O Governo encerrou recentemente a sede do Conselho de Governo do Conselho Nacional de Allyus e Markas de Qullasuyu (Con.amaq), uma organização de povos indígenas locais, descendentes dos Incas, não permitindo a entrada aos novos responsáveis do organismo.
Rafael Quispe, um dos líderes, falou à imprensa local prometendo medidas drásticas para contrariar a passagem do Dakar pelo país. “Como vai ser um grande passo, sugiro que se ponha arame farpado e assim estanca-se logo todo o problema”, afirmou.
Quispe lembrou que ele não pode decidir mas vai sugerir esta medida aos restantes membros da comunidade.
Apenas as motos e as moto4 irão passar pela Bolívia, pela região de Unyui, onde se localiza o maior deserto de sal do mundo,
Vários membros da organização indígena encontram-se à porta da sede em vigília, como sinal de protesto. Prometem lá ficar até 14 de janeiro, quando vai realizar-se um conselho para decidir outras formas de contestação.
Os problemas surgiram quando um grupo de indígenas afetos ao governo de Evo Morales não reconheceu a eleição de Freddy Barnabé para líder da con.amaq. Perante o celeuma causado, o governo ordenou o fecho da sede originando esta vigília e consequente ameaça ao Dakar.