rca33
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Propostas híbridas mais interessantes que a Toyota? Diz-nos quais?
Depende de quem esteja a responder, pois eu diria que acho mais piada a um Golf GTE do que a um Prius (de longe), mas eu faço parte daquela percentagem enorme de pessoas que não são são contabilistas nem deixam que seja ele a escolher o carro!
Se voltarmos ao início da febre diesel, encontramos alguns motores e modelos "culpados", com o 1.9 TDI a ter um papel determinante na difusão da então nova geração de diesel, que não eram arrastadeiras.
Aquilo que me espantou a primeira vez que andei num não foi o consumo (até porque isso não se vê logo), e sim a capacidade de resposta.
Sim, a resposta vem do turbo e a descarga de binário (o famoso kick) ajuda a aumentar sensações, mas foi isso (misturado com os consumos) que fizeram com que muita gente pagasse um valor adicional elevado para os comprar.
O resto é história, sendo que a maior parte das marcas criaram a sua versão do diesel "moderno" e cheio de binário.
O artigo do Autohoje colocado aqui por outro user com a comparação do "híbrido vs pequeno otto turbinado vs turbodiesel comum" coloca o Toyota num bom plano em números, mas num plano menos bom em termos de sensações, e não é nada mais do que uma realidade inerente aos híbridos Toyota.
Daí que a transição do diesel para os híbridos não seja assim tão apetecível, já que eles conseguem fazer o oposto do que o velho TDI fazia e parece que andam muito menos (e com mais esforço) do que até andam.
Como ninguém conduz com um cronómetro na mão, essas sensações ligam-se directamente ao maior ou menor desejo em comprar um carro com uma tecnologia pouco divulgada por cá, e que por mais fiável que possa ser, há coisas onde só a Toyota conseguirá mexer em PT.
Se os carros fossem comprados de forma estritamente racional, a maior parte nem o seria, porque facilmente se concluiria que o carro com 14 anos e 250.000 km ainda tem bastante para dar (em situações normais).
O desejo em comprar um carro novo é uma parte fundamental da troca, e convenhamos que raramente um Toyota desperta imenso desejo (talvez um GT 86, mas não ao preço a que é vendido cá).
Daí que receio que enquanto "os Toyotas forem as propostas híbridas mais interessantes" as coisas não mudem muito, mesmo acreditando plenamente que o futuro passe por esse tipo de motorização, nem que seja temporariamente.
Até lá, o "contabilista" será quase sempre aquele que mais se entusiasmará com eles.[