foi o grande retalhista ou o pequeno produtor? Ou este (que ficou com os limões na árvore) e o amazonas que recebeu arroz em troca e ficou todo contente?
Bem na realidade não é assim, estas a confundir liquidez de mercado com liquidez das pessoas comuns e estas ultimas não jogam na bolsa.
Na realidade, só mesmo a alta classe media e os muito ricos o fazem, pois são os únicos que se podem dar ao luxo de lidar com a instabilidade bolsista (investir em fundos de investimento não é investir
na bolsa [

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Alto e pára o baile! [

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Então os fundos de investimento são compostos por quê?
Tu podes não "jogar" na bolsa, mas quando subscreves um fundo de investimento ao balcão do banco estás a comprar partes de acções e/ou obrigações.
A única diferença é que por cada 1€ que investes, divide-lo por n acções de poucos cêntimos fazendo com que o risco fique diluído - se uma das empresas do cabaz "rebentar", só perdes a parte dos cêntimos que a gestora do fundo investiu nessa acção/obrigação.
É a mesma coisa que comprar um carro com ABS e ESP em vez de um carro com travões de tambor - quando é para estoirar, estoira na mesma, apenas mais devagar. [

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Curiosamente, o rastilho desta crise, foi acesso, não nos países onde o estado redistribui os impostos a quem os paga desta forma...
...mas nos países onde o estado não devolve desta forma os impostos pagos.
E foi exactamente esta procura de rentabilidade e a ausência de um estado social que o precipitou..
Uma coisa é a procura de crédito que originou a crise, outra coisa são os efeitos da mesma.
O sistema é muito complexo - é certo que o rastinho foram os créditos hipotecários nos EUA, mas os efeitos são generalizados.
E se calhar até mais nefastos nos países aforradores que compraram esses créditos, como é o caso da Suiça ou países nórdicos.
E no caso da Suiça - que sempre foi a reserva ocidental - Martin Wolf já veio dizer que mesmo que o Estado suiço queira salvar a UBS, não tem capacidade para tal.
Exacto, mas a principal questão é que o sistema capitalista é apenas como as escolas em Portugal, foi criado nos alvores da revolução industrial com dois objectivos, recrutar mão de obra barata e consumidores para o que essa mão de obra produzia e no processo enriquecer ainda mais os mais ricos.
A coisa não correu exactamente como se esperava, as massas vendo algo mais do que o bucólico campo e as vidas de quem nada fazia depressa abriu os olhos.
Resumindo, o capitalismo é um barracão de contraplacado e telhas de fibrocimento impregnado de amianto, onde chove e não há aquecimento, mas é suportado pelos outros blocos iguais e alguns barrotes podres.
Provisório mas em uso e defendido pelo ministério da educação como estando em excelente forma.
O sistema capitalista não tem alternativa viável.
Nenhum outro sistema garante o bem-estar à população que este proporciona, por muitas crises que aí venham.
A queda do muro de Berlim provou-o: o Estado-providência, que é o bastião da Europa social, só é viável numa economia de mercado.
De outra forma, viveríamos numa URSS.