As motas atuais já são mais "limitadas" que no passado, ou melhor, mais "especificas".
Longe vão os tempos da LC8, que por acaso nem eram muitos que andavam com ela (Só o grande Meoni venceu com ela), da Elephant 900, super Teneré, AT, e por aí fora.
Mesmo as 650/690 já desapareceram à uns anos.
Ainda no ano passado andava no Eco Race uma CRF 1000 e se não me engano ficou bem longe do primeiro lugar, pois potência e velocidade máxima não é tudo.
Esta etapa 7 é que foi tudo menos típica em relação aos hábitos dos últimos anos. Extremamente rápida e propícia a velocidades muito elevadas durante muito tempo.
Segundo as informações que passaram alguns carros fizeram a prova a mais de 120 km/h.de velocidade média, sendo que os camiões mais rápidos entrariam no top 10.
Se não me engano os camiões estão limitados a 150 km/h, o que demonstra o quão absurda e atípica foi esta fatal etapa.
Mas é isto o Dakar, sempre foi e sempre será. A malta pedia o Dakar outra vez em África, foram mais para o lado mas voltaram algumas das características mais perigosas (não necessariamente duras, porque nisso a América do Sul era fortíssima).
É duro, muito dura a perda de alguém que nos diz muito e que é um estandarte da competição. Poderia ter sido o van Beveren na queda do outro dia, mas calhou ao nosso Speedy, como amanhã pode calhar a outro qualquer.
A quente todos ficam em baixo com esta situação, mas amanhã ou na pior das hipóteses no próximo ano, vão querer lá voltar e lutar para dar o máximo como se não houvesse amanhã, tal como o Paulo fazia sempre.