Encomendei o meu Duster em Agosto na Caetano Retail de Matosinhos e recebi-o na primeira semana de Dezembro, dentro do prazo que me tinham indicado, neste momento já conta com quase 500Km. É um 4x2 Confort 1.5 dCi de 90cv, preto.
O que me atraiu para este modelo foi a estética muito bem conseguida, o preço, a fiabilidade reconhecida do motor DCI, a garantia Renault e o historial de custos míninos de manutenção associados aos Dacia.
Antes de descrever as minhas primeiras impressões convém referir quais são as minhas referências: a mais importante é o Land Rover Freelander 2.0 Di que me acompanhou nos últimos 6 anos, outra é o Peugeot 207 Active 1.4 de 75cv que é da minha querida esposa e que conduzo frequentemente.
Aspectos positivos:
Suspensão – É a suspensão mais soft que experimentei, o Free parecia um tanque, o 207 dá a sensação que sofre danos irreparáveis em cada buraco.
Mala gigantesca – sem rebater os bancos leva carrinho de bebé, cama de viagem, mala das fraldas e compras para um mês. O Free parecia grande mas só levava 2/3 do que este leva, ou menos. No compartimento do 207 não cabe sequer o carrinho.
Auto-rádio LG com USB, leitor CD/MP3, Bluetooth e micro para telemóvel - o Free ainda era do tempo da cassete e o display integrado no tablier avariava-se constantemente, o auto-rádio de série do 207 é claramente inferior (sem USB, sem Bluetooth e sem leitor MP3).
Barras no tejadilho – essencial para quem pretende fazer btt todos os fins de semana em 2011 (era bom era).
Consumo – depois de 6 anos de Land Rover a sensação é um misto de leveza e alívio. Quanto ao 207, é 1.4 e é a gasolina, está portanto tudo dito.
4 Vidros eléctricos – com possibilidade de bloquear os de trás e tudo.
Ar condicionado super-potente – agora que é Inverno desembacia os vidros em segundos, nunca usei a ventoinha acima do 2, ainda não notei nenhuma redução de potência do motor. O Free abrandava nitidamente quando se ligava o A/C em auto-estrada, no 207 nota-se quebra de potência.
Potência – estes 90 cv parecem o dobro dos 96 que o Free declarava, aquela tracção às 4 permanente com acoplamento viscoso fazia com que o carrôço se arrastasse.
Aspectos não tão positivos:
Usabilidade de certos comandos: a posição da buzina é incompreensível, é igual ao Volvo que os meus pais tiveram há 30 anos. Mexer na altura dos faróis em andamento é suicídio. As escovas não se ligam automaticamente quando se esguicha água, o que é um bocado chato.
Visibilidade traseira – parece-me má, pelo menos ainda não me consegui habituar, penso seriamente em instalar sensores de estacionamento.
Chapeleira da mala – não creio que daqui a um ano ainda exista, aquilo parece feito de papel higiénico.
Protecção da mala - O rebordo da entrada não tem nenhum revestimento e ao fim de menos um mês a tinta já está riscada, faço ideia daqui a um ano.
Para já é o que me ocorre, estou bastante satisfeito com o carro, os aspectos negativos que referi não chegam para me desapontar. Se quiserem saber mais algum detalhe, terei muito gosto em responder.